'Pé na Cova', nova novela da Globo, terá casal de mulheres

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 2 comentários

Mart’nália e Luma Costa serão casal em Pé na Cova

Em Pé na Cova, próxima novela da Globo, com estreia prevista para 24 de janeiro, um casal de lésbicas interpretado por Mart’nália e Luma Costa promete dar o que falar. No humorístico, escrito e atuado por Miguel Falabella, Mart’nália viverá Tamanco, trabalhadora de uma oficina, e Luma Costa será Odete Roitman, filha de Ruço, personagem de Falabella, uma stripper virtual e homossexual que sustenta a família com seu show.

Para encarnar as personagens, Mart’nália fez um workshop de mecânica e Luma Costa, aulas de pole dance e de personal fighting high que consiste em exercícios funcionais. Para compôr Odete Roitman, Luma Costa contou também com a ajuda de uma verdadeira stripper virtual que, segundo a atriz, ganha mais ou menos 8 mil reais por mês.

Na trama da novela, Ruço e outros familiares de Odete Roitman vão se chocar com o noivado entre ela e Tamanco e implicar com o romance entre as duas. Entretanto, como são todos dependentes da stripper, a situação promete vários lances cômicos. 

Para Mart’nália, que também assina a trilha de Pé na Cova junto com o rapper Renegado, o humor é uma boa ferramenta para abordar temas como a homossexualidade. De fato, mas depende de como será abordado. Veremos. 

No elenco de Pé na Cova, além de Miguel Falabella, Mart’nália e Luma Costa, Marília Pera, Lorena Comparato, Daniel Torres, Niana Machado, Maurício Xavier, Alexandre Zacchia, Eliana Rocha, Sabrina Korgut, Karin Hills, Karina Marthin e Rubens de Araújo.

Com informações de Caras, UOL Entretenimento

Egalia: construindo a igualdade entre os sexos desde a creche (e seus reflexos no combate ao heterossexismo)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013 1 comentários

Crianças brincam na creche sueca Egalia


O que se convencionou chamar de masculino e feminino são características humanas arbitrariamente separadas entre homens e mulheres pela educação diferenciada. Crianças são adestradas a caber na forma, ou camisa de força, desses papéis sexuais, independente de suas características individuais de temperamento, caráter, propensões, habilidades. A função da educação diferenciada é conformar as crianças à seguinte fórmula: masculino + heterossexual = homem; feminino + heterossexual = mulher. O objetivo geral sempre foi o condicionamento “natural” da mulher à submissão, a dominância masculina e a restrição da sexualidade humana ao papel reprodutivo.

E os conservadores, religiosos ou não, sabem bem disso, basta ver sua histeria quanto à inserção da educação sexual nas escolas onde a homossexualidade possa ser tratada como natural. A homossexualidade é a prova de que a formulinha acima citada é fundamentalmente cultural e não natural como dizem. Se fosse natural, não ficariam tão preocupados com a possibilidade de “ensinarem homossexualismo” para seus filhos. Ao afirmarem que é possível “ensinar homossexualismo” para seus filhos, reconhecem que o “heterossexualismo” dos mesmos foi ensinado. Seu receio, portanto, é de que seu ensino para o “heterossexualismo” sofra a concorrência de outra perspectiva de educação. Naturalmente, isso na cabeça deles, porque o combate da homofobia nas escolas brasileiras visa apenas amenizar ao menos o bullying homofóbico para que os estudantes homossexuais possam se formar em paz.

Mas há outras experiências educacionais mundo a fora que podem deixar os conservadores mais ainda de cabelos em pé. São as experiências educacionais que visam educar as crianças sem papéis de gênero (gender free), de forma neutra. Em 20 de junho de 2011, em Estocolmo, na Suécia (bairro de Sodermalm) foi inaugurada uma creche pública, a Egalia, onde as crianças são educadas sem educação diferenciada, ou seja, de forma neutra quanto ao gênero. 

A creche para crianças na faixa de 1 a 6 anos é um dos exemplos mais radicais dos esforços suecos para garantir igualdade entre os sexos desde quase o berço. Lá, além das crianças brincarem com todo o tipo de brinquedo, sem a tradicional divisão de brinquedo de menina e de menino, até os pronomes de tratamento “ele” ou “ela” foram abolidos. As crianças chamam umas as outras simplesmente de “vän” (amigo ou amiga). 

Em outras situações, por exemplo, quando um(a) profissional (doutor/a, policial, electricista, etc.) está para visitar a creche a trabalho, anuncia-se sua chegada usando o neologismo “hen”, outro neutro. Segundo os funcionários da creche, isso dá às crianças a possibilidade de imaginar que pode aparecer um homem ou uma mulher, independente da profissão informada, o que lhes amplia a visão de mundo. Para a equipe da Egalia, o fundamental é que a creche possibilite que as crianças venham a ser o que desejarem em vez de preencherem as expectativas da sociedade que quer meninas boazinhas e bonitinhas e meninos durões e assertivos. E que lhes permita também encarar a sexualidade, em todas as suas variantes, como natural, a se acostumar igualmente com a ideia de casais homossexuais, com duas mães, dois pais. 

De fato, desconstruir os papéis de gênero, na Suécia, não é exclusividade da Egalia. Ocupa hoje papel central nos currículos nacionais para as pré-escolas, com base na visão de que, mesmo numa sociedade igualitária como a sueca, os garotos ainda são criados com vantagens injustas. A diferença é que, enquanto outras pré-escolas já não provocam polêmica, não falta gente para dizer que a pedagogia da Egalia é muito radical. 

Concordo em parte com essa colocação. Sou totalmente favorável à educação indiferenciada (livre de gênero) porque a tradicional só serve mesmo para mutilar o potencial das crianças ao forçá-las a se encaixar em papéis muitas vezes contrários à sua índole. As maiores prejudicadas com a educação tradicional são as meninas, em vários sentidos, mas os meninos também perdem muito com ela, entre outros fatores porque não desenvolvem a capacidade para a afetividade e a empatia. 

No entanto, não vejo sentido em se abolir os pronomes de tratamento “ele – ela”. Primeiro, porque as diferenças anatômicas e fisiológicas entre os sexos, por si só, justificam sua existência. Segundo, pelas dificuldades linguísticas que sua abolição cria, de difícil execução em muitas línguas (nas neolatinas, como a nossa, por exemplo). Terceiro, porque a sociedade ainda é majoritariamente assentada na divisão de gênero, e uma ruptura radical com ela pode levar ao oposto do que se pretende, ou seja, em vez de incluir com mais igualdade de oportunidades pode virar um fator de inadaptação. Devagar também se chega longe. 

No mais, espero morrer velhinha para poder ver a expansão das escolas livres de educação diferenciada, livres da camisa de força dos estereótipos de masculino e feminino que tanto mal nos têm feito. A educação diferenciada me lembra a deformação promovida pelo enfaixamento dos pés das chinesas em tempos idos sob a desculpa esfarrapada de que o aleijão resultante era feminino.

Fonte: site CBS News

Agressões a casais gays ficam sem punição em Alagoas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 0 comentários

Casais homoafetivos são vítima de violência em todos os lugares
Há uma semana, dois irmãos, de uma família de classe média de Maceió, foram agredidos quando se dirigiam a um ponto de ônibus na orla da Jatiúca, por volta da 5h da manhã. Os autores do crime foram cinco rapazes que, após agredirem verbalmente a dupla, partiram para a agressão física. A polícia trabalha com a hipótese de que o espancamento seja mais um crime motivado por homofobia.

Segundo dados do Grupo Gay da Alagoas (GGAL), ao longo do ano de 2012, mais de 50 homossexuais sofreram algum tipo de agressão, de natureza física ou moral, nas ruas ou até mesmo em estabelecimentos comerciais e locais de trabalho. E este número pode ser ainda maior, de acordo com o presidente GGAL, Nildo Correia. Segundo ele, agressões contra demontrações de afeto entre casais homoafetivos são geralmente reprimidas, não são denunciadas nem registradas.

“Nossa grande dificuldade em relação à contabilização desse número é que a grande maioria dos casos de agressões e violências não são denunciados e, pior, não são registrados como ocorrência em uma delegacia”, relata Nildo Correia.

O caso da educadora Maria Santos, de 35 anos, exemplifica as condições adversas de quem é vítima do preconceito. Ela e sua companheira foram almoçar em um restaurante na Praia da Francês, em Marechal Deodoro. Quase foram agredidas fisicamente.

“Eu chamei o garçom e reclamei por causa da demora no atendimento. Percebi que algumas pessoas na mesa ao lado estavam zombando de nós”, relata Maria. “Em certo momento, um dos homens da mesa gritou: ‘Para mesa de sapatão demora mais!’”.

Depois de ofender a educadora, o agressor – ainda segundo seu relato – chamou o gerente, pedindo para "tirar a sapatão” do restaurante. Não aceitando a agressão e defendendo seus direitos, Maria, que quase chegou a ser agredida pelo homem, ameaçou chamar a polícia e levar todos para a delegacia. Mas, por causa do receio de sua companheira, não o fez.

“Minha companheira teve medo de denunciar. Este é o maior desafio de quem sofre algum tipo de agressão: o medo”, confessa Maria. “É difícil conseguir testemunhas e ainda há o medo de se expor à desaprovação da família”. 

O presidente do GGA aponta problemas que impedem que casos de violência contra homossexuais ganhem repercussão na mídia e sejam solucionados pela polícia. O principal deles, opina Correia, é a apatia social ainda muito grande em relação a homossexualidade.

Tratamento desumano nas delegacias

O medo de represálias, a vergonha e, principalmente, o atendimento preconceituoso nas delegacias, considerado por Correia "desumano”, estão entre as principais dificuldades para se punir agressores e atitudes ligadas à violência contra homossexuais.

“Agressões verbais e não verbais a casais gays acontecem diariamente, e nada é denunciado. No caso desses dois irmãos, apesar de não se tratar de uma relação homoafetiva, só se alcançou alguma repercussão porque são jovens de classe média”, aponta Correia. “Existem muitos outros crimes, onde sequer um suspeito foi apontado pela polícia”.

O presidente do GGAL afirma que os casos de agressões registrados pela entidade têm motivação torpe e muitas vezes são praticados por pessoas que deveriam proteger a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) desse tipo de situações. “Infelizmente, muitos que estão dentro das delegacias não estão preocupados com a homofobia. Grande parte dos delegados omite informações sobre crimes homofóbicos em Alagoas”.

Quanto ao caso dos irmãos, o presidente do GGAL, questiona ainda a designação de um delegado especial, Jobson Cabral, para apurar o caso da agressão, já que existe uma grande quantidade de inquéritos contra crimes de homofobia parados nas delegacias.

Nildo Correia conta que a realidade de Alagoas é um reflexo do panorama nacional. Segundo o relatório de homicídios, produzido pelo Grupo Gay de Alagoas, o estado fecha o ano de 2012 com 22 assassinatos, um a mais que 2011. Além dos assassinatos, cerca de 50 denúncias de agressões morais foram denunciadas ao GGAL.

Alagoas reflete a realidade brasileira

O presidente do GGAL diz que a violência contra homossexuais no Estado é uma mostra da realidade social brasileira. “A impunidade dos agressores e a sensação de incerteza predominam aqui em Alagoas. Ser gay ainda é um problema”, afirma.

De janeiro a novembro de 2012, o Disque 100, serviço telefônico da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), recebeu 2.830 denúncias de violência contra a população LGBT. Em Alagoas foram 48, número que Nildo considera pequeno e irreal, já que a quantidade de denúncias ao GGAL ultrapassou 50.

O serviço Disque 100 recebe, em média, oito denúncias por dia, segundos dados divulgados recentemente, mas de acordo com o GGAL a deficiência no atendimento tem sido um grande empecilho para quem tenta denunciar uma agressão.

“Há relatos de pessoas que tiveram de esperar, penduradas no telefone, até 15 minutos sem ser atendidas e a ligação acaba caindo. É algo difícil de lidar para quem acabou de sofrer uma agressão”, comenta Correia, ao dizer que o número de denúncias seria maior caso o sistema fosse mais eficiente.

“Situações como essas acontecem sempre, até mesmo em órgãos públicos as pessoas são discriminadas e maltratadas por causa de sua orientação sexual. Infelizmente, essa é uma realidade na nossa cidade”, lamente a educadora Maria.

Fonte: TNH1

Secretário-geral da ONU pede Proteção de toda a família humana incluindo LGBTês

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 3 comentários

Ban-ki-moon, secretário-geral da
ONU condena discriminação contra LGBT  
Destaque: Respeito plenamente os direitos dos povos em acreditar nos ensinamentos religiosos que escolheram. Isso também é um direito humano. Mas não pode haver desculpa para violência ou discriminação, nunca.

Entendo que pode ser difícil se levantar contra a opinião pública. Mas só porque a maioria desaprova determinados indivíduos, não dá direito ao Estado de reter seus direitos básicos.

A democracia é mais do que a regra da maioria. Ela exige defesa das minorias vulneráveis diante de maiorias hostis. Os governos têm o dever de desafiar o preconceito, não ceder a ele.

Proteção de toda a família humana

por Ban-ki-moon

É um ultraje que mais de 76 países sigam criminalizando a homossexualidade. Líderes deveriam enfrentar e não ceder ao preconceito.

Acabamos de comemorar os 64 anos de um documento que nasceu em dezembro de 1948 e mudou para sempre a visão de como tratamos os membros da família humana.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos provocou uma mudança fundamental no pensamento global, afirmando que todos os seres humanos, não alguns, não a maioria, mas todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

A luta para concretizar os ideais da declaração é o cerne da missão das Nações Unidas. A comunidade internacional tem construído um forte histórico de combate ao racismo, promoção da igualdade de gênero, proteção das crianças e quebra das barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência.

Enquanto alguns velhos preconceitos estão diminuindo, outros permanecem. Em todo o mundo, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) são agredidos, às vezes mortos. Mesmo crianças e adolescentes são insultados por seus pares, espancados e intimidados.

Pessoas LGBT sofrem no trabalho, em clínicas e hospitais e nas escolas -os mesmos lugares que deveriam protegê-los. Mais de 76 países continuam criminalizando a homossexualidade.

Muitas vezes já falei contra esta trágica e injusta discriminação, e os desenvolvimentos positivos dos últimos anos me encorajam a seguir lutando. Foram realizadas reformas em muitos países. Na ONU, tivemos inovações históricas.

Em 2011, o Conselho de Direitos Humanos adotou a primeira resolução da ONU sobre direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero, expressando "grave preocupação" com a violência e a discriminação contra as pessoas LGBT.

A alta comissária publicou o primeiro relatório da ONU sobre o problema e o conselho discutiu os resultados em 2012 -a primeira vez que um organismo da ONU fez um debate formal sobre o assunto. Os ativistas ajudaram a abrir a porta. Não podemos deixar que se feche.

É um ultraje que tantos países continuem criminalizando as pessoas só por amar outro ser humano do mesmo sexo. Em alguns casos, novas leis discriminatórias estão sendo criadas. Em outros, essas leis foram herdadas das potências coloniais. Leis enraizadas em preconceitos do século 19 estão enchendo o século 21 de ódio.

Quando me encontro com líderes de todo o mundo, levanto a minha voz e peço igualdade para os membros LGBT de nossa família humana. Muitos líderes dizem que gostariam de poder fazer mais, mas apontam a opinião pública como uma barreira para o progresso. Eles também citam as crenças religiosas e os sentimentos culturais.

Respeito plenamente os direitos dos povos em acreditar nos ensinamentos religiosos que escolheram. Isso também é um direito humano. Mas não pode haver desculpa para violência ou discriminação, nunca.

Entendo que pode ser difícil se levantar contra a opinião pública. Mas só porque a maioria desaprova determinados indivíduos, não dá direito ao Estado de reter seus direitos básicos.

A democracia é mais do que a regra da maioria. Ela exige defesa das minorias vulneráveis diante de maiorias hostis. Os governos têm o dever de desafiar o preconceito, não ceder a ele.

Todos temos um papel a desempenhar. Desmond Tutu disse recentemente que a onda da mudança é feita de até um milhão de ondulações. Ao celebrarmos os direitos humanos, vamos mais uma vez lutar pela implementação da promessa da Declaração Universal: que eles sejam para todas as pessoas -como foi planejado.

BAN KI-MOON, 68, diplomata sul-coreano, é secretário-geral da ONU

Maioria dos eleitores britânicos apoia o casamento gay, diz pesquisa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013 0 comentários

Mais de três em cada cinco eleitores britânicos apoiam o desejo de David Cameron de introduzir o casamento gay, de acordo com uma pesquisa conduzida pelo jornal "Guardian". O forte apoio a uma mudança vem depois do arcebispo de Westminster questionar a legitimidade democrática dos planos.

A pesquisa, conduzida logo antes do Natal, mostrou que 62% dos eleitores apoiam a proposta, e apenas 31% se opõem. Grande parte das pesquisas anteriores revelavam o mesmo tipo de resposta, mas não na proporção atual.

Apesar de partidários das alas trabalhista e liberal-democrata continuarem os mais prováveis apoiadores do casamento gay, com proporções de 67% e 71%, respectivamente, agora existe também uma maioria entre os conservadores, com 52% a favor contra 42% contrários.

Homens e mulheres apoiam o casamento gay, apesar de a margem ser mais ampla entre eleitoras do sexo feminino (65%) do que do masculino (58%). O apoio se mantém em todas as regiões do país e em em todas as classes sociais e grupos etários.

O resultado deve encorajar Cameron, cujo apoio ao casamento gay se provou controverso não apenas entre líderes religiosos.

Vincent Nichols, líder da igreja católica romana na Inglaterra e Gales, usou a mensagem do dia de Natal para criticar o "confuso" processo que pode em breve permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Não houve anúncio no manifesto de nenhum partido; não houve nenhuma afirmação no discurso da rainha. E ainda assim estamos aqui à beira de legislação primária", disse Nichols à BBC.

Os planos também foram rechaçados por um juiz de alta corte, que disse que o governo deveria prestas atenção à "crise de colapso da família". Sir Paul Coleridge disse que muito tempo e energia tem sido colocado no debate sobre casamento gay para "0,1% da população".

Fonte: The Guardian, via Folha de São Paulo

Horóscopo de Janeiro (2013)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013 0 comentários

Míriam Julie
Previsões para Janeiro de 2013 

ÁRIES
21/03 a 20/04

Este é um mês extremamente intenso, pois ele representa um embate entre poderosas forças íntimas de mudança e grandes resistências do mundo exterior. Você tentará fugir da rotina e de todos os aspectos banais e monótonos presentes em seu cotidiano. Buscará coisas novas que possam tornar sua vida mais estimulante e cheia de emoções. Porém cada uma dessas tentativas encontrará a resistência das circunstâncias, dos deveres e obrigações, mantendo-a numa situação opressiva.

Por outro lado, existe a possibilidade de você conseguir um equilíbrio, podendo assim manter a tensão sob controle por longo tempo e promover diversas mudanças de forma bastante organizada. É comum as pessoas realizarem tarefas muito difíceis durante este trânsito, pois são capazes de grandes esforços, que dificilmente empreenderiam em outras circunstâncias.

Os estudos e projetos de longo prazo que exijam grande concentração e esforço podem perfeitamente prosseguir agora.

Setor afetivo se mostra um pouco mais tranquilo, onde se sentirá acolhida e cuidada pela pessoa amada.

TOURO
21/04 a 20/5

Ao longo deste mês você descobrirá que sua visão externa possui diversas falhas. Isso poderá ocorrer através de uma série de evidentes desapontamentos ou mais sutilmente, através de uma crescente sensação de ansiedade sem causa aparente. O medo e a perda da autoconfiança constituem dois dos mais difíceis efeitos deste período. Você poderá de repente demonstrar medo sem a mínima razão para isso ou talvez sinta medo de coisas que para os outros não têm o menor problema. Será como se estivesse subitamente desorientada.

É isso que constitui a "escura noite da alma", um período de confusão que, segundo os místicos, precede a compreensão de que se pode conviver com uma realidade diversa da imaginada. Num plano mais elevado, este trânsito pode representar um prelúdio à iluminação, à percepção da verdadeira natureza da "ilusão" que denominamos realidade.

Contudo, na maioria das vezes este período apenas significa uma mudança no conceito de realidade que começa com a dissolução dos antigos conceitos e uma temporária desorientação. A melhor forma de lidar com este trânsito é instalar-se num ambiente confortável e reduzir ao mínimo o nível de estresse. Procure evitar tomar decisões, pois sua disposição de ânimo não lhe permitirá ver as coisas com muita clareza.

Evite pessoas problemáticas ou pouco simpáticas. Você precisará de tranquilidade para poder apreender as novas verdades que surgirão quando a confusão e a poeira assentarem. Dê uma folga ao seu coração.

GÊMEOS
21/05 a 20/06

Durante este mês, será imprescindível manter todos os seus assuntos sob controle. Há uma forte tendência a excessos que talvez a impeça de levar em frente as coisas em que está envolvida. O fato é que ele lhe dará a sensação de que as coisas simplesmente estão além de sua capacidade. 

Tome especial cuidado com as questões financeiras, pois você provavelmente gastará sem pensar, certa de haver abundância de dinheiro e de todos os recursos de que precisar.

Porém o dinheiro não será a única preocupação. Você talvez se tenha empenhada em projetos que lhe exigem mais tempo do que realmente dispõe. Portanto, procure estar certa de ter o tempo e os recursos necessários a qualquer coisa que queira fazer. Não superestime os recursos disponíveis.

Se conseguir evitar essa armadilha, este pode ser um mês proveitoso, pois lhe dará mais confiança e otimismo, permitindo-lhe levar adiante projetos que normalmente relutaria em assumir. Além disso, sua atitude essencialmente positiva contribuirá para desfechos favoráveis em suas iniciativas.

No setor afetivo, a pessoa amada poderá estar mais exigente, mas com uma comunicação mais carinhosa, conseguirão resolver qualquer situação  de  carência.

CÂNCER
21/06 a 22/07

É possível que durante deste mês você tenha menor liberdade de movimentos que de hábito, devido à pressão das circunstâncias e à necessidade de finalizar as coisas. Velhas pendências encontrarão solução agora. Talvez o trabalho lhe exija mais esforço que habitualmente, pois seus chefes podem atribuir-lhe mais responsabilidades do que você desejaria. Embora não seja exatamente leve e descontraído, o período deve ser bem produtivo. Termine o que começou e simplifique sua vida.

Procure não construir uma barreira entre você e os outros, pois há um grande risco disso acontecer agora. Os deveres, obrigações e responsabilidades não excluem os relacionamentos satisfatórios, embora você possa pensar o contrário.

Os relacionamentos válidos não sofrerão grandes abalos, mas os que não o forem se romperão completamente agora. Você estará tentando livrar-se de tudo que não for necessário ou benéfico a seu desenvolvimento no futuro. Os relacionamentos difíceis e complicados serão provavelmente descartados da sua vida, e você passará a se dedicar mais á pessoa amada que se mostre verdadeiramente companheira.

LEÃO
23/07 a 22/08

Ao longo deste mês é provável que você questione muito sua vida, suas metas e a realização de seus ideais. Dependendo do resultado dessa avaliação, você talvez queira mudar umas tantas coisas. O problema é que este não é um dos melhores períodos para se fazer mudanças de vida refletidas e cuidadosas.Há um grande risco de agir semi-conscientemente, saindo em busca de um sonho irrealizável ou mesmo questionável. Embora seja bom para uma autoanálise, este período ainda não é a melhor hora para agir.

Caso se precipite, apenas trará perturbações a sua vida doméstica, profissional e emocional. É provável que parta de ideias parcialmente certas sobre si mesma e suas necessidades.

Procure se dar bastante espaço e viva as experiências que achar necessário. Evite apenas assumir compromissos definitivos durante este mês. Não seria bom passar o resto da vida pagando pelas consequências de atos impensados, cometidos sob a influência de uma ilusão passageira.

Muitas das revelações que terá ao longo deste período serão verdadeiras e muitas não. Apenas o tempo poderá lhe dizer quais as reais.

VIRGEM

23/08 a 22/09

Seu lar e sua vida pessoal serão muito importantes ao longo deste período. Você se empenhará em tornar essa área tão positiva quanto possível, podendo simplesmente arrumar sua casa de forma mais elegante e acolhedora ou, num plano mais psicológico, convidar amigos e vizinhos para visitá-la, procurando com isso dar prazer a eles e a você mesma.

Este é um mês extremamente positivo. Você se sentirá emocionalmente segura e em contato com seus sentimentos que poderá expressar com clareza e honestidade para os outros. Ao mesmo tempo, sentirá uma enorme generosidade, a qual lhe permitirá dar de si mais livremente e sem se sentir diminuída. Essa combinação de influências está associada a sua função afetiva, ao desejo de proteger e cuidar bem como ao de ser protegida. Você terá condições não apenas de cuidar de outra pessoa como de obter apoio, se vier a precisar.

Agora você conseguirá perceber como seu passado contribui positivamente para sua atual situação e terá vontade de cercar-se das coisas que a lembrem dele. Este é um bom momento para voltar à casa dos pais e rever os familiares, velhos amigos e pessoas queridas.

Independente de qual o seu sexo, você talvez se veja beneficiada por uma mulher que se ofereça para ajudá-la ou cuidar de você de algum modo.


LIBRA
23/09 a 22/10

Durante este mês, embora você possa estar cheia de planos e ideias, há uma tendência a negligenciar os detalhes. Talvez não se disponha a aceitar críticas, mas se ouvir e aproveitar o que lhe for dito, este pode ser um excelente momento para tomar decisões, fazer planos e negociações e finalizar contratos e acordos. Entretanto, isso apenas acontecerá se você se dispuser a ouvir a opinião dos outros.

Este período geralmente é de otimismo e sentimentos positivos. Você terá confiança em suas ideias e capacidade de transmiti-las. Todas as formas de comunicação terão importância para você, a ponto de levá-la até a escrever, por exemplo.

Contudo procure não se extenuar fazendo coisas demais. Procure ter certeza de não estar fazendo planos que estejam acima de sua capacidade. Às vezes o ritmo deste mês se torna verdadeiramente frenético, pois surgem diferentes questões para se tratar ao mesmo tempo. E é justamente aí que aumenta o risco de deslizes como a precipitação.

A pessoa amada poderá se sentir negligenciada, cobrando maior atenção, e você precisará agir com paciência e carinho pra lidar com esses pedidos, a fim de não comprometer o relacionamento.

ESCORPIÃO
23/10 a 21/11

Este é o momento para fazer grandes planos e concretizar diversas ideias que vem alimentando há tempos. Agora será possível torná-las realidade, contanto que evite certas armadilhas. Neste caso, o principal é procurar não pensar grande demais, tentando fazer coisas absurdas ou impraticáveis.

Se conseguir verificar cada detalhe, como exige a realização de todo negócio bem- sucedido, o momento é excelente para a finalização de todo tipo de transação comercial, mas é muito importante não negligenciar nenhum detalhe que possa afetar o resultado.

Este período permite que se vejam os padrões gerais das coisas e que se façam planos com previdência e sabedoria. Entretanto, se não tomar cuidado, pode acabar se precipitando e dando passos errados. O melhor será trabalhar com outra pessoa que possa checar seus planos e atuação, chamando-lhe a atenção para qualquer coisa que você possa ter passado por cima.

Na vida afetiva, evite pensar só nas suas necessidades, e promova, de tempos em tempos, atividades de lazer ao lado da pessoa amada.

SAGITÁRIO
22/11 a 21/12

Este mês representa um teste para sua resistência e a força com a qual definiu seu lugar no mundo. O teste pode ter diversas formas, mas, independente de qual seja, ele exigirá que seu senso de individualidade esteja em forma. Em outras palavras, será preciso que se conheça muito bem. Caso não saiba quem realmente é enquanto pessoa, é provável que esta fase se faça acompanhar de crises, dando lugar a grandes mudanças de vida.

Este período estimulará sua ambição e seu desejo de poder de um modo muito desproporcional. Por outro lado, você pode também saber exatamente do que precisa para seu sucesso e ir em busca apenas do que lhe falta, dispondo-se a fazer concessões e a partilhar seus êxitos com os outros. 

Esse é o rumo indicado a tomar, mas infelizmente nem sempre a transigência é encontrada.

Se sua disposição de espírito for mais reservada, é possível que atravesse este trânsito de modo diferente. Ao invés de viver um delírio de poder, talvez se veja às voltas com alguém que o viva. 

Novamente, será preciso definir exatamente quais os seus direitos e necessidades enquanto indivíduo e defendê-los. O problema nesse caso não é você ultrapassar seus limites, mas enfrentar alguém que o faça.

CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01

Neste período você dará início a uma profunda introspecção que lhe permitirá analisar-se com autocrítica. É bem possível que se sinta só e deprimida. A forma como vai lidar com este trânsito terá importantes consequências para seu bem-estar físico e psicológico depois.

O período é bom para se conhecer a si mesma, contanto que evite fazer julgamentos. Não importa se você é boa ou má de acordo com seus ideais. A verdadeira questão deve ser quem você é, e isso o trânsito pode ajudá-la a descobrir. Se agir conforme esse ponto de vista, o período pode ser bastante construtivo, mesmo que normalmente seja vivido como um momento difícil.

Durante este mês você talvez evite as pessoas, passando por dificuldades de relacionamento - principalmente com as mulheres -, além de depressões e sentimentos de inferioridade em relação às exigências da vida. A melhor forma de vencer tudo isso é evitar levar as coisas demasiadamente a sério.

Sua perspectiva será distorcida, de modo que questões insignificantes parecerão importantíssimas. Não tome decisões definitivas quanto a sua vida emocional agora. Espere até poder ver mais claramente o que aprendeu com este trânsito.

AQUÁRIO
20/01 a 18/02

Você talvez se sinta atraída por ideias bastante místicas, embora elas só ganhem sentido na medida em que afetarem seu dia-a-dia. Neste momento, tudo que você precisa é mudar sua vida de forma mais decisiva e não de ver-se às voltas com mais abstrações. E você vai mudá-la!

Este mês representará um novo despertar para uma conscientização acerca do que a sua vida significa. Assim é possível que conclua que no passado deixou-se motivar por uma concepção de si mesma demasiado estreita, seja por necessidade de segurança, seja simplesmente por uma questão de afirmação. Procure fazer tudo o que for necessário a fim de poder viver de acordo com essa nova compreensão.

Embora não desperte especificamente seu idealismo, este período lhe permitirá ver que este mundo é um lugar bem grande e que sua participação nele é bem maior do que havia pensado.
Este trânsito a fará abandonar definitivamente o passado, reorientando sua vida de acordo com a visão mais ampla que agora possui. As diversas mudanças que estarão ocorrendo talvez lhe pareçam um tanto amedrontadoras, mas elas serão para melhor. Você encontrará nova liberdade numa nova consciência.

PEIXES
19/02 a 20/03

Este é um mês bastante exuberante e cheio de energia. Você se sentirá forte e fisicamente em forma, além de mais disposta a agir e correr riscos que de hábito. Uma das melhores formas de empregar essa energia é praticar exercícios físicos puxados, que fortalecerão seu corpo e lhe permitirão um grau de realização maior que o normal.

O momento é bom para iniciar um novo projeto, contanto que não se exceda. Você terá mais iniciativa que normalmente, podendo realizar muita coisa por conta própria Trabalhar com outras pessoas pode ser um pouco frustrante, já que talvez lhe seja difícil acomodar-se a ritmos mais lentos.

Se por acaso tiver rompido recentemente um relacionamento, o melhor será deixar as coisas como estão. Evite fazer qualquer coisa para restabelecê-lo antes do final deste período.

Apesar dessa manifestação parecer mais produtiva, tudo vai depender de sua própria situação. Muitas vezes o rompimento repentino com uma situação opressiva (seja no aspecto profissional ou afetivo), limpa a atmosfera e permite-lhe partir para um começo realmente melhor.

Veja também a previsão astrológica para o ano de 2013

Miriam Julie é astróloga humanista, terapeuta holística, taróloga e numeróloga há 26 anos e mantém, desde 2004, as previsões astrológicas anuais e mensais, entre outras, do site da Um Outro Olhar. Atualmente em formação como terapeuta tântrica no método Deva Nishok.

Para consultas online ou pedidos de mapa astral, combinação de mapas, previsões, entrar em contato com miriam-zen@umoutroolhar.com.br 

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