Projeto contra educação sexual nas escolas não tem nova data para votação

terça-feira, 27 de março de 2012 0 comentários

O Projeto de Lei nº1082/2011, de Carlos Bolsonaro (vulgo Boçalnaro Jr.) que proíbe a divulgação de material didático sobre diversidade sexual no ensino fundamental e na educação básica, recebeu ontem (27) duas emendas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Por isso, segue novamente para apreciação das comissões permanentes, sem data definida para voltar a votação. 

A primeira das emendas propostas modifica o art. 1º do projeto, que passará a vedar distribuição, exposição e divulgação de qualquer tipo de material que contenha alusão a orientações sexuais não apropriadas à faixa etária nos estabelecimentos de educação infantil (sic).

A segunda suprime o parágrafo único do projeto, onde consta: “O material a que se refere o caput deste artigo é todo aquele que contenha orientações sobre a prática da homoafetividade, de combate à homofobia, de direitos de homossexuais, da desconstrução da heteronormatividade ou qualquer assunto correlato”.


A pressão de entidades e defensores dos direitos LGBT nas galerias da Câmara, durante a votação, funcionou para essa pequena, embora relativa vitória. 

O grupo All Out abriu uma página para colher assinaturas contra o projeto. Clique aqui para assinar.

Lançamento Imprensa Gay no Brasil em SP: um pouco de nossa história

segunda-feira, 26 de março de 2012 3 comentários

Na próxima quarta-feira, dia 28/03, será lançado, no MAM (Parque do Ibirapuera), o livro Imprensa Gay no Brasil de Flávia Peret (20:15). A sessão de autógrafos  é precedida pelo debate Os gays na Imprensa Brasileira, com a autora e convidados, às 19:00.

Pede-se para confirmar presença pelo telefone 3224.3473, das 14:00 às 19:00, ou pelo e-mail eventofolha@grupofolha.com.br

Segue abaixo entrevista que fiz, com Flávia, em maio de 2010, onde relata o making of de seu trabalho até  vencer a primeira edição do concurso Folha Memória.

Basicamente o livro resgata a trajetória das primeiras publicações de temática homossexual no Brasil, sobretudo a partir da década de 60, chegando aos dias de hoje com a prevalência dos portais e sites LGBT na Internet. Há uma breve abordagem da imprensa lésbica que já teve expressão impressa, mas atualmente se concentra sobretudo no mundo virtual. Acompanha cronologia sucinta e bibliografia. No geral, boa referência sobre o assunto.
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Imprensa Gay no Brasil - Entre a Militância e o Consumo - Entrevista com a jornalista Flávia Peret sobre sua premiada pesquisa


Flávia Peret
Flávia Péret nasceu em Ouro Preto (MG), em 1978, mas vive  em Belo Horizonte, com o músico Frederico Pessoa. Formou-se em Comunicação Social (Habilitação Jornalismo – PUC Minas) e em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Realizou pesquisa de seis meses, financiada pela Folha de S. Paulo e pela Pfizer, sobre a imprensa homossexual brasileira, que rendeu o livro Imprensa Gay no Brasil - Entre a Militância e o Consumo, por sua vez vencedor da primeira edição do concurso Folha Memória, da FSP, a ser publicado pela Publifolha.

Fui uma das entrevistadas de Flávia, em sua pesquisa, pela edição e a produção dos fanzine ChanacomChana, na década de 80, e do boletim, e depois revista Um Outro Olhar, de 1987 até 2002. Agora, com o anúncio de premiação de seu trabalho pelo concurso Folha Memória, que muito me alegrou, invertemos os papéis, e eu a entrevistei. 

Em suas respostas, Flávia fala um pouco da origem da pesquisa que desenvolveu, das dores e delícias de seu trabalho e naturalmente da imprensa LGBT no passado, presente e possíveis futuros. Importante resgate de nossa história e de parte da história da imprensa brasileira. 

Míriam Martinho
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UOO: Porque você decidiu fazer uma pesquisa sobre a imprensa LGBT no Brasil? 

Flávia Péret (FP): O interesse pelo assunto existe há alguns anos. Em 2005, morei em Buenos Aires (Argentina) e fiz uma matéria chamada “Antropologia da sexualidade”. Nesse curso, foi a primeira vez que tive contato com as teorias da sexualidade, principalmente com o pensamento do filósofo Michel Foucault e da socióloga e feminista norte-americana Gayle Rubin. Voltei para o Brasil decidida a estudar o escritor Caio Fernando Abreu e como a questão da homoafetividade aparece em suas obras, mas com as voltas da vida, descobri outros escritores e um assunto (os travestis) que, naquele momento, considerei mais importante do ponto de vista político. Tenho dificuldade em desassociar a pesquisa acadêmica das questões mais concretas e políticas. Dentro da comunidade LGBT, os travestis são as pessoas mais discriminadas, por inúmeros fatores. Iniciei meu mestrado, na Faculdade de Letras da UFMG, pesquisando a representação que é feita dos travestis na literatura brasileira contemporânea. A partir dessa pesquisa descobri a quase inexistência de matérias bibliográficos sobre a literatura gay no nosso país, existem alguns trabalhos muito interessantes sendo desenvolvidos nas universidades e alguns esforços isolados de editoras, mas não uma sistematização, um trabalho mais amplo e também descobri que o mesmo ocorria com a imprensa gay. Naquele momento, há três anos, o tema imprensa gay não era meu foco de pesquisa, mas quando surgiu o prêmio da Folha de S. Paulo decidi que essa lacuna podia ser preenchida, uma tentativa de reconstruir parte da nossa história. Ao falar da história da imprensa gay, falamos também da sociedade brasileira, dos seus avanços e recuos nessa área e também da história da imprensa de forma mais ampla. 

UOO: Que tipo de imprensa LGBT você abordou: pré e pós-ativismo, ativista e comercial? Impressa e virtual? 

FP: Toda. O livro se chama “História da imprensa gay no Brasil: entre a militância e o consumo”. Considero importante mostrar a trajetória — com suas constantes transformações — dos meios de comunicação gays no Brasil. Por isso, não fiz uma classificação por veículo. Pesquisei revistas, jornais, fanzines e sites. 

UOO: Quais publicações você abordou em sua pesquisa? 

FP: Tentei fazer um mapeamento de todas as publicações existentes, mas isso é quase impossível porque, infelizmente, muito material não existe mais. Algumas “relíquias” consegui encontrar no Unicamp, no Arquivo Edgard Leuenroth. Um espaço que reúne o maior acervo da imprensa gay no Brasil. Eu abordo várias publicações, mas falo, com mais detalhes sobre os jornais: O Snob (Rio de Janeiro), O Lampião da Esquina (Rio/SP), o boletim Chana com Chana e as revistas Um Outro Olhar (SP) e a revista Sui Generis (RJ). 

UOO: Quais as maiores dificuldades que encontrou em sua pesquisa? 

FP: A maior dificuldade foi ter acesso ao material, já que vivo em Belo Horizonte e os principais “protagonistas” dessa história vivem ou viverem no Rio de Janeiro ou São Paulo. Também tive dificuldade de reconstruir a história da década de 1950, porque várias pessoas estão falecidas ou muito velhinhas. Tentei entrevistar algumas dessas pessoas, mas, infelizmente não consegui. Outra dificuldade é a pouca referência sobre o tema, então foi um trabalho de escavação mesmo da memória da imprensa gay no Brasil, conversando com amigos, conseguindo material, entrevistando pessoas, pesquisando nos arquivos. Consegui reunir algumas peças dessa história, mas acredito que muito ainda precisa ser feito. Como por exemplo, um esforço de preservar esse material, digitalizando as publicações e disponibilizando para consulta. Alguns jornais estão, literalmente, virando pó. 

UOO: O que considerou mais gratificante  nessa pesquisa? 

FP: O mais gratificante é o interesse das pessoas, principalmente das pessoas que me ajudaram, que participaram do processo de desenvolvimento do livro. Outro ponto foi a receptividade que o projeto teve. 

UOO: Como você vê o histórico da imprensa LGBT, após a pesquisa? Quais os obstáculos, os avanços ocorridos? 

FP: Eu reflito um pouco sobre isso na introdução do livro. A história da imprensa gay não é um caminho reto, linear. Na realidade, é uma história cheia de fracassos, idas e vindas, obstáculos, interrupções. Isso foi uma coisa que me espantou um pouco no começo. No entanto, essa realidade mostra que não é uma história acabada e que também não existe uma fórmula para que os veículos tenham sucesso. Tivemos, no Brasil, iniciativas incríveis em determinados períodos — principalmente na década de 1970 — e depois momentos de publicações mais frágeis do ponto de vista político ou de luta por direitos. É uma espécie de gangorra. Atualmente, temos poucas publicações impressas e muitos sites. Nesse gigantesco universo que é a internet podemos encontrar de tudo: sites de movimentos sociais e ONGs e sites mais comerciais. Acredito que as redes sociais — um tema que abordo superficialmente no livro — serão, no futuro, uma importante ferramenta de discussão e visibilidade. A questão que se coloca é: como extrapolar o espaço das redes e grupos na internet, que continuam segmentados, e levar as questões para toda a sociedade? Quando falamos em imprensa gay, devemos pensar em duas esferas. Primeiro a imprensa segmentada, feita exclusivamente para gays, mas também é importante encontrar brechas na imprensa tradicional. Alguns jornais já fazem isso, como a Folha de S. Paulo e o jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Mas, a grande maioria ainda tem dificuldade em abordar o tema. 

UOO: Qual a importância da imprensa LGBT, como expressão de um grupo discriminado, e como parte da imprensa em geral? 

FP: É crucial para qualquer país possuir uma imprensa livre, independente e plural. Plural no esforço (político, ético, editorial) de ser aberta a todas as vozes, opiniões e grupos. Tivemos um movimento de imprensa alternativa importantíssimo no país no período da ditadura militar, mas depois a mídia alternativa, mais combativa, arrefeceu. Em contrapartida, se pensarmos nos movimentos socais e na abertura pós ditadura, vários grupos começaram a pensar a comunicação como algo mais público e democrático. Atualmente, existem movimentos e grupos que lutam pela democratização dos meios de comunicação. Essa luta é importante porque a mídia não pode ser monopólio de poucos grupos ou família. A internet reconfigura um pouco esse quadro. As redes sociais também. Conheço pessoas que, hoje em dia, se informam sobre o que acontece no mundo, apenas usando a internet. De novo coloco a questão: as ferramentas estão aí, mas como serão usadas? Sinto falta do idealismo dos jornalistas, escritores e militantes da década de 1970. Eles tinham muito sobre o que falar, mas não tinham dinheiro para bancar uma publicação impressa, os custos com papel e distribuição eram altos e acabavam fechando. Hoje em dia esse tipo de problema não existe, mas o que está sendo falado na internet? Como é possível mobilizar pessoas, ampliar e potencializar as discussões? Parece um paradoxo, às vezes... 

UOO: Seu texto (Imprensa Gay no Brasil - Entre a Militância e o Consumo) foi o vencedor da primeira edição do concurso Folha Memória, da FSP, e deverá ser publicado pela Publifolha. Já sabe quando será a publicação? E como se sentiu a respeito da premiação, para lá da satisfação pessoal? 

FP: Fiquei muito feliz! Para além da premiação, escrever o livro foi uma experiência muito importante e gratificante. Conhecer as pessoas, descobrir as histórias... 

Acredito que é uma abertura para a temática e acredito também que ao conhecer um pouquinho da história dos veículos e das pessoas que lutaram para que existisse uma imprensa gay no Brasil, estou contribuindo com a memória dessa história. Ainda não tenho previsão de quando o livro será publicado. 

UOO: Você pretende continuar trabalhando com essa temática? Quais são seus planos para o futuro? 

FP: Eu trabalho com essa temática há quatro anos, recentemente escrevi um artigo sobre a vida e obra de dois escritores latino-americanos gays: Manuel Puig (Argentino) e Pedro Lemebel (Chileno). É uma questão que me interessa muito e acho que vou seguir trabalhando, mas mudando um pouco o foco, queria entender um pouco mais do machismo latino americano, a construção que foi feita do sexo no nosso continente e como a literatura se apropria, reflete, reitera (ou não) essas construções. O machismo é o principal agente da homofobobia e acredito que fazer uma crítica ou uma desconstrução do machismo é uma forma de denunciar a perseguição, histórica, às sexualidades não hegemônicas, às convenções sexuais. Neste sentido, mudo um pouco de foco, mas não tanto assim... 

UOO: E falando em futuro, em sua opinião, existe futuro para as publicações LGBT no Brasil? Ou só haverá as produções virtuais? 

FP: Difícil fazer previsões, mas acho que os sites e portais vão continuar dominando. É uma tendência natural, que percebemos com a mídia tradicional também, mas acho que sempre terá espaço para uma ou duas revistas, mais que isso acho complicado em termos de venda e distribuição nacional. E continuo apostando no poder das redes sociais. 

Flávia Peret: flaviaperet@hotmail.com

Publicada originalmente, em maio de 2010, no site Um Outro Olhar

Sandy declara apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo

sábado, 24 de março de 2012 0 comentários

Sandy, a liberal
Enquanto os bolçanaros da vida emplacam suas pérolas de atraso nas câmaras municipais do país, a cantora e atriz Sandy, outrora considerada  meio caretinha, surpreende, no vídeo abaixo, por suas declarações liberais a respeito de temas relativos a moral e costumes e também por sua consciência política.

Sobre o casamento LGBT afirma:

"Vejo como uma coisa natural. Sou a favor do casamento gay. Acho que todo mundo tem os mesmos direitos e tem que ser feliz. O problema maior hoje é a homofobia, crime hediondo, cruel. A gente, às vezes, fica focada nos grandes centros, e esquece que no interior do país, nos redutos atrasados, a homofobia está presente de forma muito mais selvagem, diante da ausência do Estado.”

Sandy interpretará Gabriela, “A reacionária do Pantanal”, personagem da série As Brasileiras, com estreia prevista para 03 de maio, às 22:15. Mais informações no site da moça que vale a visita.

Carlos Boçalnaro aprova projeto que veda educação sexual em escolas

sexta-feira, 23 de março de 2012 3 comentários

Carlos, Jair e Flávio Boçalnaros
Filho do deputado Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro conseguiu passar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro seu projeto de lei (Projeto de Lei 1082/11) que veta a educação sexual nas escolas, como segue: "Fica vedada a distribuição, exposição e divulgação de material didático contendo orientações sobre a diversidade sexual nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Educação Infantil da rede pública municipal da Cidade do Rio de Janeiro.” Leia íntegra do projeto.

A matéria agora irá para segunda discussão, e se aprovada, o Prefeito Eduardo Paes deverá sancionar a proposta. Venceram a primeira batalha, mas não venceram a guerra. Agora tem que haver mobilização para essa segunda discussão e, caso continue vitoriosa, para o prefeito vetar a proposta como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o lastimável Dia do Orgulho Hétero.

Abaixo os vídeos do projeto Escola Sem homofobia que tanto furor provocou nas mentalidades medievais renascidas das sombras. Aliás, os três vídeos do chamado kit gay são até discutíveis do ponto de vista estético, pobrinhos e tal, mas ver algo de ofensivo nesse material é realmente muito para qualquer cabeça que de fato esteja no século XXI (Veja ou reveja os vídeos do site em nossa galeria de vídeos). 

Quem é rainha nunca perde a majestade: Madonna em Girl Gone Wild

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Em matéria de pop music, Madonna continua soberana, produzindo boa música do gênero. Todas suas sucessoras a copiaram e copiam. 

Engraçado que em Girl Gone Wild abaixo, Madonna parece copiar a si mesma. O clipe lembra Erotica, embora em clima mais pulsante. E começa com ares da linda Like a Prayer.  De qualquer forma, é Madonna. 

Girl Gone Wild 
é outra das faixas, do disco MDNA, com lançamento mundial previsto para a próxima segunda-feira, que Madonna oferece como appetizer de seu novo trabalho. A primeira foi Give Me All Your Luvin, lançado em fevereiro, com a participação das cantoras M.I.A. e Nicki Minaj. 

O clipe abaixo, em preto e branco, teve direção da dupla de fotógrafos Mert & Marcus. Segue também a letra da música. Aprecie sem moderação.


Oh, my God, I am heartily sorry for having offended Thee,
And I detest all my sins, because I dread the loss of heaven,
And the pains of hell. But most of all because I love Thee,
And I want so badly to be good.

It's so hypnotic
The way he pulls on me
It's like the force of gravity
Right up under my feet

It's so erotic
This feeling can't be beat
It's coursing through my whole body
Feel the heat

I got that burnin' hot
Desi-i-i-ire
No one can put out my
Fi-i-i-ire
It's comin' right down through the
Wi-i-i-ire
Here it comes
When I hear them 808 drums

It's got me singin'
Hey-ey-ey
Hey-ey-ey
Like a girl gone wild
A good girl gone wild

I'm like
Hey-ey-ey
Hey-ey-ey
Like a girl gone wild
A good girl gone wild

Girls, they just wanna have some fun
Get fired up like a smokin' gun
On the floor till the daylight comes
Girls, they just wanna have some fun

A girl gone wild
A good girl gone wild
I'm like a girl gone wild
A good girl gone wild

The room is spinnin'
It must be the tanqueray
I'm about to go astray
My inhibition's gone away

I feel like sinnin'
You got me in the zone
DJ, play my favorite song
Turn me on

I got that burnin' hot
Desi-i-i-ire
No one can put out my
Fi-i-i-ire
It's comin' right down through the
Wi-i-i-ire
Here it comes
When I hear them 808 drums

It's got me singin'
Hey-ey-ey
Hey-ey-ey
Like a girl gone wild
A good girl gone wild

I'm like
Hey-ey-ey
Hey-ey-ey
Like a girl gone wild
A good girl gone wild

Girls, they just wanna have some fun
Get fired up like a smokin' gun
On the floor till the daylight comes
Girls, they just wanna have some fun

I know, I know, I know
I shouldn't act this way
I know, I know, I know
Good girls don't misbehave
Misbehave
But I'm a bad girl anyway, hey

Forgive me
Hey-ey-ey
Hey-ey-ey
Like a girl gone wild
A good girl gone wild

I'm like
Hey-ey-ey
Hey-ey-ey
Like a girl gone wild
A good girl gone wild

Girls, they just wanna have some fun
Get fired up like a smokin' gun
On the floor till the daylight comes
Girls, they just wanna have some fun

A girl gone wild
A good girl gone wild
I'm like a girl gone wild
A good girl gone wild

Desmascarada identidade do homofóbico Silvio Koerich

quinta-feira, 22 de março de 2012 33 comentários

Há tempos, a pedido de várias pessoas físicas (ativistas ou não), onde se inclui a editora do Um Outro Olhar, e organizações não-governamentais, como o CLAM (Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos), a ABGLT, a SaferNet, órgãos governamentais como a Secretaria de Políticas para Mulheres e a Secretaria de Direitos Humanos vinham tentando identificar e punir os autores do site Silvio Koerich por suas postagens criminosas contra mulheres, homossexuais, negros, etc.

Hoje, sob o título PF prende incitadores de Ódio na Internet, do site Paraná Online, lê-se matéria que informa sobre a identificação dos criminosos Emerson Eduardo Rodrigues (Sílvio Koerich) e Marcelo Valle Silveira Mello, moradores de Curitiba e Brasília, respectivamente, e a expedição de mandados de prisão preventiva contra eles pela Justiça Federal. Segue trecho e link para a matéria completa. Apesar da demora, algo a comemorar. Mais informações devem surgir em breve.

PF prende incitadores de Ódio na Internet 
Émerson (Sílvio Koerich)
A PF em Curitiba realiza nesta quinta-feira (22), a fase ostensiva da sua "Operação Intolerância" - por meio da qual identificou os responsáveis pelas postagens criminosas encontradas no site silviokoerich.org  - , para o cumprimento dos mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal contra Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, moradores de Curitiba e Brasília, respectivamente.

As investigações, conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF, permitiram a cabal identificação dos criminosos, que há meses vinham postando mensagens de apologia de crimes graves e da violência, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais,  nordestinos e judeus, além da incitação do abuso sexual de menores.


Émerson (Sílvio Koerich)
Também, nesta manhã, a PF dará cumprimento aos mandados de busca e apreensão expedidos pela JF, para examinar residências e locais de trabalho dos criminosos em busca de elementos materiais da responsabilidade criminal, já amplamente demonstrada ao longo da investigação e que, preliminarmente, permitiu identificar o cometimento dos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).

Consta da decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos que "Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável."

Dentre os conteúdos publicados pelos criminosos e localizados pela PF, havia referência ao apoio prestado pelos criminosos ao atirador Wellington, que em 2011 atacou a tiros uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, matando diversas crianças, bem como à suposta incapacidade da Polícia Federal em o localizar e deter.

Fonte: Paraná Online, 22/03/12 

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