A bicampeã de vôlei Fabi Alvim anuncia gravidez de sua mulher

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019 0 comentários

Fabi Alvim anuncia a gravidez da mulher, JuliaImagem: @fabialvim/Instagram

Bicampeã olímpica Fabi anuncia que sua mulher está grávida.

Bicampeã olímpica pela seleção brasileira, Fabi anunciou a gravidez de Julia Silva, sua mulher e gerente de seleções da Confederação Brasileira de Vôlei, nesta quarta-feira (23), em uma postagem em sua conta no Instagram. Em contato com a reportagem do UOL Esporte, a assessoria de imprensa da ex-atleta confirmou que Julia está grávida de 16 semanas. "Nosso sonho se tornando realidade! Obrigada, Julia Silva, por dividir essa missão de formar uma família! Vamos juntas viver intensamente cada cada momento! O amor e respeito é a base de tudo", escreveu Fabi, 38 anos

Jogadoras que atuaram com Fabi na seleção brasileira, como Jaqueline, Fê Garay e a líbero Camila Brait, usaram a imagem para parabenizar a jogadora pelo feito. "Que lindas. Muito feliz por vocês! Vão conhecer o maior amor do mundo inteiro. Parabéns casal", escreveu Camila Brait que foi mãe há pouco tempo. "Parabéns! Deus abençoe a família", disse Jaque. "Lindas. Toda a felicidade do mundo para vocês", completou Fê Garay. Ainda na rede social, Fabi respondeu a um seguidor que ironizou o fato de um casal de duas mulheres esperarem um filho. "Grávida, como? Milagre?", escreveu ele. "Pode ser também. Chame como achar melhor. Muito amor para você", respondeu ela.... - 

Em entrevista ao UOL Esporte publicada em 2017, a então jogadora do Sesc (RJ) admitiu o desejo de ser mãe, embora entrando em poucos detalhes a respeito. "Eu vou ter filho. Vou ser mãe. Isso é mais certo que parar de jogar vôlei. É um desejo", afirmou na ocasião. "Não sei se vou gerar esse filho, mas eu vou ter filho, com certeza. Isso é uma vontade que tenho desde que nasci. Se tem uma coisa que eu sempre soube que iria ser é ser mãe. Mas não sei de que forma vai ser", comentou.... 

À reportagem, falou também sobre seu relacionamento com Julia. "Tenho uma relação hoje, preservo minha relação por uma questão de não querer misturar muito. Vida pessoal é vida pessoal, aqui na quadra é vida profissional. A gente fala muito, é muito invasivo em algumas coisas que eu procuro não misturar. A gente tem que falar das coisas esportivas e pessoais no momento certo", declarou. 

"Mas sou muito bem relacionada há quase quatro anos, sou feliz, (com) uma relação estável, onde eu quero certamente construir e aumentar. Me vejo muito feliz nesse aspecto. É uma coisa que a gente busca: uma parceria, uma pessoa que nos ajude fora de quadra, dentro da quadra. E eu achei". concluiu Fabi. 

Medalhista de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012, Fabi seguiu atuando no vôlei até o meio de 2018, quando fez sua última Superliga. Já longe da seleção, ela se tornou comentarista de vôlei da Globo. Hoje, ela tem feito preparação como triatleta. Colegas de Globo da ex-jogadora também a parabenizaram pela notícia. "Viva. Ainda mais amor para vida de vocês", escreveu Luis Roberto que divide transmissões de vôlei com ela. "Que notícia linda. Parabéns. A vida vai se inundar ainda mais de amor", falou a apresentadora Lizandra Trindade.... 

Fonte: UOL Esportes, Leandro Carneiro, 23/01/2019

A Favorita: Rainha Anne, suas amantes e as questões de Estado

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019 0 comentários

Abigail (Emma Stone), rainha Anne (Olivia Colman) e a duquesa de Marlborough (Rachel Weisz)

Análise: 'A Favorita' revela as tensões entre as razões de Estado e desejo humano
O ótimo 'A Favorita', do grego Yorgos Lanthimos, é um filme sobre os bastidores do poder; longa que estreia nos cinemas brasileiros está na disputa do Oscar 2019 em 10 categorias

A Favorita, de Yorgos Lanthimos, é, no principal, um filme sobre os bastidores do poder. Na Inglaterra do século 18, a rainha Anne (Olivia Colman) reina, mas quem governa é sua “favorita”, Sarah Churchill, a duquesa de Marlborough (Rachel Weisz), um Rasputin de saias que age nas sombras. O equilíbrio do poder é abalado com a chegada de Abigail (Emma Stone), que logo cai nas graças de Sua Majestade e ameaça a posição de Sarah.

Eis aí um enredo folhetinesco e que, dizem, se baseia em fatos reais. Dessa contradança erótico-político das três sai toda a graça de uma obra que, precisa e perfeita na reconstituição de um tempo, jamais lhe é reverente, como às vezes acontece com filmes de época.

Pelo contrário, o grego Lanthimos adentra o espaço íntimo da monarquia britânica com dose brava de senso crítico, sentido humorístico afiado e verve não raro sardônica. Como aquele personagem de Machado de Assis, interpreta a História com “a pena da galhofa e a tinta da melancolia”. 

Há a trama, em que mulheres governam, porém cercadas de homens poderosos. Todo um “sistema” em torno de Anne limita seu poder, em tese absoluto. E esse sistema é regido por homens, intérpretes de um interesse de Estado que transcende caprichos individuais. No entanto, sempre há o desejo humano, que faz com que decisões fluam por caminhos nem sempre racionais. Anne tem uma posição delicada e frágil. Para uma rainha, casada ainda por cima, manter em palácio uma amante, ou duas, pode ser um fator e tanto de desestabilização política.

É mérito de Lanthimos ambientar essas intrigas palacianas num ambiente com tons de fantástico, com angulações inusitadas e lentes que reforçam a estranheza de tudo aquilo. 

Olivia Colman
Mas, claro, nada seria possível sem a excelência do elenco, em especial a presença dessa atriz extraordinária que é Olivia Colman. Não é para qualquer uma interpretar uma rainha todo-poderosa que, no entanto, se revela em sua fragilidade humana. Voluntariosa, muitas vezes sábia, outras frívola, Anne era escrava de um corpo enfermiço, que a sujeitou a inúmeras doenças ao longo de sua vida (1665-1714).

Há algo de soturno na maneira como Anne percorre os labirínticos corredores do palácio em sua cadeira de rodas. E também na maneira como, em meio a futricas, puxadas de tapete, rivalidades e intrigas, tem de se haver com toda uma série de graves decisões a tomar. 

Em meio a questões tão importantes, os males de amor de uma rainha parecem não ter a menor importância. Mas, na escala humana, perder um grande amor equivale a perder uma guerra. Essa costura assimétrica e mal alinhavada entre a intimidade e a política faz o encanto desse filme que disputa o Oscar em 10 categorias.



Fonte: O Estado de S. Paulo, Luiz Zanin Oricchio, 24/01/2019

Dona de restaurante vegano de Araraquara (SP) acusa locador de discriminação

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019 0 comentários

Nathália Mendonça Santos registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher em
Araraquara (SP) 
Foto: Amanda Rocha/A CidadeON

Dona de restaurante acusa locador de homofobia em Araraquara
Boletim de ocorrência foi registrado como injúria e será acompanhado pela Assessoria de Políticas Públicas LGBT da cidade. Nathália Mendonça Santos registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher em Araraquara (SP)

A proprietária de um restaurante vegano de Araraquara (SP) registrou um boletim de ocorrência contra o proprietário do prédio onde seu estabelecimento funcionava, no centro da cidade. Ela diz que teve que sair do local por causa de homofobia.

Segundo Nathália Mendonça dos Santos, de 27 anos, o dono do estabelecimento a teria expulsado na sexta-feira (18) após diversas discussões. Em entrevista ao G1, a empresária disse que o motivo seria um suposto beijo que ela e a namorada teriam dado há alguns dias no local.

O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araraquara como injúria e terá acompanhamento da assessora de políticas públicas LGBT da prefeitura, Filipe Brunelli.

Polícia esteve no prédio, no centro, para averiguar os fatos — Foto: Amanda Rocha/ACidadeOn

Homofobia

Segundo relato de Nathália, o estabelecimento alugado há quatro meses fica na frente da casa dos proprietários e os conflitos começaram no domingo (13), quando o sogro do dono teria visto um beijo entre ela e a namorada.
Ele tem 60 e poucos anos e chamou a atenção dos proprietários do local, falando que não gostou do que tinha visto. Falou que não era certo, uma coisa que não era natural, que não queria que a neta de 9 anos visse”, disse.
Na segunda-feira (14), o proprietário e a esposa marcaram uma reunião com Nathália para pedir para ela não repetisse o comportamento no restaurante. Eles teriam pedido para que, se ela fosse beijar a namorada, o fizesse “no banheiro rapidinho”.
Eu sai do serviço acreditando que foi uma discussão de um caso isolado. Eles sabiam e criaram caso dizendo que não é coisa normal, mas eu sou assim e não vou mudar, posso ir ao local quando eu quiser porque o espaço é meu, eu alugo, pago por mês e posso receber qualquer tipo de pessoa, não são eles que vão definir”, afirmou.
Na quarta-feira (16), Nathália foi ao prédio com outras pessoas depois da meia noite para carregar o celular. Incomodado, o proprietário teria ligado para a mãe da empresária e reclamado que ali não era lugar de namorar.

Na sexta-feira, Nathália disse que tentou conversar com o dono do lugar e pedir que qualquer reclamação fosse reportada a ela. Ao que ele teria estabelecido horários para que ela usasse o espaço.
Ele disse: ‘Não quero você dentro deste local fora do horário das 11h às 14h e das 20h às 23h. Se você está infeliz, saia do espaço. Então eu te peço o local porque isso não é uma coisa normal'”, relatou Nathália.

Segundo o que ela registrou no B.O. minutos depois ele começou a tirar as cadeiras do restaurante alegando que elas não constavam do acordo para locação do imóvel.

Ainda segundo Nathália, a mulher do proprietário teria usado o termo “aberração” e o homem disse para ela tirar as coisas dela do restaurante e a desafiado a provar que eles eram homofóbicos.

Nathália e a namorada teriam recebido ofensas de proprietário do imóvel em Araraquara (SP)
Foto: Amanda Rocha/ACidadeON

Maioria dos clientes do restaurante é de lésbicas e gays

Nathália e a namorada teriam recebido ofensas de proprietário do imóvel em Araraquara (SP)

Segundo Nathália, 90% dos seus clientes são homossexuais e são eles que representam grande parte da renda da família.

O restaurante vegano funcionava em dois horários, pela manhã e a noite e segundo a empresária, vendia em torno de 40 marmitas e 50 lanches por dia.

Além de Nathália, sua mãe e sua tia trabalhavam no lugar e todas tem a renda do restaurante como principal.
É a única renda que a gente tem. Ele tirou a única coisa que eu tinha para sustentar a minha casa”.
Após registrar o B.O. Nathália foi orientada a aguardar uma convocação do Núcleo Especial Criminal (Necrim), órgão especializado da Polícia Civil do Estado de São Paulo que promove a solução de conflitos de interesse decorrentes de crimes de menor potencial ofensivo.

Assessoria LGBT acompanhará o caso

A responsável pela Assessoria de Políticas Públicas LGBT de Araraquara, Filipe Brunelli, afirmou que está acompanhando o caso. Segundo Brunelli, as ofensas e discussões puderam ser ouvidas quando estava em uma ligação com Nathália. O registro da ocorrência também foi incentivado pela assessora.
A assessoria está aqui para isso. Para construir e garantir a cidadania das pessoas LGBT. Nós LGBTs somos muito marginalizados, é tão difícil arrumar um emprego. Aí quando montamos um negócio para podermos sobreviver, acontece isso”, disse.
A empresária e sua namorada serão encaminhadas à defensoria pública onde será designado um advogado que tratará as medidas indenizatórias. O pedido de processo por homofobia também será encaminhado à Justiça.

Empresária apresentou recibo de pagamento de aluguel de restaurante em Araraquara
em nome da mãe.
Proprietário nega preconceito

O G1 tentou entrar em contato com o proprietário do prédio por telefone diversas vezes, mas não obteve sucesso.

Em entrevista gravada ao site A CidadeON, o homem alegou não ser homofóbico e disse que reclamou do barulho que Nathália estaria causando e que ela teria desrespeitado o pedido de silêncio após o horário do expediente.
Eu só reclamei que a gente tem que ter um respeito mútuo porque eu moro nos fundos e ela tem o estabelecimento na frente. Já peguei ela com a namorada, nunca reclamei. O fato que foi a bagunça fora do horário. Se ela quiser namorar pode namorar aqui o quanto quiser, mas não tendo desrespeito com a gente que mora aqui”, afirmou.
Ele disse ainda que Nathália poderia estar inventando falsas acusações contra ele para sair do prédio sem pagar aluguéis que estariam atrasados, mas a empresária apresentou ao G1 recibos que comprovariam o pagamento dos aluguéis.
*Sob supervisão de Fabiana Assis, editora do G1 São Carlos e Araraquara.

Fontes: A CidadeOn (por Amanda Rocha) e G1 São Carlos e Araraquara

Defensoria de João Pessoa (PB) realiza 33 casamentos homoafetivos

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019 0 comentários


Defensoria realiza casamento de 33 casais homoafetivos em João Pessoa


As jovens Emília e Eunice namoram há um ano e vão comemorar o primeiro ano de relacionamento de forma especial: elas fazem parte do grupo formado por 33 casais homossexuais que oficializarão a união no próximo dia 24 de janeiro, no casamento coletivo realizado pela Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) e o Movimento Social de Defesa dos Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo e Mais.

A cerimônia vai ser realizada no Teatro Paulo Pontes (Espaço Cultural José Lins do Rego), a partir das 19h, pelo juiz de paz Romero Feitosa. Entre os noivos, estão casais que residem em João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Conde, Sapé e Guarabira.

O defensor público-geral da Paraíba, Ricardo Barros, explica que além de consolidar direitos civis dos casais homoafetivos, o casamento coletivo promovido pela DPE-PB concretiza o sonho de casais que não têm dinheiro para custear as despesas cartoriais.
Com o casamento civil, esses casais passarão a ter mais garantias no que diz respeito ao direito a herança, previdenciário, alimentos e partilha de bens. Além disso, o casamento representa um sonho para duas pessoas que se amam e é muito gratificante para a DPE fazer parte desse sonho", ressaltou o defensor geral.
A coordenadora da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos, Remédios Mendes, afirma que a Defensoria está atenta as reivindicações dos movimentos sociais:
Sobretudo da população homossexual, que ora tem sofrido ataques e ameaças de retrocesso nos direitos conquistados com luta por gerações", ressaltou. Para a defensora pública, o casamento não só é a garantia dos direitos civis, mas a afirmação de que todos são iguais indistintamente.
Nossa humanidade não pode ser suplantada por preconceitos e discriminação. Somos, além de nossa sexualidade, pessoas, somos humanos e nossa dignidade tem que ser afirmada", completou Remédios.
FORTALECIMENTO - Para a psicóloga e marceneira Emília Danila, de 23 anos, a união civil com a mulher com quem vive há quase um ano representa o fortalecimento do casal. "Nós nos unimos para nos fortalecer. Estamos muito empolgadas e muito gratas pela oportunidade. É muito bacana fazer parte desse ato, que também é político, realizado de forma muito organizada e dividindo esse momento com outros casais. Todo mundo tem se ajudado nesse processo e a Defensoria Pública está de parabéns, nos atendeu muito bem e tratou a todos de forma muito respeitosa", contou Danila.

CONSOLIDAÇÃO DE DIREITOS - Para os representares do Movimento envolvidos na organização do evento, é importante que, "diante da atual conjuntura do país, de ameaças a retirada de direitos e conquistas da população, os casais façam jus a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu em 2014 a união estável entre casais do mesmo sexo".

PARCERIAS – O casamento coletivo homoafetivo tem o apoio do Cartório Azevedo Bastos, que se responsabilizou pela emissão das certidões de casamento sem custos para os noivos, além dos profissionais André Luiz (florista) e Daniel Honório (bolo) e da empresa Mariage Doces Finos, que participarão voluntariamente do evento, assim como as cantoras Renata Arruda e Diana Miranda.

Fonte: Defensoria Pública da Paraíba, 19/01/2019

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