Chapeira de hamburgueria de Parnaíba, no litoral do Piauí, sofre racismo e lesbofobia

sexta-feira, 25 de março de 2022 0 comentários

 Print de conversa  divulgado nas redes sociais da vítima (Foto: Reprodução/Facebook)

Ato criminoso de homofobia e racismo foi divulgado através de prints pela vítima Joelma Figueiredo em suas redes sociais

A chapeira de uma hamburgueria de Parnaíba, no litoral do Piauí, realizou um boletim de ocorrência na quinta-feira (17/03), após um cliente falar por mensagem que não queria que ela preparasse seu o lanche por ser negra e lésbica. Em prints divulgados nas redes sociais pela vítima Joelma Figueiredo, de 23 anos, o autor das ofensas assumiu ser "preconceituoso e racista", e disse que a empresa não deveria contratar "esse tipo de gente para trabalhar".

As mensagens de cunho racista e lesbofóbico foram recebidas através do celular do estabelecimento no último sábado. Na conversa, o cliente afirma que esteve no local na quarta-feira, dia 9, e lamenta que seu hambúrguer tenha sido preparado por Joelma, que trabalha como chapeira no local.
Desculpe a pergunta, mas meu hambúrguer poderia ser feito por outra pessoa? Lanchei aí na quarta-feira e vi que meu hambúrguer foi feito por uma pessoa que não é do meu agrado", relatou o cliente, escrevendo em seguida o motivo do pedido junto a um emoji de mãos postas: "Ela é lésbica e negra, entenda meu lado".
Assim que outra funcionária responsável pelo atendimento viu a mensagem, mostrou para a companheira chapeira, que respondeu e tomou as medidas cabíveis contra o cliente.
Tipo de clientes como você não fazemos a mínima questão em nosso estabelecimento. Que o senhor fique sabendo que a 'negra e lésbica' é a melhor chapeira da cidade. Vamos na delegacia registrar um B.O. (boletim de ocorrência) contra você", disse a atendente.
No domingo, a Subcomissão da Diversidade Sexual e de Gênero e da Mulher Advogada, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí (OAB-PI), divulgou uma nota de repúdio ao caso de racismo e lesbofobia. No documento, a instituição declara que as atitudes são inaceitáveis e consideradas crime no Brasil.
É válido ressaltar que a Lesbofobia e Racismo são condutas tipificadas como crime em nosso ordenamento jurídico e como tal serão tratadas. Todavia é importante frisar que, atitudes dessa natureza são completamente incompatíveis, e absolutamente inaceitáveis no seio de nossa sociedade, que deve prezar pela diversidade, pela democracia, pela justiça e a convivência respeitosa entre todos", pontuou a nota.
Clipping Chapeira de hamburgueria é vítima de crime de racismo e homofobia, Todo o Dia, 18/03/2022

Casal de lésbicas diz ter sofrido discriminação em evento da Portela. Escola de Samba pediu desculpas.

quarta-feira, 23 de março de 2022 0 comentários

Crédito: Reprodução/Instagram @oficialportela

Um casal de lésbica denunciou ter sofrido homofobia depois de darem um beijo em um evento da Escola de Samba Portela. A inconveniência teria vindo de uma das funcionárias que estava trabalhando na Feijoada da Portela, que aconteceu no último sábado, 5.

A denúncia foi realizada nas redes sociais pela página Caldo de Piranha.
Nesse cenário aparentemente acolhedor, duas de nós tiveram um beijo interrompido por funcionária do local, com o dito de que haviam crianças ao redor e pessoas incomodadas”, disseram.
Duas de nós fomos abordadas por uma funcionária da Portela que pediu para que não nos beijássemos mais. A funcionária disse que atendia ao pedido de pessoas no local que alegavam estar com crianças e constrangidas”, diz o grupo.
Na publicação da página Caldo de Piranha, eles se pronunciam, depois do recebimento da resposta da própria Escola, e sinalizam que “o episódio de lesbofobia ocorrido na quadra” merece pedido de desculpas formal.

A post shared by Caldo de Piranha (@caldo.de.piranha)

Homofobia é crime

Desde junho de 2019, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o crime de homofobia deve ser equiparado ao de racismo.

Em alguns casos, a discriminação pode ser discreta e sutil, como negar-se a prestar serviços. Não contratar ou barrar promoções no trabalho e dar tratamento desigual a LGBT são atos homofóbicos também.

Mas muitas vezes o preconceito se torna evidente com agressões verbais, físicas e morais, chegando a ameaças e tentativas de assassinato.

Qualquer que seja a forma de discriminação, é importante que a vítima denuncie o ocorrido. A orientação sexual não deve, em hipótese alguma, ser motivo para o tratamento degradante de um ser humano.

Clipping Casal de lésbicas diz ter sofrido homofobia em evento da Portela. A Escola de Samba se responsabilizou pelo ato cometido e pediu desculpas; O grupo promete tomar as providências, por Catraca Livre, 11/03/2022 

Brunna Gonçalves, esposa de Ludmilla, revelou no programa Prazer, feminino que ama o cheiro da chana da amada

segunda-feira, 21 de março de 2022 0 comentários

Ludmilla e Bruna Gonçalves - (crédito: Reprodução/Instagram)

O clima ficou 'pra lá de quente' no programa Prazer, feminino, no canal GNT, apresentado por Karol Conká e Marcela Marcela McGowan. Brunna Gonçalves, foi uma das três convidadas da atração.

A dançarina, esposa de Ludmilla, abriu a sua intimidade e não escondeu sua paixão por sentir o cheiro 'íntimo' da sua amada. Além da ex-BBB, também foram convidadas as influenciadoras digitais Alexandra Gurgel (Alexandrismos) e Ellora Haonne.

A bailarina também comentou sobre sua bissexualidade e confessou que o sexo oral com uma pessoa do mesmo sexo é mais confortável.
Eu tinha muita vergonha. Eu nunca me senti à vontade no sexo hétero. Depois que eu me descobri [bissexual], minha vida mudou! Eu pensei: 'como eu passei 26 anos da minha vida aceitando aquilo que eu recebia?', questionou.
Eu me senti muito mais confortável, sabe?! Quando eu recebo sexo oral de uma mulher do que de um homem. […] Tô no mesmo barco, está tudo certo, tenho o que ela tem. Não tem nem comparação", acrescentou.
Momentos depois, sem papas na língua, Brunna entregou que ama o cheiro da vagina da cantora, quando as entrevistadas falavam sobre gostos e cheiros na hora do sexo oral com parceiras.
Então gente, eu amo cheiro da 'pepeka' do mozão. Quando eu acabo [sexo oral] eu falo assim 'ai gente, que cheirinho maravilhoso, meu Deus'. Não gosto nem de lavar o rosto, gosto de ficar sentido aquele cheiro em mim. É incrível, eu amo, eu amo".
Brunna Gonçalves
A influenciadora digital também detalhou o que ela faz para se preparar na hora H. 
Eu sempre gosto de tomar banho antes, sou muito chata. […] Ficar preparada, cheirosinha", afirmou. 


Clipping Brunna Gonçalves revela amar cheiro de parte íntima de Ludmilla: 'Eu amo'  'Gosto de ficar com aquele cheiro em mim', disparou a dançarina,  por Douglas Lima, Correio Brasiliense, 11/03/2022

Beijão entre personagens Ilana e Gabriela em "Um Lugar ao Sol" entusiasma lésbicas

terça-feira, 8 de março de 2022 1 comentários


Beijo de Ilana e Gabriela em "Um Lugar ao Sol"Imagem: Reprodução/TV Globo

Não foi selinho, mas um beijão. Na noite deste sábado (5), foi ao ar a cena do primeiro beijo entre as personagens Ilana (Mariana Lima) e Gabriela (Natalia Lage) na novela "Um Lugar ao Sol", da TV Globo.
Eu acho que me apaixonei por você, mas eu não sei o que fazer com isso", afirmou Ilana a Gabriela, que responde pedindo um abraço, mas recebe um beijo.
A cena tão aguardada, exibida na última semana da novela, foi comemorada por mulheres lésbicas nas redes sociais.
Hoje não terá uma lésbica triste no brasil por motivos desse beijo bonito entre mulheres na maior emissora de televisão do país", brincou uma telespectadora no Twitter.
Não é só um beijo gay, vai além. É REPRESENTATIVIDADE. É você ligar a TV para assistir uma novela e se ver nela", disse outra noveleira.
A Youtuber Louie Ponto usou seu perfil no Twitter para comemorar a cena com seus mais de 250 mil seguidores.
Hoje nós vencemos", ela publicou. "Eu queria falar tantas coisas? A diferença de altura? A delicadeza do abraço que virou beijão.... A importância dessa cena no horário nobre da televisão aberta."
Ela aproveitou também para pedir mais representatividade de casais lésbicas em novelas da emissora. 
Todo mundo falando que vai ver a novela agora. Se colocassem mais LGBTs, a audiência ia lá em cima. Aprende Globo, aqui a gente vive de migalhas."
Um ponto notado pelas telespectadoras o beijo não ter sido somente um selinho.
Caraca finalmente um beijo sáfico digno em novela chega de bitoca! Bitoca nunca mais! (Rachel)
E teve também quem sofreu com gatilhos por causa da cena e ficou com saudades da sua própria "cremosa".
Bom dia para Ilanna, que não deu um mínimo de espaço para Gabriela se desvencilhar de seus braços. Eu te entendo Ilanna 20 anos quero a cremosa assim rendida nos seus braços. Meusshippos (@meusshippos) 
E, você viu a cena?

Clipping (editado) Mulheres lésbicas comemoram beijo em novela: 'Hoje nós vencemos', Universa, em São Paulo (SP), 06/03/2022 

Pesquisa Gallup mostra que 20,8% dos jovens americanos se declaram LGBT

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022 0 comentários

Pouco bolo: dos 7% de americanos que se declaram LGBT, apenas 16% vivem
 sob o mesmo teto 
(Anne Cusack / Los Angeles Times)

Pesquisa Gallup mostra como raramente houve na história uma transformação comportamental tão rápida e extrema, refletindo aceleração de percepções

Como você sabe que é homossexual? Quando faz Justin Bieber parecer hétero”. É claro que a piadinha, uma das raras publicáveis, fica mais engraçada contada com verve gay.
E como você sabe se “parece” haver mais pessoas da turma LBGT por que ficou mais fácil assumir ou por que é um modismo dos tempos atuais?

Resposta: não é possível cravar nenhuma opção. Mas com certeza a percepção do “parece” é confirmada pelos números.

Segundo uma pesquisa feita pela Gallup nos Estados Unidos, o número de americanos que se declaram LBGT (o instituto dispensou as outras letras) é hoje 7,1% da população.

Era a metade, 3,5%, em 2012. A linha moderadamente ascendente arrancou a partir de 2017: foi de 4,5% para 5,6% em 2020. O salto para os 7,1% atuais faz prever que a linha vai continuar a subir.

O aumento reflete a entrada na vida adulta da Geração Z, os nascidos entre 1997 e 2003. Nessa faixa, os que se declaram LBGT são 20,8% (75,7% são heterossexuais e 3,5% não responderam).

Os quase 21% são praticamente o dobro dos 10,5% de sexualidades alternativas entre a geração Millenial (nascidos de 1981 a 1996). E quase dez vezes mais do que a geração Baby Boom (1946 a 1980). Como protagonistas da revolução sexual e de costumes, os “boomers”, como são chamados, declaravam apenas 2,6% fora da heterossexualidade.

Hoje, entre os 7% que se declaram LGBT, 57% se identificam como bissexuais. Outras filiações: 21% são gays, 14% lésbicas, 10% transgêneros e 4% alguma outra coisa.

Com toda a visibilidade que a campanha pelo casamento gay provocou, nos Estados Unidos e em outros países, apenas 10% dos LBGT são casados com pessoa do mesmo sexo e 6% têm relação estável, segundo outra pesquisa do Gallup.


A proporção de pessoas homossexuais e correlatos casadas equivale a apenas 0,7% da população americana.

Como os relacionamentos fixos tendem a ser aqueles em que os envolvidos adotam filhos ou fazem inseminação artificial, o número de 20% de jovens que são LBGT e não casados pode ter consequências sobre o crescimento populacional.

Populações que encolhem são um problema em praticamente todos os países desenvolvidos dos Ocidente, bem como no Japão, na Rússia e na própria China.

Se os números de LBGT continuarem o caminho ascendente, como tudo indica, em poucos anos os Estados Unidos terão 10% da população total nessa categoria.

No meio dessa tendência, alguns fenômenos específicos. Um deles: casais de mulheres lésbicas tendem a se separar mais do que casais de homens gay. A feminista Julie Bindel cita no Spectator números da Holanda, o primeiro país onde o casamento homossexual foi reconhecido, em 2005. Desde então, 15% das parcerias entre homens foram desfeitas, contra 30% das mulheres em situação equivalente.

Motivo especulado: por Bindel quando o casamento homossexual foi aprovado, muitos casais procuraram o reconhecimento social que a legalização trazia, mas depois descobriram que isso não bastava para manter a união estável. Outro: mulheres lésbicas tendem a partir para um relacionamento sério logo no início do envolvimento e pulam fases que confirmariam se casar é realmente uma boa ideia (piadinha contada por ela: “O que uma lésbica leva para o primeiro encontro? O gato e um caminhão de mudança”).

Gays e lésbicas das primeiras gerações de assumidos, enquadrados nos “boomers, não queriam saber de gato nem de casamento, mas de aproveitar um estilo de vida exatamente oposto.

O que os jovens LBGT querem ainda está sendo definido. Se já são 21% num país como os Estados Unidos, tenderão progressivamente a deixar de ser uma minoria pequena para se transformar em minoria grande.

É uma mudança enorme e acelerada. Em 1997, 68% dos americanos em geral eram contra no casamento gay nas mesmas bases do hétero e apenas 27% eram a favor. Hoje, os números são exatamente o oposto. O ponto de intersecção aconteceu em 2011.

E a aceleração está aumentando de três anos para cá.

Clipping Mudança radical: 20,8% dos jovens americanos se declaram LGBT, por Vilma Gryzinski, Veja, 18/02/ 2022

A novela "Nos Tempos do Imperador" trará beijo lésbico entre personagens Vitória e Clemência

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 0 comentários

Vitória e Clemência vão se envolver amorosamente (Foto: Montagem)

A novela Nos Tempos do Imperador irá surpreender muitos telespectadores na reta final da história. Isso porque, segundo o apurado pela colunista Patrícia Kogut, do Jornal O Globo, as personagens Vitória (Maria Clara Gueiros) e Clemência (Dani Barros) acabarão se relacionando amorosamente na trama inédita de Thereza Falcão e Alessandro Marson.

De acordo com a publicação, tudo terá início quando a irmã adotiva de Quinzinho (Augusto Madeira) resolver novamente partir do Brasil, fato este que fará com que a personagem de Dani Barros fique completamente decepcionada, a ponto de se trancar em seu quarto para não querer sair mais de lá. Porém, a arqueóloga decidirá ter uma conversa séria com a mulher.
Não foi isso que você sempre quis? Ser a dona do Cassino, que você tanto ama? Conseguiu!”, disparará Vitória. 
Você se acha tão inteligente, mas não entendeu nada! Amava o Cassino porque você estava junto comigo! E isso me deu uma vida nova! Uma vida que nunca imaginei que pudesse desejar tanto!”, confessará Clemência.
Sem entender o que a amiga quis dizer, a personagem de Maria Clara Gueiros pedirá para ela traduzir e, então, ouvirá:
Jura que você ainda não percebeu? Ou está fingindo? Me apaixonei por você, Vitória! Eu te amo!”, soltará a mãe de Hilário (Theo de Almeida).
Diante disso, Vitória se mostrará chocada com a revelação e logo pedirá para ela passar uma borracha nessa história. Contudo, a filha de Ana (Isabelle Drummond) e Joaquim (Chay Suede) voltará atrás em sua decisão minutos depois.
Depois do que você me falou, pensei muito nessa minha ida a Paris. E resolvi botar um ponto final nessa história”, dirá Vitória. “O que você quer dizer com… ‘ponto final’?”, indagará Clemência.
Será, portanto, nessa hora que a veterana abrirá o jogo e confessará:
Não vou mais a Paris nem a lugar nenhum! Vou ficar aqui. Por você. Por nós!”.
Ao final, por incrível que parece, as duas darão um beijo apaixonado, nas cenas que vão ao ar somente nos últimos capítulos da sua novela das seis.

Clipping Bomba! Vitória e Clemência se relacionarão na reta final de Nos Tempos do Imperador", Resumo das Novelas, Metrópoles, 11/01/2022

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