Pelo direito de criticar o "homossexualismo"

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 3 comentários

Projeto assegura a líder religioso liberdade de criticar homossexualismo


A Câmara analisa o Projeto de Lei 4500/12, do ex-deputado Professor Victório Galli (PMDB-MT), que garante a liberdade de expressão religiosa quanto a questões envolvendo a sexualidade. De acordo com a proposta, os líderes religiosos poderão ensinar a doutrina professada pela sua igreja quanto à sexualidade, de acordo com os textos sagrados.

Victório Galli afirma que o objetivo da medida é assegurar o direito constitucional de livre manifestação do pensamento. O temor é de que o projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/06, que tramita no Senado) possa vir a prejudicar o ensino religioso de que o homossexualismo é pecado. Segundo o autor, se o PLC for aprovado, o líder religioso que ensinar que o homossexualismo é pecado correrá o risco de ser preso.

Victório Galli
“O cerceamento da liberdade de expressão durante a realização dos cultos representaria interferência indevida do poder público na atividade das igrejas, impedindo o pleno funcionamento dessas cerimônias e rituais religiosos, em ostensiva violação do mandamento constitucional”, diz Victório Galli.

Tramitação

A proposta tramita em conjunto com o PL 6314/05, que será votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário.

Íntegra da proposta: 

Reportagem – Oscar Telles
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara Notícias 23/01/2013 (Clique no link da Agência para votar na enquete sobre esse projeto)

Em Vale Tudo, censura vetou falas de lésbicas, mas liberou maconha

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Laís e Cecília, na novela Vale Tudo, sem final feliz

Agora que está para estrear uma nova novela com um casal de mulheres, onde uma delas inclusive se chama Odete Roitman, a vilã da novela Vale Tudo, vale a pena lembrar que, nessa história também havia um casal de lesbianas, um dos primeiros a aparecer na telinha e que, como de praxe na época, acaba separado pela morte de uma das parceiras.

No texto abaixo, do site 180 graus, especula-se se Cecília teria sido morta por pressão da censura. Ao fim dos texto, vídeo com cena das namoradas na novela Vale Tudo.

Teria Cecília (Lala Deheinzelin) sido morta por pressão da censura, como se especulou durante anos?

Além do assassino da vilã Odete Roitman (Beatriz Segall), a novela "Vale Tudo" (1988) deixou alguns outros mistérios a serem resolvidos quando terminou como um sucesso de audiência e de crítica em janeiro de 1989. Um deles é sobre o casal de lésbicas da trama. Teria Cecília (Lala Deheinzelin) sido morta por pressão da censura, como se especulou durante anos?

Durante a pesquisa feita nos arquivos da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) em Brasília, pôde se constatar que os autores Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Básseres estavam falando a verdade quando disseram que a morte de Cecília já estava prevista desde o início da novela.

De acordo com o perfil do personagem enviado aos censores, Cecília tinha "45 anos, bonita, simpática, irmã de Olivério [esse era o nome provisório do personagem Marco Aurélio, interpretado por Reginaldo Faria]. Mora há 15 anos com uma amiga, Fátima [esse era o nome provisório de Laís, vivida por Cristina Prochaska]. As duas têm uma pousada em Búzios e vivem lá. [...] Morre por volta do capítulo 50. Participação especial."

A subtrama pretendia discutir uma questão que ainda não foi totalmente resolvida no Brasil: quem tem direito à herança quando um dos integrantes de uma relação homossexual morre? Na novela, Laís acabou herdando a pousada, embora Marco Aurélio, por pura ganância, quisesse tomar conta da herança que, por lei, lhe era de direito.

Mesmo assim, os censores ficaram de olho no desenvolver da história. Nos arquivos de "Vale Tudo", é possível encontrar diálogos inteiros a respeito do assunto que foram veementemente vetados. Em outro desdobramento da história, especulava-se sobre a homossexualidade de Tiago (Fábio Villa Verde). Ele era filho de Heleninha (Renata Sorrah) com Marco Aurélio e sofria com as pressões do pai machista. O personagem, no entanto, não era gay. Apenas era mais sensível que outros meninos e iniciaria sua vida sexual com sua namorada também virgem.

Em um das cenas vetadas, Cecília e Laís perguntam a Heleninha (Renata Sorrah) se ela aceitaria que se seu filho Tiago fosse homossexual. Categórica, a personagem que se tornou notória por seus porres na novela, responde que só queria que seu filho fosse feliz.

Em outro diálogo, a mesma Heleninha comenta com Ivan (Antonio Fagundes) que não sabe se pode chamar isso [a suposta homossexualidade do filho] de problema. Em ofício do dia 21 de julho de 1988, o diretor da DCDP, Raymundo Eustáquio de Mesquita, justifica o corte da cena.

"A fala da personagem Helena não mostra apenas ‘um desabafo de mãe’, mas apresenta um desvio de comportamento de forma absolutamente natural, isento de problemas, o que sabemos está longe de corresponder à realidade."

Cristina Prochaska, a Laís, conversou com a reportagem sobre o episódio. Segundo ela, as cenas escritas sugeriam que as atrizes demonstrassem intimidade, mas que o clima de autocensura nos bastidores era maior.

"A gente era levada a fazer a cena com sensualidade menos evidente para evitar uma censura maior. Lembro de ter lido cena de beijo na boca, selinho, mas não lembro de ter gravado. O público, no entanto, torcia pela Laís. Diziam que sentiam muito e que o direito da herança era ‘meu’. A Laís conquistou o público porque era uma fofa, não era uma sapatão maluca."

Maconha e cacofonia

O rigor dos censores no corte de cenas era outro dos mistérios de "Vale Tudo". Por exemplo, nos diálogos de Marco Aurélio e de César (Carlos Alberto Riccelli), dois personagens amorais da trama, os autores sempre colocavam a interjeição "porra!" ao início ou ao fim da fala. A censura ia lá e cortava. "Puta", "piranha" e "bicha" também não eram toleradas. A linguagem vulgar tinha a intenção de sublinhar o mau caráter de ambos.

Os autores então, por pura provocação, apelaram para a cacofonia para driblar a tesoura. Não adiantou. Em um dos laudos, os censores exigem corte das falas de Poliana (Pedro Paulo Rangel) em que ele diz: "Pô... Raquel... Pô... Raciocina..."

"Foi a época mais criativa da TV brasileira. Não digo que era uma coisa boa, mas, sob pressão, havia um diálogo permanente com a censura. Do tipo: ‘vamos ver se isso você deixa passar’.", contou o autor Aguinaldo Silva, satisfeito ao saber que pelo menos uma de suas provocações funcionou.

Em uma das cenas da novela, César aparece manipulando um punhado de maconha. Ao fim da cena, seu amigo Olavo (Paulo Reis) diz: "Passa a bola!". A censura não viu problema por não haver close na droga. Aguinaldo Silva explica o porquê da cena: "Ele era michê, estelionatário, ladrão, golpista e não puxava fumo? Colocamos isso para dar mais veracidade ao personagem."

"Vale Tudo" foi a última novela a ser censurada pela DCDP. O órgão foi extinto com a aprovação da Constituição de 1988.

Fonte: 180 graus

Pérola Negra: Ellen Oléria, talentosa e assumida

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 0 comentários

Ellen Oléria
Seguindo a tradição de que praticamente todas as cantoras brasileiras são lésbicas, embora a maioria não se assuma, a brasiliense Ellen Oléria, vencedora do The Voice Brasil, em dezembro último, cantou, encantou e assumiu sua orientação sexual sem neuras nem sustos. Tanto que suas namorada e mãe foram focadas pelas câmeras da Globo, na plateia do programa, em vários momentos.

Ellen, ganhou prêmio  de R$ 500 mil, carro e direito a gravação de um CD pela Universal que, se depender dela, chegará às lojas ainda neste primeiro semestre de 2013.

A cantora cogita incluir no disco algumas das canções que mais entusiasmaram o público ao longo do programa da Globo, como Maria Maria, Taj Mahal e Anunciação, mas, no geral, promete novidades e um CD festivo e cheio de balanço


Como não podia deixar de ser, além do talento, Ellen Oléria chamou a atenção no “The Voice” por ser negra e homossexual assumida. Em entrevista ao O Globo, de sábado último (19/1), comentou sobre o assunto: 

"- Não sei o que acontece que as pessoas gostam tanto de falar da minha negritude, mas acho maravilhoso. Creio que cabem pra mim todos os rótulos que eu escolher carregar. Sou negra, sou lésbica... E espero que eu possa inspirar as pessoas com essa minha maneira de lidar com as coisas, sejam elas negras ou não, lésbicas ou não."

Esperamos que ela realmente inspire outras lesbianas a seguir sua maneira de lidar com essas coisas. Passa da hora de tratar o assunto de forma natural. E (re)vejam abaixo Ellen cantando Anunciação e uma entrevista dela ao Cadão Volpato, em 2011, no programa Metrópolis, bem antes do sucesso no The Voice, onde seu talento já era reconhecido. 


Com informações de O Globo

Índia proíbe homossexuais de recorrer à barriga de aluguel

terça-feira, 22 de janeiro de 2013 0 comentários

Ativistas homossexuais: cada vez mais casais homossexuais ou solteiros
estrangeiros  recorrem a barrigas de aluguel para se tornarem pais na Índia

Nova Délhi - A Índia proibiu os casais homossexuais e os solteiros estrangeiros de recorrerem à barriga de aluguel no país, indicou um comunicado do ministério do Interior, no qual se especifica que os pais adotivos deverão ser "um homem e uma mulher, casados há ao menos dois anos".

O setor das barrigas de aluguel remuneradas está em pleno crescimento na Índia e cada vez mais casais homossexuais ou solteiros estrangeiros recorrem a elas para se tornarem pais.

As novas regras, transmitidas às embaixadas estrangeiras no fim de 2012, estabelecem que os casais de outros países que desejarem recorrer a uma barriga de aluguel na Índia deverão ser "um homem e uma mulher, casados há ao menos dois anos".

A diretiva também informa que o pedido de um visto autoriza a entrada no país dos pais adotivos de um bebê nascido de uma barriga de aluguel na Índia para evitar que estas crianças depois sejam vítimas de um vazio jurídico.

Os casais também precisarão solicitar um visto médico, e não um visto turístico, segundo as novas regras.

Estas mudanças passaram desapercebidas durante os últimos dias de 2012 e acabam de ser publicadas pela imprensa indiana.

Não se sabe o número de mulheres indianas que atuaram como barrigas de aluguel em troca de remuneração, mas, segundo médicos e especialistas, são cada vez mais. Um projeto de lei está em andamento para regular esta atividade.

Algumas pessoas consideram que a falta de legislação neste âmbito favorece uma economia da barriga de aluguel e facilita a exploração das mulheres mais pobres.

Fonte: Exame via AFP

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