Fotos de casal de mulheres grávidas postadas no Instagram se torna viral

terça-feira, 28 de abril de 2015 0 comentários

Fotos de casal de mulheres grávidas postadas no Instagram se torna viral

Quando as mamães Melaine e Vanessa Iris Roy, da Carolina do Norte, partilharam suas fotos de grávidas no Instagram, não podiam imaginar o quanto se tornariam virais.

O casal tirou as fotos com uma diferença de um ano: primeiro, em janeiro de 2014, quando Vanessa Iris estava grávida do filho Jax e, em seguida, em janeiro de 2015 quando Melaine estava carregando a filha Ero.

Embora o casal Roy tenha postado as fotos no Instagram dois meses atrás, foi apenas há duas semanas que as imagens começaram a ganhar status viral, depois que apareceram em vários sites LGBT - incluindo uma página gay no facebook onde alcançaram 150.000 likes.
É incrível ver as pessoas se referindo a nossa família como uma inspiração. Ainda estamos em choque com essa situação," disse Melanie ao The Huffington Post.
As mamães esperam que suas fotos lado-a-lado sirvam como um incentivo a outros casais de mulheres. Disse Melanie, 
Vanessa e eu sempre dissemos que queríamos ficar grávidas. O corpo da mulher é incrível. Sua capacidade de gerar outro ser humano é incrível. Esperamos que nossa foto possa servir para incentivar as mulheres que desejam ter filhos a realizar seu sonho."  


Conservadores americanos protestam contra casamento LGBT a ser aprovado pelo Supremo Tribunal dos EUA

segunda-feira, 27 de abril de 2015 0 comentários


Manifestação contra casamento homossexual em Washington

Em Washington, centenas de opositores ao casamento de pessoas do mesmo sexo manifestaram-se sábado em frente do Capitólio, onde na próxima terça-feira o Supremo Tribunal irá decidir sobre a sua legalização em todo o país.
Está na Bíblia e Deus diz que é entre um homem e uma mulher. O Supremo Tribunal não tem autoridade para redefinir isso, ou mesmo falar sobre isso. Não está no seu poder. Nem mesmo a Constituição prevê que discutam o assunto”, disse um manifestante.
No protesto estiveram presentes representantes de várias igrejas protestantes, da igreja Ortodoxa e também da igreja Católica.
Como disse o Papa Francisco, o casamento é algo muito belo que devemos proteger e proteger as crianças”, afirmou o Arcebispo Joseph Kurtz, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.
O casamento homossexual já é legal em 37 dos 50 estados da União, assim como em Washington D.C.
Os apoiadores do casamento tradicional podem estar a lutar por uma causa perdida. Uma grande parte dos americanos é a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo, tal como decidiram muitos tribunais do país. O Supremo Tribunal provavelmente irá fazer o mesmo”, sublinhou Stefan Grobe, da Euronews, em Washington.
Fonte: Euronews, 26/04/2015

De olho na Casa Branca, Hillary Clinton apóia o casamento LGBT e senta com pai gay para conversar

sexta-feira, 24 de abril de 2015 0 comentários


Mostrando-se consciente de que o ativismo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgéneros) poderá fazer a diferença nas campanhas do século XXI (nos EUA ao menos), Hillary Clinton, pré-candidata democrata à Presidência da República, mudou sua opinião de 2014, quando dizia que o casamento LGBT deveria ser um assunto deixado para os estados. Durante uma ação de campanha surpresa em Iowa, Hillary Clinton manifestou-se a favor do casamento gay, defendendo a igualdade entre casais hétero e homo.
Hillary Clinton apoia a igualdade no casamento e espera que o Supremo Tribunal esteja ao lado dos casais do mesmo sexo e garanta esse direito constitucional”, declarou um porta-voz da candidata ao The Guardian.
A declaração se dá próxima a uma importante deliberação do Supremo Tribunal americano, que, em 28 de abril, examinará a eventual inconstitucionalidade de algumas leis estaduais sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, em junho, como esperam os ativistas da comunidade LGBT, a justiça deve deliberar a favor da legalização do casamento homossexual no plano federal.

Ao apoiar o casamento LGBT, Hillary também busca apagar a roubada em que seu marido Bill Clinton, entrou ao assinar, quando presidente, a Lei de Defesa do Casamento (1996) que exatamente impedia o reconhecimento federal do casamento LGBT. Ainda que o ex-presidente já tenha se declarado arrependido de tal decisão há tempos, nada como apagar essa mancha do histórico progressista do casal.

No vídeo abaixo, Hillary conversa com Mike Yowell que agradece o apoio da democrata ao casamento LGBT e fala do processo de adoção de sua filha nos anos 80 ao lado de seu parceiro.

Várias fontes

Bancada conservadora quer cortar direitos conquistados pela população LGBT nos últimos tempos

quinta-feira, 23 de abril de 2015 0 comentários


Deputados defensores das causas LGBT tentam barrar avanço da bancada religiosa conservadora

Bancada religiosa conservadora quer cortar direitos conquistados pelos gays nos últimos tempos

A batalha na Câmara dos Deputados entre a bancada religiosa e os que militam pelos direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) anda cada vez mais acirrada. E pelo menos no início dessa legislatura, os deputados contrários à causa gay estão levando vantagem, até mesmo porque contam com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), evangélico e autor do projeto de lei que pretende implantar no Brasil o dia do orgulho heterossexual, uma contraposição ao Dia Nacional do Orgulho Gay, celebrado em 28 de junho. Além disso, houve uma redução significativa na Câmara das bancadas de esquerda e centro e um aumento recorde do número de parlamentares ligados a denominações religiosas mais conservadoras. Eles conseguiram aprovar uma convocação para ouvir depoimento de ex-homossexuais, uma tentativa de reativar a discussão sobre a “cura gay”, e impedir, pelo menos por enquanto, a 12ª edição do Seminário Nacional LGBT no Congresso Nacional. E prometem ainda deter o que eles chamam de privilégios concedidos à população LGBT. Cientes da força dessa bancada, que cresce a cada eleição, os deputados ligados à causa gay se armam para evitar retrocessos e montam um movimento de resistência para impedir perda de conquistas.

Uma das estratégias, de acordo com a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), é aumentar a articulação com movimentos sociais e outros segmentos, como Poder Judiciário e Ministério Publico, e impedir que alguns projetos considerados prejudiciais sejam aprovados, entre eles o que não reconhece as famílias formadas por casais gays; o que cancela as resoluções do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais – (CNCD/LGBT), da Secretaria de Direitos Humanos, que garantem o uso do nome social dos transgêneros na escola, instituições carcerárias e em boletins de ocorrência; e a proposta que cria o dia do orgulho hétero.
A Câmara foi sequestrada pelo fundamentalismo religioso, pelo fundamentalismo contrário aos direitos das minorias, por isso temos de lutar para impedir retrocessos”, defende a deputada.
Já o deputado e pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), autor do pedido de audiência para ouvir “ex-gays”, disse que “não há uma pauta de redução de direitos”. Existe sim uma pauta para conter os privilégios a um grupo em detrimento de outro”, afirma. Segundo ele, os que militam pelos direitos humanos são covardes.
Em 2013, fugiram do debate tentando esvaziar a comissão (de Direitos Humanos, que foi presidida por Feliciano entre 2013 e 2014). Agora presidem a comissão e são derrotados nos votos que são democráticos e nos acusam descaradamente. Vivemos em uma democracia e não em uma ditadura. Cada deputado representa seus eleitores e fala por eles.”
Segundo ele, a adoção por casais gays, a criminalização da homofobia e outras pautas da comunidade LGBT, caso venham a ser votadas, “serão debatidas exaustivamente de maneira democrática”.
A bancada cristã quer debater. Queremos ouvir os argumentos e mostraremos os nossos, tudo de forma democrática. Vencerá o melhor argumento e a maioria absoluta dos votos.”
Entre os projetos que os evangélicos querem aprovar estão, além do dia do orgulho hetero, outro que penaliza a discriminação contra heterossexuais. Sem conseguir tramitar na legislatura passada, eles foram desarquivados e voltaram a ser analisados nesta legislatura.

Fonte: em.com.br, 21/04/2015

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