Daniela e Malu fazem um bem imenso à cidadania LGBT e à sociedade brasileira

terça-feira, 21 de maio de 2013 1 comentários

Daniela Mercury e Malu Verçosa

Muito se fala de que essa saída do armário da Daniela é jogada de marketing promocional para ela voltar a ficar em evidência, pois estaria em fim de carreira, blá-blá-blá. No mínimo, teríamos que considerar ser essa uma jogada bem arriscada, quase um blefe, mas nada indica engodo no relacionamento de Daniela e Malu. Daniela sempre se relacionou com mulheres e, nesses tempos em que não se prendem mais homossexuais nos armários, resolveu assumir esse seu caso em particular para dar uma força aos direitos homossexuais. Se de quebra calculou benefícios à sua carreira, pela polêmica em torno do caso, não vejo porque condená-la, pois não tem preço o bem que tem feito à cidadania LGBT e ao sonho de um Brasil menos obscurantista.

Segue a matéria e o vídeo da entrevista que ela e Malu deram à TV Folha, entrevista um pouco prejudicada por uma música de fundo meio pra baixo, trilha sonora mais adequada para uma matéria sobre algum evento dramático, o que de forma alguma é o caso. No mais, bem legal e vale o registro.

"Não dava para viver de outra maneira", diz Daniela Mercury; assista

O encontro com Daniela Mercury, 47, e a jornalista Malu Verçosa, 37, casal icônico da militância gay brasileira, havia sido marcado para as 18h30 da quarta-feira, no espaçoso casarão da cantora no Parque Costa Verde, condomínio de luxo situado nas bordas de Salvador, onde sopra a brisa do mar.

Duas horas depois Daniela aparece com um microvestido para a conversa. "Ela é a curva do rio, só pra sair do quarto leva 40 minutos", diz Malu ao repórter Morris Kachani. A cantora havia passado base nas pernas, por isso hesitou em se sentar no sofá para não manchá-lo (um lençol foi providenciado).

Daniela vai logo dizendo que o casal está vivendo "aquela fase insuportável" da paixão. "Você fica nua, em carne viva. A relação está se criando, então tudo é negociado. Não sabia que poderia amar alguém com tanta intensidade", afirma.

Malu diz, diante de uma Daniela de olhos marejados: "Ela é generosa, brava, mas boba --aquele tipo que se você fizer 'bu', chora. Daniela devaneia, viaja. É forte e é guerreira. Uma mulher da porra, como se diz por aqui".

A namorada da cantora é editora-chefe do programa de notícias regional da TV Globo. Formou-se em jornalismo na Fiam, em São Paulo, onde viveu por dez anos, tendo trabalhado também no SBT e na Record.

Fonte: TV Folha, 19/05/2013

Maria da Conceição fala várias línguas e tem namorada

segunda-feira, 20 de maio de 2013 0 comentários

Maria da Conceição fala várias línguas e tem namorada

Maria da Conceição não ganhou seus 15 minutos de fama por ser homossexual, mas sim por trabalhar como faxineira no Mercado Central de Belo Horizonte embora fale várias línguas. Mas a naturalidade com que disse ter uma namorada aponta para o futuro dos nossos sonhos: um onde ser homossexual se torne apenas um detalhe na vida das pessoas, como de fato é.

Destaque: Em 2005, Maria da Conceição trabalhava numa oficina de informática quando conheceu um alemão, um espanhol e uma holandesa. Eles faziam intercâmbio no país e foram embora. Mas a amizade foi mantida por meio de contatos pela internet. "Numa dessas conversas, entrou uma mineira, dez anos mais nova, que se tornou minha companheira. Sou homossexual".

As duas foram convidadas pela amiga holandesa para se mudarem para lá. Toparam e, em Amsterdam, fizeram faxina e reforma de residências para sobreviver. Foi aí, que Maria da Conceição começou a aprender, "com uma certa facilidade", as línguas que hoje domina.

Em Belo Horizonte, ex-faxineira vira "celebridade" por falar quatro línguas

Carlos Eduardo Cherem

Não restou outra alternativa nesta sexta-feira (17) à administração do Mercado Central de Belo Horizonte: arrumar um uniforme novo para as imagens e organizar as entrevistas da ex-faxineira Maria da Conceição da Silva, após a súbita fama da pernambucana, quando os colegas descobriram que ela fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de "arranhar" alemão, árabe e hebraico, e contaram para a diretoria do mercado.

Com isso, em pouco mais de 15 minutos de conversa, com o superintendente do mercado Luiz Carlos Braga, informado no início de maio, que, além de poliglota, a faxineira tem formação superior em contabilidade, Maria da Conceição foi promovida a atendente turística do Mercado Central. Seu salário passou de R$ 674 (salário mínimo) para R$ 1.100, com a promoção. 

"Estamos organizando. É para ficar mais ajeitado", afirma o superintendente, que pede que os jornalistas formem uma fila para falar com a empregada do mercado.

Maria da Conceição atendeu a reportagem do UOL, entre os desfiles que fez nos corredores do mercado para as imagens e as entrevistas individuais que concedeu aos repórteres. A agora atendente turística disse que há exageros na repercussão do caso e que não se sente celebridade.

"Senhor, estão exagerando. Eu só falo quatro línguas. O alemão, árabe e hebraico, eu só arranho o alemão, árabe e hebraico. Não tem nada disso não", diz Maria da Conceição. 

"O hebraico estava aprendendo com um amigo marroquino. Eu só arranho, não falo".

O mundo sem fronteiras

"Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram criados pela minha avó materna. Um outro foi criado por parentes. Minha mãe me doou ainda bebê. Mas arrependeu-se e me buscou mais tarde.

Aos 11 anos, Maria da Conceição trabalhava como recepcionista e, a mãe, como doméstica. "Estudava em colégio de freiras. No escritório, fazia serviços gerais e datilografia". Mudou-se com a mãe para Fortaleza e lá fez o ensino fundamental num colégio militar.

Após o período na capital cearense, transferiu-se novamente com a mãe para Elesbão Veloso (PI), onde morou na casa de uma irmã. De lá, foi para Teresina e concluiu o ensino médio no Colégio Salesiano. Mudou-se com a mãe para Campina Grande (PB), onde trabalhou em diversas profissões.

"Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão. Aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro também. Fui doméstica e até em oficina mecânica trabalhei". Nessa cidade paraibana, em 1991, a mãe morreu.

Em 2005, Maria da Conceição trabalhava numa oficina de informática quando conheceu um alemão, um espanhol e uma holandesa. Eles faziam intercâmbio no país e foram embora. Mas a amizade foi mantida por meio de contatos pela internet. "Numa dessas conversas, entrou uma mineira, dez anos mais nova, que se tornou minha companheira. Sou homossexual".

As duas foram convidadas pela amiga holandesa para se mudarem para lá. Toparam e, em Amsterdam, fizeram faxina e reforma de residências para sobreviver. Foi aí, que Maria da Conceição começou a aprender, "com uma certa facilidade", as línguas que hoje domina.

Voltou o ano passado, após ter conhecido boa parte da Europa, e veio morar com uma irmã em Belo Horizonte e, óbvio, teve de procurar emprego.

Acabou arrumando o de faxineira do mercado e, agora, a promoção, quando foram descobertas suas qualificações.

15 minutos de fama

Dá um sorriso largo e avisa à reportagem, quando se prepara para atender outro jornalista, já impaciente na fila: "Eu sei disso tudo. São os 15 minutos de fama..."

"Você acha que eu sou boba? Isso tudo passa rápido". Entretanto, não esconde uma leve expectativa com a súbita fama: "Emprego? É. Isso pode ser que melhore um pouco", afirma Maria da Conceição, antes de partir para outra entrevista.

Em Belo Horizonte, desde setembro do ano passado, procurou trabalhar em escritórios mas não conseguiu. "As pessoas criavam dificuldades: veio da Europa? O que fazia lá? Já passou dos 40? Tem curso superior, precisamos de pessoas com formação até o ensino médio", diz.

"Fiquei sabendo que havia vaga na faxina do mercado e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas", afirma.

Ela afirma teve dificuldades para arrumar emprego em Belo Horizonte, mesmo com a boa formação educacional. Por isso, foi para a faxina do mercado e, agora, o atendimento aos turistas.

Minnesota é o 12º estado americano a aprovar o casamento gay

domingo, 19 de maio de 2013 0 comentários


Minnesota se tornou o 12º estado americano a legalizar o casamento gay, após o governador democrata Mark Dayton assinar a lei, na terça-feira (dia 14/05/13). O projeto, aprovado na segunda pelo Senado com 37 votos a favor e 30 contra, havia sido respaldado pela Câmara dos Deputados na semana passada. A nova legislação entrará em vigor a partir do dia 1º de agosto.


Com a decisão, Minnesota se transformou no segundo estado do centro-oeste americano a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo - o primeiro a fazê-lo pela via legislativa. Iowa, o pioneiro da região, adotou a medida após decisão judicial.

Além de Minnesota e Iowa, os outros estados que aceitam o casamento gay são Delaware, Rhode Island, Massachusetts, Connecticut, Nova York, Vermont, New Hampshire, Maine, Maryland e Washington, além da capital Washington D.C. 

A proibição constitucional continua em vigor em 31 estados.

Suprema Corte – No final de março, a discussão sobre o casamento gay chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos. Os juízes escutaram argumentos favoráveis e contrários que serão considerados para decidir se a união matrimonial homoafetiva se tornará um direito constitucional, o que obrigaria todos os estados americanos a aceitá-la. Nos Estados Unidos, cada estado tem autonomia legislativa para aprovar leis, desde que respeitem a constituição do país.

Depois da primeira audiência, que abordou a constitucionalidade da Proposta 8, que em 2008 proibiu a união entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia, a Corte se mostrou reticente em tomar uma decisão final. Na segunda audiência, discutiu-se a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento (DOMA, na sigla em inglês), que barra a concessão de benefícios federais a homossexuais legalmente casados. A Suprema Corte deverá se manifestar sobre as ações no mês que vem.

Fonte: Veja, 14/05/2015

No dia contra a homofobia, a França ratifica o casamento LGBT e Portugal a co-adoção por casais homossexuais

sábado, 18 de maio de 2013 0 comentários

Por que não duas mães?

Para celebrar com estilo o dia internacional de combate à homofobia, ontem o Conselho Constitucional francês anunciou a aprovação da lei que autoriza o casamento e a adoção por casais do mesmo sexo na França e o parlamento português deu um passo importante na legalização da co-adoção de crianças por casais homossexuais. Abaixo, seguem dois artigos sobre esses temas e o vídeo da aprovação da adoção de crianças por casais homossexuais pelo parlamento português.

Lei do casamento gay é aprovada por Conselho Constitucional francês

PARIS, 17 Mai 2013 (AFP) - O Conselho Constitucional francês anunciou nesta sexta-feira a aprovação da lei que autoriza o casamento e a adoção por casais do mesmo sexo na França, o que deverá permitir as primeiras celebrações nas próximas semanas.

O presidente François Hollande promulgará o texto no sábado. Uma vez promulgado, as primeiras uniões poderão ser realizadas após o prazo legal para a publicação em Diário Oficial, que leva dez dias.

O Parlamento francês aprovou no dia 23 de abril o casamento civil e a adoção para homossexuais por uma votação solene dos deputados, após semanas de debates acalorados, o que fez da França o 14º país a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A oposição de direita imediatamente contestou no Conselho Constitucional a compatibilidade da legislação com a Constituição francesa e o direito internacional.

Em resposta, o Conselho decidiu que o casamento gay é "uma escolha legislativa" e "que não viola qualquer princípio constitucional".

Mesmo que "a legislação republicana anterior a 1946 e suas leis posteriores definam o casamento como a união de um homem e uma mulher, esta regra não fere os direitos e liberdades fundamentais, nem a soberania nacional, nem a organização dos poderes públicos" e "não pode, portanto, constituir um princípio fundamental", acrescentou a decisão do Conselho.

Ao validar o direito de adoção para os casais homossexuais, o Conselho ressalta que o texto não reconhece o "direito ao filho", e que o princípio a ser seguido para qualquer adoção é "o interesse da criança.".

Fonte: UOL Notícias, 17/05/2013

Por que não dois pais?

Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais

Depois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada. O Parlamento português aprovou na generalidade esta medida nesta sexta-feira, por uma magra vantagem, num cenário inesperado. Para a co-adopção ser uma realidade, no entanto, é ainda necessária uma votação final global (após a discussão na especialidade) e a promulgação pelo Presidente da República.

O projecto de lei português passou com 99 votos a favor, 94 votos contra e nove abstenções. Votaram 202 dos 230 deputados, vários abandonaram o hemiciclo antes do início da votação. PSD e CDS deram liberdade de voto.

Além daqueles cinco países, a co-adopção é legal em três estados dos EUA, na Tasmânia (Austrália) e na Gronelândia (Dinamarca). Quanto à adopção plena por casais homossexuais, que não é permitida pela legislação portuguesa, ela está legalmente regulada em 14 países, 21 estados dos EUA, duas regiões do México e três estados australianos.

O diploma legislativo sobre co-adopção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo tem como primeiros subscritores os deputados socialistas Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves. O objectivo é que seja possível estender o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adoptante) ao seu cônjuge. O Parlamento discutiu ainda mais dois projectos do BE e um do PEV sobre adopção plena por casais homossexuais, mas todos foram reprovados.

No projecto do PS pode ler-se que "quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adopção, pode o cônjuge ou o unido de facto co-adoptar o referido menor". Nos termos do diploma legislativo agora aprovado, podem co-adoptar pessoas com mais de 25 anos e nas situações em que não exista "um segundo vínculo de filiação em relação ao menor". 

Votaram a favor as bancadas do BE, PCP, PEV, a maioria dos deputados do PS e 16 deputados do PSD. Abstiveram-se três deputados do PS, três do PSD e três do CDS. E votaram contra a maioria dos deputados do PSD e do CDS, assim como dois deputados do PS.

Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha foram os sociais-democratas que votaram a favor do diploma do PS.

Abstiveram-se os deputados do PS Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro e José Junqueiro, os deputados do PSD Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt, e os deputados do CDS João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert.

Os dois socialistas que votaram contra foram António Braga e João Portugal.

No dia mundial contra a homofobia, Isabel Moreira defendeu, na apresentação do projecto, que o país deveria dar luz verde à co-adopção por casais do mesmo sexo. "Um passo civilizacional" que recusa "uma orfandade legal" que existe e que não acolhe o superior interesse da criança. Isabel Moreira referia-se assim a um projecto de lei que "chega atrasado para pais e mães e para crianças que muitas vezes na sua inocência desconhecem que o Estado desconsidera um dos seus pais".

A socialista pediu que se preenchesse um vazio legal que não responde às situações que já existem. E ilustrou com o caso de uma família homossexual com uma criança de dez anos, em que, morrendo o progenitor, o seu cônjuge não tem qualquer poder legal relativamente à criança com quem vive, muitas vezes, desde o nascimento. A criança, frisou, fica sem os dois pais ou as duas mães. "É uma família destruída", disse Isabel Moreira.

"É hoje o dia de usar o voto para, mais do que nos imaginarmos no lugar do outro, sermos o outro", apelou Isabel Moreira.

Também a deputada do BE Cecília Honório disse ser o dia em que se pode pôr fim aos "direitos pela metade dos homossexuais".

"Todas as famílias contam, não há famílias de primeira e de segunda", argumentou a deputada bloquista, que acrescentou que é a capacidade de "acolhimento e de amor" que deve ser critério para a adopção, em detrimento da orientação sexual dos pais. "A orientação sexual não pode contar como critério impeditivo da adopção", pediu Cecília Honório.

No mesmo sentido, a líder parlamentar do PEV pediu a protecção do "superior interesse da criança". Também o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, anunciara que a bancada comunista iria votar a favor do projecto do PS, por considerar que é preciso proteger os laços afectivos das crianças. "Não ignoramos as situações concretas existentes de famílias constituídas", disse o deputado.

Já a deputada Carla Rodrigues, do PSD, considerou que "a defesa dos direitos humanos está no património genético do PSD", mas que, pela matéria sensível em causa, a bancada social-democrata terá hoje liberdade de voto, para que cada deputado exerça "em consciência" o seu mandato. A deputada do CDS Teresa Anjinho observou que o assunto não foi ainda suficientemente debatido na sociedade.

A aprovação da co-adopção já foi saudada por activistas gay, embora considerem que este é "um passo pequenino numa escadaria enorme".

Fonte: Público

Histórico do 17 de Maio e a programação da MTV contra a homofobia

sexta-feira, 17 de maio de 2013 0 comentários


Histórico do Dia Internacional Contra a Homofobia

Em 17 de maio de 1990, a Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membros das Nações Unidas em 1993.

Em 2003, em homenagem a esse evento significativo para os direitos da população LGBT, a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA) estabeleceu a data como Dia Internacional contra a Homofobia.

Abaixo programação da MTV contra a Homofobia e vídeo da ONU que expõe a natureza das violações de direitos humanos sofridas por pessoas LGBT em todo o mundo.

Programação da MTV contra a homofobia

Toda a programação da MTV Brasil de hoje celebra o Dia Internacional Contra a Homofobia e brada um sonoro #homofobiaNÃO!

A programação especial conta com série de promos, drops do MTV1, faixas especiais de clipes, cobertura do site e programas ao vivo.

Às 18h, começa o Especial MTV #homofobiaNÃO apresentado por Chay Suede, Juliano Enrico, Didi, Gaia, Titi e Chuck. O programa terá música ao vivo na rua, artistas convidados e todos os VJs que se engajaram na causa.

A audiência não fica de fora. Ela participa dos shows que acontecerão na porta da emissora, conta suas histórias por email e telefone, e ainda participa de um grande 'Beijaço', que acontecerá na nossa calçada. Quem não for de São Paulo também pode participar instagramando seu beijo com a hashtag #BeijaçoMTV!

Os shows gratuitos acontecerão a partir das 18h, com o Vanguart, Vivendo do Ócio, Guilherme Arantes, Pollo, Cachorro Grande, Vespas Mandarinas e Marcelo Jeneci  na porta da MTV Brasil nesta sexta-feira (17), como parte da programação do Dia Internacional Contra a Homofobia.

A partir das 20h, o programa dá espaço para um debate, mediado pelo VJ Didi Effe, em que o cartunista Laerte, PC Siqueira, o colunista do UOL Vitor Ângelo, o advogado Dimitri Salles da OAB, entre outros, discutem as mudanças da sociedade, os avanços e desafios do movimento contra a homofobia.

Às 21 horas, será exibido o documentário 'VOZ MTV - HOMOFOBIA NÃO', produzido pela própria MTV Brasil, com diversos depoimentos e participação do historiador João Silvério Trevisan.

Serão 3 horas, ao vivo, de muita música e informação.

Vamos todos nos divertir, ajudar a acabar com a Homofobia e também nos informar!

PARTICIPE
Se você já foi vítima da homofobia, física ou moralmente, ou conheça alguém que já tenha passado por isso, conte pra gente. Envie sua história para o email homofobianao@mtv.com.br. Mande também seu número de telefone pra gente fazer contato. Você poderá participar ao vivo de nossa programação!

Também chame sua galera, seu coletivo, grupo organizado, e venha à porta da MTV para participar dessa com a gente!
Ficamos na Av. Prof. Alfonso Bovero, 52 - Sumaré - SP (Linha verde do metrô).

Contato: casting@mtvbrasil.com.br ou (11) 3871-7112

O Enigma: Mensagem do escritório de direitos humanos da ONU contra a homofobia

76 países ainda criminalizam as relações homossexuais consensuais e as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Neste vídeo do escritório de direitos humanos da ONU, pessoas de diversas origens fazem perguntas diretamente para o espectador para expor a natureza das violações de direitos humanos sofridas por pessoas LGBT em todo o mundo. O vídeo inclui o secretário-geral da ONU e a alta comissária para os direitos humanos, Navi Pillay. A mensagem da ONU é de que direitos LGBT são direitos humanos. Juntos, vamos construir um mundo que é livre e igual.

Casamento LGBT entra em vigor

quinta-feira, 16 de maio de 2013 0 comentários


Resolução que obriga cartórios a celebrar casamento gay entra em vigor 

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proíbe cartórios de recusar a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo ou de negar a conversão de união estável de homossexuais em casamento foi divulgada na edição de hoje (15) do Diário de Justiça Eletrônico. A medida só será considerada publicada amanhã (16), primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação, a partir de quando passará a valer para cartórios de todo o país.

A proposta, apresentada pelo presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, foi aprovada ontem (14), por maioria de votos, pelo plenário do CNJ. A decisão foi baseada no julgamento do STF, que considerou inconstitucional a distinção do tratamento legal às uniões estáveis homoafetivas, e ainda na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou não haver obstáculos legais à celebração de casamento de pessoas do mesmo sexo.

Durante a 169ª sessão do colegiado, nessa terça-feira, o ministro Joaquim Barbosa classificou a recusa de cartórios de Registro Civil em converter uniões em casamento civil ou expedir habilitações para essas uniões como "compreensões injustificáveis".

Também ficou definido que os casos de descumprimento da resolução deverão ser comunicados imediatamente ao juiz corregedor responsável pelos cartórios no respectivo Tribunal de Justiça.

Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil


RESOLUÇÃO N. 2626, DE MAIO DE 2013

Dispõe sobre a habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo.

O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições constitucionais e regimentais,

CONSIDERANDO que o Supremo Tribunal Federal, nos acórdãos prolatados em julgamento da ADPF 132/RJ e da ADI 4277/DF, reconheceu a inconstitucionalidade de distinção de tratamento legal às uniões estáveis constituídas por pessoas de mesmo sexo.

CONSIDERANDO que as referidas decisões foram proferidas com eficácia vinculante à administração pública e aos demais órgãos do Poder Judiciário.

CONSIDERANDO que o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento do RESP 1.183.378/RS, decidiu inexistir óbices legais à celebração de casamento entre pessoas de mesmo sexo.

CONSIDERANDO a competência do Conselho Nacional de Justiça, prevista no art. 103-B, da Constituição Federal de 1988.

RESOLVE:
Art. 1º - É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo.

Art. 2º - A recusa prevista no artigo 1º implicará na imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para as 
providências cabíveis.

Art. 3º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 14 de maio de 2013

Ministro Joaquim Barbosa
Presidente do Conselho Nacional de Justiça

Cartórios aprovam decisão do CNJ e dizem que vão cumpri-la
Presidente da Federação Brasileira de Notários fala em trocar juiz se necessário
THIAGO HERDY

SÃO PAULO - O presidente da Federação Brasileira de Notários e Registradores (Febranor) e da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), Rogério Portugal Bacellar, classificou a resolução do Conselho Nacional de Justiça que manda os cartórios registrarem os casamentos homoafetivos como “necessária para atender à demanda da população que necessitava disso”. Para Bacellar, juízes de paz que se recusarem a realizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo deverão ser afastados de suas funções.

— Se um juiz de paz se recusar a fazer o casamento, seja por crenças pessoais ou religião, troca-se o juiz de paz, o que se pode fazer? — disse Bacellar, para quem a resolução agiliza o processo do casamento civil e garante “cidadania de forma igual”.

Ontem mesmo a Anoreg divulgou comunicado aos filiados lembrando que, com a resolução, os cartórios poderão converter a união estável homoafetiva em casamento sem a necessidade de enviar o pedido ao Poder Judiciário.

A necessidade de apreciação pelo magistrado continua prevista apenas para quando houver impugnação do oficial do cartório, do Ministério Público ou de terceiros.

— Alguns estados já estendiam a decisão do STF sobre a união homoafetiva e faziam isso. Outros, não, as pessoas estavam em dúvida, agora melhorou a situação — disse Bacellar.

Levantamento informal feito pela Anoreg apurou terem sido registradas, pelo menos, 1,7 mil uniões estáveis homoafetivas em 14 estados brasileiros desde maio de 2011, quando o STF decidiu sobre o tema.

Beto de Jesus, dirigente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, elogiou a decisão do CNJ:

— Não estamos mais presos a interpretações de oficiais de cartório baseadas em homofobia e desrespeito. Se o STF decide sobre um direito, ele deve ser aplicado por quem tem condições de aplicá-lo.

Segundo Jesus, a falta de um entendimento único levava a uma “desigualdade regional, motivada pelo conservadorismo de alguns donos de cartório”. Ele disse que considera importante a adoção de um parâmetro para se respeitar uma “decisão tomada em instância superior”.

Autora de ofício enviado em dezembro do ano passado ao ministro Joaquim Barbosa solicitando a “padronização e solução das controvérsias” relacionadas ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família (Ibdfam), Maria Berenice Dias, contou que a indefinição sobre o tema vinha obrigando casais a viajar a outros estados para ter a união reconhecida:

— Além do significado simbólico, os casais têm mais um motivo para garantir o direito a um documento público que torna a união inquestionável.

Apesar da jurisprudência de vários tribunais estaduais já considerar a união estável muito semelhante ao casamento, do ponto de vista jurídico, algumas diferenças tornam relevante a decisão do CNJ.

— O efeito certificatório do casamento garante ao casal todos os seus direitos. Mesmo relatada em documento, a união estável precisa ser pública, contínua e duradoura — afirmou a especialista, para quem o próximo passo é a discussão do tema no âmbito do Legislativo, a exemplo do que ocorre em outros países.

Fonte: O Globo, 14/05/2013

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