Crônica sobre o casamento homossexual nos EUA: Não ao casamento desnatado!

segunda-feira, 1 de abril de 2013 0 comentários

Lúcia Guimarães
Ótimo texto da Lúcia Guimarães sobre o debate, na Suprema Corte Americana, a respeito do casamento LGBT.

Destaque: Uma mulher de 82 anos, Edie Windsor, viúva de outra mulher, derreteu o coração de uma boa parte do país, pedindo à Suprema Corte que não prolongasse a exclusão social que ela enfrentou durante 40 anos com sua companheira Thea, morta em 2007.

Uma juíza franzina de 80 anos, sobrevivente de duas batalhas contra o câncer, cunhou com seu característico senso de humor o neologismo "casamento desnatado". A juíza Ruth Bader Ginsburg expôs ao ridículo o arrazoado do advogado que defendia a perpetuação do sofrimento de gente como Edie, perguntando porque ele rebaixava a instituição do casamento tentando impor duas castas: a da união integral, disponível para héteros e um casamento diluído para gays. Milhões comemoraram o gol de placa de Ruth, cuja voz trêmula nos argumentos gravados foi ouvida em escala viral.


Moral e cívica

Lúcia Guimarães 

Nova York - Quando abri a mochila no começo do ano letivo e meu pai viu o título do livro da disciplina que não existia no seu tempo, sacudiu a cabeça, pesaroso. Sabia que Moral e Cívica era um artifício imoral da ditadura militar que desprezava a civilidade. Se, na minha infância, a noção de civismo foi associada à cor verde-oliva, na semana passada a expressão ganhou para mim um polimento como o oferecido pelos melhores engraxates da Rua São José, no centro carioca.

Uma mulher de 82 anos, Edie Windsor, viúva de outra mulher, derreteu o coração de uma boa parte do país, pedindo à Suprema Corte que não prolongasse a exclusão social que ela enfrentou durante 40 anos com sua companheira Thea, morta em 2007.

Uma juíza franzina de 80 anos, sobrevivente de duas batalhas contra o câncer, cunhou com seu característico senso de humor o neologismo "casamento desnatado". A juíza Ruth Bader Ginsburg expôs ao ridículo o arrazoado do advogado que defendia a perpetuação do sofrimento de gente como Edie, perguntando porque ele rebaixava a instituição do casamento tentando impor duas castas: a da união integral, disponível para héteros e um casamento diluído para gays. Milhões comemoraram o gol de placa de Ruth, cuja voz trêmula nos argumentos gravados foi ouvida em escala viral.

Quando o público passa dias na chuva e no frio da capital, sem desordem, esperando conseguir uma das poucas vagas disponíveis para espectadores nas sessões da Suprema Corte, a memória de uniformes verde-oliva se torna ainda mais distante.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo, como o Gênio que escapou da lâmpada, não será mais aprisionado na garrafa da contracultura. A cara do movimento é Edie. Ou um universitário da Califórnia, um dos 40 mil filhos de casais homossexuais que cresceu sem compreender a pecha de ilegitimidade que o governo federal lhe impingiu com o lamentável Ato de Defesa do Casamento. O ato conhecido pela abreviação Doma que Bill Clinton assinou sozinho, numa madrugada em campanha de reeleição, em 1996, está em julgamento na Suprema Corte. O cálculo eleitoral do ex-presidente que ajudou a reeleger, em novembro passado, o primeiro presidente a defender o casamento gay, lhe custou amizades e parte da reputação. Clinton tem feito o possível para se penitenciar, num reconhecimento extraordinário de que seu oportunismo pode ter atropelado a Constituição.

Mas a discriminação, é bom lembrar, não afeta apenas minorias, sejam elas raciais ou sexuais. A mulher que quer se tornar a primeira prefeita lésbica de Nova York, a mulher cujo casamento com outra mulher foi um dos acontecimentos sociais do ano em 2012, fez outro cálculo eleitoral para discriminar contra a maioria. Falo da maioria, de brancos, mulatos, negros e índios, heterossexuais e gays, jovens mães e homens idosos que não conseguem se aposentar, todos os grupos de empregados da cidade. Christine Quinn, líder da Câmara dos Vereadores e candidata declarada à sucessão de Michael Bloomberg em novembro, passou três anos obstruindo a votação de uma lei municipal que permitiria 5 dias de licença médica remunerada por ano a empregados de empresas com mais de 15 funcionários. Segure seu queixo, caro leitor: se uma pessoa trabalhando em tempo integral numa empresa em Nova York tiver 40 graus de febre e um caso extremamente contagioso de influenza, vai ser mandada para casa com seus germes, é claro, e pode ter seu salário descontado pela falta.

Cristine Quinn, a candidata democrata que tanto lutou contra a própria discriminação, parece achar que ficar doente é uma fraqueza moral ou uma afronta cívica ao lucro de um empregador. Graças em parte a uma denúncia da lendária feminista Gloria Steinem, que ameaçou retirar seu apoio a Quinn, a gritaria foi o bastante para a candidata refazer seu cálculo aritmético eleitoral mas não sem antes diluir o projeto de lei. Que o bilionário Bloomberg promete vetar.

A frase mais sensata sobre a compaixão seletiva de gente como Christine Quinn foi pronunciada pelo primeiro político eleito para o Congresso a sair do armário, em 1987. Barney Frank, recém-aposentado aos 73 anos, disse que sua atração sexual por homens é hoje mais tolerada do que sua atração pelo papel do governo na vida dos americanos.

Fonte: O Estado de S.Paulo, 01/04/2013

Sete marcas brasileiras declaram apoio ao casamento gay

sábado, 30 de março de 2013 2 comentários

Mulheres de mãos dadas usam bandeira do símbolo do movimento gay: marcas têm usado redes sociais para manifestar apoio ao movimento "marriage equality" (casamento igualitário)

Por Mirela Portugal*

O Ponto Frio, o Itaú, o Walmart Brasil, o Sonho de Valsa, o Halls Brasil, a Bonafont e a Contigo! usaram as redes sociais para manifestar seu apoio à união entre pessoas do mesmo sexo. Todas publicaram versões da imagem que viralizou pela internet mundial como ícone da causa, o símbolo matemático "=" com fundo vermelho.


Desde o começo desta semana, os protestos por direitos igualitários tomaram conta da web. A campanha surge com força exatamente no momento em que os congressistas norte-americanos avaliam a constitucionalidade da Proposição 8, que defende que o casamento só é legalmente possível nos EUA entre pessoas de sexos opostos. Confira as manifestações das marcas abaixo:

Itaú
O banco publicou em sua conta no Facebook no fim da tarde desta quinta-feira a imagem símbolo dos protestos. Suas cores foram alteradas para o laranja que faz parte da identidade visual da marca. Ao lado da imagem, a legenda esclareceu a intenção do post: "Defender a igualdade #issomudaomundo".
 
Divulgação

Ponto Frio.com
A empresa usou seus perfis no Twitter e no Facebook, capitaneados pelo personagem Pinguim, para declarar seu apoio com a mensagem "Igualdade sempre."

Reprodução

Sonho de Valsa
O Sonho de valsa, marca de chocolate que pertence à Lacta, também usou sua fanpage para declarar apoio à causa. A fanpage do produto postou na manhã desta quinta-feira o símbolo da campanha ao lado da legenda "Mais igualdade e mais amor".

Divulgação

Halls Brasil
A fanpage do Halls Brasil também publicou conteúdo apoiando a causa na tarde desta quinta-feira. Além da igualdade (representada por dois drops) a legenda arremata: "O importante é cada um achar seu par".

Reprodução

Bonafont
A água mineral da Danone preferiu usar o seu Facebook para manifestar-se a favor da causa. Além da foto, a marca postou o texto: "Um mundo mais igual = um mundo mais leve".


Walmart
Através do perfil no Facebook Mundo Walmart, o braço brasileiro da empresa manifestou-se: "O Walmart acredita que através da igualdade podemos Viver Melhor. E você?". A imagem a seguir ilustrou a frase.

Divulgação

Contigo!
A revista de celebridades e variedades usou seu perfil no Facebook para declarar apoio à causa. A imagem que simboliza a igualdade foi criada com o logotipo adaptado da publicação.

Divulgação

* Fonte: Exame, 28/03/2013

Revista Time (EUA): O casamento gay já ganhou. A Suprema Corte ainda não decidiu, mas a América já.

sexta-feira, 29 de março de 2013 2 comentários

Crédito: Peter Hapak


















Com a chamada O casamento gay já ganhou. A Suprema Corte ainda não decidiu, mas a América já, e capa com fotos alternativas de duas mulheres e dois homens se beijando, a revista Time apresenta, em seu site, extensa reportagem de David von Drehle sobre o tema do casamento LGBT. Sob o título How the gay Marriage Won (Porque o casamento gay ganhou), von Drehle faz um resgate do processo histórico dos direitos homossexuais nos EUA que culminou na aceitação crescente do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Elaine Harley e Mignon R. Moore fazem a melhor foto do ensaio
Segundo o autor, a América reconheceu recentemente que homens e mulheres homossexuais não são aliens apartados da sociedade. Que estão em todas as profissões e podem ser seus vizinhos ou a pessoa sentada a seu lado num banco de ônibus. Podem ser medalhistas olímpicos como Greg Louganis, bilionários como David Geffen, apresentadoras como Ellen DeGeneres, jogadores de rugby, como Mark Bingham,  e até religiosos como o Arcebispo de Milwaukee, Rembert Weakland.
A visibilidade das celebridades LGBT e hits televisivos como Queer Eye for the Straight Guy e Glee, bem como as demandas dos ativistas homossexuais, além da cabeça aberta das novas gerações, tornaram a homossexualidade mais aceitável no país, dando início ao processo de reconhecimento dos casamentos homossexuais em diferentes estados americanos.

Por sua vez, as alegres cerimônias matrimoniais dos casais LGBT igualmente têm ajudado a mudar a percepção do tema "casamento homossexual" que de marginal e inconcebível passou a consensual para boa parte dos americanos. Por isso, segundo von Drehle, mesmo que a decisão da Suprema Corte americana ainda desta vez não seja de todo favorável ao casamento LGBT (há a possibilidade dos juízes deixarem a decisão para os estados), ele já ganhou os corações da maioria dos cidadãos do país. O resultado final positivo é apenas questão de tempo.

Vale a pena checar a timeline dos direitos LGBT nos EUA pelo link Pride and Prejudice: An Interactive Timeline of the Fight for Gay Rights

Abaixo também algumas imagens do ensaio fotográfico do Peter Hapak (o mesmo das capas) chamado Retratos da Revolução do Casamento Gay e ao final o link para as demais fotos.


Fonte imagens: Behind the Covers: Portraits of the Gay Marriage Revolution by Peter Hapak

P.S. A revista Época São Paulo também vem com capa de quase beijo entre duas mulheres e matéria sobre o casamento homossexual em São Paulo. Mas errou na mão. A foto - nada natural - parece imagem de ensaio de moda com levada fetichista ou de pornô de luxo. Abaixo à guisa de comparação com as fotos da Time. E sintam o drama!

Fonte: ÉPOCA – Faz Caber » Época SP: casamento gay » Arquivo 

Smirnoff, Absolut e Microsoft pelo casamento LGBT

quinta-feira, 28 de março de 2013 1 comentários


Enquanto a Suprema Corte Americana discute, desde o início da semana, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, as marcas de vodca Smirnoff e Absolut resolveram postar no Facebook imagens onde demonstram apoio a causa.

A Smirnoff postou uma foto de três tipos de drinques divididos em pares e na legenda a frase “todo par é perfeito”. Já a Absolut vestiu uma garrafa de vermelho e declarou “apoio absoluto”.

Além delas, a Coca-Cola postou a imagem de um símbolo de igual que vem sendo usado nas redes sociais como forma defesa do casamento entre homossexuais. Na semana passada, a Microsoft postou uma campanha sobre o tema “atualize-se” destacando os novos serviços do Outlook e, indiretamente, mostrando-se a favor da causa.

Notícias sobre Feliciano e possibilidade de religiosos barrarem decisões do STF

quarta-feira, 27 de março de 2013 2 comentários


Apesar da intensa mobilização de praticamente toda a sociedade brasileira contra o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano, o PSC decidiu manter o deputado-pastor no cargo. Inclusive hoje saiu ameaçando o PT, apoiado por parlamentares evangélicos também de outras legendas, com a cobrança do igual afastamento da Comissão de Constituição e Justiça dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), condenados no processo do mensalão.

A cobrança se entende porque foi graças ao "abandono" da comissão de direitos humanos pelo PT, fora outros partidos, que a presidência do órgão foi parar nas mãos do PSC. Segundo o Estadão, os partidos têm usado como critérios principais, para a ocupação das comissões, a relação com ministérios, a repercussão dos assuntos entre financiadores de campanha e a visibilidade que os temas alcançam no eleitorado. Como a Comissão de Direitos Humanos não atrai recursos e tem uma atividade mais voltada para o campo de debates do que para políticas efetivas, ela deixou de ser interessante."  

Na composição atual da CDH, não há integrantes do PMDB, PSDB, DEM, PP e PTB entre os titulares. Mesmo Luiza Erundina (PSB-SP), com tradição na CDH, preferiu ser titular do colegiado que discute Ciência e Tecnologia, ficando apenas com a suplência na Comissão de Direitos Humanos. O PT preferiu a Comissão de Constituição e Justiça, Seguridade Social e Família e Relações Exteriores e o PC do B, a recém-criada Comissão de Cultura.  O desinteresse pelo tema dos direitos humanos abriu espaço para os evangélicos ocuparem a comissão com a finalidade de obstruir   debates sobre direitos homossexuais e a legalização do aborto.

Como se não bastasse essa situação lastimável, outra ameaça ainda mais preocupante contra o Estado laico apareceu também hoje: a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (onde estão os mensaleiros petistas) aprovou, nesta quarta-feira (27), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), que inclui as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre estas entidades estão, por exemplo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e a Convenção Batista Nacional.

Por fim, enquanto líderes partidários da Câmara decidiram chamar o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para uma reunião na próxima semana a fim de tentar convencê-lo a deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos, hoje o deputado-pastor, em meio a outra sessão tumultuada, mandou  deter um dos manifestantes, que faziam protesto contra ele durante sessão da comissão, porque o chamou de racista. Vejam no vídeo abaixo (a partir dos 1:25) a situação da comissão e as novas declarações de Marco Feliciano agora se fazendo de vítima de perseguição.

De novo conservadores franceses foram às ruas para dizer que não acreditam na igualdade social

terça-feira, 26 de março de 2013 0 comentários

Liberdade, Igualdade e Fraternidade não são para todos,
segundo conservadores franceses

Por Míriam Martinho

No último domingo, novamente reacionários franceses foram às ruas de Paris para rasgar a bandeira da França. A bandeira tricolor francesa que representa o lema da Revolução Francesa "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" não vale para todos os cidadãos do país, segundo eles. 

Em sua mentalidade antidemocrática, liberdade é o direito que eles têm de ir às ruas protestar contra os direitos civis de parte da população local, contra os direitos civis dos outros.   

Igualdade, seja de oportunidades ou perante a lei, só serve para pessoas heterossexuais.

Fraternidade é conversa mole para se ouvir nas igrejas em dia de domingo.

Como dizer isso abertamente pega mal porque contraria pilares das democracias modernas e inclusive sua hipócrita falação do "amor ao próximo", eles resgatam o velho mantra conservador da defesa da família (que estaria supostamente ameaçada, desta feita pelo casamento homossexual) para justificar seus ataques. Atacamos porque estamos sob ataque. 

Mas de fato não é a família tradicional que está ameaçada e sim o conceito de família como exclusivamente nuclear e heteropatriarcal que está mudando. Os conservadores se ressentem da perda do monopólio do conceito de família pela simples expansão do mesmo. Não há grupos terroristas do arco-íris ameaçando pais e mães de família nem esquadrões Rainbow lançando bombas sobre bairros familiares. Os milhares de casamentos homossexuais que já se realizaram mundo afora e começam a ser feitos no Brasil em nada alteraram nem alterarão a vida dos casais heterossexuais.

Esses conservadores simplesmente ainda não aprenderam a viver em democracia e acham que conceitos religiosos devem reger estados laicos. Muitos gostariam, se pudessem, de trocar a constituição pela bíblia tanto na França quanto no Brasil. Mesmo os que se dizem não religiosos se saem com um samba do conservador doido e misturam o casamento homossexual, pleito de igualdade perante a lei (princípio liberal), com supostas armações comunistas, socialistas, esquerdistas, etc. a fim de destruir a civilização ocidental (sic).

Mas o pleito do casamento LGBT de fato conta com apoio de gente de diferentes doutrinas e ideologias, em várias partes do mundo, tanto entre os de esquerda, centro-esquerda, centro-direita, e até conservadores, como o premiê britânico David Cameron, além de alguns membros do partido republicano americano (para ficar nos exemplos mais conhecidos). Sobretudo, o casamento igualitário conta com o apoio da maior parte das pessoas de bom senso e de bom coração.

Abominação mesmo é ver gente fazendo manifestações não para reivindicar direitos ou protestar contra perda de direitos mas sim para protestar contra a igualdade de direitos, contra os direitos alheios. Neste último domingo, inconformados com os avanços democráticos que o presidente francês, François Hollande, resolveu encampar, os reaças se instalaram nos Campos Elísios, onde a manifestação estava proibida. A polícia teve que usar gás lacrimogênio e bastão para desalojá-los. Furiosos, muitos manifestantes pediram a demissão de Hollande e gritaram Liberté, Liberté!

Não tive pena deles. Não merecem respeito. E no dia 4 de abril, quando o projeto de lei sobre o casamento homossexual for analisado pelo senado francês, espero que o primeiro casamento homossexual a ser oficializado seja entre duas senhoras muito conhecidas dos franceses, Madames Liberté e Egalité (Liberdade e Igualdade), que alguns insistem em separar mas que realmente só funcionam se estiverem casadas.

Abaixo vídeo da manifestação dos conservadores contra a igualdade entre os seres humanos.

Com informações da EuroNews

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