Pastor Everaldo declara que, se eleito, levará ao Congresso Nacional projeto que contestará o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das uniões homoafetivas

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 0 comentários

Pastor Merderaldo contra
 direitos iguais para todos
Em entrevista ao iG e à Rede TV!, candidato do PSC ao Palácio do Planalto destaca que apresentará projeto no Congresso questionando decisão do STF

O candidato do PSC à Presidência, Pastor Everaldo, disse em entrevista promovida pelo iGe pela Rede TV! que, se eleito, levará ao Congresso Nacional um projeto que contestará o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das uniões homoafetivas. A Corte reconheceu o direito ao casamento civil dos homossexuais em 2011.

Everaldo comentou ainda que, ao reconhecer a união homoafetiva, o Supremo Tribunal Federal "se equivocou". "O Supremo é o guardião [da Constituição], eu respeito o nosso Supremo, mas todavia somos homens e mulheres sujeitos a errar. Eleito, farei isso [enviar projeto para rever o reconhecimento da união homoafetiva]", disse à jornalista Amanda Klein (Rede TV!) e ao diretor de Jornalismo do portal iG, Rodrigo de Almeida.

Em relação aos métodos de planejamento familiar, o pastor considerou “que tudo que não seja abortivo”, dentre eles pílula e preservativos, serão incentivados em seu governo A prática do aborto só é admitida pelo candidato do PSC em caso de estupro ou de risco à mãe e ao feto, como prevê a legislação atual.

O presidenciável do PSC também comentou que seu programa de governo vai incentivar a adoção de crianças exclçusivamente por casais heterossexuais e que não terá a mesma disposição sobre o tema com relação aos casais homossexuais.
Sou contra a adoção por casais gays. É um princípio. Acredito que a criança deve ter uma referência de pai e mãe, homem e mullher”.
Em relação ao estado laico, Pastor Everaldo disse que não negará nunca a sua fé, que não quer convencer ninguém de sua religião e que, se eleitos e fosse exigido que tirasse o Pastor do seu nome, faria a mudança sem problemas.

Marina e o voto evangélico

Questionado se a entrada de Marina Silva (PSB) atrapalhou sua campanha ao Palácio do Planalto, Pastor Everaldo minimizou:

“Eu não creio que foi dessa maneira. Eu acho que foi um caso [a morte de Eduardo Campos em meio ao processo eleitoral] acontecido, diferente de todas as eleições. Foi um caso atípico, um momento de comoção e, se nós repararmos, todos os candidatos tiveram um índice momentâneo de redução nos seus índices de campanha. Como eu digo: eleição e mineração, só depois da apuração”.

O candidato minimizou o peso da religião na decisão do eleitor em votar e citou como exemplo que a própria presidente Dilma Rousseff (PT) tem um bom contingente de eleitores evangélicos que a apoiam. Sobre sua agremiação, o PSC, comentou que “nós somos um partido que não é essencialmente evangélico. A metade da bancada não é evangélica no Partido Social Cristão. Tem evangélicos em todos os partidos políticos”.

Pastor Everaldo esquivou-se de declarar apoio a Marina Silva (PSB) caso ela seja confirmada no segundo turno. “Estou trabalhando, estou crendo. Só vou falar alguma coisa depois do resultado. E se eu for para o segundo turno? Como é que eu vou falar que apoio?”, indagou. “Tem muita água para rolar”.

Convidado a elencar críticas a seus adversários, Pastor Everaldo declarou preferir criticar modestamente o governo já que, segundo pesquisas, 70% dos entrevistados quer mudanças.

Sobre o tema da independência do Banco Central que tem colocado em oposição Dilma Aécio e Marina, por exemplo, declarou que “não existe Banco Central independente” e que apoia o modelo de gestão do BC capitaneado pelo e-presidente do órgão, Henrique Meirelles, quee ficou no cargo entre 2003 e 2010.

“Eu tenho um modelo até que eu gosto de citar. O modelo de taxa de câmbio, de taxa de inflação e de taxa de juros pra mim o melhor modelo. Vamos simbolizar: é o período Henrique Meirelles. É o meu padrão. Aquele modelo ali foi bem cuidado o Banco Central, é desse tipo. Teve uma autonomia, mas não independência. Em lugar nenhum do mundo o Banco Central é independente”, comentou.

Fonte: iG São Paulo | 23/09/2014

Na novela Império, Enrico (Joaquim Lopes) manifesta repulsa e raiva pelo pai, ao saber que ele é gay

quarta-feira, 24 de setembro de 2014 0 comentários

Mãe deixa filho transtornado ao dizer que “sempre soube” que
o marido mantinha relações extraconjugais com outro homem

Tratado com timidez na eleição, combate à homofobia é destaque em “Império”

Depois de um período em banho-maria, no qual nada de importante acontecia, “Império” voltou a mostrar qualidades. Exibida nos capítulos de sábado (20) e segunda-feira (22), a grande festa oferecida pela família Medeiros para lançar uma nova coleção de jóias serviu de pretexto para que a trama, finalmente, avançasse em várias direções.

Com habilidade, Aguinaldo Silva fez com que dois temas importantes, tratados até então de forma paralela na história, se cruzassem em cena.

Téo Pereira (Paulo Betti) publicou em seu blog, enquanto ocorria a festa, fotos de Claudio Bolgari (José Mayer) beijando Leonardo (Klebber Toledo). A revelação de que o cerimonialista, casado e pai de dois filhos, é gay detonou uma série de acontecimentos dramáticos.

Claudio foi vítima, ao mesmo tempo, de invasão de privacidade e de homofobia. Primeiro, viu-se objeto de fofocas, piadas e comentários maldosos por parte dos participantes da própria festa que organizou. Na sequência, no momento mais forte do capítulo de segunda-feira, Enrico (Joaquim Lopes) manifestou repulsa e raiva pelo pai, ao ter a confirmação de que ele é gay.

Numa longa cena, de seis minutos, o autor retratou de forma dramática o embate de Enrico com o pai e a mãe, Beatriz (Suzy Rego). Coube a ela explicitar como os dois assuntos – invasão de privacidade e homofobia – se encontravam. “Confessa, você ficou chocada”, disse Enrico à mãe. “Fiquei chocada”, respondeu. “Não pela foto e sim pela maldade do Téo Pereira”.

Beatriz deixa Enrico ainda mais transtornado ao dizer que “sempre soube” que o marido mantinha relações extraconjugais com outro homem. “Isso é nojento”, diz o filho, levando o pai a entrar na discussão.

“Sou homem bastante para enfrentar qualquer um que pensa como o Enrico”, diz Claudio. “Só existe farsa quando se engana os outros. A relação afetiva entre eu e sua mãe só diz respeito a nós dois. Onde é que está a farsa? Quem é que pode dizer que está errado? Só por que não está de acordo com os padrões?”

O discurso do personagem é longo e didático. “Já passou o tempo em que se condenava o que não estava de acordo com o que alguns consideravam o certo”. Claudio procurar fazer um paralelo com outras situações, como o preconceito a respeito de casamentos inter-raciais ou entre pessoas de diferentes classes sociais. “Isso é jogo de poder”, diz o personagem.

A cena se conclui com Enrico questionando a mãe se é mesmo filho dos dois. Beatriz dá um tapa na cara dele e o filho diz: “Vocês dois se merecem”. E sai dizendo que nunca mais voltará àquela casa.

Tema tratado com excesso de cuidados pelos principais candidatos à Presidência, que têm medo de contrariar os eleitores mais conservadores, o combate à homofobia ganhou os holofotes no horário nobre da Globo. Aguinaldo Silva merece todos os créditos por discutir de forma tão clara este assunto importante em “Império”.

Fonte: UOL, por Mauricio Stycer, 23/09/2014

Minissérie "Felizes Para Sempre" terá garota de programa que tem namorada

terça-feira, 23 de setembro de 2014 0 comentários


Paolla Oliveira será prostituta lésbica em ‘Felizes Para Sempre’, que a Globo estreia em janeiro

Remake de "Quem Ama Não Mata" e com estreia definida para o começo de janeiro, "Felizes Para Sempre" segue sendo gravada entre São Paulo e Brasília. E uma das personagens que deve dar o que falar é a de Paolla Oliveira, que, na história, dará vida a Dani Bond, uma acompanhante de luxo que vive um romance lésbico. A atriz surgirá de cabelos curtos na produção. Caberá a Martha Nowill, com carreira conhecida no teatro, interpretar a namorada de Paolla na ficção.

O elenco da minissérie está completamente fechado. Por ordem alfabética: Adriana Esteves, Antonio Saboia, Bel Kovarick (recém-saída de "O Rebu"), Bruno Giordano, Caroline Abras, Cássia Kis Magro, Claudia Alencar, Enrique Diaz, Fafá Rennó, Gero Camilo, João Baldasserini, João Miguel, Maria Fernanda Cândido, Mariana Loureiro, Martha Nowill, Mateus Fagundes, Paolla Oliveira, Perfeito Fortuna, Rodrigo dos Santos, Selma Egrei, Silvia Lourenço e Teca Pereira.

A direção está a cargo de Fernando Meirelles, que conta ainda com a ajuda de Luciano Moura, Paulo Morelli e Rodrigo Meirelles.

Fonte: Mundo da TV, 23/09/2014

Corinthians corre risco de punição similar à pena por racismo caso seja denunciado por homofobia

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 0 comentários


Majestoso do domingo reabre debate sobre punição por homofobia


Corinthians e São Paulo se enfrentaram neste domingo, em Itaquera. Em março deste ano, torcida alvinegra deu início a coro de 'bicha' contra o goleiro Rogério Ceni

Ameaçado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido aos gritos de “bicha” de sua torcida aos goleiros rivais, o Corinthians (ou qualquer outro clube) corre risco de punição similar à pena por racismo caso seja denunciado por homofobia.

Apesar de não haver citação à discriminação por orientação sexual no Código Brasileira de Justiça Desportiva (CBJD), o advogado João Chiminazzo, especialista em Justiça Desportiva, afirma que atos homofóbicos se enquadram no artigo 243-G do CBJD, que prevê pena a qualquer clube envolvido em acusações discriminatórias.
 É preciso que algum agente do mundo do futebol (atleta, treinador, clube, arbitro ou até mesmo procuradoria do SJTD) promova uma denúncia formal. Caso contrário, não há como haver um julgamento – explica Chiminazzo.
Recente réu no STJD por manifestações racistas de sua torcida, o Grêmio foi enquadrado no artigo 243-G por discriminação racial. O mesmo artigo também prevê punição por preconceitos de origem étnica, raça, sexo, cor, idade ou portadora de deficiência.

Segundo Paulo Schimdt, procurador-geral do STJD, o “preconceito por sexo” existente no artigo 243-G sustentaria uma acusação de homofobia. Em princípio, porém, tal citação diz respeito à discriminação por gênero (homem/mulher).
Sexo é genérico ali (no CBJD). Pode ser interpretado de várias formas. Mas nesse momento não estamos pensando nisso (denúncias por homofobia) – diz Schimdt.
Em caso de condenação de um clube enquadrado em tal artigo, há a perda de três pontos (imposição da derrota) na partida cujo ato discriminatório foi registrado. O Grêmio acabou expulso da Copa do Brasil por ser considerado reincidente (condição que dobra o número de pontos perdidos – seis, no caso, o que eliminou o Tricolor Gaúcho das oitavas de final).

As semelhanças de um caso de homofobia para um de racismo na esfera do futebol não vão além do STJD. Como homofobia ainda não é considerada um crime segundo a legislação brasileira, um torcedor flagrado cometendo atos homofóbicos não responderia obrigatoriamente em termos penais.
Por homofobia creio que não (responder legalmente). Mas é possível algum outro tipo de punição previsto no Código Penal, como ofensa à honra, por exemplo – complementa Chiminazzo.
MAJESTOSO: O INÍCIO DA POLÊMICA

A torcida do Corinthians deu início aos gritos de “bicha” contra goleiros rivais justamente em um clássico contra o São Paulo, disputado no último dia 9 de março, no Pacaembu, válido pelo Paulistão. O alvo inicial foi Rogério Ceni, mas a prática acabou se transformando em rotina nas partidas do Timão.

Preocupado com possíveis punições no STJD, o Corinthians emitiu na semana passada um manifesto direcionado aos torcedores, pedindo o fim dos gritos homofóbicos vindos da arquibancada.

Mas as provocações também poderão partir da torcida do São Paulo na Arena Corinthians. Os são-paulinos prepararam uma música ironizando o arquirrival.
Gambá, me diz como se sente, por que gosta de beijar. Ronaldo saiu com dois travecos, o Sheik selinho ele foi dar. Vampeta posou pra G, Dinei desmunhecou, na Fazenda de calcinha ele dançou. Não adianta argumentar, todo mundo já falou que gavião virou beija-flor”.
Fonte:  LanceNet, por Luicas Faraldo, 21/09/2014

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