Jornalistas da Globo se assumem bi ou lésbicas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019 0 comentários

Fernanda Gentil, Leilane Neubarth e Nadia Bochi:
a verdade, tão somente a verdade sobre elas mesmas

Jornalistas da Globo livres para se assumirem bi ou lésbicas

Apresentadoras e repórteres compartilham com atrizes gays a luta contra o preconceito

A melhor coisa de sair do armário é que ninguém mais pode ameaçar contar aquilo que você já assumiu ser”, disse, em 2008, Rachel Maddow, uma das mais famosas e respeitadas apresentadoras dos Estados Unidos.

Ao se tornar a primeira âncora de programa jornalístico assumidamente lésbica no horário nobre da TV norte-americana, sem que a orientação sexual fosse empecilho para a ascensão profissional, ela encorajou colegas de profissão a também fazer o ‘outing’.

No Brasil, esse movimento de libertação de jornalistas lésbicas atuantes na TV é recente.

Vivemos em uma sociedade machista, discriminatória e opressora. Exige-se coragem extra para sair do armário.

O caso mais midiático aconteceu em setembro de 2016, quando Fernanda Gentil, então âncora do "Esporte Espetacular", assumiu o relacionamento com a também jornalista Priscila Montandon.
Estou só exercendo o meu direito de ser muito, muito feliz”, disse na época.
Desde então, a carioca lida bem com as reações de curiosidade a respeito de sua intimidade e os ataques homofóbicos nas redes sociais.

Em julho deste ano, outra jornalista da Globo rompeu o silêncio usado como escudo pela maioria dos homens e mulheres gays que atuam diante das câmeras.

Nadia Bochi, repórter do "Mais Você" de Ana Maria Braga, usou seu perfil no Facebook para um desabafo.
Me reconheci lésbica numa época em que ser homossexual não tinha nenhum glamour. Não existia beijo gay nas novelas, pelo contrário, as lésbicas explodiam junto com os prédios”, escreveu, referindo-se à morte do casal Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer), eliminado na explosão de um shopping na novela Torre de Babel (1998-1999), por conta da rejeição dos telespectadores conservadores.
Há 15 anos sou repórter da Globo e entro na casa de milhões de pessoas com tudo que me constitui: meu profissionalismo, sensibilidade, a voz, os ouvidos e também o meu jeito de amar”, relatou Nadia em outro trecho do post.
No último Natal, uma das veteranas da GloboNews compartilhou no Instagram uma foto ao lado da companheira. Leilane Neubarth recebeu centenas de comentários de apoio e felicitações.

Com testemunhos emocionados ou postagens discretas, essas três profissionais da comunicação contribuem para o combate à homofobia.

Elas trabalham na maior empresa de mídia do País e são reconhecidamente competentes. O fato de serem gays ou bissexuais é irrelevante no cumprimento de suas funções.

Acima, Nanda Costa e Thalita Carauta; abaixo, Bruna Linzmeyer e Barbara Gancia:
o uso da visibilidade midiática para defender o respeito às lésbicas e às mulheres em geral

Uma precursora entre as jornalistas militantes pelo respeito da homoafetividade é Barbara Gancia, ex-apresentadora do "Saia Justa", do canal GNT. Ela sempre disse a verdade a respeito de sua sexualidade.
Opto por ser fiel a mim, da forma mais digna e transparente possível, caminhando no sentido contrário das farsas, da impostura e das trevas”, explicou, anos atrás.
Algumas atrizes da Globo também declararam ao público o amor por outras mulheres.

Nos últimos tempos, Nanda Costa, Thalita Carauta e Bruna Linzmeyerpassaram a falar abertamente da questão e viver seu relacionamento sem o temor de um flagra pelos paparazzi.

Tal liberdade é mais uma etapa da revolução feminina (e feminista) iniciada no século 19.

Certa vez, ao ser questionada a respeito da importância de assumir a orientação sexual, a escritora norte-americana e ícone gay Rita Mae Brown foi sucinta e, ao mesmo tempo, totalizante:
Tudo que você deve fazer na vida é ser quem você é”.
Fonte: Terra, por Jeff Benício, 29/12/2018

Bolsonaro retira população LGBT das diretrizes dos Direitos Humanos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019 0 comentários

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

MP assinada por Bolsonaro retira população LGBT das diretrizes dos Direitos Humanos
A Medida Provisória explicita as mudanças na estrutura dos ministérios, incluindo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela pastora Damares Alves

A Medida Provisória de nº 870/19, assinada por Jair Bolsonaro (SPL) nesta terça-feira (1), retirou a população LGBT da lista de políticas e diretrizes destinadas à promoção dos Direitos Humanos. A MP explicita as mudanças na estrutura dos ministérios, incluindo o novo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela pastora Damares Alves. A edição foi publicada no Diário Oficial da União ainda nesta terça (clique aqui para conferir a MP na íntegra).

Dentre as políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos estão incluídos explicitamente as "mulheres, criança e adolescente, juventude, idoso, pessoa com deficiência, população negra, minorias étnicas e sociais e Índio". As pessoas LGBT, que antes eram citadas nas estruturas de Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, foram excluídas. 

Na estrutura do novo ministério existem seis secretarias nacionais: Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres; Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente; Secretaria Nacional da Juventude; Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. 

Caso a pauta LGBT possua alguma estrutura de gestão ou seja trabalhada pela gestão nacional, estará provavelmente sob a tutela das seguintes secretarias: Secretaria Nacional de Proteção Global e Secretaria Nacional da Família. O Conselho Nacional de Combate a Discriminação continua, mas de acordo com o decreto tem a função de formular e propor diretrizes de ação governamental. A execução de ações para a população LGBT depende de pastas especificas que ainda não foram detalhadas.

Fonte: Diário de Pernambuco, 02/01/2019

Governo de Cuba planeja vetar casamento igualitário na próxima Constituição

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018 0 comentários


Governo de Cuba propõe remover da nova Constituição legalização do casamento gay

HAVANA - A comissão encarregada de redigir a nova Constituição de Cuba propôs nesta terça-feira remover uma emenda que abriria as portas para o casamento gay na ilha. Liderada por Raúl Castro, que deixou a Presidência da ilha mas continua no comando do Partido Comunista, a comissão apresentou a proposta à Assembleia Nacional para que remova completamente o conceito de casamento da nova Constituição. 

Em vez disso, a proposta da comissão é que a questão seja abordada na lei ordinária, pelo Código das Famílias, texto que deve ser atualizado logo após a nova Constituição ser aprovada. A Assembleia Nacional está decidida a votar o esboço constitucional nesta semana, e o documento será submetido a um referendo nacional no início de 2019. 
A comissão propõe remover o conceito de matrimônio do projeto da Constituição como forma de respeitar todas as opiniões", informou a Assembleia Nacional em sua conta no Twitter. "O matrimônio é uma instituição social e legal." 
Em julho, a comissão divulgou um primeiro rascunho da nova Carta de Cuba, para atualizar a atual, da era soviética. O artigo 68 redefinia o matrimônio como neutro com relação ao gênero. 

Em meados de novembro, o país encerrou três meses de debates populares sobre a reforma da Constituição, que poderia abrir caminho para o casamento homossexual — até a proposta de remoção do artigo sobre o tema nesta terça-feira. 

Enquanto muitos jovens cubanos e representantes do movimento LGBT acolhiam o artigo 68, a maioria dos cubanos parecia rejeitá-lo, sob pressão das igrejas evangélica e católica. 

Os evangélicos mobilizaram seu descontentamento em uma campanha política não governamental extraordinariamente forte para Cuba, reunindo assinaturas e organizando protestos contra o artigo. 

A Igreja Católica cubana também vinha pressionando pela remoção do texto sobre o casamento homossexual da nova Carta e, tendo rejeitado categoricamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pediu "outros meios legais" para proteger essa união. Alegava que a mudança seria um "colonialismo ideológico" imposto por nações poderosas. 

Fonte: G1, via Reuters, 18/12/2018

Nanda Costa participa de clipe 'Eu amo você' de Ana Cañas

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018 1 comentários

Ana Cañas e Nanda Costa em clipe de 'Eu amo você' — Foto: Divulgação

Nanda Costa vive par romântico com Ana Cañas em novo clipe da cantora
Já gravada por Tim Maia, “Eu Amo Você” foi lançada por Ana Cañas no disco ‘Todxs’ e ganhou vídeo em 14 de dezembro

Com Nanda Costa em cena, Ana Canãs  interpreta um amor que já foi cantado por Tim Maia. No seu novo disco, Todxs, a cantora e compositora regravou "Eu Amo Você", uma canção de amor derretido, criada pelo duo Silvio Rochael e Genival Cassiano, gravada anteriormente por Tim para o álbum que levava o nome dele, de 1970. Agora, vai dar a vida à faixa com a ajuda da atriz global. 
“Amor acima de tudo, sempre”, diz Ana Cañas, ao explicar a escolha pela atriz global Nanda Costa para as gravações do seu novo clipe. “As bandeiras que ela [Nanda] defende também ressoam com as lutas que acredito absolutamente, e que são relevantes e necessárias.” 
Nanda Costa devolve o elogio:
Além de achar a Ana uma cantora maravilhosa, ela é autêntica e ousada. Isso tudo com a direção sensível da Rafaela Carvalho. Por que eu não faria? Por que não falar de liberdade?”
Nas cenas do clipe, registrado no Edifício Copan, cantora e atriz interpretam duas personagens que se amam - acima de tudo, estão à vontade com suas escolhas.
Acredito que quando o amor prevalece tudo flui positivamente, vivenciamos a essência e toda experiência nesse lugar é transcendental e profundamente transformadora", explica Ana.

Fonte: Com informações da G1 e Rolling Stone por Barbara Martinez,  07/12/2018

União entre pessoas do mesmo sexo se torna patrimônio mundial

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018 0 comentários

Imagem de arquivo de casamento: união entre pessoas do mesmo sexo se torna patrimônio mundial
 (Mario Tama/Getty Images)
Unesco reconhece união homoafetiva como patrimônio mundial
Para ex-ministro do STF, Ayres Britto, a decisão é um caminho de qualidade civilizatória democrática e humanista

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer, em 2011, a união homoafetiva e a garantia dos direitos fundamentais aos homossexuais, recebeu o certificado MoWBrasil 2018, oferecido pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco),

A decisão foi inscrita como patrimônio documental da humanidade no Registro Nacional do Brasil. O ex-ministro Ayres Britto, do STF, relator das ações que trataram do tema, representou a Corte durante cerimônia ontem (12), no Rio de Janeiro.
A Constituição é arejadora dos costumes e sabe enterrar ideias mortas”, ressaltou o ministro. “[A decisão do STF] é de proibição do preconceito em função do modo sexual de ser das pessoas”, disse.
Ayres Britto acrescentou que este é um caminho de qualidade civilizatória democrática e humanista. “É caminho sem volta, é descolonização mental.”

A presidente do Comitê Nacional da Memória do Mundo da Unesco, Jussara Derenji, destacou que “um caleidoscópio da história está se formando através de novas contribuições das instituições nacionais”.

Boxeador mexicano ataca gays: 'São uma praga'

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018 0 comentários

Dario Larralde, pugilista mexicano
Dario Larralde provocou polêmica ao atacar comunicade LGBT. Foto: Reprodução/Instagram

Boxeador mexicano apoia Hitler e ataca comunidade gay: 'São uma praga'
Em vídeo de dois minutos, Dario Larralde diz sofrer perseguição de gays; atleta se retratou em seguida

O boxeador mexicano Dario Larralde publicou em suas redes sociais um vídeo com duração aproximada de dois minutos onde expressa opiniões homofóbicas, além de citar o ex-líder nazista, Adolf Hitler. De acordo com palavras do próprio pugilista, o ex-presidente da Alemanha era uma má pessoa, mas demonstra seu apoio referindo-se aos gays como uma 'praga'.
Em todas as partes que vou, sempre tem um p... gay na esquina vendo-me", disse Larralde em determinado trecho do vídeo. "Tudo o que sua comunidade faz, tudo que você faz, tudo que você representa, me agride. Eu nunca vou aceitar isso", declarou em outro momento da gravação.
Eu sei que Hitler era uma má pessoa, mas nisso eu o apoio. Os p... gays são uma praga", disse Larralde, fazendo referência a Hitler, ex-líder nazista.
O pugilista apagou a publicação e pouco tempo mais tarde usou da mesma rede social para se retratar pelo episódio através de três outros vídeos. Nas mensagens, pede desculpas e deseja o melhor à toda comunidade LGBT do México, além de se declarar 100% sincero.

Me retiro de Twitter. Nuevamente con una disculpa 100% sincera. Espero y lo puedan comprender despues de los 3 videos disculpandome. No me vuelvo a meter con suerte con su movimiento. Les deseo lo mejor y una sincera disculpa.

1.881 pessoas estão falando sobre isso

Em sua conta oficial no Instagram, Dario Larralde diz em sua biografia que é representante da seleção mexicana nos Jogos Olímpicos de 2020, que acontecerão em Tóquio, no Japão. A entidade desmentiu a informação do boxeador, que sofreu duras críticas por conta de repercussão do episódio.



Este hombre @dario_larralde va más allá de la homofobia, está hablando de genocidio, llamando “plaga” a la comunidad y encima va a representar a México en los @juegosolimpicos. @CONAPRED @COPRED_CDMX ¿qué procede?

4.117 pessoas estão falando sobre isso

Fonte: O Estado de S.Paulo, 08 Dezembro 2018

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