Febrasgo destaca principais pontos de atenção à saúde ginecológica de mulheres lésbicas e bissexuais.

segunda-feira, 4 de julho de 2022 0 comentários

Mulheres que fazem sexo com mulheres vão menos ao ginecologista segundo pesquisa 

Pesquisa realizada pela Febrasgo aponta uma queda na procura por ginecologista por parte das mulheres

O acesso à saúde tem sido um desafio para a população brasileira, sobretudo da parcela LGB. Diante disso, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) resolveu destacar os principais pontos de atenção à saúde ginecológica de mulheres lésbicas e bissexuais.

De acordo com dados de uma pesquisa feita pela Febrasgo, 76% das mulheres (independente de sua sexualidade) realizam consultas ginecológicas anualmente.

Sexo seguro

Só que do percentual das mulheres que fazem sexo com mulheres (MSM), esse número cai para 47%, de acordo com o relatório Atenção Integral à Saúde das Mulheres Lésbicas e Bissexuais, do Ministério da Saúde (MS).

A ginecologista Lucia Alves da Silva Lara, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Febrasgo, aponta
que a mulher, independente da sua orientação sexual, precisa ir regularmente ao ginecologista para orientações de saúde, bem como para prevenção dos danos relacionados com comportamento sexual de risco. Ir ao ginecologista uma vez a cada ano é suficiente para que se tenham orientações e cuidados específicos para cada demanda da mulher’”.
Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

As ISTs podem surgir pela ação de vírus, bactérias ou protozoários -- caso da sífilis, gonorreia, HIV, HPV, hepatites, herpes, tricomonas. A falsa crença de que mulheres homo e bissexuais e homens trans estão menos propensos a infecções sexualmente transmissíveis prejudicando a prevenção de saúde dessas pessoas.

A médica da Febrasgo faz uma alerta para prevenção dessas doenças
“o contágio pode ocorrer por proximidade com pele na presença de lesões genitais, contato entre mucosa oral, anal e vaginal, contato com fluidos vaginais e com o sangue menstrual. E também pelo uso de acessórios sexuais compartilhados sem barreira de proteção, que são responsáveis pela transmissão de agentes infecciosos”.


Ver também: Prazer sem Medo: Informações para mulheres que amam mulheres. 

Clipping Mulheres que fazem sexo com mulheres vão menos ao ginecologista, Meio-Norte, 02/07/2022

Fernanda Souza descobriu em amiga de infância seu grande amor

quarta-feira, 29 de junho de 2022 1 comentários

Eduarda Porto e Fernanda Souza celebram relacionamento nas redes sociais

Em entrevista à revista Harpeer’s Baazar, a atriz Fernanda Souza revelou que parte do processo em se descobrir apaixonada por Eduarda Porto veio do estudo e do autoconhecimento. A estrela global era amiga de Porto há vários anos, mas elas só começaram a se relacionar no último ano.

“Duda”, apelido dado por Fernanda à sua namorada, é amiga da atriz desde a infância. A amizade delas continuou mesmo durante o casamento entre Souza e Thiaguinho.

De acordo com Fernanda, o ano de 2019 foi crucial para compreender melhor sua própria vida. Longe das câmeras, ela pode voltar a estudar e se dedicar a si mesma.
Estudar me faz compreender que o que aprendo sobre mim e me ajuda muito a entender como agir em relação à cada coisa, em todas as esferas da minha vida”, contou ao Harpeer’s Bazaar.
Ela afirma que agora está de volta ao trabalho. E que o relacionamento com Duda Porto está no meio de sua volta às câmeras. Para Fernanda Souza, a descoberta dessa paixão e o reconhecimento de sua identidade como LGBTQIA+ ocorreu por conta de todo o trabalho de autoconhecimento iniciado há três anos atrás.
Quando meu dia seguinte está menos cheio, vou dormir na casa da Duda. Foi por causa do autoconhecimento que eu entendi o quanto falar sobre esse assunto me faz bem, iluminou completamente a minha relação com a minha família e até me ajudou a acolher a descoberta de um novo amor. O tempo investido em olhar pra dentro traz transformações amorosas e potentes. Quando você se conhece e se ama, você banca quem você é”, disse a atriz.

Clipping Fernanda Souza diz que autoconhecimento ajudou a descobrir amor por Eduarda Porto: ‘Você banca quem é, Hypeness, 29,06/2022

Orgulho Lésbico: o happening político do Ferro's Bar

sábado, 25 de junho de 2022 6 comentários


Sumário

Perfil Míriam Martinho 
Histórico do lançamento do dia do orgulho e apresentação do material deste resgate.
Memória 19/08/83: Panfleto “Pra você que frequenta o Ferro’s”
Memória 19/08/83: texto Democracia também para lésbicas: uma luta no Ferro’s Bar
A Manifestação do Ferro’s em fotos: nota de esclarecimento.
Memória 19/08/83: A Manifestação do Ferro’s em fotos.
Memória 19/08/83: A noite em que as lésbicas invadiram seu próprio bar.
Memória 19/08/83: Panfleto A democracia depende de nós
Memória 19/08/83: Moção nº 248/83, apoio da Câmara Municipal de São Paulo
Rosely Roth - (21/08/59.-28/08/90)
Onde foi parar o Movimento Lésbico Internacional?
O surgimento das teorias de gênero e a homossexualidade virando atração por gêneros
Movimento Lésbico Internacional parou nas teorias de gênero, mas não se deu por vencido.
Onde foi parar o Movimento Lésbico no Brasil (breve histórico).
Lançamento do Dia do Orgulho Lésbico e da Caminhada Lésbica em texto e fotos
2003: Um divisor de águas para pior: as matrioskas da cooptação.
Movimento Lésbico internacional não se deu por vencido. E o do Brasil?

Casal de mulheres ganha presente duplo feito por filha na creche

sexta-feira, 13 de maio de 2022 0 comentários

                              Elis, de 1 ano e doze meses, entregou presente para as duas mães;                                 post com foto chegou a mais de 100 mil curtidas no Twitter

Quem tem filhos que frequentam creche ou escolinha sabe que possivelmente receberá, em alguma data comemorativa, um presente personalizado feito pela criança durante a aula. Nesta sexta (6), foi a vez de a biomédica Tainá Maia e a servidora pública Keite Valença entrarem para esse time: mães de Elis, de 1 ano e 11 meses, elas viram a menininha chegar com duas almofadas, cada uma desenhada para uma das mães.

Juntas há 12 anos, elas vivem o que é chamado dupla maternidade. O casal acredita que falar sobre mães lésbicas e outras configurações de família que não sejam apenas pai e mãe é importante. Por isso, Keite foi ao Twitter celebrar o mimo enviado pela creche. A foto das três conquistou os usuários da rede social: até a publicação desta reportagem, haviam sido 113 mil curtidas e mais de mil compartilhamentos do conteúdo celebrando a imagem.
Ficamos felizes com a repercussão. Falta a discussão de que família não é só pai e mãe, existem várias conformações do que é família", comentou a servidora pública em entrevista para o site Universa.

 Dupla maternidade e o presente de Dia das Mães

As mães, que moram no Rio de Janeiro, se surpreenderam
com o presente entregue pela creche de Elis Imagem: Arquivo pessoal

Keite e Tainá viverão o segundo Dia das Mães com a pequena Elis nos braços. Neste ano, no entanto, o presente das mães foi garantido pela creche: a menina usou carimbos de coração para enfeitar uma almofada com o nome dela e a mensagem "Mamãe, te amo".

A servidora pública diz que antecipadamente já sabiam que a escola era "preocupada com a inclusão e com as particularidades de cada criança". Mas o mimo foi uma surpresa.
Essa consideração da creche nos deixou muito felizes. Lá, eles também fazem o Dia das Famílias e não fazem festinhas de Dia das Mães ou Dia dos Pais, para não ficar uma situação de constrangimento para as crianças que não têm essa configuração familiar com pai e mãe."
Tainá conta que foi buscar a filha na escola e a professora comentou:
Se ela tem duas mamães, tem que levar dois presentes".
Para ela, o episódio é um pequeno movimento em uma extensa luta para o fim do estigma que recai sobre diferentes configurações de família.
Quando começamos a nos relacionar, não era permitido nem casar, que dirá ter dupla maternidade. Hoje, quando o bebê nasce já é possível até colocar o nome das duas mães na certidão. É um avanço, mas ainda temos um caminho longo."
Para Keite, o fato de a foto da família ter recebido tantos elogios no Twitter também indica essa mudança comportamental e novos caminhos na representação de mães lésbicas.
Vi meninas lésbicas dizendo que daqui a uns anos querem isso para elas. É uma representatividade que não tínhamos há 20 anos."

Gestação foi realização de um desejo das duas mães; hoje, Elis tem quase dois anos
Imagem: Arquivo pessoal..

Keite e Tainá contam que estão numa fase de viver "a delícia que é criar um ser humaninho" como Elis.
Sempre quis ser mãe, nos programamos para isso. E nós duas participamos de tudo ativamente, Tainá até conseguiu amamentar nos primeiros meses de vida da nossa filha [é possível fazer tratamento para indução de produção de leite materno]", diz a servidora pública.
Para este domingo, a família terá uma programação agitada: vai visitar avós e bisavós e celebrar a maternidade entre elas.
Queremos dar atenção a todas essas mulheres que ajudaram a nos formar e que, com certeza, já estão ajudando a formar Elis", explica Keite.
Clipping Ela tem duas mamães': casal ganha presente duplo feito por filha na creche, por Nathália Geraldo, Universa, UOL, 07/05/2022

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