Novela Babilônia será um arco-íris: um casal de mulheres, outro de homens e vários personagens homossexuais

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 4 comentários

Timberg e Montenegro e Pasquim e Melo Jr. formam os casais LG da novela Babilônia

Dois casais gays prometem mexer com os noveleiros da Globo
Os telespectadores incomodados com a frequência de personagens gays nas novelas da Globo serão desafiados a praticar a tolerância. Babilônia, que sucede Império a partir de 16 de março, terá dois casais homossexuais com potencial de roubar a cena e provocar polêmica.

As personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg — Tereza e Estela — já ganharam amplo destaque na mídia nos últimos meses. Na trama, as duas vivem juntas há muitos anos e criam Rafael (Chay Suede), neto de Estela, como se fosse filho de ambas.

O script prevê vários beijos na boca, mas discretos. De acordo com o diretor Dennis Carvalho, a intenção não é chocar o público nem levantar a bandeira do arco-íris. Será a primeira vez, em 50 anos de teledramaturgia da Globo, que um casal de lésbicas da terceira idade será retratado de maneira tão explícita no vídeo.

Fernanda e Nathália, ambas com 85 anos, são vistas atualmente na reprise de O Dono do Mundo (1991), no canal Viva. Elas vivem as inimigas Olga (uma cafetina de luxo) e Constância (uma socialite decadente).

Outro casal gay de Babilônia que começa a gerar manchetes antes mesmo da estreia do folhetim é formado por Carlos Alberto e Ivan.

O galã Marcos Pasquim foi escalado para viver Carlos. Conhecido por interpretar mulherengos descamisados, o ator agora será um homossexual enrustido, que faz de tudo para esconder sua intimidade. O namorado dele, Ivan, papel de Marcello Melo Jr. (também identificado até aqui com personagens héteros), não esconde de ninguém ser gay. Entre os dois haverá esse conflito entre se expor publicamente ou manter a sexualidade (e o relacionamento) no armário. Carlos terá que lidar com uma questão a mais: o filho homofóbico, Fred (Filipe Monteiro). Entre as vítimas dos ataques de intolerância do rapaz está Rafael, criado por Tereza e Estela.

Esse núcleo de Babilônia lembra o embate familiar vivido em Império pelo bissexual Claudio (José Mayer) e seu filho antigay Enrico (Joaquim Lopez), que se revolta após descobrir a relação do pai com o jovem Leonardo (Klebber Toledo).

Tereza, Estela, Carlos e Ivan não serão os únicos gays de Babilônia. Os autores Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga criaram outros personagens homossexuais que serão revelados aos poucos.

A última trama de Braga na faixa das 21h, Insensato Coração, de 2011, teve um recorde de seis personagens gays.

Fonte: Terra, Sala de TV, 24/02/2015

Deputados evangélicos tentam barrar secretaria que tratará de políticas para o segmento LGBT

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 0 comentários

Mas a bíblia diz não aos gays. E sim para os escravos.

Deputados evangélicos tentam barrar secretaria que tratará de políticas para o segmento LGBT

Deputados estaduais ligados ao segmento evangélico se articulam para barrar a criação de uma secretaria-executiva para tratar de questões relativas às minorias, entre elas o segmento LGBT. No último domingo (22), durante a posse do novo bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, dom Antônio Tourinho, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou que pretende criar a nova pasta no âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Social. Nesta segunda-feira (23), no primeiro dia de atividades dos parlamentares após o Carnaval, o debate sobre a proposta do chefe do Executivo foi bastante caloroso.

Quem subiu à tribuna para tratar do assunto foi o Pastor Cleiton Collins (PP), representante da chamada "bancada evangélica" da Casa de Joaquim Nabuco, composta por sete parlamentares. Apesar de a nova pasta cuidar de demandas ligadas a vários outros segmentos, como negros e indígenas, o deputado se ateve apenas a tecer críticas à "proteção" que estaria sendo dada aos homossexuais. "
Tentar levar para as escolas que é normal... Não é normal. Tentar combater as igrejas que pregam a bíblia sagrada como a sua constituição religiosa... Vamos discutir políticas públicas normais voltadas para todos e não para a classe LGBT", destacou.
Apartes de vários deputados ligados à causa evangélica se seguiram ao pronunciamento do Pastor Cleiton Collins. O primeiro deles foi o presbítero Adalto Santos (PSB). O socialista disse que o posicionamento da bancada é de proteger a "família tradicional" e que isso não irá mudar. Na sequência, o deputado André Ferreira (PMDB) afirmou que o estado tem muitos outros problemas para se preocupar e que a criação de uma secretaria para defender o tema dos homossexuais e de outras minorias fica pequeno frente a esses problemas. "A família tradicional é a base da sociedade sadia", arrematou Ferreira ao terminar o seu aparte.

A ofensiva continuou com apartes do deputado Professor Lupércio (SD), que foi ainda mais enfático no seu posicionamento.
Não tenho preconceito, não sou homofóbico. Não tenho nada contra os homossexuais, sou contrário à prática".
O representante de Olinda chegou até a citar um trecho da bíblia para não deixar dúvidas quanto ao que defende.
Em Levíticos, há uma passagem que diz: O homem que se deitar com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação, deverão morrer, e seu sangue cairá sobre eles", disse.
Outro a se posicionar contra a proposta foi o Soldado Joel da Harpa (Pros). 
O negro nasce negro e continuará negro. O índio nasce índio e também continuará assim o resto da vida. Mas conheço vários homossexuais que deixaram de ser homossexuais e passaram a viver com outros pares, com mulheres. Estamos em um momento de grande crise existencial e moral. A grande maioria das pessoas se sente constrangida por minorias que querem atingir a moral. Daqui a pouco um camarada vai querer fazer sexo com animal e o estado vai criar políticas públicas para a pessoa que quer fazer sexo com animal", criticou.
A primeira a se levantar contra a ofensiva da bancada evangélica foi a deputada Priscila Krause (DEM). Para a democrata, debates como esse são prejudicados pela emoção e, apesar de fazer oposição ao governo, disse ser a favor da criação de instrumentos para fomentar políticas públicas para os segmentos mais vulneráveis da sociedade.
O ideal seria que não precisássemos de políticas específicas para nenhuma minoria, mas infelizmente não é assim. A agressão contra a população LGBT cresceu 460%. Temos que ter cuidado com esses extremismos. Esse questão precisa ser pautada pela tolerância e pelo respeito ao próximo, como tudo na nossa vida. Quando a gente fala em políticas públicas... E aí vocês (bancada evangélica) disseram que elas precisam ser para todos. Precisam, mas com foco nos mais vulneráveis. ", disparou a deputada.
A deputada Teresa Leitão também confrontou a ofensiva evangélica.
Se a população mais atingida pelo HIV é a dos homossexuais, não é necessário cuidar disso? O estado tem que se fazer presente sim. Nós temos que trabalhar para os diversos segmentos da sociedade. É importante que nós tenhamos um diálogo para que a casa não fique vista pela sociedade como quem é a favor ou como quem é contra os homossexuais. Pois é isso que vai parecer e isso é o pior dos mundos para o poder legislativo já tão afetado e desacreditado. Então, que esse debate seja em um nível que considere, sobretudo, o nosso papel parlamentar à luz da Constituição que nós juramos respeitar, sem prejuízo de qualquer crença, prática religiosa ou segmento", comentou a petista.
O deputado Edilson Silva (PSol), recém-nomeado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deu um depoimento pessoal para ilustrar o que pensa sobre o assunto.
Sou um ativista da causa LGBT. Tenho uma filha de 23 anos que tem uma relação homoafetiva e ela vai adotar uma criança e me dará um neto. Nossa família quer que ter os direitos como qualquer outra família. O que nós estamos tratando aqui não é da vida sexual das pessoas e sim da vida civil, de igualdade de direitos. Nós não vivemos apenas entre pessoas que aceitam o que está escrito nas sagradas escrituras. O que é para todo mundo é o artigo 5º da Constituição. O artigo serve para os islâmicos que vivem aqui, para os ateus, para os evangélicos, para todo mundo. É o guarda-chuva que serve para todos. O guarda-chuva aqui é outro, não é a Bíblia. Temos que ter um parâmetro e o parâmetro não pode ser escritos religiosos. O parâmetro é a lei", ponderou. 
Ao fim da sessão, o líder da oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PTB), pediu que os governistas e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Edilson Silva, se articulassem para que o governo não enviasse um decreto com a criação da secretaria-executiva, e sim um projeto de lei que pudesse ser analisado pelos parlamentares. O líder do governo, Waldemar Borges (PSB), afirmou que o governo socialista sempre olhou pelas minorias.
Uma casa como essa tem sim que fazer um debate sobre esse tema, de maneira equilibrada, de maneira a se respeitar a opinião e o ponto de vista de todos", finalizou.
Fonte: Diário de Pernambuco, 23/02/2015 

Casamento LGBT volta a ser proibido no Texas (EUA)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 0 comentários


Suprema Corte do Texas, nos EUA, volta a proibir casamento gay

União de duas mulheres durou 48 horas no estado. Suprema Corte dos EUA decide a legalidade em todo o país este ano.

A Suprema Corte do Texas, nos Estados Unidos, voltou a proibir o casamento gay no estado ao suspender duas sentenças judiciais que tinham permitido a expedição nesta quinta-feira (19) da primeira certidão matrimonial para um casal do mesmo sexo.

Os nove magistrados, todos republicanos, acordaram em suspender a decisão emitida na terça (17) pelo juiz Guy Herman, adscrito ao condado de Travis, que declarava 'inconstitucional' a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, vigente no Texas desde 2005.

Também suspenderam a autorização emitida pelo juiz estadual David Wahlberg, que, assim como Herman, está adscrito ao condado de Travis, para emitir uma certidão de casamento para as mulheres Sarah Goodfriend e Suzanne Bryant.

Após a autorização, Sarah e Suzanne se transformaram no primeiro casal homossexual legalmente casado na história do Texas.

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, solicitou à Suprema Corte estadual a suspensão das duas decisões, pedido que foi atendido pelos magistrados. Por isso, o casamento homossexual apenas foi considerado legal durante 48 horas no estado.

Paxton qualificou Herman e Wahlberg de 'juízes ativistas' e garantiu que o casamento entre as duas mulheres está cancelado.

Apesar da afirmação do procurador-geral, não está clara a situação legal das duas mulheres, já que a suspensão da Suprema Corte estadual faz referência à autorização do juiz e não à certidão matrimonial.

Em 2005, 76,25% dos texanos votaram em um referendo contra o casamento homossexual, enquanto 23,75% se posicionaram a favor.

O condado de Travis foi o único dos 254 que integram este estado eminentemente conservador que se mostrou propício ao casamento gay.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo é legal em 38 estados do país, enquanto em 12 segue proibida, sendo o Texas o maior deste segundo grupo.

Está previsto que a Suprema Corte de Justiça dos EUA decida ao longo deste ano sobre a legalidade desses casamentos em todo o país.

Fonte: G1, via EFE, 20/02/2015

HBO Brasil apresentará o documentário ‘Prop 8: O Casamento Gay em Julgamento‘ em 03 de março

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 0 comentários


HBO Brasil exibirá ‘Prop 8: O Casamento Gay em Julgamento’

A HBO Latin America anunciou que apresentará com exclusividade o documentário ‘Prop 8: O Casamento Gay em Julgamento‘ no próximo dia 03 de março, às 22h, na HBO.

Vencedor do prêmio de Melhor Direção na categoria de documentários no Festival de Sundance 2014, a produção retrata um dos casos mais polêmicos da primeira década do século 21: o processo judicial para anular a emenda constitucional (“Proposition 8”) de 2008 que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado da Califórnia.

A aprovação da emenda por pressão de uma aliança conservadora que defendia a legalidade do matrimônio exclusivamente entre um homem e uma mulher, levou a um movimento para derrubá-la. Dois advogados – até então inimigos – inesperadamente uniram forças para defender o casamento igualitário e a inconstitucionalidade da medida. O conservador Ted Olson e o liberal David Boies representaram na Justiça dois casais do mesmo sexo baseando suas ações no direito de todos os casais se amarem. Com imagens exclusivas filmadas durante o processo, o documentário analisa as estratégias e as táticas usadas por Olson e Boies para defender o amor.

‘Prop 8: O Casamento Gay em Julgamento‘ mostra ao público o caminho feito por Olson e Boies – desde o Tribunal de São Francisco até a Suprema Corte – onde elaboraram perfeitamente suas ações com um exército de especialistas até conseguirem anular definitivamente a emenda no veredito final.

Dirigido e produzido por Ben Cotner e Ryan White, o documentário tem produção executiva de Sheila Nevins e edição de Kate Amend.



Fonte: Cine Pop, 19/02/2015, por Renato Marafon

Grupo LGBT católico participa de audiência com o papa Francisco

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 0 comentários

Irmã Jeannine Gramick e Francis DeBernardo recebidos pelo papa Francisco

Vaticano recebe grupo gay em audiência, discretamente

Um grupo de defesa dos direitos de católicos gays, vindo dos Estados Unidos, foi recebido pela primeira vez na audiência semanal do papa Francisco ontem, o que seus membros consideram um sinal de mudança na Igreja Católica. 

O grupo, porém, foi anunciado como "um grupo de leigos acompanhados por uma irmã". Não foi mencionado por Francisco, mas foi a primeira vez em que eles puderam participar da cerimônia. Até a menção ao grupo como leigos foi saltada pelo mestre de cerimonial que leu a lista de convidados. 

A irmã é Jeannine Gramick, co-fundadora do Ministério Novos Rumos, que prega para católicos homossexuais e promove os direitos dos gays na igreja. Ela e o diretor-executivo do grupo, Francis DeBernardo, lideraram uma caravana de 50 católicos homossexuais para a audiência na Praça de S. Pedro. 

Em entrevista, disseram que o grupo foi ignorado em visitas anteriores, nos papados de João Paulo 2º e Bento 16. 

Desta vez, um bispo dos EUA e o monsenhor Georg Gaenswein, que cuida dos convites para a audiência, apoiaram o pedido e eles foram recebidos na primeira fila, ao lado de dignitários e grupos católicos. 

Quando Francisco passou, eles cantaram "Todos São Bem-Vindos", um hino que simboliza seu desejo por uma igreja mais inclusiva. 

Uma lista dos convidados, publicada pelo Vaticano, informava que havia "um grupo de leigos acompanhados por uma irmã", mas não mencionava se tratar de um grupo de defesa dos direitos dos gays. 

"O que isto indica é que existem movimentos em nossa igreja para receber pessoas que estão fora", disse Gramick. 

Meses antes de sua eleição, Francisco fez sua já famosa declaração sobre como ele não poderia julgar gays que tenham boa vontade e estejam em busca de Deus. 

Até agora, porém, ele não deu sinais de que a igreja vá mudar sua doutrina contrária aos atos homossexuais. 

Em outubro, bispos do mundo inteiro se reuniram em Roma para debater questões relacionadas à família e divulgaram um relatório provisório pedindo maior aceitação dos gays pela igreja. 

O trecho foi suavizado na versão final do relatório, depois de reclamações de bispos conservadores. A última reunião sobre questões de família está marcada para outubro deste ano. 

DeBernardo disse que casais de gays, lésbicas e de outras famílias não-tradicionais deveriam ser convidados para o encontro, conhecido como sínodo, para falar aos bispos sobre sua fé e sua sexualidade.

Fonte: Diário de Cuiabá, via Folha Press, 18/02/2015

Japão a caminho da legalização das uniões homossexuais

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 0 comentários

Um distrito da capital japonesa deu um passo pioneiro rumo
 à legalização dos casamentos “gay” no país 

Tóquio abre caminho a casamentos gay

O Japão desbravou o caminho para a legalização das uniões homossexuais depois do distrito de Shibuya, em Tóquio, ter decidido passar a reconhecer os casais do mesmo sexo, tornando-se o primeiro a dar esse passo no país. De acordo com a agência EFE, o governo local planeja começar a conceder certificados de união civil a esses casais a partir de abril, o que representa um importante precedente para outras entidades locais, inclusive para o Executivo central.

Esta é uma iniciativa pioneira no país, onde a Constituição define o casamento como “união baseada apenas no consentimento mútuo de pessoas de sexo diferente” e a legislação civil não reconhece direito algum aos casais homossexuais.

Desta forma, Shibuya, um dos 23 municípios de Tóquio e popular centro comercial e criativo do Japão, pretende acabar com a discriminação que os casais gays sofrem em vários níveis, desde o acesso a benefícios fiscais ou serviços sociais à obtenção de contratos com título partilhado.
O nosso objectivo é que os residentes LGBT (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais) possam viver numa sociedade diversa onde as diferenças sejam mutuamente aceitas e respeitadas”, salientou o “mayor” de Shibuya, Toshitake Kuwahara, ao apresentar a medida.
Após ter ouvido juristas e representantes da comunidade LGBT, o governo local elaborou uma proposta de legislação que ainda terá de ser aprovada na assembleia local em março, para entrar em vigor em abril.

Em termos práticos, a medida visa disponibilizar certidões a casais homossexuais que serão reconhecidos da mesma forma que os tradicionais, embora ainda persista alguma controvérsia em torno desta definição.

A medida foi muito bem recebida por organizações de defesa dos direitos dos homossexuais e políticos envolvidos nesta causa. Para os apoiadores da proposta, este é um primeiro passo rumo à equiparação, mas ao mesmo tempo pedem cautela até que se concretize o seu reconhecimento legal.

Em países como a Alemanha ou a Suíça, o reconhecimento legal dos casais homossexuais aconteceu primeiro a nível local e estendeu-se depois ao âmbito nacional, conforme destacou Yasuhiko Watanabe, professor de Direito da Universidade Sangyo de Kyoto.
Poderemos ver um movimento similar no Japão”, afirmou o especialista em Direito Civil e Familiar, em entrevista à agência Kyodo.
O reconhecimento legal destas uniões conta, no entanto, com a oposição de alguns políticos, que defendem a atribuição de um estatuto completamente diferente do casamento heterossexual.

De qualquer modo, a agência EFE salienta que a iniciativa de Shibuya promete alimentar o debate na sociedade japonesa, onde grande parte da população ainda se opõe a esses casamentos e, inclusive, tem uma opinião negativa sobre a comunidade gay. Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Centro de Opinião Pública do Japão concluiu que 52% dos nipônicos ainda rejeitam a legalização de uniões entre pessoas do mesmo sexo. Porém, essa percepção muda de forma significativa entre os jovens com idades entre 20 e 30 anos, onde a aceitação do casamento gay atinge 70%.

Fonte: Jornal Tribuna de Macal. 17/02/2015

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