Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB) protesta contra nomeação de Feliciano (PSC) para diretoria da Comissão dos Direitos Humanos

quinta-feira, 14 de março de 2013 0 comentários

Como budista, não poderia deixar de registrar, com alegria, a Declaração Pública do Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB) contra a kafkiana nomeação do pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal. Segue abaixo. Vale a leitura!

Vale ressaltar que também, ainda ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a
pós ministrar aula magna para calouros da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), afirmou que a indicação do parlamentar era "um absurdo". "Achei a mesma coisa que todos os brasileiros de bom senso: que é um absurdo".

Decididamente, só a bancada evangélica e obscurantistas congêneres continuam defendendo esse acinte, contra a democracia e os direitos humanos, que é a nomeação de um pregador da intolerância social como presidente de uma comissão  que deveria tratar de formas de combater as discriminações várias que vitimam tantos brasileiros!

Declaração Pública

O Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB) vem nesta expressar sua profunda preocupação com a indicação e com a nomeação do Deputado Marcos Feliciano (PSC) para a diretoria da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da câmara. 

Nossa preocupação se deve ao inequívoco discurso intolerante e alienador que caracteriza as ideias do referido deputado. Suas palavras e atitudes de fundo racista e segregador o tornam um claro exemplo de tudo o que deveria ser denunciado pelo mais importante órgão de promoção e defesa dos direitos humanos em nosso país. Que as lideranças políticas brasileiras, por força de omissão ou deliberada troca de favores, permitam a tal pessoa assumir a coordenação da CDHM, demonstra um preocupante cenário de alienação ética no Brasil.

Acreditamos que a pregação do ódio contra quaisquer grupos étnicos, comunidades sociais ou instituições religiosas motiva com frequência atos de violência contra indivíduos e contra essas mesmas organizações e minorias. O CBB entende que, ao citar "comunidades sociais" deve-se considerar quaisquer grupos e comportamentos que não violentam os direitos alheios, entre os quais a comunidade LGBT. O CBB rejeita implicitamente as declarações homofóbicas do deputado citado juntamente com todas as outras manifestações discriminatórias. Esta cultura de ódio e fanatismo, sendo ela mesma fruto de uma profunda falta de consciência e grande desrespeito humano, torna-se ao final desse processo destrutivo e ignorante um câncer a devorar mentes e corações em todas as camadas sociais, atingindo a todos sem exceção. Tais práticas são essencialmente incompatíveis com qualquer proposta construtiva e unificadora para toda sociedade humana fundamentada em direitos e liberdades, base do estado laico e do próprio estado de direito.

O Colegiado Buddhista Brasileiro, fundamentado na tradição do Dharma de Buddha, entende que o bem comum em uma sociedade somente prevalece quando suas instituições políticas e sociais são capazes de criar condições para que o diálogo, a compreensão, a compaixão, a justiça social e o verdadeiro exercício da tolerância sejam não apenas possíveis a todos os seus cidadãos, mas adequadamente exemplificados pelos seus mais altos representantes.

Neste sentido, a atual condição da gestão política brasileira tem reiteradamente sido um demonstrativo de grave desprezo aos mais fundamentais elementos éticos e de justiça ao permitir que indivíduos alienados em suas crenças pessoais e tacanhos em suas opiniões assumam posições em que a consciência, o equilíbrio e a clareza de visão são qualidades essenciais.

É preciso que haja uma real mudança de atitudes no congresso brasileiro, e que os direitos humanos sejam exercidos e definidos com sabedoria e correção. A nomeação do deputado Marcos Feliciano apenas reflete a medíocre interpretação dos modos e fundamentos que integram o conceito legislativo da sociedade brasileira por parte de seus representantes políticos. Ela também simboliza a assustadora corrupção de valores que domina os poderes políticos atuais em nosso país, que distorce a democracia para favorecer interesses escusos. 

O Brasil, já há muito tempo, é liderado e legislado por parcialidades. Doutrinas populistas e manipuladoras da ignorância e das carências sócio-educacionais neste país estão cada vez mais assumindo nichos políticos essenciais, e defendendo por meio de suas visões particulares a sustentação da cobiça dos poderosos. 

O CBB repudia esta cultura da mediocridade, este desrespeito aos valores de consciência e coerência que grassa na sociedade brasileira, e conclama aos seus representantes políticos a terem mais visão e dignidade, mais honestidade e valor humano. Que seja revertida a nomeação do deputado Marcos Feliciano para coordenação da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara, e que seja realizada uma ampla reforma ética nas ações políticas de nosso país.

Colegiado Buddhista Brasileiro

Diretoria
Presidente Rev. Shaku Haku-Shin
Rev. Genshô Sensei
Dhammacariya Dhanapala
Shaku Hondaku
Rev. Miklos Kômyô
Presidente do Conselho do CBB
Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves

Conselho
Lama Chagdud Khadro
Rev. Monge Rinchen Khienrab
Rev. Heyla Downey
Ven. Uttaranyana Sayadaw
Rev. Shaku Sogyo
Rev. Monja Sinceridade
Rev. Coen Sensei

À vista mais uma "nova" redação para o projeto contra a homofobia!

quarta-feira, 13 de março de 2013 0 comentários

Com quantas redações se faz um projeto de lei?

Paim quer dar nova redação ao projeto que criminaliza a homofobia

O relator no Senado diz manter diálogo tanto com ativistas gays, quanto com religiosos, e que pretende que a nova lei combata a violência e o ódio em coerência com os direitos humanos

O senador Paulo Paim (PT-RS) está disposto a dar uma nova redação à proposta que criminaliza a homofobia, em tramitação no Congresso há quase 12 anos. Paim é relator da proposta que está na Comissão de Direitos Humanos da do Senado.

“A minha intenção é construir um substitutivo. Houve o projeto original, a Marta Suplicy (PT-SP) fez outra redação e eu estou me propondo a fazer outra redação. Se me perguntarem qual é o texto do projeto, eu ainda não posso te dizer. Só digo que vou construir na seguinte linha: combate à homofobia, combate à violência e ao ódio”, disse o senador que tem se reunido com grupos contrários e a favor da proposta.

Paim tem obtido êxito ao propor ou relatar propostas polêmicas como a Lei das Cotas e o Estatuto da Igualdade Racial. Por isso, ele acredita que poderá obter a aprovação de seu relatório na comissão e até no Plenário do Senado ainda neste ano. “Vou buscar parceria com todos, os que pensam de uma forma e o que pensam de outra forma”.

Todos, na definição de Paim, são os grupos LGBTs interessados na aprovação da proposta e seus opositores, na maior parte das vezes grupos religiosos.

“Trata-se de um projeto que não divide governo e oposição. As posições foram radicalizadas entre aqueles que são favoráveis à livre orientação sexual e aqueles que são contra, por uma questão de fundo religioso”, disse o senador.

Além disso, Paim espera aproveitar as discussões sobre o novo Código Civil, que ocorreram no Senado, para detalhar o conceito de homofobia. “A comissão que vai elaborar o novo Código Civil vai discutir a questão da homofobia, qual é a abrangência da homofobia, até onde isso vai. Nessa discussão pode existir algo que vai nos ajudar a refazer esse debate”, justificou.

A ideia de tornar crime a discriminação devido a orientação sexual, da mesma forma que é crime a discriminação por motivo racial, está em tramitação no Congresso desde 2001, quando a proposta foi apresentada pela deputada Iara Bernardi. (PT-SP).

Aprovada no Plenário da Câmara em 2005, a proposta prevê punições para situações como dispensa de empregados por motivo de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, proibição de ingresso ou permanência em qualquer ambiente público ou privado, discriminação em sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional, a recusa de hospedagem, além de impedimento ou restrição de manifestação de afetividade homossexual, quando estas expressões e manifestações forem permitidas aos demais cidadãos.

No Senado, o PLC 122/2006, já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Caso seja aprovado na Comissão de Direitos Humanos, terá que ter o aval da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Desde o início, os ânimos exaltados marcaram as discussões sobre o assunto, nas diversas audiências públicas realizadas na Câmara e no Senado.

“Eu não pretendo fazer audiência pública, eu acho que não rende mais. Só eu já presidi mais de uma dúzia. Eu pretendo conversar, reunir, dialogar com muita gente aqui, mas repito, falar, falar muito, na linha dos direitos humanos. O que vai pautar a minha redação final vai ser a linha dos direitos humanos”, enfatizou o senador.

Fonte: Último Segundo

Inaugurado cartório para vítimas de homofobia e racismo

terça-feira, 12 de março de 2013 0 comentários


A cidade de Canoas (RS) inaugurou ontem (segunda-feira, 11), o Cartório Especializado para Vítimas de Homofobia e Racismo. O órgão também vai atender casos de preconceito religioso. Com esse novo cartório, as ocorrências relativas a esses segmentos vão poder ser feitas em qualquer de delegacia da cidade, que serão encaminhadas para a 3.ª DP de Canoas. Atualmente, não há no Estado nenhum acolhimento especializado na área de segurança pública para esses segmentos.

Na ocasião, também vai ser reinaugurado o Cartório Especializado em Crimes de Maus Tratos Contra Animais, que se somam aos cartórios já existentes, de atendimento à pessoa idosa e à pessoa com deficiência. A solenidade ocorre às 14h, na 3.ª DP de Canoas e deve contar com a presença de autoridades públicas desta instituição, da Prefeitura de Canoas, da Câmara Municipal de Vereadores e de representantes de organizações civis contempladas com esse novo órgão público.

Serviço qualificado

A proposta de criação do Cartório Especializado para Vítimas de Homofobia e Racismo vem sendo encaminhada pela delegada Sabrina Deffente, da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas, com o apoio da Prefeitura de Canoas, por meio das coordenadorias municipais e da secretaria municipal de Segurança Pública e Cidadania.

Em janeiro deste uma reunião da delegada com coordenadores municipais impulsionou a mobilização pela criação do cartório. De acordo com a delegada Sabrina as pessoas vítimas por crimes relacionados a tais segmentos se sentiam constrangidas em procurar órgãos policiais, o que deve ser facilitado com o dimensionamento o atendimento especializado.

A Inauguração aconteceu na Central de Polícia, rua Major Sezefredo, loteamento Moinhos de Vento, bairro Estância Velha, em Canoas.

Fonte: Jornal Correio de Notícias

Celebridades criticam a nomeação de Feliciano para a Comissão dos Direitos Humanos

segunda-feira, 11 de março de 2013 0 comentários

Famosos como Xuxa, Luciano Huck e Gaby Amarantos protestam contra Marco Feliciano
- Montagem /Divulgação - Reprodução

Se antigamente as celebridades e artistas iam pras ruas protestar contra alguma injustiça, agora foi na rede social, o local que famosos resolveram se pronunciar contra a nomeação do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias na Câmara Federal.

O político é acusado de racismo e homofobia por ativista e investigado por estelionato no STF (Supremo Tribunal Federal)

Além do comentado depoimento de Xuxa que disse em seu Facebook que “esta pessoa (Marco Feliciano) não pode ser presidente da Comissão de Direitos Humanos. Ele não pode ter este espaço para usar, pisar e denegrir o ser humano”, outros famosos resolveram usar a internet para protestar contra esta nomeação.

Veja o que as celebridades escreveram em suas redes sociais:

Luciano Huck, apresentador: “Se o conclave papal seguir a lógica do Congresso Brasileiro para eleger seus presidentes de comissões, é capaz do (Mahmoud) Ahmadinejad (presidente do Irã) virar Papa”.

Gaby Amarantos, cantora: “Andei lendo algumas declarações do pastor Feliciano e custo acreditar que existem pessoas que pensem assim, ele diz que ser negro é azar, só um exemplo. Desculpa amores, mas estou tão revoltada com essa situação de termos esse pastor homofóbico e racista presidindo a CDH que nem dei amor vocês... A questão vai além da religião, se trata do revermos muita coisa nesse país #ForaFeliciano ‘Amai-vos uns aos outros’ simples assim!”

Aguinaldo Silva, autor de novelas e escritor: “Não quero condenar ninguém. Mas sei que existem evangélicos muito mais capacitados a ocupar o posto dado ao pastor Marcos Feliciano. O problema do pastor Marcos Feliciano não é ele ser evangélico: é ter opiniões que se chocam com a comissão que trata dos direitos humanos”.

Tico Santa Cruz, cantor: “Pastor @marcofeliciano a democracia vai tirá-lo deste cargo! Lembre-se disso! Nós vamos tirá-lo daí! O senhor não representa NEM OS EVANGÉLICOS”.

Sérgio Marone, ator: “É lamentável a nomeação do deputado Marco Feliciano para presidir a CDHM da Câmara. Este parlamentar não representa, com suas ideias, os direitos humanos. É um acinte ao Congresso e ao povo brasileiro. A homofobia e o racismo devem ser tratados como crimes”.

Sarah Oliveira, apresentadora: “Não sei o que faria se o encontrasse RT @celsodossi "A Aids é câncer gay" - Pastor Marcos Feliciano, novo presidente da comissão de Direitos Humanos. Não dá para sustentar a loucura deste pastor” (Sarah Oliveira, (Aguinaldo Silva, autor de novela)

Marcelo Tas, apresentador: “Semana histórica no Distrito Federal. Quem diz que Congresso é latrina é desatualizado. O buraco é mais embaixo. A coisa fede muito mais. PT: explique a barganha política que leva o pastor @marcofeliciano à presidência da Comissão dos Direitos Humanos”.

Xuxa, apresentadora: “MEU DEUS!!! Eu tava lendo agora sobre esse ‘pastor’... Que DEUS nos ajude. Gente!!!! Socorro! Vamos fazer alguma coisa! Esse "deputado” disse que negros, aidéticos e homossexuais não têm alma. Existem crianças com Aids. Para este senhor, elas não têm alma?????? O que é isso meu povo? E hoje tá nos jornais que ele ainda, durante uma pregação, disse a um fiel, que ‘doou o cartão, mas não a senha. Aí não vale. Depois vai pedir milagre para Deus . Deus não vai dar e vai dizer que Deus é ruim!!!!!!!!!’ Todo mundo sabe o quanto eu respeito todas as religiões, mas esse homem não é um religioso, é um monstro. Em nome de DEUS, ele não pode ter poder... Religiosos (padres, pastores, evangélicos), todos os religiosos, todos sabem que o que ele fala e "prega" está errado. Como vamos nos proteger deste tipo de pessoa? Esta pessoa não pode ser presidente da Comissão de Direitos Humanos. Ele não pode ter este espaço para usar, pisar e denegrir o ser humano... Esse é o direito de nós, humanos, nos protegermos desse tipo de pessoa”.

Fonte: Vítor Angelo, Virgula UOL

Professora demitida por ser homossexual receberá indenização da prefeitura

sábado, 9 de março de 2013 0 comentários


A professora aposentada Carmem Silvia Geraldo, de 57 anos, ganhou ação contra o município de Campo Grande, por ter sido afastada do cargo na Escola Municipal Onira dos Santos, na zona rural da Capital. Carmem mantinha um relacionamento homoafetivo com Noyr Randora Marques, que lecionava na mesma escola e também foi demitida, em uma clara atitude arbitrária e homofóbica da Secretaria Municipal de Educação (Semed), então administrada pelo prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e o secretário de Educação, Volmar Vicente Filippin.

Hoje, seis anos após ingressar com uma ação contra o município, a decisão favorável à Carmem foi publicada no Diário de Justiça de MS, e a Terceira Câmara Cível de juízes determinou o pagamento de R$ 30 mil por danos morais à Carmem. Para ela, fica de lição para todas as mulheres e homossexuais que existe punição para atos discriminatórios como o sofrido por ela. "Corram atrás de seus direitos. Pode levar tempo, como demorou para mim, mas, a justiça foi feita. Mais do que a parte financeira, o importante foi provar que eu era um boa profissional, e não tinha feito nada de errado para ser demitida", acredita.

O relato de Carmem e Noyr remete ao sentimento de impotência e indignação diante da perda do emprego, e à repressão dos próprios colegas de trabalho. Carmem começou a lecionar na escola em janeiro de 2007. À época, mantinha um relacionamento com Noyr há cerca de oito meses. Como a escola ficava afastada de Campo Grande, os funcionários moravam em um alojamento, no mesmo local. "Nossa equipe era composta por três professoras: eu, Noyr e Maria de Jesus, e mais dois professores. Sempre tive um bom relacionamento com todos, inclusive com a coordenadora e a diretora da escola", conta.

O erro, segundo Carmem, foi confiar demais em Maria de Jesus. Após três meses de trabalho na escola, Carmem contou para a colega que se relacionava com Noyr. "Nós três passávamos o dia juntas, e isso passava uma sensação de cumplicidade. Eu pedi para ela não comentar com ninguém, mas, talvez por inveja da nossa felicidade, ela contou para a irmã da diretora da escola, porque sabia que o namoro chegaria no ouvido dela".

A partir de então, teve início o "período mais turbulento" na vida de Carmem e Noyr. A diretora fez com que os funcionários da escola assinassem uma ata, em que o pedido da demissão de ambas era solicitado. "Ela encaminhou o documento para a Semed, que deu a orientação para se livrar de nós duas", conta Carmem que, por ser concursada, foi afastada do cargo, sob alegação de "demonstração de prática de atos incompatíveis com a função de educadora". Noyr, que era contratada do município, foi demitida sem justa causa. As duas garantem que nenhum dos 100 alunos que frequentavam a escola na época sabiam do relacionamento das professoras. "Ninguém sabia, nem os próprios professores. Éramos extremamente profissionais, e só tínhamos envolvimento fora do horário de trabalho. Foi um choque muito grande", garante Noyr.

Vitória veio apenas seis anos depois

Em 2008, Carmem optou por ingressar com uma ação contra o município. Ela pediu R$ 500 mil por danos morais, alegando a "ausência de procedimentos administrativos obrigatórios a administração municipal". "Na realidade, o valor que vou receber (R$ 30 mil) é irrisório, quando penso em tudo que passei. Dói muito, não dá para mensurar a dor", diz Carmem.

Noyr também entrou com uma ação no Ministério do Trabalho e, assim como no caso de Carmem, a prefeitura recorreu por diversas, e ela aguarda o resultado. "Ainda cabe recurso, mas, estou confiante de que, assim como chegou a vez da Carmem, a justiça também será feita por mim. Fico muito feliz pela decisão da justiça e sei que essa vitória não é só dela, é de todos os homossexuais e mulheres do país", comemora Noyr.

Hoje, as professoras não estão mais juntas - Carmem reside em Campo Grande e Noyr em Miranda, no interior do Estado - mas, garantem que os problemas fortaleceram o relacionamento e que elas pretendem continuar amigas. Procurados pela reportagem, o então secretário de Educação e o ex-prefeito Nelson Trad Filho não quiseram comentar o caso.

Fonte: MidiaMax News

Nova série de vídeos pelo Casamento Igualitário no Brasil

quinta-feira, 7 de março de 2013 0 comentários


Campanha Nacional pelo Casamento Civil Igualitário, lançada em abril de 2012, começa a divulgar uma nova série de vídeos que contará com a participação de artistas, comunicadores sociais e acadêmicos de distintas universidades e profissões, que vão responder, de forma clara e didática, a todas as dúvidas que muitas pessoas ainda têm sobre esse tema e a todos os questionamentos que habitualmente são feitos contra o direito de gays e lésbicas a se casarem.

No primeiro vídeo dessa nova fase, intitulada Perguntas e respostas sobre o casamento civil igualitário,  o apresentador Marcelo Tas e a advogada Maria Berenice Dias pessoas respondem àqueles que dizem ser contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo porque a finalidade do mesmo seria a procriação (segue o vídeo abaixo).

Em todos os países do mundo em que o debate sobre o casamento igualitário começou a ganhar força, perguntas como essa foram feitas. E outras semelhantes: “É verdade que a palavra casamento significa “união de homem e mulher” e por isso não poderia ser usado para definir a união entre pessoas do mesmo sexo? Por que os gays e as lésbicas não se conformam com a união civil? E qual é a diferença entre a união civil e a união estável? O que é que é mesmo a união civil? O casamento pertence às igrejas? Qual a diferença entre casamento civil e religioso? E o que é que a Bíblia diz sobre a homossexualidade? É verdade que o casamento sempre foi entre um homem e uma mulher? E o que acontece com a adoção de crianças? No Brasil, o casamento entre dois homens ou duas mulheres já é legal? Em todo o país ou apenas em alguns estados? O que foi que o STF decidiu? Em quais países o casamento entre dois homens ou duas mulheres é legal?”

Com informações da Campanha Nacional pelo Casamento Civil Igualitário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Um Outro Olhar © 2025 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum