Baila Comigo: Dança de Salão para o público LGBT

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 4 comentários

Conheci Giovane Salmeron durante as comemorações do Dia do Orgulho Lésbico (19 de agosto) de 2006, quando ele ministrou uma aula de dança de salão para as participantes do evento, introduzindo-as nos primeiros passos do mambo e do bolero, culminando com um arretado forró. Após uma hora e meia de bailado, todas estavam suadas e exaustas, mas com sorrisos radiantes pela dinâmica e a diversão da atividade.

Em outubro de 2008, Giovane abriu seu próprio espaço em São Paulo onde também desenvolveu o Projeto Duco et Ducitur (do latim “conduzo e sou conduzido”) para o público LGBT. Como ele disse - e eu concordo -, "A Dança, enquanto prática social, nos dá a sensação de pertencimento e estabilidade de que tanto precisamos e merecemos."

Posteriormente, Giovane se mudou para Aracaju (SE), onde reside até hoje e, claro, continua dançando. Clique aqui para acessar sua página no Facebook ou aqui para lhe mandar um e-mail. Esperamos que Giovane retome o projeto que iniciou aqui em Sampa onde quer que permaneça morando.

Ao final da entrevista, a bela dança de duas mulheres no filme Tango (1998), de Carlos Saura, e a apresentação de um casal masculino no International Queer Tango Festival em Berlim (2011).

Míriam Martinho
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UOO:
Giovane, primeiro, um pouco de você, de sua formação. Qual sua idade, sua orientação sexual, sua formação acadêmica como dançarino ou arte-educador, quando começou a dançar...
Giovane Salmeron (GS)Sou paulistano, com família na zona leste da capital, mas há 12 anos vivo na região central da cidade. Nasci em 09 de março de 1978 e tive já as minhas histórias com as meninas, o que me fez amadurecer e completar, neste ano, 12 anos de relacionamento com outro homem, com quem a cada dia vivencio novidades (mas a dança ainda não o tocou...).

Sou Licenciado em Artes Plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Pedagogo pela Universidade Ibirapuera e Especialista em Dança e Consciência Corporal pela FMU/SP. Na Dança, além da Pós-Graduação, me graduei no quinto nível da Royal Academy of Dancing of London – Ballet Clássico, por meio do Estúdio de Dança Marina Lambertti, na região do aeroporto de Congonhas. Na época, eu tinha 21 anos e, assistindo a um vídeo de Cats (o musical da Broadway) eu senti que, mesmo vindo de uma família que não valorizava a Dança, eu seria capaz de dançar e fui à luta.

O problema era conseguir uma bolsa de estudos, então, com as páginas amarelas na mão, fui entrando em contato com várias academias até que a Marina me aceitou. Sou muito grato à ela por essa atitude e por me incentivar a iniciar uma turma na época da Dança de Salão.

Com relação à formação em Danças Sociais, entre workshops, vídeos e eventos, tomei aulas na academia de Andrey Udiloff em Pinheiros (a quem sou muito grato apesar de os nossos projetos serem diferenciados) e no estúdio da Stella Aguiar (que além da gratidão foi e tem sido uma ótima parceira de trabalho). Quando do auge do Tango, tive aulas com Graziella (professora das domingueiras de Tango do Café Piu-Piu) e, claro, com muitos outros professores e estúdios em Buenos Aires.

Atualmente, sou professor de Danças Sociais particular, atendo grupos em domicílio, ministro aulas no Núcleo Criativo e atuo como Personal Dancer em São Paulo, interior, Rio de Janeiro e Buenos Aires.

UOO:  E qual sua trajetória na área de dança e mais especificamente da dança de salão? Que projetos já realizou?
GS: 
Na Dança de Salão, iniciei numa academia de Fitness, na rua Augusta, em São Paulo, que em muito me auxiliou no início da carreira, trabalhando posteriormente com grupos particulares na ECA/USP, Academia Movimento & Dança na Vila Buarque, Interlagos, UNIB (realizei em 2007 o 1º Retiro de Dança e Consciência Corporal que terá sua segunda edição em 2009), SESC Paulista, SESC Consolação (ambos em parceria com Stella Aguiar), Pricewaterhouse & Coopers (também numa parceria com Stella) e, agora, além dos particulares, tenho me dedicado ao meu Projeto mais antigo e atual, o Núcleo Criativo, no qual desenvolvo minhas pesquisas sobre condução e dança entre parceiros de mesmo sexo.

UOO:  Como você situa a dança de salão hoje em termos de gosto popular: abrange todas as faixas etárias ou é uma atividade mais dos apreciadores dos ritmos clássicos (forró, samba, bolero...)?
GS: As Danças Sociais, sob minha perspectiva, estão hoje divididas, basicamente, entre dois públicos: os jovens, que se apropriam da dança como linguagem e buscam uma virtuose técnica, competitiva, em que imperam os modismos (Forró Universitário, Salsa, Zouk e mais atualmente o Tango Eletrônico), e os adultos, de meia idade ou que passam pela melhor idade que, consideram a dança momento apropriado para a troca de idéias, para vivências saudosistas, seguindo a etiqueta e um código social mais tradicional.

De certa maneira, antes de lidarmos com a diversidade sexual, é preciso compreender que, a Dança de Salão, enquanto prática social, ainda é incipiente no Brasil e que, estamos agora, colhendo os frutos de 20 anos atrás, quando a Lambada incitou milhares à prática da Dança à dois e o interesse pelo aprendizado técnico.

Hoje, o panorama que se apresenta, reserva aos jovens uma performance por vezes exagerada, em detrimento da etiqueta, das regras sociais por eles consideradas antiquadas e aos adultos, mais tradicionalistas, o fardo do satirizado “Baile da Saudade”, onde se saúdam aos clássicos, em especial o Bolero, o Fox-Trot e a Valsa.

UOO:  Em outras atividades que mexem com o corpo, há necessidade de um certo condicionamento físico prévio. Você faz esse condicionamento em suas aulas? Pessoas de todas as idades podem dançar?
GS: O que costumo fazer, quando o grupo corresponde ao estímulo, é um aquecimento, acompanhado por uma música de prática, dentro da temática da aula, tratando de aquecer as articulações, alongar a musculatura e relaxar os pontos de tensão mais evidentes para favorecer a sintonia com a atividade. Costumo dizer que se deixa o mundo lá fora, desliga-se os celulares para curtir aquela única hora da semana que é só sua e de mais ninguém.

Quanto à faixa etária, não há limites. Quando recebo um novo aluno, trato de perguntar se há algum impedimento físico que limite a atividade ou se há uma predisposição à labirintite, o que limita os giros a serem realizados. No mais, tenho uma regra, sempre superestimar os meus alunos. Claro. Faço sempre mais do que eles acham que podem e utilizo informações rítmicas, visuais e sensoriais para auxiliá-los em sua superação.

UOO: Quantas aulas em média são necessárias para fazer bonito na pista? Qual o ritmo mais fácil e o mais difícil de aprender?
GS: No geral, com aproximadamente 03 meses de aulas ininterruptas, uma vez por semana, já estimulo os alunos à sair para dançar, em grupo. Com 06 meses, a base está firme e surgem as figuras intermediárias. Seguramente, após 01 ano assíduo de aulas, a segurança e a criatividade tornam-se prazer na dança.

Quanto à questão rítmica, as modalidades mais fáceis, ao contrário do que acreditam os aprendizes, são aquelas mais rápidas e frenéticas, recheadas de giros, como o forró, rock, e o soltinho, onde há mais possibilidade de improviso. Já o bolero, a rumba e o tango, por ter uma marcação mais definida, exigem mais paciência e concentração dos alunos. Quanto mais lenta a música, aumenta o desafio de manter-se em sintonia com o parceiro.

UOO: Quando decidiu iniciar um trabalho específico de dança de salão com a população LGBT?
GS:
 Quando em viagem a Buenos Aires, fui convidado à dançar por um senhor que ao final me apresentou a esposa. Neste momento pude perceber que, focalizando em novos objetivos que não a sedução, a busca de um parceiro sexual, a dança pode ser objeto de prazer entre duas pessoas de mesmo sexo. Iniciei então uma pesquisa e participei do 1º Festival Internacional de Tango Queer de Buenos Aires, em 2007, quando então pude perceber que o mundo está aberto à esta novidade, principalmente a Europa e América do Norte.

UOO: Existe uma diferença na abordagem da dança de salão para os casais homo e hétero?
GS: Sim. Em primeiro lugar, a questão social da condução. Homens são condutores naturalmente aceitos e mulheres, como na sociedade, devem ser conduzidas, orientadas.

Quando surge um casal homo, em primeiro lugar é preciso definir se há um condutor e um conduzido ou se ambos farão os dois papéis. Acho mais interessante a segunda opção, o que torna o trabalho mais demorado e instigante, uma vez que, a cada novo movimento, ambos terão de aprender as duas possibilidades condutivas.

UOO: Fale um pouco de seu Projeto Duco et Ducitur (do latim “conduzo e sou conduzido”), de como surgiu, de seu objetivo.
GS: Surgiu durante a elaboração do Projeto de Especialização em Dança e Consciência Corporal da FMU/SP, quando observei e pontuei práticas sociais de dança em São Paulo e Buenos Aires. Então, percebi a necessidade de ensinar aos casais homo a linguagem social da dança.

Outras iniciativas surgiram por parte de outros profissionais, mas creio que os problemas e o êxito desta atividade está na integração dos casais depois do aprendizado. Eles participam das aulas assiduamente, mas na hora de dançar de fato, em locais apropriados, não se sentem aceitos, impelidos, apoiados.

Por exemplo, um puxão de orelha nas meninas que freqüentam o Café Vermont Itaim: há nessa casa uma das pistas mais aconchegantes que já vi. Durante a apresentação das bandas, com hits dançantes, a pista fica vazia. Apenas quando o DJ executa a seleção eletrônica é que a pista ferve. Por que motivo? Desta maneira, vamos sedimentando a idéia de que gay só curte Tecno, Bate-estaca, o que não é verdade.

Quando observamos os rapazes que freqüentam o ABC Bailão, percebemos que, sob o pretexto da música eletrônica, muitos deles se deixam embalar pela dança a dois durante as seleções de Forró, Bolero, Vanerão, Rock e Samba, oferecidas pela casa.

O Projeto Duco et Ducitur, vem possibilitar não apenas uma revisão metodológica do ensino da dança, mas a prática em locais reconhecidos, por meio da inserção destes casais nos espaços tradicionalmente direcionados à dança de salão, ensinando a linguagem corporal da dança contextualizada aos espaços onde ela de fato acontece.

UOO: Em outubro deste ano (2008), você inaugurou seu espaço de trabalho Núcleo Criativo Giovane Salmeron em São Paulo. Qual a proposta desse espaço, além da promoção da dança de salão naturalmente?
GS: 
Oferecer a possibilidade de aprendizado das Danças Sociais sob a perspectiva da Diversidade, ensinando homens e mulheres ambos os papéis condutivos na Dança, estimulando a troca de papéis e o desenvolvimento de novas movimentações baseadas naquelas já tradicionais. Além disso, realizar encontros, workshops, práticas e claro, propiciar a sociabilização dos alunos.

UOO: Além do trabalho no Núcleo Criativo, que outros projetos você vem desenvolvendo e que pretende encaminhar em 2009?
GS: 
Como disse, sou Personal Dancer (profissional contratado para dançar com aqueles que não possuem um par fixo ou querem treinar a linguagem da dança) e à cada dia tenho ampliada a minha gama de clientes e destinos, entre eles Rio de Janeiro, Vitória, Buenos Aires, Capital e interior, além de eventos e navios temáticos voltados ao público dançante. Ainda que apenas 01 deles seja homem, espero que outros parceiros surjam durante a minha trajetória.

Em 2009, pretendo oferecer no Núcleo Criativo, workshops, espaços para discussão sobre diversidade, dança e sociedade, projeção de filmes temáticos, debates e claro, muita prática de dança. Além disso, organizar o 2º Retiro de Dança e Consciência Corporal, repetindo o sucesso da primeira edição em 2007.

Além disso, à cada dia estimular mais e mais casais homoafetivos a desenvolver a técnica e o prazer pela dança a dois ou a duas.

UOO: Você declarou em artigo que os casais de mesmo sexo já vem sendo aceitos com mais naturalidade em espaços de dança de salão convencionais. Poderia citar alguns deles não só em São Paulo como em outras cidades?

GS: 
Naturalidade é a palavra que utilizei por fazer parte do grupo e ter muita firmeza em impor a minha presença nestes locais. Está claro que, em todos eles, no primeiro momento, há um impacto (muito mais freqüente quando dançam dois homens juntos), mas que, como costumo dizer, dura 05 minutos ou duas músicas (é o tempo que leva para aqueles que estavam no bar ou no banheiro retornar e reiniciar a discussão).

Em São Paulo, locais como as domingueiras do Clube Homs, organizadas pela figura simpática de Nayah, o Havana Club, o Café Vermont Itaim, o ABC Bailão, o União Fraterna, são locais onde já estive e claro, guardadas as proporções, superei os 05 minutos.

É difícil, não vou ocultar a verdade. Numa dessas casas, a mais badalada, onerosa e requintada, tentaram nos fazer parar e sair. Conversando com superiores, fomos convidados a permanecer e, infelizmente, a gerência da casa foi substituída. Utilizei-me, em email de agradecimento à Gerência Geral do estabelecimento, da lei Nº 10.948, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2001 e por fim o funcionário foi demitido. Não era a minha intenção, mas de fato, não busco tolerância, busco respeito. Se tiver de ser assim, assim será.

UOO: Você conhece outros trabalhos análogos ao seu em outras cidades brasileiras que pudéssemos indicar?
GS: 
Sei que no nordeste, em especial Bahia, há muitos pesquisadores envolvidos com questões afins, mas não há ainda uma proposta que una pesquisa e metodologia numa única empreitada. Em São Paulo, há academias que se propõe à receber casais homossexuais em condições especiais, porém há sempre a questão de onde dançar depois do aprendizado.

A minha busca não está apenas no ensino, está na contextualização. Nós somos o “novo”, a “novidade” há muito tempo. Agora é hora de sermos apenas parte da realidade. Dentre os objetivos do Projeto Duco et Ducitur, estão as ações educativas direcionadas aos estabelecimentos voltados às Danças Sociais, para a recepção de casais homoafetivos e troca de papéis condutivos. Planejo para 2009 a distribuição de uma cartilha que versará sobre etiqueta na dança e respeito às paridades diferenciadas.

Quanto às iniciativas voltadas ao público LGBT, cito o Festival Internacional de Tango Queer, que acontece em Buenos Aires durante o segundo semestre (entre novembro e dezembro), que teve a sua segunda edição entre 01 e 07 de dezembro de 2008 e tem gerado uma série de outras ações não apenas na Capital Argentina, mas na Suécia, Austrália, Japão, Canadá, Reino Unido, Holanda e Estados Unidos. No Brasil, (ainda) não há repercussão, devido à resistência dos latino americanos a aderirem ao movimento. Na edição de 2007, apenas 01 latino americano (eu) figurava entre europeus, canadenses, japoneses e americanos.

UOO: Por fim, Giovane, deixe uma mensagem para nossas leitoras e leitores. E muito obrigada pela entrevista.
GS: 
Como mensagem, tenho em mente a imagem do encontro realizado junto a Um Outro Olhar no prédio da Ação Educativa, na Consolação, em 19 de agosto de 2006, quando mulheres de muitas cores, muitos anseios e muitos amores se reuniram para dançar, para extravasar, para viver. Espero encontrá-las em breve, para o despertar de novas possibilidades, de novos desafios e descobertas.

A Dança, enquanto prática social, nos dá a sensação de pertencimento e estabilidade de que tanto precisamos e merecemos.Pense nisso! Dançar não é o bastante. Tolerar não é o bastante. Amar o próximo, talvez o seja. Um forte abraço!



Cai proposição 8 que impedia casamentos LGBT na Califórnia

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 0 comentários

Diane Olson, à esquerda, e Robin Tyler, à direita, são um dos casais
que entrou com apelação para derrubar a Proposição 8/AP photo
A famigerada proposição 8 que barrou os casamentos LGBT na Califórnia (EUA), em novembro de 2008, por meio de plebiscito (52% dos californianos a aprovaram), cinco meses após a Suprema Corte do estado ter legalizado as uniões entre pessoas do mesmo sexo, foi considerada inconstitucional por uma corte federal de apelação ontem, dia 07/02/12. Não se sabe, contudo, quando os casamentos serão retomados no estado, pois ainda pode haver outras disputas legais.

Para os casais LGBT que entraram com a apelação, embora a Constituição americana permita que os cidadãos criem leis que considerem desejáveis, torna-se imprescindível no mínimo mostrar uma razão legítima para a elaboração de um projeto que tenta tratar pessoas de forma diferenciada perante a lei. Segundo eles, a proposição nem deveria ter sido encaminhada.

Cerca de 18.000 casais LGBT já tinham casado oficialmente no intervalo entre a aprovação do casamento e sua suspensão pela chamada proposição 8. Como a retomada efetiva dos casamentos não parece estar num horizonte próximo, já há grupos de ativistas planejando iniciar coleta de assinaturas para novo plebiscito, em novembro, desta feita para repelir de vez a infame Proposição 8, agora combalida mas ainda não nocauteada.

Com informações da NBCNews

A Sexualidade dos Signos

1 comentários

Autor(a): Miriam Julie

As características abaixo valem também para o signo ascendente

ÁRIES
21/03 a 20/04
A mulher de Áries encara o sexo como qualquer outra coisa que ela faz na vida: de forma prazerosa, impulsiva e com total envolvimento. Ela dá tudo o que tem e toma tudo que pode conseguir em troca. É aberta a qualquer coisa, mas não pergunta pelo amanhã: a exclusividade sexual não é o seu forte. A Ariana é excepcionalmente apaixonada, sensual e sexual. Romântica, erótica e vaidosa, ela precisa sentir uma enorme segurança com relação a sua parceira sexual. Quando se sente insegura é ciumenta e possessiva. Quando se sente segura, é tão leal quanto qualquer signo estável, embora continue a ser tempestuosamente imprevisível.
   O segredo sexual da mulher de Áries é que, embora ela goste de ser – e com freqüência seja – dominadora, secretamente espera uma parceira que aprecie e com quem flua a sexualidade realçada pelas mudanças dos extremos da dominação à passividade, um erotismo excepcionalmente vivo e uma necessidade igualmente forte de estimulação mental para acompanhar e incrementar a mudança física. A energia sexual pode ser positiva ou negativa. A Ariana flui com dinamismo,vibração e intensidade, mas quando bloqueada fica dura, arrogante, impaciente, com raiva e finalmente doente. A raiva, o medo e a culpa reprimidos anestesiam a capacidade feminina para o prazer.

TOURO
21/04 a 20/05
   A mulher de Touro é um ser muito sexual. Pode parecer muito plácida e composta externamente, mas por dentro os ritmos da terra batem forte. Sua natureza sensual supera-se na cama. Ela transforma o ato do amor em uma arte. Jamais faça amor com uma taurina a menos que haja bastante tempo disponível para expressar seu repertório. Apenas beijá-la pode levar algumas pessoas ao orgasmo. Seu toque, ao mesmo tempo amável e terno, excita e acaricia. Se deixar cair as máscaras e as inibições, é capaz de vibrar alto. Quando está com a libido desperta, é insaciável. Entretanto, deseja expressão mútua e não vai se contentar em ficar na expectativa.
   A sexualidade é uma parte importante da vida da Mulher de Touro. Ela se esforça para manter um certo decoro em publico, mas é muito consciente de seus impulsos sexuais e não sente vergonha deles. Com freqüência eles estão associados às suas emoções e para ela é realmente difícil fazer sexo e não se apaixonar. A taurina não busca na cama um jogo de poder. Sua natureza sexual pode ser caracterizada como geralmente direta e não complicada. Ela é levada pelo desejo animal saudável. Deseja o sexo porque ele a faz sentir-se bem e é natural.

GÊMEOS
21/05 a 20/06
    Para compreender a sexualidade da mulher de Gêmeos, deve-se primeiro compreender o trabalho da sua mente. É tão labiríntica quanto o circuito de um computador. É tão ligada à sua complexa natureza interna que parece inseparável da estrutura total de sua vida. Ela é na verdade muito sexual, de uma maneira singular e misteriosa.
   Há vários planos para se compreender a complexidade da geminiana, pois ela carrega consigo a busca de sua outra metade. Nesta busca ela passa de amante a amante na esperança de encontrar a ilusória companheira perfeita, aquele “alguém” que pode satisfazer suas fortes necessidades internas de identidade e integralidade. Para a geminiana, a realização sexual só vem com a satisfação mental. Ela está mais interessada no QI do que nos genitais. Ela precisa respeitar o intelecto, caso contrário não conseguirá se satisfazer.
   Ela tende a ser nervosa, inquieta e extremamente sensível. O vínculo estreito entre sua sexualidade e o seu intelecto cria uma tendência sexual quase neurótica. Sua busca por uma amante ideal é também a procura por uma companhia intelectual, a metade perdida de si. Apesar de suas constantes conversas,das muitas pessoas que atrai para si e de seus freqüentes e trágicos casos de amor,ela passa a maior parte da sua vida sentindo-se solitária. Procura a companheira perfeita, o par intelectual e emocional que vai salva-la da solidão. Tenta conseguir a libertação emocional de todo o seu ser, não somente a estimulação da sua anatomia sexual.

CÂNCER
21/06 a 22/07
    O segredo mais intrigante da mulher de Câncer é que ela é muito mais dominante do que parece. Sua fachada modesta esconde uma tigresa com um repertório sólido e repetitivo. Ela não gosta de ser pressionada, adora ser mimada, elogiada, aconchegada e cortejada, mas quando assume as rédeas, é a sua companheira que tem de capitular. A canceriana tende a manter sua intensa sexualidade dissimulada.
     Não a exibe, emite-a sutilmente pelo ar. A mulher de Câncer especializa-se em sexo com amor e prefere o dinheiro sólido como a base do edifício do amor. Uma transa rápida ou a aventura de uma noite não são o seu estilo. O tipo de sensualidade intensa da canceriana precisa ser despertado, alimentado e fertilizado pela ternura e depois levado a florescer pela paixão. Pode ser necessária uma série de mulheres para despertá-la, e elas precisam entender que a donzela, tímida e delicada precisa ser pouco a pouco introduzida a sua potente libido.
   A palavra-chave para entender a sexualidade de Câncer é conflito. Ela freqüentemente experimenta o conflito entre seu lado doméstico que busca a segurança, que é apoiado pela sociedade e por sua educação, e sua sensualidade e sexualidade livres e libidinosas. Para a canceriana, a rendição sexual que leva ao êxtase mútuo deve se originar do seu amor por si mesma, por seu próprio corpo e por sua natureza feminina.

LEÃO
23/07 a 22/08
   A mulher de Leão está pronta a ser uma sedutora precoce, uma Lolita com muito mais poder sexual do que ela própria consegue lidar. Sua sexualidade quase nunca floresce inteiramente até bem depois dos vinte anos. Ela pode atuar de maneira muito sexual, mas não sentir com profundidade. Gosta de ser envolvida, mas pode gostar mais ainda de ser admirada, desejada e elogiada. Em geral é boa, porém egoísta; sensível, porém preguiçosa. É contraditória: pode não gostar da vulgaridade, mas sentir-se atraída por mulheres que a obriguem a por de lado suas inibições. A mulher de Leão sente-se à vontade com o sexo e deseja-o combinando com os recursos que o dinheiro pode proporcionar.
   A leonina tende a se apaixonar muitas vezes e amar raramente. Quando decide amar, sua decisão é quase sempre racional e determinada. Entretanto, uma vez feita a escolha, tende a ser leal e obstinada em relação a ela. A mulher de Leão tende a dramatizar tudo e a ser impulsiva. Um dia pode encarar a mulher por quem está apaixonada como perfeita. No dia seguinte, pode decepcionar-se completamente, enxergando-a sob nova luz estimulada pelas frustradas expectativas românticas.
   Em geral, a leonina deseja simplesmente brincar, tocar, abraçar, lamber e experimentar os dois corpos interligados e considera essas preliminares tão excitantes quanto o ato sexual em si. Quando os primeiros movimentos sexuais são realizados e ela se sente segura, tem o potencial para ser excitantemente apaixonada . Pode se surpreender diante da intensidade da sua expressão sexual.

VIRGEM
23/08 a 22/09
   A Mulher de Virgem aprendeu bem demais nossas mensagens culturais sobre sexo. Tende a desenvolver eficiência técnica antes de desenvolver uma alma sexual. Está pronta para ser disciplinada, forte e esclarecida, mas com freqüência é reprimida. Raramente é fácil para ela superar a culpa sexual ou o medo de ser inadequada. Entretanto, a verdade é que, quando Virgem se livrar dos tabus compulsivos, será uma mulher generosa, profundamente leal excitante, com gostos refinados. Liberada, ela tem uma aura sexual potente, um encanto e um frescor cintilantes, um corpo incansável. Quando quer ser sedutora é irresistível. Tem o ar de uma dama séria que promete se transformar em uma deliciosa amante libidinosa.
   As palavras-chave para entender a sexualidade da mulher de Virgem são sofisticação técnica e vínculo emocional . Ela gosta de aperfeiçoar suas habilidades. Tem uma abordagem sistemática e uma mente disciplinada que aplica a todas as tarefas. A virginiana apaixonada é um ser bonito, disciplinado, porém emocional. Tem a fé para sustentá-la e o pragmatismo suficiente para sobreviver. É equilibrada. Tende a ser uma doadora, mas quando está apaixonada, sua receptividade também emerge com plena força. Pode experimentar uma expansão sexual gloriosa e se enxergar como mais feminina que nunca.

LIBRA
23/09 a 22/10
   Parece natural que uma mulher sensual e feminina como Libra goste de sexo; é verdade que os sons,os cheiros e os rituais da interação sexual são prazerosos para ela. Mas as preliminares verbais do jogo erótico são essenciais para excitá-la. Ela também é estimulada por um jantar romântico, fantasias eróticas e sexuais. Para se ligar sexualmente, a libriana precisa ser excitada por meio de palavras, carícias, abraços e um ambiente confortável, se não luxuoso. Ela deseja uma parceira sexual ágil, agressiva, alerta e que impressione os outros, que tome a iniciativa e também acompanhe sua criatividade. A companheira desejável deve ter uma vida animada de fantasias eróticas, o dom da conversa e técnicas soberbas que se igualem às dela.
   Libra gosta de ser conquistada, elegantemente galanteada e amada como uma Lady. Gosta de ser persuadida a ir para a cama, pois é em parte uma virgem relutante. Gosta de provocar, pois é sedutora. É uma deusa do amor e da beleza. A libriana cuida da mulher da sua vida, embora não saiba ao certo até onde ir. Reluta em se entregar totalmente, pois em sua mente há sempre um certo medo da dependência. Quer ser mimada e idolatrada. Às vezes deseja o controle absoluto da situação. Teme renunciar a este controle e ser dominada pela paixão. Sente um medo profundo e oculto de sr engolfada pela parceira, embora quase sempre ela própria não tenha consciência desse medo. Abrir-se por inteiro a alguém sexualmente significa correr o risco de ficar emocionalmente vulnerável. E ela teme perder sua identidade.

ESCORPIÃO
23/10 a 21/11
   A mulher de Escorpião é uma sedutora com um corpo quente e uma mente fria. Sua mágica comunica a promessa de excitação imediata e permanente, de sexo profundo e muito significativo. Ela pode não ser uma beleza tradicional, mas as vibrações potentes que irradia transmitem dramaticidade, estatura e mistério.A escorpiana intensifica e polariza tudo em sua vida, incluindo o sexo. Sua potência sexual pode ser resumida ou reprimida sob determinadas circunstancias ou liberada em uma sensualidade explosiva e luxuriante.
   Ouvimos falar bem mais de seu apetite insaciável do que de seus problemas sexuais. Mas o fato é que ela pode levar suas inibições sexuais a um extremo. Sofre de uma insegurança oculta e profundamente arraigada, uma necessidade periódica de abstenção sexual, e uma obsessão fundamental com a “purificação”, que pode conduzi-la à masturbação ou à assexualidade. 
   É uma amante exigente, vigorosa e – vamos enfrentar isso – difícil de satisfazer. É febrilmente excitada, emocional, egoísta, mas muito leal, e mais sensível do que poderíamos suspeitar. Quando a mulher de Escorpião se excita, dificilmente vai querer parar. É como se abrigasse uma eterna chama que a mantém acesa e pronta. E quanto mais excitada ela estiver, mais desinibida e dominante se torna.

SAGITÁRIO
22/11 a 21/12
   A Mulher de Sagitário não é tímida e vai anunciar aos quatro ventos sua sexualidade. Sua movimentação perpétua deriva da necessidade de constante estímulo. Ela raramente se permite apaixonar-se, preferindo liberdade para seguir os ditames do seu olhar errante. A sagitariana tende a ser direta, não vai provocar sua amante com jogos de “afaste-se, chegue mais perto”. Seu interesse sexual freqüentemente é despertado primeiro.      
   Não há necessidade de ir atrás dela, ela sabe quem ela quer e seus sinais são claros. Na verdade, na maioria das vezes ela vai simplesmente lhe dizer. Aprecia o mesmo tipo de atitude direta em sua amante e fazer amor com ela em geral envolve muita conversa erótica. Ela vai preferir que você exponha seus desejos do que tentar ficar imaginando o que você quer. Em troca, vai lhe dizer o que exatamente ela gosta.
    Apesar de todo seu jeito direto e sua energia, ela não deseja grosserias. Considera o sexo uma união de iguais, considera o ato de amor a forma mais elevada de arte. Adora o corpo de sua amada como uma criação gloriosa, e a dignidade do seu amor próprio transforma ambas em deusas. A amante de uma sagitariana é uma pessoa realmente muito afortunada.

CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01
    A Mulher de Capricórnio em geral é subavaliada sexualmente porque nem todo mundo é astuto o bastante para penetrar em seu comportamento frio e detectar seu âmago delicioso. A capricorniana só floresce totalmente na ocasião certa. E leva tempo para se decidir. Pode ser uma femme fatale com a sabedoria de uma velha senhora e a graça e a ingenuidade de uma jovem inexperiente. É exigente; pode ser ardente ou fria, mas, quando se apaixona, é para valer. O caso do objeto imóvel encontrando uma força irresistível descreve bem a paixão da mulher de Capricórnio. Muitas capricornianas são jovens beldades que esperam se tornar eternas sedutoras. Outras, no entanto, se recusam a cuidar do corpo, engordam e envelhecem prematuramente, negando assim a plena realização do seu potencial sexual.
    Sua sexualidade é uma força de ligação profunda, sólida e intensa. Em geral, acha que o amor e o sexo andam juntos e foram feitos para durar a vida toda. Raramente vai discutir detalhes, mas continua sempre buscando a melhor combinação romântica e financeira. Pode manter segredo de seus anseios sexuais e também ser bastante discreta sobre sua busca de amor. A sexualidade dela precisa ser nutrida por muitas demonstrações de romance, paixão, interesse e cortesia à moda antiga. Tem um medo quase fóbico de depender de alguém. Por isso, quanto mais apaixonada está, mais indiferente pode tentar parecer.

AQUÁRIO
20/01 a 18/02
    Devido ao seu senso de curiosidade inata e suas atitudes experimentais, a mulher de Aquário tem uma propensão para explorar todos os caminhos da diversão, da realização e do esclarecimento sexual. Ela provavelmente será mais feliz quando a sua vida sexual for uma combinação do tradicional e do futurista. Ela acredita que o cérebo é o órgão sexual mais potente do corpo humano. Vai usar o seu criativamente, se não de modo calculado, para despertar excitações e fantasias ocultas na amante.Por isso, às vezes é mais uma espectadora ou provocadora nas ligações sexuais do que uma participante do mesmo nível. Anseia por aprovação em tudo, e o sexo não é exceção. Se tiver um orgasmo completo, exaustivo e frenético de sua amante, acha que conseguiu o que esperava.
   Suas atitudes controladas com relação à vida justapõem-se a sua necessidade apaixonada de experimentação. Está disposta a participar de experiências sexuais socialmente anormais, mas insiste em que só participará até os limites que ela estabeleceu para si. Em geral promete mais do que dá. A aquariana tem uma profunda necessidade de se apaixonar totalmente por uma pessoa, ficar perdida de amor e plena de abandono sexual. Na teoria,como ocorre em muitos aspectos da sua vida, é uma amante sincera. Na prática, no entanto, está determinada a não deixar a paixão atingir um ponto avassalador.

PEIXES
19/02 a 20/03
    Como seu signo, a sexualidade de Peixes tem dois aspectos. Quando inexperiente, é uma flor delicada cujo perfume atrai pessoas inadequadas. Quando experiente, é uma artista do amor, seletiva e confiante. A mulher de Peixes madura é uma amante sensível, sensual e em geral criativa no controle de seu corpo, capaz de satisfazer tão facilmente a sua parceira quanto satisfaz a si mesma. Pode ser sexualmente liberada ou antiquada e casta. Realiza as fantasias de sua amante e reflete seus humores. Acredita na possibilidade da experiência do amor total e no sexo como uma troca de êxtases. Para a pisciana, é especialmente importante escolher uma amante ou companheira que a complemente e traga à tona sua natureza mais elevada, pois, se não tomar cuidado, pode ser humilhada e diminuída durante suas uniões sexuais. Tem fortes tendências masoquistas e é insegura.

    É tão intimamente ligada aos humores e necessidades de sua parceira que muitas vezes os confunde com os seus próprios. Para ela, a combinação entre amor total e sexo é uma necessidade premente. Sua luta interna cria uma espiral – quer ascendente, rumo às experiências de clímax no sexo com amor, quer descendente, rumo às profundezas do sadomasoquismo, da exploração, das drogas ou da autonegação. A pisciana tem experiências etéreas, transportes para fora do corpo e experiências eróticas extáticas com a  pessoa certa no momento certo. Esta pode ser ou não a sua companheira. O importante é que ela sinta que esta pessoa é uma alma-gêmea, se estiver aberta para isso.

Miriam Julie é astróloga humanista, terapeuta holística, taróloga e numeróloga há 26 anos e mantém, desde 2004, as previsões astrológicas anuais e mensais, entre outras, do site da Um Outro Olhar.  Para consultas online ou pedidos de mapa astral, combinação de mapas, previsões, entrar em contato com miriam-zen@umoutroolhar.com.br

As vinte e uma cidades mais lesbianas dos EUA. E no Brasil?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 8 comentários

Lésbicas de Los Angeles (CA), a terceira cidade mais lesbiana dos EUA

Baseadas em dados culturais (existência de concertos, livrarias, baladas específicos, faculdades amigáveis) e políticos (cidades/estados que permitem a união civil, o casamento LGBT, têm leis antidiscriminatórias), as editoras do site americano AutoStraddle formularam um guia das cidades mais lesbianas dos EUA.

E, no Brasil, com base nos mesmos critérios (relativizando naturalmente) quais seriam as cidades mais lesbianas? Aquelas em que você se sente mais confortável em sua própria pele? Responda nossa enquete, na coluna à direita, que lista algumas cidades para você escolher. Deixe também nos comentários outras sugestões, se as tiver, e explique o porquê!

Abaixo as cidades americanas mais L. Se for visitar os States, já sabe onde ir!

1. Northampton/Amherst, MA
2. New York, NY
3. Los Angeles/West Hollywood, CA
4. San Francisco/Oakland/Berkeley, CA
5. Cambridge/Boston/Somerville, MA
6. Chicago, IL
7. Seattle, WA
8. Portland, OR
9. Washington DC
10. Austin, TX
11. San Diego, CA
12. Madison, WI
13. Minneapolis/St.Paul, MN
14. Philadelphia, PA
15. Ann Arbor, MI
16. Atlanta, GA
17. Denver, CO
18. Houston, TX
19. Ithaca, NY
20. Miami/South Beach, FL
21. Columbus, OH

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