Garota espancada após 'dar fora' em homem ao afirmar ser lésbica em SP

segunda-feira, 14 de setembro de 2020 0 comentários

Estudante relata que foi agredida após se negar a ficar com homem e relatar que é lésbica em Cubatão (SP) — Foto: Reprodução/Facebook
Estudante relata que foi agredida após se negar a ficar com homem e relatar que é lésbica em Cubatão (SP) — Foto: Reprodução/Facebook
Após o ocorrido, ela fez uma postagem de desabafo nas redes sociais que passou a ser compartilhada por diversas pessoas.

 Estudante relata que foi agredida após se negar a ficar com homem e relatar que é lésbica em Cubatão 

Uma jovem de 17 anos relata que foi agredida por um homem ao dizer que não queria ficar com ele e relatar que era lésbica em Cubatão (SP). A estudante conta que estava sozinha quando foi abordada pelo agressor. A vítima foi arrastada e agredida com chutes e socos e ouviu do suspeito que 'pessoas como ela têm que morrer'.

A agressão ocorreu enquanto a vítima voltava para casa após uma festa que foi com as amigas. Conforme relatou ao G1 neste domingo (13), o homem estava nessa mesma festa. 

Ele estava faz tempo dando em cima de mim. Inicialmente eu só tinha dito não e nem contei que era lésbica. Mas ele puxou meu cabelo mesmo assim para me dar um beijo e aí eu falei que gostava de mulher", conta.

Após dizer que era lésbica, a estudante afirma que acreditou que ficaria tudo bem, porque o rapaz voltou para a mesa que estava com os amigos e ficou no local. 

Mas toda hora que ele passava perto de mim, me empurrava com o cotovelo. Então falei para minhas amigas que iria embora porque estava sentindo que esse cara estava querendo arrumar briga", relata.

Ela conta que foi embora com uma amiga, só que a menina morava antes da casa dela. Ao deixar a colega em casa, ela seguiu seu trajeto. Pouco depois, ouviu o barulho de uma moto. 

Nessa hora eu só senti ele me puxando pelo cabelo, momento em que foi me arrastando. Eu cai no chão e ele jogou a moto para o lado e começou a me agredir com socos e chutes", diz.

Segundo a jovem, enquanto ela apanhava, era ameaçada pelo agressor, que dizia que iria matá-la. 

Ele dizia 'se você não passar a gostar de homem, vai morrer agora' e 'pessoas como você têm que morrer'. Eu realmente achei que iria morrer, se não tivesse chego alguém, acho que ele iria me bater até ver que eu não estava mais reagindo. Pensei que iria morrer ali", relata.

A estudante afirma que começou a gritar por ajuda e viu dois rapazes próximos, momento em que escutou eles dizerem que era briga entre marido e mulher e não iriam se intrometer, então gritou novamente afirmando que não conhecia o rapaz da moto. 

Foi aí que eles foram bem rápido até lá, tiraram o homem de cima de mim e foram me levantar. Nesse meio tempo, ele [agressor] subiu na moto e fugiu", afirma.

Os rapazes acompanharam a vítima até a casa dela. A adolescente conta que está inchada, roxa e com dores após as agressões. De acordo com ela, o agressor tem em torno de 25 e 30 anos, mas não o conhece e nem sabe o nome dele.

Eu acho que sofri preconceito duas vezes. Uma por ser mulher, porque ele não respeitou meu não. É como se o não da mulher não tivesse voz. E a outra devido a minha orientação sexual. Por isso tomei coragem e postei sobre o ocorrido nas redes sociais, porque quero justiça e encorajar outras mulheres que passem por isso a denunciar também. Porque eu me culpei e senti vontade de não me envolver mais com mulher, é um sentimento horrível, você se sente um lixo, com medo e impotente. E na verdade eu não fiz nada de errado. Ele tinha que me respeitar."

Na tarde de sábado, a adolescente foi ao hospital e fez exames para saber seu estado de saúde. A mãe informou que o caso ainda não foi registrado na Delegacia de Polícia da cidade.

Para eu conseguir me assumir já foi muito difícil. A sorte é que minha mãe sempre me respeitou e me apoiou em tudo. Então além de passar pelo processo difícil de me aceitar, também tive que viver isso. E ele estava consciente do que fazia. Me batia dizendo o motivo de eu estar apanhando. Chegou a falar que Deus fez a mulher para ficar com o homem", finaliza.

Clipping Garota é espancada após 'dar fora' em homem ao alegar ser lésbica em SP, por Isabella Lima, G1 Santos, 13/09/2020

Amor de Mãe: Leila e Penha viverão versão tupiniquim e lésbica da relação dos lendários Bonnie e Clyde

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Penha (Clarissa Pinheiro) e Leila (Arieta Corrêa)

Retomada de 'Amor de Mãe' vai mostrar a relação perigosa entre Leila e Penha com possível beijo gay


Manuela Dias decidiu polemizar na reta final de Amor de Mãe. A novela das 21h da Globo, interrompida em março por conta da suspensão das gravações devido à pandemia, voltará a ser exibida em 2021.

A autora criou uma relação de amor bandido entre as vilãs Leila (Arieta Corrêa) e Penha (Clarissa Pinheiro). As informações são de Carla Bittencourt, do Extra Online.

A ex-mulher de Magno (Juliano Cazarré), que se fingiu de doente e o colocou na cadeia, vai assumir os negócios criminosos da amiga, quando a fiel cúmplice de Belizário (Tuca Andrada) for presa.

Abandonada pelo policial corrupto, Penha contará apenas com a ajuda de Leila. O vínculo entre as duas vai passar da cumplicidade para a paixão. Viverão romance intenso, uma versão tupiniquim e lésbica da relação dos lendários Bonnie e Clyde.

O roteiro prevê um beijo das duas amantes. Caberá ao diretor artístico do folhetim, José Luiz Villamarim, definir se a cena será gravada e exibida, ou não. A Globo já mostrou alguns beijos na boca entre mulheres, como em Órfãos da Terra, Em Família, Babilônia, Segundo Sol e Malhação.
Clipping  Autora da Globo transforma bandidas em casal de lésbicas, por Jeff Benício, Blog Sala de TV, Terra, 02/09/2020

Evolução de personagens lésbicas e gays nas novelas da Globo ainda depende da reação conservadora

segunda-feira, 31 de agosto de 2020 0 comentários

Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni como o casal de Torre de Babel: personagens mortas para evitar beijo
Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni como o casal de Torre de Babel: personagens mortas para evitar beijo

Beijo gay adiado até o último capítulo e a inexistência de cenas de sexo de casais homoafetivos ainda são comuns nas novelas. Essa é uma barreira enfrentada pela Globo devido ao medo de ter suas histórias rejeitadas pela audiência mais conservadora. Casos de terem de mudar tudo e até explodir personagens ainda assombram os autores. Recém-chegada ao catálogo da Globoplay, Torre de Babel (1998) traz uma dessas histórias de volta à tona.


Na novela de Silvio de Abreu, a emissora se deparou com tamanha resistência que teve de matar o casal lésbico da história. As personagens de Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer foram explodidas há 22 anos. Coisa de outro século? Nada disso. Recentemente, o beijo entre duas idosas no início de Babilônia (2015) também fez a Globo rebolar para não naufragar no horário nobre.

Com a abordagem de outros temas considerados tabus, além da homossexualidade, como uso de drogas e violência doméstica, Torre de Babel não foi bem aceita. Para atender ao gosto do público, o novelista fez malabarismos e aplicou mudanças drásticas na saga.

A mais marcante, sem sombra de dúvidas, foi matar o casal lésbico e o usuário de drogas Guilherme (Marcello Antony) na cena em que o Tropical Towers Shopping foi pelos ares. Com tamanha catástrofe, a reviravolta surtiu efeito.

A falta de representatividade de gays e lésbicas na novela dos anos 1990 não é a mesma dos dias atuais --houve avanço, mas a aceitação ou rejeição do público ainda é o principal fator que determina o encaminhamento das tramas.

Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer morreram queimadas em Torre de Babel: simbologia forte


Amor sem carinho



Mulheres Apaixonadas (2003) colocou duas estudantes como namoradas: Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). Pesquisas feitas na época apontaram que o público não era contrário à relação homoafetiva das duas, mas não aceitaria uma cena de beijo.

Como solução, Manoel Carlos fez o casal encenar a peça clássica Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1564-1616), permitindo um selinho rápido entre as duas personagens usando essa licença poética. Ironicamente, os telespectadores não se chocaram com a troca de carícias entre uma socialite (Lavinia Vlasak) e um padre (Nicola Siri).

Já em América (2005) o romance proibido entre Júnior (Bruno Gagliasso) e o peão Zeca (Erom Cordeiro) ganhou torcida para que o beijo entre os dois homens acontecesse no último capítulo. A cena chegou a ser gravada, mas a Globo decidiu cortar a sequência por medo da reação do público e das críticas que poderia receber.

Até hoje, os atores e a própria autora, Gloria Perez, lamentam a censura poucas horas antes da exibição. "Foi climão. Toda a novela estava na expectativa, foram colocados telões nas ruas. Foi difícil. Demorou pra cacete para isso acontecer", declarou o marido de Giovanna Ewbank durante uma entrevista para Tatá Werneck no programa Lady Night, em 2018.

O beijo entre Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg em Babilônia assustou conservadores

Desessete anos após ter lésbicas explodidas, a Globo ousou ao mostrar duas idosas aos beijos no primeiro capítulo de Babilônia em 2015. A cena de afeto interpretada por Nathalia Timberg e Fernanda Montenegro foi demais para o conservadorismo do público. Teve até quem propagasse um boicote à trama.
A decisão de cortar selinhos e demonstrações de carinho foi tomada depois que a emissora fez pesquisas com grupos de telespectadores, que assim como em Mulheres Apaixonadas, aprovavam as personagens, com a condição de não vê-las aos beijos. A emissora recuou e ceifou a troca de carícias entre as veteranas.

Já em 2019, no caminho inverso, a direção de Dramaturgia barrou a exibição de um beijo entre Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anaju Dorigon) em Órfãos da Terra. Mas o veto foi, na verdade, apenas um adiamento. Um selinho entre as duas foi usado para consagrar o casamento do casal.
Passos lentos e estudados

É claro que existem outros casos positivos para o público LGBTQ+. Mateus Solano e Thiago Fragoso protagonizaram o primeiro beijo gay em horário nobre da TV brasileira em Amor à Vida (2013). Giovanna Antonelli e Tainá Müller interpretaram o primeiro casal de mulheres a se beijar na Globo no horário, e elas também se casaram na novela Em Família (2014).

Recentemente, houve troca de carícias na trama teen Malhação - Viva a Diferença (2017), que a emissora reapresenta. Já A Dona do Pedaço (2019), além de exibir o romance entre Malvino Salvador e Guilherme Leicam, também contou com um amor para uma transexual, com direito a casamento e beijo.

Teve ainda um marco histórico nesse cenário com a exibição da cena de sexo entre dois homens em Liberdade, Liberdade (2016) --novela exibida na faixa das 23h. São avanços a passos lentos, mas eles existem.

Clipping De lésbicas explodidas a beijo vetado: Globo enfrenta mais de 20 anos de rejeição gay,  por Kelly Miyashiro, 08/08/2020 

Biblioteca sapatônica: livros da década de 1980 por um movimento lésbico

quarta-feira, 19 de agosto de 2020 0 comentários

Talking LGBTQ Symbols with @Mashable Made Me Some New Friends ...

Míriam Martinho

Certa feita, uma pesquisadora me perguntou que livros as integrantes do Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) e da Rede de Informação Um Outro Olhar (REDUOO) liam. De imediato, não foi muito fácil de lembrar, dada à distância temporal de quatro décadas, mas a pergunta me levou a tirar do baú alguns títulos importantes de uma época em que as ativistas lésbicas buscavam criar um movimento lésbico autônomo, independente de gays e feministas.

Considerando que, hoje, lésbicas estão sendo canceladas até das célebres dyke marches (equivalente às caminhadas lésbicas brasileiras) pelo simples fato de afirmarem que lésbicas são mulheres que se relacionam exclusivamente com outras mulheres (pessoas do sexo feminino), creio que compartilhar clássicos da produção lésbica internacional de viés separatista possa ajudar a fundamentar ações contra a atual perda de nossos direitos e espaços. Afinal, a orientação homossexual não é fóbica contra ninguém e, de tal forma, jamais pode ser vista. Para acessar os livros, clique aqui

Nota 1.
Ao acessar esse material, vale evitar o anacronismo e não projetar o vocabulário atual no passado da década de oitenta. Nesse período, ativistas lésbicas e gays usavam, sem problemas, os termos "homossexualismo", "lesbianismo", "opção sexual", entre outros, hoje considerados politicamente incorretos. Não se assustem, portanto, ao encontrar o termo "lesbianismo" nesses livros.

Nota 2. A copiadora digitalizou os livros, um deles bem volumoso, em resolução alta, razão pela qual alguns não abrem no visualizador do Google Drive. Mas eles foram devidamente checados e estão seguros para baixar.
 
Rosanna Fiocchetto
A Amante Celeste é uma tradução do italiano para o espanhol do livro da escritora e ativista feminista e lesbiana Rosanna Fiocchetto (trabalhou na Livraria de Mulheres de Roma e participou do Centro Feminista Separatista de Roma e da União entre Lésbicas Italianas).

Neste livro, de 1987, cujo subtítulo é A destruição científica da lésbica, Fiochetto anallisa difrentes abordagens científicas da lesbianidade, situando-a historicamente como entidade e identidade separada e absolutamente diferenciada da homossexualidade masculina.

Sara Lucia Hoagland

Ética Lésbica, rumo a novos valores, de 1988, é de autoria de Sarah Lucia Hoagland, filósofa e professora da Universidade de Illinois em Chicago (EUA).

Segundo comentário de uma leitora, o livro encoraja a compaixão pelas lésbicas entre as lésbicas (cai bem contra as exposições e cancelamentos de hoje), questionando a raiz dos conflitos entre as lésbicas que impedem o florescimento de um movimento específico.


Este livro foi inspiração para a fundação da Rede de Informação Um Outro Olhar.
                          Susan Cavin

Origens Lésbicas, publicado em 1985, é de autoria da socióloga política Susan Cavin. Nele a autora busca traçar a origem da opressão feminina e os registros da lesbianidade e das Amazonas na História. Fruto da tese de doutorado da autora, o livro é importante por registrar a presença das lésbicas em todos os padrões de assentamentos humanos.

Sarah Lucia Hoagland e Julia Penelope

Publicado pela mesma autora de Lesbian Ethics, Sarah Lucia Hoagland, e Julia Penelope, conhecida ativista lésbica do período, Só para Lésbicas, uma Antologia Separatista é um tijolaço de 596 páginas de textos acadêmicos e não acadêmicos de ativistas e coletivos lésbicos dos anos 70 e 80. Tem análises teóricas, insights autobiográficos, contos, poesias e o ideal de uma cultura lésbica.

"O que é uma lésbica? A lésbica é a ira de todas as mulheres condensada a ponto de explodir." (Radical Lesbians,  The Woman Identified Woman, 1970).

Para acessar os livros, clique aqui

Remadora lésbica da Nova Zelândia busca sucesso olímpico para incentivar atletas LGB

segunda-feira, 27 de julho de 2020 0 comentários

Charlotte Mizzi e Emma Twigg em sua cerimônia de casamento (02/2020) - Img: Women's Day (NZ)

Quando a remadora neozelandesa Emma Twigg se deu conta de que era lésbica, não planejou servir de exemplo para ninguém.

Mas um afastamento do remo após a Olimpíada do Rio 2016, onde quase conquistou uma medalha de bronze, e o apoio que recebeu de amigos e colegas quando se casou com sua companheira no início deste ano mudaram o cenário.
Sempre tive a postura de querer ser conhecida como Emma, a remadora incrível, antes de Emma, a remadora gay", disse a atleta, de 33 anos, à Thomson Reuters Foundation, em uma entrevista por telefone.
Sinto que tenho muita sorte por sempre ter estado cercada por pessoas que nunca mostraram nenhum tipo de desrespeito, e minha sexualidade não é um ponto focal de minha carreira esportiva", acrescentou.
Emma Twigg – World Rowing Female Rower of the Year - worldrowing.com
Emma Wigg se prepara para as Olimpíadas de Tóquio

A Nova Zelândia legalizou as parcerias civis em 2004 e o casamento homossexual nove anos mais tarde, e foi depois de se casar, em janeiro, que Twigg percebeu que gostaria de usar sua plataforma como atleta para defender pessoas LGB menos privilegiadas do que ela.
Não é algo que, assim que percebi que era gay, fiquei à vontade fazendo. Com certeza exigiu algum tempo, e quanto a isso cada um tem sua jornada", disse.
À medida que cresci, percebi o poder de meu perfil e a oportunidade de fazer o bem usando o trabalho duro que dediquei ao meu esporte".
Ela se aposentou temporariamente após a Rio 2016, e sua volta ao esporte foi motivada em parte por seu desejo de mostrar a jovens e a atletas LGB que "a vida continua".
Se, ao ler sobre minha história, alguém se sentir mais confiante, será ótimo", disse ela, que aproveitará o adiamento da Tóquio 2020 para treinar.
Clipping Remadora gay da Nova Zelândia busca sucesso olímpico para "lançar luz" sobre injustiças, Por Seb Starcevic, 24/07/2020, UOL Esportes via Reuters

Madonna lembra quando recebeu multa por defender direitos LGBT na Rússia e não pagou

terça-feira, 21 de julho de 2020 0 comentários

Madonna defende o direito dos gays
Na Rússia, é proibido fazer “propaganda homossexual”.
Madonna usou suas redes sociais na última segunda-feira (20) para relembrar uma situação de 2012. Ela estava em turnê com a The MDNA Tour e, durante os seus shows na Rússia, que aconteceram em agosto, ela acabou fazendo um discurso pelas direitos da comunidade LGB. Por ser na Rússia, no entanto, isso vai contra as leis – é proibido fazer apologia ao tema. Por isso, ela foi multada por mais de 1 milhões de dólares. Atualmente, em reais, isso daria mais de 5 milhões. No entanto, ela afirmou que nunca pagou e nem pagará.

Eu fiz esse discurso em um show em São Petersburgo, há 8 anos. Fui multada em 1 milhão de dólares pelo governo por apoiar a comunidade gay. Eu nunca paguei”, escreveu ela, apoiando a liberdade de expressão. Junto, ela postou um trecho de seu discurso.
Assista
Não tenham medo. Nós queremos lutar pelo direito de sermos livres. É um tempo muito estranho no mundo e eu sinto no ar que as pessoas estão com mais medo, já que as pessoas estão mais intolerantes. Mas podemos mudar isso, nós temos o poder. E não precisamos fazer isso com violência, faremos apenas com amor“, disse ela, enquanto o público segurava a bandeira do arco-íris.
 Estou aqui para dizer que a comunidade gay e os gays, aqui e em todo o mundo, têm os mesmos direitos (como todos os outros) … os mesmos direitos de serem tratados com dignidade, com respeito, com tolerância, com compaixão, com amor“, completa.
Levantando a bandeira

Madonna sempre foi defensora da comunidade LGB e foi homenageada pelo GLAA Awards por seu ativismo contínuo no ano passado.

Na Rússia, não é proibido ser gay, mas há leis que proíbem a “apologia”. A homofobia tem sido patrocinada pelo governo por meio das próprias leis e por programas televisivos e propagandas. 

Nos canais estatais os homossexuais são apresentados como pervertidos, agentes pervertidos, agentes estrangeiros infiltrados ou pessoas doentes que devem ser curadas”, diz a ativista Svetlana Zakharova, membro do conselho da Russian LGBT Network (Rede Russa LGBT), uma das maiores organizações do setor no país, como afirma a revista Veja.

Em 2017, o mundo se escandalizou ao descobrir que, na Chechênia, policiais e autoridades mantinham um “campo de concentração gay”, onde ocorriam torturas, estupros e assassinatos. Na Rússia, a homossexualidade foi considerada um crime até 1993 e uma doença mental até 1999.

Ela não foi a única

Em 2019, Christina Aguilera confrontou governo da Rússia e abençoou casamento gay. Christina faz dois shows no país – em São Petersburgo e Moscou, metrópoles onde se assumir gay ainda é difícil, mas um pouco mais seguro que no interior.

De volta para 2013, Lady Gaga usou seu Twitter para criticar a Rússia. Assim como Madonna, Lady Gaga foi processada pelo governo da Rússia pela realização de seu recente show no país e por falar abertamente sobre a liberdade dos homossexuais por lá.
Por que vocês não me prenderam quando tiveram a chance, Rússia?”, escreveu Lady Gaga. “Porque vocês não queriam ter que responder ao mundo?”
Clipping Madonna relembra episódio em que foi multada pela Rússia após discurso em prol de LGBTQIA+: “nunca paguei”, by Caian Nunes, 21/07/2020

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