Por 62 a 37%, Irlanda aprova casamento LGBT em momento histórico

sábado, 23 de maio de 2015 0 comentários


Casal se beija em comemoração ao referendo do
casamento gay na Irlanda.Cathal McNaughton/Reuters

Irlanda aprova em referendo o casamento gay
'Sim' atingiu vantagem que não pode ser superada pelo não. O índice de participação no referendo ficou próximo de 60%

A Irlanda se tornou o primeiro país do mundo a aprovar em um referendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com as urnas do referendo de sexta-feira (22) apuradas em 39 das 43 circunscrições, o "sim" atingiu percentual de vantagem que não pode mais ser superada pelo "Não", anunciou o canal de televisão nacional segundo informações da France Presse.

Mais de 60% dos eleitores compareceram às urnas. Este foi o maior índice de comparecumento em um referendo no país em mais de duas décadas, segundo a Reuters.

Mais de 3,2 milhões de pessoas foram às urnas - muitos irlandeses que não moram no país voltaram só para participar da votação, informou a BBC.

A notícia foi recebida com muita festa pelos partidários do "Sim", muitos deles reunidos na esplanada do castelo de Dublin, e rompe com o domínio hegemônico sobre a moral pública exercido durante séculos pela Igreja Católica, que pediu o voto contra o casamento gay.

A Igreja defendeu o voto "não", em um país no qual mais de 90% das escolas do ensino básico estão sob a tutela da instituição, os sinos tocam duas vezes por dia na televisão pública e 84,2% da população se declara católica, informou a France Presse.

Apoiadores do 'sim' festejam resultado em Dublin após referendo
que aprovou casamento gay (Foto: Peter Morrison/AP)

Mas os irlandeses ignoraram o apelo religioso. Os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda começaram a comemorar antes mesmo do anúncio oficial do resultado. A esplanada do castelo de Dublin, que já foi a residência dos governantes britânicos e sempre foi um símbolo do poder, ficou lotada de partidários do "sim", em um clima de festa.

Na sexta-feira, mais de 3,2 milhões de irlandeses estavam registrados para votar a favor ou contra uma emenda constitucional que contempla que "o matrimônio pode ser contratado de acordo com a lei por duas pessoas, sem distinção de sexo".

O referendo, organizado 22 anos depois da homossexualidade deixar de ser considerada crime na Irlanda, provocou debates intensos nas últimas semanas, em um país no qual a Igreja Católica, contrária ao casamento gay, mantém uma influência considerável.

Os defensores da reforma constitucional receberam o apoio de várias celebridades, como o cantor Bono, do grupo U2, e o ator Colin Farrell, segundo a France Presse. Do lado do "Não", a Igreja Católica de Irlanda e os conservadores defenderam que o matrimônio deveria seguir exclusivo para a união entre um homem e uma mulher.

Fonte: G1, 23/05/2015

Crise financeira provoca cortes de 35% nas verbas para a Parada LGBT neste ano

quarta-feira, 20 de maio de 2015 0 comentários


A Prefeitura de São Paulo cortou em 35% a previsão de verbas para a Parada Gay neste ano. O valor investido na edição de 2015 do evento será de R$ 1,3 milhão, contra R$ 2 milhões reservados no ano passado. Para reduzir os gastos, a administração municipal deixou de financiar a feira cultural LGBT, que ocorre dias antes da Parada, e o camarote vip da Prefeitura.

A Parada Gay será realizada na Avenida Paulista, região central de São Paulo, no próximo dia 7. O corte de recursos está ligado às restrições orçamentárias do governo municipal. Mas segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, parceira da Associação da Parada do Orgulho LGBT na organização do evento, toda a estrutura segue bancada pela Prefeitura, desde a Marcha das Lésbicas, que acontece no dia anterior, até o show de encerramento.

Na última edição da Parada, as despesas previstas eram de R$ 2 milhões, mas a Prefeitura gastou R$ 1,8 milhão. Isso aconteceu porque algumas prestadoras de serviço tiveram que pagar multas por serviços não realizados no evento, de acordo com a administração municipal. 

A feira cultural será feita no dia 4, no Vale do Anhangabaú, também no centro, desta vez bancada pelo governo estadual. "A Parada Gay atrai muitos turistas estrangeiros, o que gera impostos estaduais e federais. A Prefeitura de São Paulo não vai pagar essa conta sozinha", defende Alessandro Melchior, coordenador de políticas para LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. A pasta é parceira da Associação do Orgulho LGBT na organização da Parada. O valor previsto para a feira era entre R$ 300 e R$ 400 mil. 

Cortes

Já em relação ao camarote vip, segundo Melchior, a avaliação é de que não compensava financiar a estrutura, que custou cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos no ano passado. "Com toda a estrutura da Parada, que reúne milhares de pessoas, gastamos em torno de R$ 900 mil. Não vale a pena investir quase metade disso em um camarote com 800 pessoas", diz. No local, eram recebidos convidados da Prefeitura e da associação. "Para nós, o camarote nunca foi essencial."

A Secretaria de Direitos Humanos calculou que esse valor economizado com o camarote é suficiente para manter por quase meio ano o programa Transcidadania, que dá bolsas para que travestis e transexuais estudem. Também informou que os recursos para a coordenadoria LGBT da pasta, antes previstos em R$ 8 milhões, caíram cerca de 58% - agora são R$ 3,4 milhões. 

Na semana passada, o jornal O Estado de S. Paulo, mostrou que a Associação da Parada do Orgulho LGBT, como estratégia para arrecadar mais recursos, venderá pulseiras para um trio elétrico oficial na edição deste ano do evento. A associação se queixa de queda de patrocínios, também de empresas federais.

Fonte: Yahoo Notícias, via Estadão conteúdo, Por Victor Vieira e William Castanho, 18/05/2015

49% dos brasileiros são contra a união entre pessoas do mesmo sexo

terça-feira, 19 de maio de 2015 0 comentários

Casamento LGBT: 49% dos brasileiros são contra
a união entre pessoas do mesmo sexo

Quase metade dos brasileiros é contra casamento gay

São Paulo - Quase metade dos brasileiros é contra a união entre pessoas do mesmo sexo, segundo pesquisa realizada pela Hello Research, agência de pesquisa de mercado e inteligência.

De acordo com o levantamento, 21% declararam ser indiferentes ao tema e 30% totalmente a favor do casamento gay. O estudo ouviu cerca de mil pessoas com mais de 16 anos e de diferentes classes sociais de 70 cidades do país.

As classes sociais D e E são, segundo a pesquisa, as que se mostraram menos favoráveis ao assunto. Já as regiões do país em que a união civil homoafetiva é menos aceita são Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

“Podemos observar que quanto menor a classe social e o acesso à informação, maior a resistência em apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo”, afirmou Davi Bertoncello, diretor executivo da Hello Research, em nota.

Para ele, pesquisas como esta ajudam a entender melhor o pensamento do brasileiro e servem para orientar medidas educacionais e sociais para modificar comportamentos e culturas.

Números de casamentos gays no país

Segundo dados divulgados pelo IBGE, mais de 3.700 casamentos entre pessoas do mesmo sexo foram realizados no Brasil em 2013.

São Paulo foi o estado com o maior número de uniões homoafetivas. No período, 1.945 casamentos foram realizados, sendo 897 entre homens e 1.048 entre mulheres.

Já o Acre foi o estado que registrou menos uniões desse tipo, com apenas um casamento entre homens e nenhum entre mulheres.

Fonte: Exame, por Daniela Barbosa, 11/05/2015

Na contramão da História, mais um pastor-deputado investe contra os direitos LGBT ao afirmar que 'família gay é inconstitucional'

segunda-feira, 18 de maio de 2015 0 comentários

Ligado à Malafaia, deputado Sóstenes Cavalcante declara que
 
família formada por casais gays não pode ter proteção do Estado

Família gay é ‘inconstitucional’, diz deputado


Presidente da comissão especial que analisa o Estatuto da Família, Sóstenes Cavalcante diz que Constituição só admite núcleo familiar composto por homem e mulher. Deputado quer votar em junho proposta que ameaça adoção por casais homossexuais

Pastor evangélico ligado ao líder da Assembleia de Deus Silas Malafaia, o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) preside a comissão especial criada para analisar o Projeto de Lei 6583/13, o chamado Estatuto da Família. No que depender do deputado, que pretende pautar a votação da proposta no mês que vem, casais homossexuais não poderão mais adotar filhos. Embora não seja o responsável pelo relatório final, o deputado diz ser totalmente contrário a qualquer constituição familiar cujo núcleo não seja formado por um homem e uma mulher. Para ele, a união entre pessoas do mesmo sexo não forma uma família e é “inconstitucional”.

“O trabalho que estamos fazendo é, basicamente, cumprir o que determina a Constituição. De que a base da família seja formada por um homem e uma mulher. Qualquer coisa que não tenha essa base é inconstitucional”, afirmou o deputado ao Congresso em Foco.

Designado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Sóstenes assumiu a presidência da comissão especial com a tarefa de acelerar a votação do projeto de lei relatado agora pelo deputado Diego Garcia (PHS-PR). A proposta tramita em caráter terminativo, o que dispensa a obrigatoriedade de sua passagem pelo plenário. Mas o deputado reconhece que, devido à polêmica que o tema suscita, haverá recurso para que a discussão seja estendida a todos os parlamentares no início do segundo semestre.

Sóstenes diz que a união afetiva entre pessoas do mesmo sexo contraria o artigo 226 da Constituição, que estabelece que “a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. No terceiro parágrafo desse dispositivo, o texto diz que “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Esse tipo de interpretação, no entanto, é contestado por juristas e entidades ligadas aos direitos humanos, que defendem o reconhecimento de famílias a partir das relações homoafetivas.

Resposta no Senado

Em contraposição ao projeto da Câmara, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) apresentou no Senado o Estatuto das Famílias. “O Estatuto das Famílias – no plural – contempla a proteção de todas as estruturas familiares presentes na sociedade moderna, diferentemente de projeto que tramita na Câmara dos Deputados e que propõe rotular família como instituição apenas formada a partir de um homem e uma mulher”, explica. A proposta está em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

Lídice argumenta que não é possível fingir desconhecer a realidade social vigente e “tapar com o sol com a peneira”. Para a senadora, é preciso reconhecer que há inúmeras possibilidades de formação de família e garantir os mesmos direitos a essas composições. “Na essência, o Estatuto das Famílias considera o amor e o respeito ao próximo e a luta contra todas as formas de violência e preconceito, defende. 

Só homem e mulher

Apresentado pelo deputado Anderson Ferreira (PR-PE), o Estatuto da Família pretende restringir a “entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”.

A partir deste núcleo, o projeto lista uma série de proteções na área da saúde, educação, que o Estado deve conceder a esse tipo específico de família, como, por exemplo, atenção integral dos membros da família por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa de Saúde da Família. Os críticos do projeto afirmam que os casais homoafetivos, por exemplo, poderiam não ter mais esse tipo de assistência especificada no Estatuto da Família.

O projeto também prevê a instituição da disciplina “Educação para família” e até o Dia de Valorização da Família, que ocorreria no dia 21 de outubro de cada ano. “A família vem sofrendo com as rápidas mudanças ocorridas em sociedade, cabendo ao Poder Público enfrentar essa realidade, diante dos novos desafios vivenciados pelas famílias brasileiras”, escreve o deputado Anderson Ferreira na justificativa de sua proposta.

“Na verdade, nós queremos ampliar o debate à sociedade para que tenhamos um relatório ainda no primeiro semestre”, diz Sóstenes. Em maio, a comissão pretende realizar duas audiências públicas semanais e discutir o assunto em nove estados.

Outras matérias que tramitam na Câmara também tentam vetar núcleos familiares formados por casais homossexuais. A deputada Júlia Marinho (PSC-PA), outra integrante da bancada evangélica da Câmara, por exemplo, apresentou um projeto de lei com o intuito de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de maneira que seja proibida a adoção de crianças por casais homoafetivos.

Direitos humanos

Deputado em primeiro mandato, o pastor Sóstenes Cavalcante se elegeu com o apoio do também pastor Silas Malafaia, um dos mais influentes líderes evangélicos do país e ferrenho opositor dos homossexuais. O deputado assumiu a presidência da comissão especial do Estatuto da Família após acordo costurado por Eduardo Cunha, também evangélico.

Sóstenes lançou candidatura avulsa à presidência da Comissão de Direitos Humanos, à revelia do seu partido, o PSD. Para não criar embaraços com o PT, a liderança do partido passou o deputado para a suplência, o que lhe retirou o direito de disputar a presidência. Como recompensa, assumiu o comando das discussões do Estatuto da Família.

Fonte: Congresso em Foco, 17/05/2015

Semáforos de Viena 'acendem' a favor dos direitos homossexuais

sexta-feira, 15 de maio de 2015 0 comentários


Iniciativa Semáforos de Viena 'acendem' a favor dos direitos homossexuais
Viena é, este ano, palco do festival da Eurovisão.

Inspirada pela vencedora do ano passado da Eurovisão - Conchita Wurst - Viena, que acolhe este ano o festival, decidiu provar que é uma cidade aberta e de pensamento liberal.

O festival celebra este ano o seu 60.º aniversário e a Áustria tem, nos últimos dias, centrado toda a sua atenção na organização deste evento que já não se 

Viena é, este ano, palco do festival da Eurovisão e inspirada pela vencedora do ano passado - Conchita Wurst - decidiu provar que é uma cidade aberta e de pensamento liberal.

O festival celebra este ano o seu 60.º aniversário e a Áustria tem, nos últimos dias, centrado toda a sua atenção na organização deste evento que já não se realizava no país desde 1967.

Este ano, a organização quer mostrar-se solidária com a "mulher barbuda" que no ano passado dedicou o troféu a todos os que "acreditam num futuro de paz e liberdade".

Assim, e para mostrar o apoio aos direitos dos homossexuais, a cidade mudou alguns dos bonecos dos seus semáforos. Em vez de o habitual peão vermelho ou verde, as sinalizações da cidade possuem dois peões apaixonados, de mãos dadas, em referência aos casais homossexuais.

Porém, lembra o ABC, a Áustria não é ainda um dos países europeus mais liberais em relação a este assunto, sendo que ao contrário de países como Portugal, Espanha ou Finlândia ainda não é permitido o casamento entre casais do mesmo sexo.

Consciente da atenção mediática que o festival desperta, Viena espera assim afirmar-se como um destino atrativo para o público homossexual.

Fonte: Notícias ao Minuto, 13/05/2015

71% dos cidadãos da Irlanda devem referendar o casamento LGBT

quinta-feira, 14 de maio de 2015 0 comentários


A conservadora Irlanda vai referendar o casamento gay

Sondagem do Irish Times diz que 71% dos cidadãos são a favor. Igreja Católica joga com o factor "filhos" para promover o "não".

O chefe do Governo irlandês, Enda Kenny, disse estar confiante que o "sim" será o resultado do referendo sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo que se realiza no dia 22 de Maio. "Os irlandeses vão negar aos seus próprios familiares o direito ao contrato de casamento pelas leis civis? É mesmo isso que querem fazer?", perguntou numa entrevista que concedeu nesta quarta-feira ao canal de televisão TV3.

Kenny está confiante porque, explicou, a sociedade irlandesa mudou e os cidadãos estão mobilizados. "O facto de este referendo se estar a realizar é um sinal do progresso que se viveu no nosso país nas últimas décadas. Indica também uma mudança de atitude em relação às pessoas lésbicas e gay", disse o primeiro-ministro.

Uma sondagem encomendada pelo jornal Irish Times diz que 71% dos cidadãos irlandeses são a favor da mudança da lei, resta saber quantos irão votar. Nos últimos dias, o número de cidadãos inscritos para votar neste referendo aumentou.

Kenny, que é primeiro-ministro de um país onde a Igreja Católica ainda tem um grande peso (o aborto é ilegal), explicou que, à medida que foi conhecendo histórias de casais do mesmo sexo, foi-se convencendo que legalizar o seu casamento é o mais certo. "Queremos alargar a dois homens ou a duas mulheres que se amam o direito de fazerem o mesmo contrato que eu fiz quando me casei", disse Kenny.

A campanha do "sim" contou com o apoio da Igreja da Irlanda (anglicana), cujos arcebispos apelaram ao voto a favor. John Neill, que foi arcebispo de Dublin entre 2002 e 2011, disse que a sua igreja "reconhece actualmente que há vários géneros de união" e que "todas eles devem ter a protecção do estatuto do casamento". "A percepção que a Igreja [anglicana] tem do casamento evoluiu, colocando hoje o companheirismo acima da procriação", disse Neill.

A campanha do "não" mobilizou a hierarquia católica e usou sobretudo o argumento dos filhos para defender a sua posição — a seguir ao casamento, disseram as organizações pró-não e a Igreja, surgirá a adopção por parte de casais do mesmo sexo e o recurso às barrigas de aluguer.

Num debate no início do mês, o primaz católico de toda a Irlanda, arcebispo Eamon Martin, pronunciou-se contra a "neutralidade" do casamento, ou seja, que este passe a ser definido por lei como a união entre duas pessoas e não como a união entre um homem e uma mulher, e esgrimiu o argumento das crianças. "O que se passará a ensinar nas escolas às crianças sobre o casamento?", disse, perguntando se terá também que se explicar às crianças o que são "actos homossexuais".

"A estratégia adoptada pelo campo do ‘não’ é clara: tenta criar confusão na mentes das pessoas ao trazer para a discussão temas emocionais que nada têm a ver com o debate", respondeu a ministra da Justiça, Frances Fitzgerald.

Fonte: Público, 13/05/2015

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