Manifestação pró casamento LGBT em Paris deve aumentar apoio à lei já em 63%

domingo, 27 de janeiro de 2013 0 comentários

Apoiadores do casamento gay fazem manifestação em Paris


As associações favoráveis ao casamento gay na França realizarão neste domingo uma manifestação para expressar seu apoio a um projeto de lei para legalizá-lo que começará a ser debatido terça-feira e que provocou há duas semanas um grande protesto contra a medida em Paris.

Os organizadores asseguram que a passeata de hoje não é uma resposta à manifestação que no dia 13 de janeiro reuniu 340.000 pessoas, segundo a polícia, e um milhão de participantes, de acordo com os organizadores.

Mas será inevitável fazer comparações em função da polêmica que o casamento homossexual gerou no país. "Não é o mesmo se manifestar contra algo do que a favor de algo", disse a porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem, que poderá ser um dos rostos políticos que desfilarão hoje pelas ruas de Paris.

Para o porta-voz do coletivo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), Nicolas Gougain, o autêntico objetivo da manifestação é "lembrar ao governo seus compromissos" diante da pressão dos grupos contrários à lei, que foram recebidos pelo presidente, François Hollande, no palácio do Eliseu na sexta-feira passada.

Apesar do encontro, que durou apenas meia hora, Hollande mostrou sua intenção de seguir adiante com a aprovação de uma lei que representa cumprir uma de suas promessas eleitorais e que "constitui um grande avanço para a igualdade entre todos os cidadãos", indicou o Eliseu.

Em entrevista publicada hoje no semanário Le Journal du Dimanche, a ministra da Justiça, Christiane Taubira, autora do projeto de lei, assegurou que com a iniciativa o governo regulariza "uma realidade social e humana" e que o texto "vai proteger as famílias e os direitos das crianças".

O direito à adoção é o ponto que gera mais controvérsia e divide a opinião dos franceses, amplamente favoráveis ao casamento gay.

O projeto de lei que chegará na terça-feira ao Parlamento engloba o direito dos casais homossexuais adotarem um filho, mas não inclui a possibilidade de que um casal de lésbicas tenha um filho mediante fertilização artificial. Este direito, amplamente reivindicado pelas associações homossexuais e que Hollande se comprometeu a adotar, o governo deverá contemplar em uma lei apresentada em março.

Fonte: Terra via Agência Effe

Pesquisa mostra que 63% dos franceses apoiam casamento entre homossexuais

Reuters - 26/01/2013 16:26

PARIS, 26 Jan (Reuters) - O número de pessoas que aprovam a legislação para casamento entre pessoas do mesmo sexo na França subiu apesar de grandes protestos no início deste mês contra as reformas planejadas pelo governo, mostrou uma nova pesquisa do instituto Ifop encomendada por um site de notícias francês.

A proporção de entrevistados que apoiam a mudança na lei subiu para 63 por cento ante os 60 por cento no início de janeiro e em dezembro.

O apoio ao direito de casais gays adotarem crianças também subiu 3 pontos percentuais, embora o país permaneça dividido nesta questão, com 49 por cento a favor, de acordo com a pesquisa.

O governo francês reforçou sua determinação de pressionar por uma reforma na lei no início deste mês, mesmo depois que quase meio milhão de pessoas marcharam por Paris em 13 de janeiro em oposição à proposta.

A pesquisa mais recente do Ifop ouviu 1.026 pessoas de mais de 18 anos e foi realizada entre 22 e 24 de janeiro.

(Reportagem de James Regan e Catherine Lagrange)

Obama afirma: "Nossa jornada não estará completa até que nossos irmãos e irmãs gays sejam tratados como todos os outros pela lei.”

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Obama e seu histórico apoio aos LGBT
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tomou posse, na segunda-feira (21), para um segundo mandato, com uma festa popular. Ele pediu a união dos americanos, e, durante o discurso, defendeu o direito de igualdade das mulheres, dos imigrantes e dos gays.

O espaço em frente ao capitólio começou a ficar cheio logo cedo, com americanos e visitantes do restante do mundo querendo ver o presidente Barack Obama, aos 51 anos de idade, iniciar o segundo mandato na Casa Branca.

Obama jurou preservar, proteger e defender a Constituição. Neste domingo, ele já tinha feito o juramento oficial na Casa Branca, obedecendo à data prevista na lei, o dia 20 de janeiro.

Na primeira posse, Barack Obama assumiu o cargo quando os Estados Unidos estavam à beira de uma catástrofe financeira. Hoje, a economia está mais estável, ele é muito mais experiente, e o fato de ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos deixou de ser novidade. Nem por isso, os quatro anos que ele tem pela frente serão fáceis.

Nesta segunda, diante de um público de mais de 600 mil pessoas, Obama afirmou que a fidelidade aos princípios que servem de base aos Estados Unidos requer novas respostas e, principalmente, união.

“Uma década de guerra está terminando, e a recuperação econômica começou”, disse. “Essa é a nossa hora, e vamos aproveitar, desde que aproveitemos juntos.”

Ele advertiu que um país não é bem sucedido quando cada vez menos pessoas prosperam e a grande maioria luta para sobreviver.

“Acreditamos que a prosperidade americana tem que se basear em uma classe média crescente", afirmou.

Obama prometeu resolver as diferenças com outras nações de forma pacífica e responder às ameaças das mudanças climáticas. O presidente lembrou ainda que o país terá escolhas difíceis para reduzir os gastos com a saúde e o déficit fiscal.

Em um dos momentos mais emocionantes do discurso, Obama afirmou que a geração dele tem obrigação de continuar a luta iniciada pelos pioneiros na defensa dos direitos civis. Em uma referência ao pastor Martin Luther King, que lutou pelos direitos dos negros, Obama citou a igualdade entre homens e mulheres, a imigração dos que veem os Estados Unidos como uma terra de oportunidades, a criação de empregos e o casamento entre homossexuais.

"Nossa jornada não estará completa até que nossos irmãos e irmãs gays sejam tratados como todos os outros pela lei.”

Para encerrar a cerimônia diante do capitólio, a cantora Beyoncé cantou o hino nacional.

Depois de um almoço com políticos dos partidos democrata e republicano, Obama e a primeira-dama Michele percorreram a Avenida Pensilvânia até a Casa Branca.

Fonte: Jornal Nacional, 21/01/2013

Heterrorismo avança na Rússia: aprovada lei contra "propaganda homossexual"

sábado, 26 de janeiro de 2013 1 comentários

Duas mulheres se beijam em frente ao parlamento russo
 em protesto contra a nova lei

A vida das pessoas homossexuais nunca foi fácil na Rússia. Na época da URSS, durante o período stalinista, artigos contra a homossexualidade foram introduzidos em todos os códigos penais das Repúblicas Soviéticas. Como justificativa para a perseguição, o comissário do povo para a "Justiça", Nikolai Krylenko, afirmava que o "homossexualismo" era  produto da decadência das classes exploradoras ociosas e que não havia lugar para tais pessoas em uma sociedade democrática fundada sobre princípios sadios (sic).

Na Rússia atual, o ex-agente da KGB, Vladimir Putin, não esqueceu os tempos totalitários e vem, desta feita com a ajuda da Igreja Ortodoxa (quando digo que essa gente ironicamente tem muito em comum...), não só investindo na destruição da democracia local, a fim de perpetuar-se no poder, como também reproduzindo, como nos velhos tempos, a criminalização da homossexualidade.

Num crescendo de ataques aos direitos humanos dos LGBT, agora o parlamento russo também aprovou um projeto que proíbe a chamada "propaganda da homossexualidade". Em nosso país, a conservalha brasileira gostaria de fazer o mesmo, porque os direitos homossexuais fariam parte de uma conspiração comunista (sic) para acabar com a sagrada família cristã.

Abaixo, notícia da Folha de São Paulo sobre o assunto e, ao fim da postagem, vídeo do Globo News, de antes da aprovação da lei, que deixa claro que Putin está usando os homossexuais como bodes expiatórios por supostamente contribuírem para destruição dos valores tradicionais russos que fomentam as críticas ao seu governo autoritário. Depois vídeo do The Huffington Post com imagens da repressão aos ativistas que protestavam contra a lei em frente ao parlamento.

Parlamento da Rússia aprova lei contra 'propaganda homossexual'


O Parlamento da Rússia aprovou ontem (dia 25/01), em primeira leitura, o projeto de lei que proíbe a chamada "propaganda da homossexualidade", que limita atos públicos e manifestações dos gays.

A medida faz parte de uma série de leis criadas pelo governo do presidente Vladimir Putin diminuindo os direitos dos homossexuais na Rússia, um dos países mais preconceituosos em relação à orientação sexual da Europa.

A proposta foi aprovada com 388 votos a favor, um contra e uma abstenção. O projeto de lei ainda passará pela Câmara alta do Parlamento antes de ser enviado à sanção de Putin.

Caso aprovada, permitirá a cobrança de multas de até 50 mil rublos (R$ 3.379) por manifestações, atos de campanha e ativismo pelo fim da discriminação de homossexuais.

Durante o debate no Parlamento, o deputado do governista Rússia Unida Serguei Dorofeyev disse que era preciso proteger crianças e adolescentes do que chamou de "consequências da homossexualidade".

A deputada Elena Mizulina, do Rússia Justa, considerou que a exposição das crianças demonstrações afetivas com pessoas do mesmo sexo "limitam o direito dos menores a se desenvolverem livremente".

Os homossexuais sofrem forte discriminação na Rússia, um dos países mais homofóbicos da Europa. Até 1993, ter relações com pessoas do mesmo sexo era crime e até 1999 era considerado uma doença mental.

PROTESTOS

Enquanto acontecia a sessão no Parlamento, ativistas gays e cristãos ortodoxos entraram em confronto pela segunda vez nesta semana. O estopim das agressões foi o beijo dado por duas mulheres na porta da casa legislativa.

Em seguida, os simpatizantes da lei começaram a jogar ovos, tinta, e tentaram atacar o grupo, mas foram impedidos pela presença policial. Os agentes prenderam os manifestantes mais exaltados e os militantes foram dispersados.

A Igreja Ortodoxa Russa pediu para que a nova lei seja estendida por toda a Rússia, ela que já vigora em outras cidades, como São Petesburgo, a segunda maior do país.




São Paulo, uma das cidades mais LGBT do mundo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 2 comentários


Como hoje é aniversário de São Paulo, além de parabenizá-la, vale lembrar que, no ano passado, ela foi eleita, por uma pesquisa do portal GayCities.com, em parceria com a companhia aérea American Airlines, um dos melhores destinos gay friendly - receptivo ao público LGBT - em todo o mundo. Na época, a capital paulista apareceu em quarto lugar, com 6% dos votos. Tel-Aviv (43%), em Israel, ficou no topo da lista. Nova York (14%), nos Estados Unidos, ficou em segundo lugar. Em seguida, vem Toronto (7%), no Canadá. Madri e Londres ficaram em quinto lugar, com 5% dos votos.

A pesquisa também avaliou outros oito quesitos das cidades, entre eles melhor gastronomia, moda e vida noturna. São Paulo foi citada novamente no quesito "Cidade do Orgulho Gay". Ficou em segundo lugar, com 12% dos votos, atrás de São Francisco, nos Estados Unidos, que liderou a lista, com 29% das citações.

Naturalmente, o título Cidade do Orgulho Gay se deve a Parada do Orgulho LGBT que atrai turistas tanto de outros estados do Brasil como do exterior (49,8% de outros Estados  e 2,1% de estrangeiros, de acordo com o Observatório do Turismo da Cidade da SPTuris).  Boa parte dos turistas de outros países é dos Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul e Itália. Segundo pesquisa feita pela SPTuris, os turistas LGBT são atraídos principalmente pelo entretenimento e pelas compras. 

Também, segundo  Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS), o roteiro cultural de São Paulo também é outro dos grandes atrativos para homossexuais, por ser repleta de museus, teatros e cinemas.

Vamos registrar ainda que São Paulo é candidata a sediar os Gays Games de 2018 pelo Brasil. No site dos organizadores dos Gay Games, você pode descobrir como apoiar a ideia dos jogos em nossa Sampa querida. Acesse o site e sua página no Facebook e saiba como.

Falta agora dar mais segurança aos LGBT nas ruas da cidade, pois tem havido alguns casos de agressões a gays extremamente lamentáveis, inclusive em pontos considerados nobres da cidade, como Pinheiros (vide caso recente envolvendo André Baliera). Mas ainda chegaremos lá!

Para um roteiro LGBT de Sampa, clique aqui. E (re)veja o vídeo abaixo, que apresenta São Paulo, como a cidade da diversidade, o que ela é mesmo.

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