Campanha contra pena de morte a gays em Uganda

sexta-feira, 23 de novembro de 2012 1 comentários

David Kato, ativista gay ugandense assassinado

Campanha da AVaaz (Voz) tenta mobilizar comunidade internacional para impedir a absurda lei ugandense que prevê pena de morte para pessoas acusadas de serem homossexuais. Leia o texto abaixo, assine a petição e divulgue entre conhecidos e amigos. Já foi possível reverter esse atentado contra os direitos humanos de outra vez. Obrigatório tentar impedir esse medievalismo novamente.

O parlamento de Uganda pode aprovar uma lei brutal que implicaria pena de morte por homossexualidade. Se fizer isso, milhares de ugandenses podem ser executados apenas por serem gays. 

Nós ajudamos a impedir esta lei antes e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma enorme manifestação global no ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o avanço da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional desta segunda tentativa de aprovar essa lei feita de ódio. Nós podemos mostrar a eles que o mundo continua observando

Nós não temos tempo a perder. Vamos nos unir em 1 milhão de vozes contra a pena de morte para gays em Uganda nas próximas 24 horas -- entregaremos a petição para os líderes de Uganda e países influentes. Clique aqui para agir e encaminhe esse texto para o maior número de pessoas que conheça. 

Ser gay em Uganda já é perigoso e aterrorizante. Pessoas LGBT em Uganda são frequentemente assediadas e espancadas, e, no ano passado, o ativista gay David Kato (foto acima) foi brutalmente assassinado em sua própria casa. Agora os ugandenses da comunidade LGBT estão ainda mais ameaçados por essa lei draconiana que pode impor prisão perpétua a pessoas condenadas por relações com o mesmo sexo e a pena de morte para "criminosos graves". Até mesmo ONGs trabalhando para prevenir a disseminação do HIV podem ser condenadas por "promover a homossexualidade" a partir dessa lei odiosa. 

Agora mesmo, Uganda está no meio de um tumulto político: o sumiço de milhões vindos de ajuda financeira internacional causou um escândalo no parlamento. Essa revolta forneceu aos extremistas religiosos no parlamento a chance perfeita de tirar da gaveta a lei homofóbica, chamando-a de "presente de Natal" para todos os ugandenses. 

O presidente Museveni desistiu desta lei no ano passado depois da pressão internacional ameaçar o suporte e auxílio a Uganda. Vamos fazer uma petição com a força de um milhão de pessoas para impedir a lei da pena de morte para gays novamente e salvar vidas. Temos poucas horas -- assine a petição e divulgue entre amigos e família.

Da última vez, nossa petição internacional condenando a lei da pena de morte para gays foi entregue ao parlamento, impulsionando a cobertura de notícias globais e fazendo pressão suficiente para bloquear a lei por meses. Quando um jornal publicou 100 nomes, fotos e endereços de suspeitos gays e os identificados foram ameaçados, a Avaaz apoiou uma ação legal contra o jornal e nós ganhamos! Juntos nós nos levantamos, por muitas vezes, pela comunidade gay de Uganda, e agora eles precisam de nós mais que nunca. 

Com esperança e determinação, 

Emma, Iain, Alice, Luis, Ricken, Joseph, Michelle e toda a equipe da Avaaz 

MAIS INFORMAÇÕES: 

Deputada de Uganda quer lei antigay como 'presente de Natal' (G1)

Parlamento de Uganda vai debater projeto de lei anti-gays (em inglês) (YNews!)

Uganda enfrenta o fundamentalismo cristão (Outras Palavras)

Ativista gay que processou jornal anti-homossexuais é morto em Uganda (BBC Brasil)

Cenas de sexo entre mulheres que marcaram a história do cinema: Melhor do que Chocolate

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 0 comentários

Melhor do que Chocolate (Better than Chocolate) é uma comédia romântica lesbiana (1999), rodada em Vancouver pela diretora Anne Wheeler. O roteiro gira em torno das dificuldades que Maggie (Karyn Dwyer), namorada de Kim (Christina Cox), passa a ter quando sua mãe, Lila (Wendy Crewson), recém-divorciada, e seu irmão vêm morar com ela em um apartamento que divide com uma educadora sexual.

Como a mãe não sabe que ela é lésbica, Maggie decide manter segredo de seu caso, tarefa difícil de realizar considerando as amizades da namorada Kim e mesmo o local onde ela própria trabalha, uma livraria lésbica gerenciada por uma butch, Frances (Ann-Marie MacDonald) por quem uma mulher trans, Judy (Peter Outerbridge), tem uma quedinha.

Melhor do que Chocolate ganhou vários prêmios em festivais de filmes internacionais e tem cenas de sexo bem quentes em um banheiro e com as amantes pintando o corpo uma da outra. Veja abaixo a cena da pintura em destaque e o filme integral legendado. O nome do filme foi tirado de um verso (Your love is better than chocolate) da música Ice Cream de Sarah McLachlan (também segue abaixo).

Elenco: Ann-Marie MacDonald, Beatrice Zeilanger, Christina Cox, Jay Brazeau, Karyn Dwyer, Marya Delver, Peter Outerbridge, Wendy Crewson

Ver também: Cenas de sexo entre mulheres que marcaram a história do cinema: Ligadas pelo Desejo

Homem é detido após ofender lésbicas no Terminal Urbano de Maringá

terça-feira, 20 de novembro de 2012 0 comentários

Um homem de 34 anos foi detido após ofender duas lésbicas que trocavam carícias no Terminal Urbano de Maringá. O caso ocorreu por volta das 14:30 deste domingo (18)

Segundo a Polícia Civil, as jovens, de 25 e 18 anos, relataram que o homem teria ficado indignado ao vê-las trocando beijos e carícias. Ele teria gritado que aquilo era "uma baixaria, uma pouca vergonha", e ainda incitava as pessoas que estavam no terminal a agredi-las.

A Polícia Militar foi acionada e encaminhou o casal e o homem para a 9ª Subdivisão de Polícia Civil de Maringá. Ele assinou termo circunstanciado por ameaça e injúria e responderá pelos crimes em liberdade.

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Conservadores vão às ruas da França para protestar contra casamento LGBT e batem em ativistas do FEMEN

segunda-feira, 19 de novembro de 2012 0 comentários

Conservalha vai às ruas francesas protestar contra
 a igualdade de direitos entre as pessoas em pleno século XXI

Atualizado com dois vídeos sobre a agressão dos "cons" contra as ativistas do FEMEN que enfrentaram os medievais com o slogan: In Gay We Trust (Em Gay Confiamos) numa paródia ao famoso In God We Trust (Em Deus Confiamos). No primeiro vídeo, detalhe da agressão, no segundo, do próprio FEMEN, detalhes de sua preparação para enfrentar as ruas e os hooligans católicos.  

Mais de 100 mil protestam na França contra o casamento gay


Mais de 100 mil pessoas fizeram manifestações neste sábado em várias cidades da França para denunciar o projeto de lei do governo socialista de autorizar o casamento gay e a adoção por parte de homossexuais, segundo cifras oficiais obtidas pela AFP.

Segundo a polícia, 70 mil pessoas participaram nas manifestações em Paris. Para os organizadores, fomam 200 mil. Em Lyon foram 22 mil e em Marselha entre 6 e 8 mil.

No domingo serão realizadas outras manifestações convocadas pelo instituto Civitas, próximo aos católicos fundamentalistas. O Papa Bento XVI convocou neste sábado a igreja francesa a fazer com que sua voz seja ouvida "sem parar e com determinação nos debates da sociedade".

A manifestação de Paris era composta por pessoas de todas as idades, algumas com camisetas e balões brancos, azuis e rosas que mostravam o mesmo desenho de duas pessoas de sexo oposto segurando duas crianças pela mão.

A manifestação recebeu o apoio de movimentos como o grupo "Por uma humanidade duradoura", das Associações Familiares Católicas (AFC), dos Filhos da França, de muçulmanos "patriotas" ou da associação pró-vida Alianza Vita.

Fanny Neige e Anais, duas homossexuais em desacordo com a manifestação, chegaram para demonstrar seu ponto de vista, se beijando em frente à multidão. "Estamos aqui como lésbicas, porque fundaremos uma família, queiram eles ou não", explicou Fanny Neige.

Segundo uma pesquisa publicada na quinta-feira, 61% dos franceses são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas apenas 48% apoiam a adoção por parte de casais homossexuais.

Fonte: Terra

Ataque covarde, numa escola, contra moça que teria "cantado" outra menina

sábado, 17 de novembro de 2012 1 comentários

Vídeos abaixo mostram cena de menina sendo agredida violentamente dentro de sala de aula, na escola estadual Dona Ornezinda Maria Carneiro, em Bela Vista de Goiás, por supostamente ter cantado outra garota de 14 anos. A menina foi espancada pela "mocinha paquerada" e pela mãe e o avô da agressora.

Mesmo que as cantadas estivem sendo inconvenientes, nada justifica tal agressão à garota, por três pessoas, sendo duas adultas. E não só os agressores devem ser processados por lesão corporal. Também os diretores da escola deveriam ser indiciados por não garantir a segurança dos alunos e permitir que absurdos como esse possam acontecer em suas dependências.

 

Enquanto os conservadores ladram, as mulheres casam uma com a outra

quinta-feira, 15 de novembro de 2012 0 comentários

Nathalia da Silva e Tabata Penteado oficializaram
união  (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Lésbicas se casam no civil após autorização da Justiça em Indaiatuba

'É uma conquista muito grande', afirma noiva após cerimônia neste sábado. Casamento homoafetivo é o primeiro registrado na cidade, segundo cartório.

A vendedora Nathalia Batista da Silva e a industriária Tabata Cristiane Kakishita Penteado oficializaram na manhã do último sábado (10/11) o primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em Indaiatuba (SP), que tem 200 mil habitantes. A união foi selada às 10h30 pelo juiz de paz do Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais da cidade e cerca de 60 pessoas, entre familiares e amigos, prestigiaram o casamento.

Conquista
A vendedora afirma que, no momento em que assinou o contrato, se sentiu lisonjeada. "É uma conquista muito grande. Todo mundo ficou bem emocionado, foi muito lindo", disse. O casal pretende fazer uma celebração, ainda nesta tarde, com as famílias.

De acordo com Nathalia, todos os familiares apoiaram o casamento e quiseram estar presentes para a ocasião. Alguns até viajaram de outras cidades, como São Paulo (SP), para não perder a festa. Além da comemoração, as noivas pretendem fazer uma viagem de lua-de-mel em breve. Filhos, no entanto, ainda não estão nos planos a curto prazo. "Daqui a uns três anos a gente pensa sobre isso", afirma.

Justiça
Seis meses atrás Nathalia e Tabata entraram com um processo de habilitação de casamento, sob orientação do cartório. O pedido foi encaminhado para a juíza Corregedora da Comarca que, após parecer favorável da Promotoria, e em vista das decisões do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que permitiu recentemente uniões do tipo, autorizou o casamento.

Nathalia reconta com emoção o momento em que, no fim de outubro, receberam a ligação avisando de que a união fora aprovada. Embora afirme que o casal nunca tenha sofrido qualquer discriminação, acha que a união servirá para ajudar os outros casais homossexuais a conquistarem seus direitos. "Acho que [o casamento] abriu muitas portas, para todo mundo ter o mesmo espaço na sociedade", explica.

Fonte: G1 - Lésbicas se casam no civil após autorização da Justiça em Indaiatuba (ver seção de comentários)

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