Gangue de skatistas mata jovem gay na região central de SP

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014


Volta e meia aparece um caso de espancamento, às vezes seguido de morte, de um jovem gay. Em alguns casos, a vítima era homossexual, mas o crime não motivado por sua orientação sexual. Outras vezes, a condição sexual da vítima, se não foi a motivação maior para o crime, teve nela um poderoso estímulo. Este parece ter sido o caso do jovem Bruno Borges de Oliveira, morto na base de chutes, socos e golpes de skate na cabeça por um grupo de 6 skatistas (sic). Além de skinheads, agora skatistas também atacam gays?

Forçoso lembrar que, além da reivindicação de reforço na segurança policial, dada à sua condição de vulnerabilidade, os gays deveriam se organizar para responder enquanto grupo a essas agressões recorrentes em vez de apenas esperar a criminalização da homofobia. Mesmo com uma lei nesse sentido, a situação de Bruno não seria diferente da que foi, pois o estado não é (aliás, felizmente) onisciente para proteger todos os indivíduos em risco. É preciso aprender técnicas de autodefesa seja individual seja coletiva.

Abaixo matérias, vídeo e áudio sobre o caso.

Bruno Borges de Oliveira
Vídeo mostra perseguição de gangue a gays na região central de SP

Um vídeo gravado por imagens de câmeras de segurança mostra o momento em que Bruno Borges de Oliveira, 18, andava com amigos na região da rua Augusta. A polícia suspeita que um grupo de skatistas tenha matado o jovem. Nas imagens, os jovens começam a correr ao perceberem que estavam sendo seguidos. Bruno, que não conseguiu escapar, morreu no dia 26 em por causa dos ferimentos causados por chutes, socos e golpes de skate na cabeça. 

A Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem um grupo de seis jovens, entre 16 e 23 anos, que, de segundo o delegado que investiga o caso, confessaram o crime. Eles ainda são suspeitos de serem os responsáveis por uma série de ataques a gays na região central da capital.

 

Presos os suspeitos de espancar até a morte o jovem Bruno Oliveira


Um grupo de seis garotos foi preso neste domingo. Eles são suspeitos de espancar até morte o jovem Bruno Borges de Oliveira, de 18 anos, na região da rua Frei Caneca. De acordo com a polícia, eles podem ser autores de outros crimes contra gays naquele mesmo local. Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais identificaram e prenderam os suspeitos em ação realizada na mesma região do crime. Imagens captadas por câmeras de vigilância próximas ao local onde Bruno foi espancado até a morte ajudaram a elucidar a autoria do crime.

Os seis presos têm idades entre 20 e 23 anos e dois deles são adolescentes de 16 anos. De acordo com a polícia, os suspeitos também confessaram outro ataque realizado cerca de uma hora antes do assassinato de Bruno. 

O diretor do DEIC, delegado Wagner Giudice, explica que as vítimas eram emboscadas quando se separavam de um grupo maior.
Ali sabidamente é um reduto de frequência homossexual. Quando um grupo se desgarrava do total de pessoas, eles cercavam e promoviam o crime”, afirma. “Uma espécie de arrastão. Tomavam tudo o que as vítimas tinham.” 
Ainda segundo a polícia, os integrantes usavam skates para agredir os homossexuais. No caso de Bruno, todos os jovens espancaram a vítima de maneira impiedosa e covarde, com golpes de skate no pescoço e na cabeça.

Os homicidas tiveram prisão temporária decretada pela Justiça e os menores foram encaminhados à Fundação Casa e não responderão pelo crime.

A vítima

Bruno Oliveira morava em Osasco, na Grande São Paulo, e estava com quatro amigos quando foi abordado pelos assaltantes na rua Herculano de Freitas. Os colegas correram e gritaram para o jovem fugir, mas ele foi agredido pelos ladrões, que levaram seu celular, o par de tênis e um Bilhete Único.

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