Eslovênia legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017 0 comentários

Ativistas LGBT do país dizem que ainda é preciso fazer mais na Eslovênia

Eslovênia legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo
País acompanha vários outros países da União Europeia que legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo, como Reino Unido, França e Espanha

Liubliana – A Eslovênia legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país nesta sexta-feira, conforme uma lei que dá aos casais gays praticamente os mesmos direitos dos heterossexuais, mas os impediu de adotar filhos juntos.

A diretora da entidade encarregada dos casamentos em Maribor, segunda maior cidade eslovena, Ksenija Klampfer, disse à Reuters que o primeiro matrimônio de um casal de lésbicas irá acontecer no sábado.
Estamos muito felizes e orgulhosos por realizar o primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo. Acreditamos que tais casamentos são um passo importante rumo à formação de uma sociedade inclusiva na qual as pessoas têm direitos iguais”, disse Klampfer.
Vários outros países da União Europeia legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre eles Reino Unido, França e Espanha, mas o tema continua polêmico em muitas outras nações do bloco.

A lei foi aprovada dez meses atrás, na esteira de um referendo de dezembro de 2015 que rejeitou uma proposta que também daria aos casais gays o direito à adoção.
Lana Gobec
Este é um grande passo adiante”, disse Lana Gobec, porta-voz do grupo de ativismo LGBT Legebitra. “Mas continuaremos a lutar pela igualdade completa de heterossexuais e de pessoas do mesmo sexo”, disse.
Autoridades de Liubliana disseram que nenhum casal gay se registrou para se casar na capital até agora.

Ativistas gays dizem que ainda é preciso fazer mais na Eslovênia. Além de não poderem adotar filhos, eles tampouco têm acesso à inseminação artificial.

Fonte: Exame, via Reuters, 24/02/2017

Ex-tenista russa diz que circuito feminino está cheio de jogadoras lésbicas

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017 0 comentários

Ekaterina Bychkova na época em que jogava tênis

Ex-tenista diz que circuito feminino está cheio de jogadoras lésbicas

Ekaterina Bychkova, ex-tenista russa e atual comentarista do Eurosport deu uma entrevista bombástica para o canal no qual faz diversas revelações sobre os circuitos masculino e feminino.

Ela falou sobre a homossexualidade no esporte e também revelou "segredos" de jogadores como David Ferrer e Stan Wawrinka.
No tênis, já um monte de mulheres lésbicas. Rennae Stubbs, Lisa Raymond, Eleni Danilidou, Casey Dellacqua, Carla Suárez.... 😍 Eu ficava furiosa porque ficavam todo tempo me olhando. Não me importa com quem dormem, mas que não me olhem e se não se intrometam no meu espaço privado", disparou a russa, que chegou a ser 66ª colocada do mundo e disputou uma partida pela última vez em fevereiro de 2016.
Sobre David Ferrer disse que está sempre fumando.
O espanhol David Ferer fumava antes quase um pacote de tabaco por dia. Não entendo como conseguia correr. Algumas tenistas belgas também fumam e bebem. Ficava surpresa por jogarem melhor do que eu", disse.
É necessário às vezes relaxar. Ir à discoteca, fumar. E não falo somente de um cigarro (risos)", contou.
Sobre Stan Wawrinka, falou sobre a fama escondida que tem de ser um baladeiro de primeira.
Em cada torneio, ia a todas as festas. Não sei como fazia para se levantar no outro dia e poder jogar. Ouvi falar muito das aventuras de Stan em São Petersburgo", falou.
A russa de 31 anos disparou também contra a compatriota Maria Sharapova: 
Ela já leva muito tempo vivendo lá (nos Estados Unidos). Já não mora aqui (na Rússia). E todo o seu círculo é americano".
Sem papas na língua, Bychkova revelou também detalhes sobre a armação de resultados no circuito mundial. 
Me propuseram armar um jogo e eu disse que não. Ao comunicar isso a TIU (Unidade da Integridade do Tênis) me suspenderam por um mês. O mais estranho é que quem me propôs isso foi um jornalista e havia escrito para o Wall Street Journal", afirmou.
Ela disse também que nunca viu nada relacionado ao doping no circuito mundial. 
Nunca utilizei nada para me dopar e não escutei ninguém que o tenha feito".

Levy Fidelix condenado em R$ 25 mil por frase homofóbica em debate de 2014

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 0 comentários

Levy Fidelix foi candidato à presidência da República pelo PRTB em 2014
Levy Fidelix é condenado em R$ 25 mil por frase homofóbica em debate de 2014
Então candidato pelo PRTB, político afirmou que 'órgão excretor não reproduz' e associou homossexualidade à pedofilia e doenças mentais

São Paulo - A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo manteve a condenação do presidente do PRTB, Levy Fidelix, foi multado por "prática de discriminação homofóbica". Fidelix deverá pagar R$ 25.070 por ter feito declarações homofóbicas durante debate das eleições de 2014.
A multa foi estipulada em 1.000 UFESPs. O valor da UFESP para o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017 é de R$ 25,07. A denúncia de discriminação homofóbica foi formulada pela Coordenação de Política para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo contra Levy Fidelix.

Durante o debate de 2014, a candidata Luciana Genro (PSOL) fez uma pergunta a Fidelix sobre suas políticas para a defesa dos direitos da chamada comunidade LGBT, de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, no caso de ser eleito. Na resposta, o candidato do PRTB associou a homossexualidade à pedofilia e a doenças mentais e fez uma espécie de conclamação da maioria para um "enfrentamento" da minoria sexual.
Aparelho excretor não reproduz", disse Fidelix. "Como é que pode um pai de família, um avô, ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar - fez muito bem - do Vaticano um pedófilo."
Mais à frente, afirmou: 
Então, gente, vamos ter coragem. Nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer 'sou pai, uma mãe, vovô', e o mais importante é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá."
Fonte: O Dia, via Estadão Conteúdo, 23/02/2017

Pastora assumidamente lésbica mantém ministério inclusivo com a companheira

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 4 comentários

Lanna Holder e Rosânia Rocha

Cantora gospel deixou pastor para se casar com pastora
Rosânia resolveu contar como aconteceu o romance das duas, que são casadas há 15 anos

Muitas pessoas do meio gospel conhecem a história de Lanna Holder, pastora assumidamente lésbica que mantém um ministério inclusivo ao lado de sua esposa, a cantora Rosânia Rocha. No entanto, poucos sabem como foi dramática e caótica a história de aceitação do casal e, principalmente, o conflito religioso no qual as duas acabaram se inserindo. Por isso, Rosânia resolveu contar, como aconteceu o romance das duas, que são casadas há 15 anos, em uma reportagem para o site da revista “Sou Mais Eu”.

Rosânia, que nasceu no interior de Minas, cresceu numa família evangélica e aos 20 anos se mudou para Boston, nos Estados Unidos. Foi numa igreja da cidade americana que conheceu João, pastor que viria se tornar seu marido, sendo mãe logo na sequência.
Eu nunca amei o João de verdade. Éramos muito parceiros, crescemos juntos e nos respeitamos bastante. Mas se eu dissesse que sentia atração por ele, mentiria. De toda forma, o sexo nunca foi uma questão para mim. Durante um tempo pensei até em procurar um médico porque eu simplesmente não tinha vontade, não me interessava, e me sentia muito mal porque eu não conseguia corresponder a ele”, explicou a cantora à publicação.
Foi em um compromisso como cantora gospel que ela conheceu Lanna Holden, em 2002. Na época, Lanna era considerada o “Silas Malafaia de saias” e percorria o Brasil pregando que Deus a havia “curado” da homossexualidade. Ela se definia claramente como uma ex-lésbica, e já tinha um marido e um filhinho, ainda bebê. O sucesso da Lanna era tanto que ela foi convidada para pregar nos Estados Unidos, exatamente na igreja de Rosana.


A partir daí as duas se tornaram amigas íntimas. Em uma viagem de carro, Rosânia criou coragem e se declarou para Lanna que também confessou estar apaixonada. Depois do primeiro beijo em um hotel, as duas passaram a se evitar porque se sentiam culpadas. 
Eu não acredito que Deus aprovava o que gente fazia, afinal, as duas eram casadas. Mas eu sei que Deus conhecia nosso coração e que era amor verdadeiro. Descobri um prazer que eu nunca tinha experimentado e foi tudo muito natural”, explicou Rosânia.
As duas se divorciaram de seus maridos. Para Lanna o término foi mais fácil, mas Rosânia recebeu ameaças do ex e do próprio irmão. Além disso, havia o conflito interno equivocado de estar ferindo os princípios da religião evangélica. As duas buscaram nos estudos teológicos o respaldo para viverem um grande amor.
Descobri que Deus também ama os homossexuais e abençoa o amor entre pessoas do mesmo sexo. Tem muita gente por aí que distorce trechos da palavra de Deus ou que não estuda adequadamente e acaba usando versículos fora de contexto para condenar as pessoas, ao invés de amá-las como Jesus ensinou”, explicou a evangelista.
FACEBOOK/REPRODUÇÃO

Igreja para fiéis LGBT 

Atualmente, Lanna Holder e Rosânia Rocha têm um ministério que acolhe o público LGBT na cidade de São Paulo há sete anos. A Igreja Cidade de Refúgio, assim com o as igrejas tradicionais, conta com cultos, eventos, conferências e trabalhos filantrópicos. 
Eu nunca pensei que voltaria para o Brasil, mas foi aqui, na cidade de São Paulo, que Deus realizou a promessa de abençoar pessoas LGBT por meio do nosso ministério. Somos pastoras, continuo servindo a Deus com a minha voz e levamos o amor de Jesus a todos, sem distinção”.
Fonte: Metrópoles, por Edson Caldeiras, 21/02/2017 

Mais casamentos LGBT, menos tentativas de suicídio entre jovens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 0 comentários

Nos EUA, a redução das tentativas de suicídio foi de 14% entre gays, lésbicas e bissexuais

Legalização do casamento gay fez cair tentativas de suicídio entre jovens

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, constataram queda nas tentativas de suicídio entre estudantes do ensino médio após a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, no país. A taxa de redução foi de 7% em geral e de 14% entre gays, lésbicas e bissexuais.

Publicada na revista científica “Jama Pediatrics”, a pesquisa analisou dados coletados pelo CDC (Centro para Controle e Prevenção de Doenças) como parte de seu Sistema de Vigilância do Comportamento de Risco de Jovens --uma pesquisa realizada a cada dois anos.

"Espero que os legisladores e a sociedade considerem as implicações potenciais para a saúde de leis e políticas que afetam os direitos LGBT", afirmou a co-autora do estudo Julia Raifman, da Universidade Johns Hopkins, para o jornal “The Guardian”.

Em 2004, Massachusetts tornou-se o primeiro Estado dos Estados Unidos a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Outros 36 Estados seguiram essa orientação antes que a política se transformasse em lei federal, em junho de 2015.

De acordo com o CDC, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre os 15 e os 24 anos, com taxas de suicídio muito maiores entre os que se identificam como minorias sexuais do que entre os heterossexuais.

O estudo analisou dados de mais de 760 mil estudantes, coletados entre 1999 e 2015, comparando as tentativas de suicídio ocorridas antes e depois da aprovação da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo, levando em consideração os Estados que aderiram logo e os que levaram mais tempo para fazer isso.

As informações abrangeram 32 dos 35 Estados que haviam aprovado legislação até 1º de janeiro de 2015. A mudança na taxa de tentativas de suicídio foi comparada com a observada para os 15 Estados nos quais o casamento entre pessoas do mesmo sexo não era legalizado.

A análise revelou que, nos anos antes do casamento homossexual se tornar legal, a taxa de autorelato de uma ou mais tentativas de suicídio entre os estudantes do ensino médio, em todos os Estados, foi de 8,6% ao ano, atingindo 28,5% entre aqueles que se identificaram como gays, lésbicas, bissexuais ou "não tenho certeza".

Fonte: UOL, 21/02/2017

Em festa de formatura, nutricionista dança e beija namorada desfraldando bandeira do arco-íris

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 0 comentários



Não existe só uma forma de amar. A declaração  da nutricionista recém-formada Larissa Kalieli, que ao descer a escada no seu baile de formatura, realizado no último sábado, 11, em Mossoró, beijou a noiva, Teresa Nadege, e ainda exibiu uma bandeira com as cores do movimento LGBT. O registro do momento vem sendo compartilhado nas redes sociais desde o domingo, 12, contabilizando milhares de visualizações.
Esse vídeo  a prova de que as pessoas precisam amadurecer mais a cabeça e compreender que não existe só uma forma de amar, só o homem e a mulher, existe o homem e a mulher, a mulher e a mulher, o homem e o homem, importante que as pessoas coloquem isso na cabeça. Se não aceitam, respeitem, no fiquem disseminando ódio, criando caso em redes sociais, afirmou Larissa.
Larissa, que namora Teresa há mais de 7 anos, contou que, desde que entrou na faculdade, já pensava em demonstrar, durante a tradicional descida da escada, o amor que sente pela noiva. 
Eu tinha esse sonho e brincava com a minha companheira: quando for no dia da descida você vai subir para me dar um beijo. Quando entrei na faculdade, não era assumida, então ficamos naquela dúvida se daria para fazer. Com um ano no curso, me assumi para todo mundo relata.
A nutricionista destaca que já imaginava a repercussão que o ato ganharia. 
Eu esperava, porque ainda há um tabu muito grande. O pessoal ainda faz muito bicho (sic) em relao aos gays. Foi uma forma de protesto. Mas sabe por que viralizou e deu o que falar? Não é porque a gente quer aparecer não. É porque ainda existe muito preconceito e tabu, enfatizou.
Falando em preconceito, Larissa revela que houve muitos comentários ofensivos na internet, mas que isso não a abala. 
Houve muitos comentários preconceituosos, maldosos, mas isso não me abala. Tenho ao meu lado pessoas que se importam comigo e que me amam, minha mãe, minha família, a família da minha noiva, o pessoas que estavam ali, aplaudiram, comenta, acrescentando:
Quando desci, meu avô estava me esperando para dançar a valsa, e a primeira coisa que ele falou foi que tinha sido lindo e que a minha descida tinha sido a mais aplaudida. Se as pessoas que mais me amam estão do meu lado, por que eu vou me preocupar com comentários preconceituosos e maldosos?
Já, por outro lado, um grande número de pessoas parabenizou a atitude da jovem. 
Fico feliz, porque foram vários comentários de apoio, compartilhamentos. Espero que tenha servido de inspiração para outras pessoas, para que elas se assumam, saiam dessa repressão, é importante essa visibilidade. Não me arrependo de ter feito nem de ter postado. O preconceito sempre vai existir, a gente se expondo ou não afirma.
Por fim, Larissa deixa um recado para quem condenou a sua demonstração de afeto: 
Nenhum comentário maldoso, preconceito, palavras de ódio, vão me fazer desistir do que eu sou, nem voltar atrás e me fazer arrepender de eu viver assim. O mais importante é que eu sou feliz, concluiu.
Fonte: Mossoró hoje e outros, 15/02/2017


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