Madonna faz show no intervalo do Super Bowl inspirada em carnaval brasileiro

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 0 comentários

Maddona incompreensível no Super Bowl
Madonna é paixão dos gays dos quatro cantos do planeta, mas lésbicas também a apreciam assim como gente de toda e qualquer orientação sexual, gênero, etnia. É indubitavelmente a rainha do pop. Todas as outras cantantes a têm como matriz. Lady Gaga é sua versão bizarra e feia.

Então, quando a diva aparece, registra-se. Entretanto, mesmo rainhas não estão imunes a críticas. A apresentação de Madonna no intervalo do Super Bowl, a final do futebol americano, neste último domingo (5), parece ter sido inspirada no carnaval brasileiro, só que fora de contexto.

Ela já entra, no palco, de Cleópatra, numa espécie de carro alegórico, puxada por um bando de marmanjos com uniformes "tipo soldado romano" e ataca de Vogue. Durante o show, canta seu novo hit  Give Me All Your Lovin e outros tantos como Open Your Heart e Express Yourself, tudo com muita purpurina, coreografias de dançarinos e apresentações de músicos que lembram as passistas e às baterias das escolas de samba. Nem a bela Like a Prayer, que entoou em companhia do cantor Cee Lo Green, escapou do ar carnavalesco e brega do show da rainha do pop. Quem será que fez o enredo dessa escola de samba? A Lady Gaga? Nem dançar direito a diva dançou.

Abaixo, anyway, o vídeo do show e, à guisa de comparação, Like a Prayer numa versão antiga. E sintam o drama!


Igualdade de direitos: Mulher é condenada a 14 anos por matar ex-namorada

sábado, 4 de fevereiro de 2012 2 comentários

Foi condenada ontem (2/2/02), no Pará, a 14 anos de reclusão em regime fechado, Adriana Costa Ribeiro Silveira, 22 anos, pelo assassinato à facada da ex-namorada que, na época do crime, tinha 15 anos de idade.  O motivo do crime foi passional. Adriana teria visto a garota namorando um rapaz.

O defensor público Alex Noronha alegou que a ré, no momento em que desferiu o golpe de faca, não teria tido intenção de matar, agindo em legítima defesa. Entretanto, segundo o promotor Franklin Prado e o relato de testemunhas, Adriana imobilizou a vítima, e quando ela estava sem defesa, a esfaqueou.

A maioria dos jurados da Vara de Violência Contra a Mulher acatou a tese do promotor e condenou Adriana por  homicídio qualificado. Fora a detenção, ela ainda terá que indenizar por danos morais a família da vítima em R$ 40 mil, embora o defensor tenha alegado que, por ser feirante, ela não teria condições de pagar tal quantia. Caso seja confirmado que a condenada não tem condições de pagar a indenização, a Justiça confiscará dela bens que possam somar o valor estabelecido.

(Foto: Celso Rodrigues/Diário Online)
Para a juíza Fabíola Urbinati Maroja, que presidiu o júri, o julgamento pode ser considerado uma evolução no reconhecimento dos efeitos da relação homoafetiva no Brasil por ser o primeiro caso de condenação por homicídio entre casais de mulheres no Brasil. Salientou, contudo, que “existem muitos casos de lesão corporal cometidos por mulheres contra suas parceiras sendo acompanhados pela Vara de Violência Contra a Mulher”. Segundo a juíza, a violência doméstica é algo que faz parte da realidade humana, independente do gênero e da orientação sexual.

Pena que o reconhecimento das relações homoafetivas esteja se dando por essa via e não por uma lei específica sobre o tema.

Fonte: Com informações de Diário do Pará

Resposta à leitora Tamara: De fato, não é nenhuma novidade episódios de mulheres condenadas por matar suas namoradas. Ao contrário dos casos onde o homem é o assassino, lésbicas nunca escaparam da cadeia com a desculpa de defesa da honra ou algo equivalente. Segue um vídeo sobre um desses casos, do R7 Vídeos, em 30/03/2011:  

O café na cama nosso de cada dia

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 8 comentários

Por Beth Andrade

Sim. Eu levo café na cama todos os dias para a minha namorida. Pode parecer a coisa mais besta do mundo, e talvez seja. Aliás, nossas amigas tentam entender isso até hoje. “Como, depois de três anos morando na mesma casa, dividindo obrigações e contas, ela ainda te leva café na cama?”, perguntam, atônitas, quando minha garota, toda orgulhosa e com um tom quase de desdém, diz numa mesa de bar que é acordada com beijinhos e café na cama todo santo dia. 

É claro que por algum tempo o café na cama vira o assunto da mesa. Umas olham com ar angelical e dizem “Ai, que fofo!”, outras são mais práticas e começam a discorrer sobre o tempo que se perde na produção de uma refeição matinal. E, naturalmente, uma onda de lembranças vem à mente de muita gente. “Ah, bons tempos em que a Fulana trazia meu café na cama” é a frase mais recorrente. Diante dos inúmeros questionamentos que ouço sobre os motivos que me levam a ainda fazer isso todos os dias, em geral respondo apenas que faço porque gosto. Mas hoje me peguei pensando sobre esse meu café na cama e os motivos que me fazem, todos os dias, acordar, levantar, preparar o café-da-manhã e levar numa bandeja tudo o que imagino que minha garota vá querer comer naquele dia. E depois de muito pensar, amigas, vou finalmente dar a verdadeira resposta sobre essa questão. 

Longe de ser a boa moça ou a mulherzinha submissa que talvez possam imaginar, levo café na cama todos os dias para a minha garota por necessidade. Isso mesmo, pela mais pura e absoluta necessidade. É claro que no início o café na cama ajudava a conquistar, demonstrava carinho (especialmente em se tratando de alguém que não possui nenhum outro talento na cozinha, como eu). Mas, com o passar do tempo, levar o café na cama para a minha garota também assumiu as vezes de hábito. Notem que eu disse hábito e não obrigação. Para mim, tornou-se algo como vestir uma roupa ou tomar banho. E aí vocês devem estar se perguntando: e onde está a necessidade nisso? Porque qualquer um enxerga a necessidade de se vestir e tomar banho, mas levar café na cama...? Que necessidade é essa? 

Vou explicar melhor. Trabalho aproximadamente doze horas por dia. E levo cerca de três horas para ir e voltar do trabalho. Em média, fico longas quinze horas fora de casa. Isso sem contar os outros tantos eventos que ocorrem à noite e nos fins de semana. A partir de agora as coisas vão começar a fazer sentido. Tenho necessidade de ter um tempinho só meu com a minha namorida. Tenho necessidade de dividir minha vida com ela, de dar exclusividade por pelo menos uma hora à mulher que atura minhas esquisitices faça chuva ou faça sol. 

Vocês podem não acreditar, mas é aquele beijo sonolento, aquela corrida pra fazer o xixi que ficou guardado a noite toda, aquela preguiça dela em levantar que me fazem acreditar que terei um bom dia. São aqueles olhos semi-abertos e ainda inchados de uma noite bem dormida e o abraço do corpo dela ainda quente do edredom que me fazem renovar as energias para mais um dia. 

Tudo bem, vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com o fato de eu levar o café na cama para a minha garota. E eu digo o seguinte: encontrei no café-da-manhã um jeito de dizer à minha mulher, todos os dias, o quanto a amo. Certamente existem milhões de outras maneiras de fazê-lo e todas, claro, são sempre muito bem-vindas. O que não dá é pra deixar o tempo passar, esquecer os carinhos diários e esperar que a pessoa que vive ao seu lado mantenha a mesma paixão. Por isso, longe de querer dar aulas de como manter sua mulher, quero apenas que vocês, minhas amigas queridas, parem e reflitam um pouco sobre o que estão fazendo para garantir o amor de seus pares. Porque eu e a minha garotona já estabelecemos para nós o café na cama nosso de cada dia. 

Publicado originalmente em dezembro de 2007

Clipping legal: Projeto que criminaliza homofobia será votado este ano, afirma presidente da CDH

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COMISSÕES / DIREITOS HUMANOS
01/02/2012 - 13h36

Projeto que criminaliza homofobia será votado este ano, afirma presidente da CDH

O projeto de lei que criminaliza a homofobia será votado até o final do ano. A afirmação é do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), senador Paulo Paim (PT-RS), ao destacar as matérias a que a comissão vai dar prioridade em 2012.

Paim disse na terça-feira (31) à Agência Senado haver boa vontade entre os parlamentares para a construção de acordo com a relatora da matéria, senadora Marta Suplicy (PT-SP), e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), um dos críticos do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que criminaliza a discriminação contra homossexuais.

Para o presidente da CDH, a opção sexual não pode ser motivo para discriminação, assim como deve ser garantido o direito de opinar sobre o tema.

- Vamos tentar resolver [o assunto] este ano. Não devemos permitir mais que a orientação sexual seja motivo de discriminação. Mas também devemos preservar o direito de os evangélicos e católicos manifestarem a sua visão sobre o tema, sem discriminar as pessoas - ressaltou Paim.

De acordo com o substitutivo da senadora Marta Suplicy apresentado ao PLC 122/06, quem não contratar ou não nomear ou dificultar a contratação ou nomeação de alguém que atenda às qualificações exigidas para o trabalho em razão de preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero poderá receber pena de reclusão de um a três anos. A pena também será aplicada, de acordo com a proposta em exame na CDH, a quem induzir à prática de violência de qualquer natureza por essas mesmas motivações.
O substitutivo também criminaliza a discriminação no mercado de consumo e na prestação do serviço público. Em seu relatório, Marta Suplicy excluiu a criminalização em caso de manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião.
Fonte: Iara Farias Borges / Agência Senado

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