Seleção brasileira pode ser punida por homofobia da torcida nas olimpíadas

quinta-feira, 18 de agosto de 2016 0 comentários


A Fifa puniu no início do ano (13/01) cinco federações de futebol por insultos e gritos homofóbicos entoados pelas torcidas durante jogos das Eliminatórias para a Copa de 2018. Argentina, Chile, Peru, Uruguai e México foram sancionadas através do Sistema de Monitoramento Anti-Discriminação, considerando que os atos violaram o Artigo 67 do Código Disciplinar da Fifa, que contém normas de conduta por parte dos espectadores.

O artigo determina que clubes e seleções são responsáveis pelas ações dos torcedores e podem ser multados, dependendo de cada caso. Neste em específico, a Fifa, em comunicado oficial, divulgou que Argentina, Peru, Uruguai e México terão que pagar, cada um, uma multa de 20.000 francos suíços (cerca de 80.000 reais). O Chile, por ter quatro casos discriminatórios analisados pela entidade, foi multado em 70.000 francos suíços (cerca de 276.000 reais). O caso da Federação de Futebol de Honduras ainda está em processo.

Claudio Sulser, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, ressaltou a participação da entidade na luta contra o preconceito, mesmo sabendo das dificuldades.
A Fifa tem lutado contra a discriminação no futebol por muito anos e uma parte disso são as sanções. Com o novo sistema de monitoramento da Fifa nas Eliminatórias, o Comitê Disciplinar tem um suporte adicional graças aos relatórios detalhados dos jogos fornecidos por observadores anti-discriminação. Mas procedimentos disciplinares não podem mudar sozinhos o comportamento de certos grupos de fãs que, infelizmente, vão contra os valores do nosso jogo”, declarou Sulser no comunicado oficial da entidade máxima do futebol.
Recentemente durante as Olimpíadas do Rio, atletas lésbicas denunciaram, junto à imprensa internacional,  a homofobia da torcida brasileira durante partidas de futebol feminino. Em mais de um jogo, teriam sido xingadas estranhamente de "bichas". Agora, um site, intitulado Blasting News, afirma que o Sistema de Monitoramento Anti-Discriminação da Fifa estaria acompanhando o comportamento dos torcedores brasileiros e que, com base nas ofensas homofóbicas registradas pelas emissoras de TV durante as partidas de futebol, a seleção poderia perder o mando de campo nas eliminatórias da copa do mundo de futebol de 2018. Pesquisando em sites internacionais (incluindo o da própria FIFA), nosso site, contudo, não conseguiu confirmar essa informação. O Comitê Olímpico Internacional (COI) inclusive afirmou que não se pronunciaria sobre o comportamento das torcidas na Rio-2016.

Com informações da Veja, 13/01/2016

Olimpíada do Rio tem segundo pedido de casamento LGBT

quarta-feira, 17 de agosto de 2016 0 comentários


Olimpíada do Rio tem segundo pedido de casamento gay

Na praia de Copacabana, corredor de marcha atlética Tom Bosworth fez a proposta ao namorado Harry Dinley

A Olimpíada do Rio-2016 tem desencadeado muitos pedidos de casamento. Desta vez, o corredor de marcha atlética britânico Tom Bosworth aproveitou as areias da praia de Copacabana para fazer a grande proposta ao namorado Harry Dinley.

Este é o segundo casal gay a colocar a aliança de noivado durante dos Jogos. No terceiro dia da Olimpíada, Isadora Cerullo, jogadora da seleção brasileira de rúgbi, foi pedida em casamento pela namorada e voluntária dos Jogos Marjorie Enya.

Tom e Harry compartilharam o momento do pedido e uma foto do anel nas redes.

O corredor britânico, de 25 anos, assumiu ser homossexual no ano passado e falou da reação de outros atletas.
Sair do armário não é surpresa para meus amigos, familiares e até colegas de equipe, mesmo para Mo Farah, que não se surpreendeu quando lhe disse que eu era gay", disse Bosworth, acrescentando: "Eu estive confortável com minha sexualidade e em um relacionamento muito feliz nos últimos quatro anos".
Fonte: Jornal Floripa, 16/08/2016

Primeiro-ministro do Canadá participa de Parada LGBT em Montreal

terça-feira, 16 de agosto de 2016 0 comentários

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, participou de Parada Gay em Montreal - Marc Braibant / AFP

Primeiro-ministro do Canadá participa de Parada Gay em Montreal
‘É um exemplo que devemos dar ao mundo todo’, disse Justin Trudeau

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, participou, neste domingo, juntamente com milhares de pessoas, da Parada Gay de Montreal, em sua terceira aparição deste tipo.

Uma grande multidão ao longo do caminho por onde a parada passou saudou o jovem político, cuja popularidade está em ascensão, enquanto ele caminhava pelo centro da cidade, ao lado de carros alegóricos multicoloridos, dançarinos e músicos.

Trudeau fez história em julho, quando se tornou o primeiro premiê canadense a participar da Parada Gay de Toronto. Ele também participou de uma marcha similar em Vancouver. 

O Canadá é “uma sociedade aberta e positiva”, disse o primeiro-ministro, falando em francês. “É um exemplo que devemos dar ao mundo todo”, prosseguiu.

Trudeau é o único chefe de Estado e de governo dos países do G7 a participar de uma marcha gay.

Representantes do governo de todos os partidos políticos do Canadá se uniram a Trudeau em Montreal.
É importante que todos os partidos estejam aqui para reconhecer que os direitos da comunidade LGBT são direitos humanos e canadenses”, declarou Trudeau antes do evento, no qual vestiu camisa verde clara e calças brancas.
Duas jovens lideraram a marcha, exibindo uma faixa com os nomes das 49 vítimas do ataque com arma de fogo em uma boate gay em Orlando, na Flórida, em 12 de junho.
O massacre de Orlando foi um momento sombrio e é importante denunciar estes atos diariamente”, disse a ministra da Justiça de Quebec, Stephanie Vallee, que preside um plano de ação contra a homofobia.
Nós precisamos lutar contra a homofobia, a transfobia e a aversão à diversidade em todo o país”, afirmou Vallee.
Trudeau destacou que o governo se concentrará em reconhecer os direitos dos transgêneros ainda este ano.

Em maio, seu governo apresentou uma lei que prevê adicionar a “identidade de gênero” às categorias vetadas à discriminação previstas na Lei Canadense de Direitos Humanos, juntamente com a racial, a religiosa, a etária, a de gênero e a de orientação sexual.

Fonte: IstoÉ, 14/08/2016

Repercussão da exposição de atletas LGBT obriga jornal americano a pedir desculpas

segunda-feira, 15 de agosto de 2016 0 comentários

Crédito:Reprodução/Daily Beast

"Daily Beast" retira reportagem do ar e pede desculpas por expor atletas homossexuais

Após provocar polêmica e inúmeras críticas, o jornal americano The Daily Beast retirou de seu site uma reportagem em que mostrava como os atletas homossexuais que participam das Olimpíadas usam aplicativos de celular para marcar encontros sexuais.

Jornal pediu desculpas por expor atletas da Rio-16

Segundo o El País Brasil, o jornalista Nico Hines, autor da matéria, entrou em contato com diversos esportistas por meio do Grindr, aplicativo dirigido a garotos homossexuais e bissexuais, e publicou algumas das mensagens enviadas no texto, revelando dados dos perfis dos usuários, como peso, altura, língua e nacionalidade.

Além disso, grande parte dos atletas descritos eram de países em que homossexuais são perseguidos. Depois da polêmica gerada com a divulgação das informações, o Daily Beast substituiu o artigo por um pedido de desculpa dos editores.
Nós nos equivocamos. Sentimos muito. E pedimos desculpas aos atletas que podem ter sido inadvertidamente comprometidos pela nossa história", escreveram. "Temos valores profundos, entre os quais se encontram enfrentar valentões e fanáticos, e ser, especificamente, uma voz, orgulhosa, de apoio à comunidade LGBT de todo o mundo", acrescentaram.
Reações

A presidente do coletivo Glaad, que luta pelos direitos dos homossexuais, Sarah Kate, destacou que o texto "colocava esportistas LGTB em perigo". O nadador Amini Fonua, de Tonga, que é homossexual, usou seu perfil no Twitter para criticar o jornal.
Imagine um espaço onde você pode se sentir seguro, o único lugar onde você é capaz de ser você mesmo, ser arruinado por uma pessoa que pensa que tudo é uma brincadeira", publicou ele na rede social.
O jornalista Mark Joseph Stern, da revista online Slate, classificou o episódio de "selvagemente antiético", enquanto o Huffington Post ressaltou que a publicação sofria com as consequências.

Fonte: Portal IMPRENSA | 15/08/2016 

Thamara Cezar e sua colaboração para o ouro no judô da namorada Rafaela Silva

sexta-feira, 12 de agosto de 2016 0 comentários

Thamara Cezar e Rafaela Silva

O alicerce que ninguém vê: namorada cuida de tudo para que Rafaela só lute
Companheira da campeã olímpica há 3 anos, Thamara assume tarefas domésticas, faz ponte com jornalistas e toma conta dos 3 cachorros enquanto a judoca compete


Num primeiro olhar, Rafaela Silva pode parecer arredia. Mas o coração da mais nova campeã olímpica do judô brasileiro parece de mãe, daqueles que sempre encontra um espaço a mais. A cada uma das dezenas de entrevistas dadas após a conquista do ouro, na última segunda-feira, Rafa fazia questão de agradecer ao sacrifício da família, lembrar oportunidades dadas pelo Instituto Reação e celebrar com os amigos e sparrings que a ajudaram durante a preparação. Em meio a tanto amor e gratidão, uma personagem fundamental para o sucesso da carioca passa quase despercebida. Namorada de Rafaela há três anos, Thamara Cezar cuida para que a judoca precise se preocupar apenas em lutar e vencer.

As duas se conheceram no Reação, projeto social na qual ambas tomaram gosto pelo judô, mas Thamara não tinha a mesma habilidade de Rafaela para o esporte. Preferiu fazer um curso de Petróleo e Gás e agora está quase terminando a faculdade de Educação Física. E ainda arruma tempo para auxiliar a amada a cuidar da imagem.

Sem uma assessoria de imprensa pessoal (apesar de ser assistida tanto pela assessoria do Reação quanto pela da Confederação Brasileira de Judô), Rafaela deixa o trato com os jornalistas a cargo de Thamara a maior parte do tempo. É a namorada também quem administra o perfil de atleta no Facebook.
 Ela foi fundamental, porque ficava responsável por marcar entrevistas. Às vezes ela sabia que eu ficava cansada no treino e tentava minimizar a situação. Ela estava ali no dia a dia e sabia o que eu passava, quando eu estava cansada, quando eu não estava. Tudo o que eu precisava ela estava ali à disposição para fazer, então ela também é muito importante nessa conquista - disse Rafaela.
Nesta segunda-feira, Thamara estava junto ao grupo de familiares e amigos que torceram pela judoca na Arena Carioca 2. Mas muitas vezes a rotina do esporte impede que as duas passem todo o tempo que gostariam juntas. Neste último ano, Rafaela até competiu menos devido à estratégia adotada pela CBJ, mas normalmente possui um calendário repleto de viagens todos os meses.

Thamara, Rafaela e os três filhos

Devido aos estudos e aos cuidados com os "filhos" (no caso, os três cachorros), Thamara infelizmente não consegue acompanhar Rafaela nesta rotina internacional. Mas, mesmo com a distância, as duas conseguem administrar a saudade para manter a relação tão saudável quanto possível. 
É bem complicado. Ela não consegue fazer muita viagem, e a gente também tem três cachorros em casa, então fica bem complicado - lamentou Rafaela.
O cuidado com a casa, aliás, é um ponto forte para Thamara. No apartamento em que as duas moram, em Madureira, na Zona Norte do Rio, ela é a responsável pela maior parte das tarefas domésticas. Rafaela não sabe cozinhar e também é chegada numa bagunça.
 Eu não sei fazer nada, só lutar mesmo.
Fonte: G1, por David Abramvezt e Helena Rebello, 10/08/2016

Lili Maestrini, casada com Larissa França do vôlei de praia, celebra Olimpíada da Diversidade

quinta-feira, 11 de agosto de 2016 0 comentários

Larissa França e Lili Maestrini

Mulher de Larissa celebra Jogos da diversidade: 'Mundo está se libertando'

Na noite da última segunda (8), a voluntária Marjorie Enya roubou a cena no estádio de rúgbi de Deodoro ao pedir a atleta da seleção brasileira Isadora Cerullo em casamento após um jogo no local. A imagem chamou a atenção. O pedido foi inédito e surpreendeu os presentes. O que não chega mais a causar espanto é o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Em tempos de intolerância pelo mundo, a decisão das duas em expor o relacionamento foi levado com naturalidade pelos presentes nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

E isso agrada muito uma esportista que, já há algum tempo, não esconde em nada suas escolhas na vida pessoal. Casada com a favorita à medalha de ouro no vôlei de praia Larissa, a também atleta Lili Maestrini celebrou a diversidade cada vez mais em alta nesta Olimpíada.
São os Jogos da diversidade, sim. As pessoas estão aceitando cada vez melhor o amor. E isso é maravilhoso. Entendem que você pode amar outra pessoa, seja ela mulher ou homem. A gente precisa se aceitar mais. Espero que todas essas pessoas que colocam isso para fora tenham esse mesmo carinho, esse mesmo amor. O mundo está se libertando. E espero que todas essas pessoas tenham carinho e apoio", comentou.
Lili descartou levantar bandeira ou campanha a favor de qualquer orientação sexual.
Não queremos rótulos. Não quero falar que o mundo é gay, homossexual, hétero. Não precisa gritar mais alto por nada. Cada um na sua. Só temos que defender o amor. Queremos a diversidade bem aceita", disse, após mais uma vitória da amada Larissa, na arena de Copacabana.
Estou vendo isso aqui na Olimpíada. Estamos mostrando que o mundo pode ser melhor. Temos muito o que celebrar diante deste cenário. No vôlei, nunca sofri preconceito. De verdade. E é bom ver isso caminhando para outras modalidades. Os Jogos servem para isso, cumpre um papel bem bacana", completou.
Tensa com a caminhada de Larissa na busca pela medalha de ouro, Lili acredita que a vitória de alguém com a opção de viver com pessoas do mesmo sexo seria ainda mais especial.
Acho que seria uma medalha simbólica. As pessoas podem até enxergar isso. Fico feliz em saber que veem a nossa história de uma maneira tão bela. A vitória não seria apenas no esporte", avaliou.
Ainda que de maneira breve, a favorita ao pódio nas areias de Copacabana deixou um pouco a análise de mais uma vitória de lado para endossar o discurso da companheira sobre a diversidade na competição. "Os Jogos Olímpicos existem também para propagar valores bons. Amor e respeito estão nessa. Fico muito feliz mesmo", disse Larissa.

Fonte: UOL (RJ), por Pedro Ivo Almeida, 10/08/2016

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