19 de agosto: há 36 anos, o GALF realizava a primeira manifestação lésbica contra a discriminação no Brasil

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Barradas no Ferro's

Míriam Martinho

No dia 19 de agosto de 1983, em São Paulo, as ativistas do Grupo Ação Lésbica Feminista – GALF (1981-03/1990) – ver resumo do histórico da organização abaixo - fizeram uma demonstração de protesto em frente ao antológico bar da noite paulistana, o Ferro’s Bar, contra os abusos dos donos do estabelecimento que as impediam de vender seu boletim ChanacomChana, dirigido às lésbicas, num espaço sustentado por lésbicas. Com apoio de ativistas gays, feministas e parlamentares do período, as ativistas do GALF conseguiram entrar no bar que lhes estava vetado e obter a promessa de seus donos de que não seriam mais impedidas de vender seu trabalho naquele famoso recinto, como todos os demais ambulantes, artistas e toda a fauna alternativa do período costumavam fazer. Primeira demonstração do gênero no Brasil, foi chamada por publicações homossexuais da época de nosso “pequeno Stonewall Inn”, em referência à revolta de gays, lésbicas e travestis contra a repressão policial em Nova Iorque (28 de junho de 1969) que daria origem ao Dia Internacional do Orgulho Gay.

Em 2003, o 19 de agosto foi lançado publicamente, pelos grupos Rede de Informação Um Outro Olhar e Associação da Parada LGBT de São Paulo, como Dia do Orgulho das Lésbicas no Brasil com novamente grande repercussão na imprensa, como quando da sua realização. Também, em 19/6/2008, os deputados que integravam a Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa paulista aprovaram o Projeto de Lei 496/2007, do deputado Carlos Giannazi (PSOL), que instituiu o Dia do Orgulho Lésbico no Estado de São Paulo. Para mais informações sobre o 19 de agosto, acesse “19 de Agosto: Primeira Manifestação lesbiana contra a discriminação no Brasil e assista também o vídeo sobre o evento.

Para lembrar um pouco o ambiente do Ferro’s Bar, segue vídeo filmado em dependências do estabelecimento, com música de Gisele Fink e Míriam Martinho, parodiando as relações explosivas dos casais de lésbicas do famoso point.


Fanchitude de Fancha (letra original)
(Gisele Fink/Míriam Martinho)

Brigou comigo
saiu aos berros lá do Ferro’s
chamando a atenção do fancharéu.

Bebeu comigo e meio tonta
deixou a conta na qual bem pronta
eu dei o chapéu.

Saí do boteco atordoada
atrás da descarada
e desmaiei no elevador.

Quando acordei
nem sabia onde estava
pois aquela madrugada
foi demais pra minha dor.

Alucinada entrei no apartamento
e naquele momento a pomba gira me tomou.

Peguei a fancha na garganta dei-lhe um tapa
arranquei-lhe a gravata e a coisa toda começou.

Veio o passado das torturas recordando,
a cabeça esquentando resolvi me separar.

Mas quando olhei pros seus olhos de janela – escancarados -
eu lembrei que depois dela outra fancha vou achar.

Fancha por fancha fico mesmo na esperança
de que um dia esta mude e eu possa só cantar.
Fancha por fancha fico mesmo na esperança
por tão pouco é impossível essa vida abandonar.

Grupo Ação Lésbica Feminista – GALF (17/10/1981- 03/1990): Vanguarda e Resistência

Integrantes do GALF em sua sede (maio de 1983) - Acervo Um Outro Olhar

Fundação

O Grupo Ação Lésbica Feminista foi fundado, em 17 de outubro de 1981, por duas remanescentes do Grupo Lésbico Feminista (LF), Míriam Martinho e Rosely Roth, mais quatro de suas colaboradoras, que queriam manter um grupo especificamente lésbico, em vez de entrar em algum armário feminista ou qualquer outro. Após tentativas frustradas de reunir ex-integrantes do LF e outras feministas homossexuais em torno ao menos da elaboração da segunda edição do tabloide ChanacomChana ( ed. 02/1981), Míriam e Rosely decidiram seguir adiante com outras pessoas e nova configuração. 

Para o burlar o preconceito da sociedade conservadora de então e o preconceito internalizado das próprias lésbicas, fora evitar problemas com o cartório, as ativistas do GALF adotaram a mesma estratégia criada pelo Grupo Somos, estatutariamente um clube cultural, e registraram seu grupo como um grupo feminista, preservando a sigla “GALF”. O objetivo do estatuto era pragmaticamente atender as necessidades de abrir conta em banco, uma caixa postal, receber dinheiro via vale postal e outras formalidades. O grupo ficaria incomunicável, entre as lésbicas da época, se usasse a palavra lésbica para esses trâmites institucionais.

Publicações: boletins ChanacomChana e Um Outro Olhar

Foram bem poucas, no entanto, as concessões que o GALF faria à ferrenha heteronormatividade da década de 80. Pelo contrário, o grupo vai se caracterizar como pioneiro da visibilidade lésbica, num período em que inclusive o movimento feminista pregava um armário acolchoado para as lésbicas que o compunham. O mantra era “a necessidade política de se dissolver a identidade lésbica em uma identidade feminista mais geral.” A vivência lésbica devia ser encarada apenas como uma particularidade da vida de algumas mulheres e vivida exclusivamente como opção ou preferência sexual. Politização somente para as vivências heterossexuais.

ChanacomChana n. 12

As ativistas do GALF nunca compraram essa falácia e tinham clareza da importância de as lésbicas politizarem a própria vivência, pois que não faltavam questões específicas a trabalhar e direitos a reivindicar. Assim retomam, entre outras atividades, a publicação do título Chanacomchana, agora em formato de boletim, em dezembro de 1982. Confeccionado e editado por Míriam Martinho como fanzine, a partir de colagens e textos datilografados, o CCC vai reunir produções das integrantes do GALF, sobretudo nos seus três primeiros anos, e posteriormente, com a maior divulgação do grupo, de colaboradoras de todo o país. Foram 12 edições até 1987, abordando questões especificamente lésbicas e da mulher em geral, quando o CCC cede lugar ao título Um Outro Olhar, outro boletim que o GALF publicará até fevereiro de 1990, no total de 10 edições*. Com tiragem média de 500 exemplares, o CCC era rodado em gráficas de universidades e da Câmara Municipal de SP pela cota de parlamentares solidários, como a vereadora Irede Cardoso (então PT), de saudosa memória. Os boletins Um Outro Olhar foram em boa parte xerografados e vendidos fundamentalmente para as associadas do GALF.

Boletim Um Outro Olhar n. 1

*Formalmente, o GALF encerra as portas em março de 1990 com a publicação do número 10 do boletim Um Outro Olhar (fevereiro/abril). Uma de suas últimas atividades foi gestar a Rede de Informação Lésbica Um Outro Olhar, desde os dois últimos meses de 1989, anunciada para abril de 1990 no próprio boletim citado (p. 4).

O Outra Coisa e o GALF em sua sede (maio de 1983) - Acervo Um Outro Olhar

Organização de eventos e participação em encontros e campanhas nacionais do MHB

Na área de militância, a partir de meados de 1982, o GALF começou a dividir sede com o Grupo Outra Coisa de Ação Homossexualista, grupo gay oriundo do racha do Somos, com quem terá uma fecunda parceira até o início de 1984. Em seu espaço comum, conjunta ou separadamente, os dois grupos organizaram reuniões com grupos feministas, candidatos de vários partidos (reivindicando o fim do parágrafo 302.0, que considerava a homossexualidade desvio mental, a custódia dos filhos de casais homossexuais, o fim da repressão policial), mostras de arte como o “Viva a Homossexualidade” e a celebração dos 4 anos do movimento homossexual, além de encontros com intelectuais como Félix Guattari, entre outros. O Outra Coisa também participou ativamente da invasão do Ferro’s Bar, em apoio ao GALF, em particular na pessoa de seu maior articulador, Antonio Carlos Tosta (fundador do Somos, do Outra Coisa, do Movimento Homossexual Autônomo).
O GALF também participou de vários encontros do Movimento Feminista, como, por exemplo, os 8° Encontro Nacional feminista – Petrópolis (7-10/08/1986) e 9° Encontro Nacional feminista - Garanhuns (PE), em 1987, sempre organizando alguma oficina ou debate sobre a questão lésbica nesses eventos, apesar do clima nem sempre acolhedor.

Um evento não tão visível, mas marcante, se deu, em abril de 1982, no Sindicato dos Jornalistas, quando as ativistas do GALF entraram com máscaras em um debate do grupo SOS Mulher, cujo slogan era "o silêncio é cúmplice da violência" e tratava da violência contra a mulher, menos da violência contra as lésbicas, e distribuíram o seguinte folheto, de autoria de Míriam Martinho:


Sobre violência

Estamos aqui para expor a nossa opressão. Olhem para nossos rostos e verão máscaras.
Estamos aqui para mostrar como temos que viver diariamente: temos que viver assim, com máscaras.
Temos que viver mascaradas, nas casas de nossos pais, para não perdermos relações afetivas que nos são caras.
Temos que viver mascaradas nas escolas, para não sermos ridicularizadas, humilhadas, agredidas e, até mesmo, impedidas de conseguir um nível mínimo de educação.
Temos que estar aqui, mascaradas, porque não podemos denunciar nossa opressão sem máscaras, porque corremos o risco de perder nossas famílias, nossos empregos, nosso direito de estudar sem qualquer tipo de pressão.
A sociedade nos impõe a esquizofrenia como estilo de vida e nos deixa num beco sem saída na medida que, praticamente, impossibilita a própria denúncia desta situação.
Precisamos romper esse círculo vicioso.
Queremos tirar a máscara antes que ela nos cole à face e não possamos mais nos distinguir dela. Queremos que cada mulher tire sua máscara.
Queremos propor que o movimento feminista seja um espaço onde as mulheres homossexuais não precisem utilizar nenhum tipo de máscara.
Queremos propor que o movimento feminista não reproduza o discurso politiqueiro machista das lutas gerais contra as lutas específicas e que todas as questões referentes a todas as mulheres sejam igualmente prioritárias.
Igualmente prioritárias mesmo porque a mulher homossexual também é negra, a mulher homossexual também é dona-de-casa, a mulher homossexual também é prostituta, a mulher homossexual também é operária, a mulher homossexual também está na periferia e calar a respeito dessas múltiplas opressões também nos torna cúmplices da violência"
.

Igualmente participou das duas principais campanhas do Movimento Homossexual Brasileiro (MHB) da década de 80: 
A campanha contra o código 320 da CID, seguido pelo INAMPS no Brasil, que considerava a homossexualidade uma doença mental. Em São Paulo, em 1982, o GALF reivindicou o fim do código junto ao então governador Franco Montoro. Em 1983, articulou-se com as deputada e vereadora Ruth Escobar e Irede Cardoso para promover a exclusão do código do INAMPS e fez palestra na Associação Paulista de Medicina com o mesmo objetivo. Em setembro de 1984, o GALF conseguiu inclusive passar trechos de um texto sobre saúde lésbica, que também propunha a exclusão do código, num documento feminista apresentado durante I Congresso Brasileiro de Proteção Materno-Infantil no Senado Federal.
Em 9 de fevereiro de 1985, o Conselho Federal de Medicina atendeu a reivindicação do MHB retirando a aplicação no Brasil do código 302.0 da classificação internacional de doenças que definia a homossexualidade como desvio e transtorno sexual. A homossexualidade passa a ser enquadrada como outras circunstâncias psicossociais ao lado do desemprego, desajustamento social e tensões psicológicas que podem levar alguém ao consultório médico.
A campanha pela inserção, no inciso IV do artigo 3º na de 1988 (artigo 153 da Constituição de 1969), da frase “contra a discriminação por preferência ou orientação sexual” conjuntamente com os grupos Triângulo Rosa e Grupo Gay da Bahia. Ainda que a campanha não tenha obtido êxito, valeu pela visibilidade dada à questão homossexual na política institucional, sobretudo pela participação do protagonista da ação, João Antônio Mascarenhas (Triângulo Rosa/RJ), em subcomissões da Assembleia Nacional Constituinte (abril/1987). 
Participação em encontros internacionais
Míriam Martinho (ao centro de azul) na 8ª Conferência do ILIS em Genebra (03/1986)

O GALF participou de dois encontros feministas latino-americanos e do Caribe, como sempre levando a questão lésbica para os debates desses eventos. No III Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, realizado em Bertioga em agosto de 1985, o GALF realizou com outro GALF (o Grupo de Autoconsciencia de Lesbianas Feministas – Peru, Lima), uma reunião extraoficial que reuniu várias lésbicas presentes no encontro a fim de discutir a então complicada relação das lésbicas com o movimento feminista regional. Participou também do IV Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe em outubro de 1987 na cidade de Taxco, México.
Míriam Martinho em manifestação do IV Encontro Feminista
Latino-americano e do Caribe (México, 10/1987) -Acervo Um Outro Olhar

Os encontros internacionais mais significativos dos quais o GALF participou, contudo, foram os referentes à articulação do movimento de lésbicas internacional em pleno florescimento naquele período. Em abril de 1980, foi criado durante conferência da IGA (Associação Gay Internacional), o Serviço Internacional de Informação Lésbica (ILIS, em inglês), tornado independente em abril do ano seguinte em Turim, na Itália. Encaminhado por grupos europeus, de forma rotativa, a começar por Amsterdam, o ILIS vai ter papel fundamental na ampliação e fortalecimento dos grupos lésbicos em todo o mundo, particularmente em países em desenvolvimento. O GALF contou com o apoio financeiro e logístico do ILIS para participar de sua oitava conferência, em Genebra, na Suíça, de onde surgiram as redes latino-americana e asiática de lésbicas, e do I Encontro de Lésbicas-Feministas Latino-Americanas e do Caribe, na cidade de Cuernavaca, Morelos, no México, em outubro de 1987. Após 18 anos de serviços prestados à organização lésbica mundial, o ILIS publica seu último boletim em 1998.

Linha do tempo da trajetória do ILIS

GALF - Vanguarda e Resistência

Finalizando, neste breve resumo da trajetória do GALF, cujo extenso inventário de produções e atividades será objeto de outro resgate, vale salientar o papel de vanguarda e resistência representado pela organização durante seus oito anos de existência. De resistência por ter sido o único grupo de lésbicas a permanecer ativo durante toda a década de oitenta, num contexto adverso fosse pela carência de recursos, fosse pela desarticulação do Movimento Homossexual fosse pela hostilidade do movimento feminista do período à politização da questão lésbica em seu meio.

De vanguarda porque manteve, a duras penas, a temática lésbica presente não só nos movimentos em que atuou, como – principalmente – na conservadora e heterossexista sociedade brasileira de sua época. Seja pela produção do sugestivo título ChanacomChana, seja pelas atividades públicas que desenvolveu, como a manifestação do Ferro’s Bar e as participações de Rosely Roth na grande mídia, em particular em dois programas da Hebe Camargo, o GALF foi a grande referência dos anos oitenta não só para o ativismo do gênero como para a população lésbica da época.

Rosely Roth (à direita) entrevistando Cassandra Rios
 e Irede Cardoso no Ferro's Bar

Mesmo as reflexões presentes nos escritos da organização se caracterizaram pelo vanguardismo, inclusive porque ironicamente derivadas das situações adversas que o grupo experimentou durante sua trajetória. Com a intensa retração do Movimento Homossexual, a partir de 1984, e a hostilidade quanto à visibilidade lésbica que o GALF insistia em cobrar no Movimento Feminista, o grupo ficou praticamente sem interlocutores no Brasil. Findo o chamado ciclo libertário do MHB (1978-1983), pródigo em debates sobre as diferentes facetas da questão e da identidade homossexual, sobreveio a perspectiva estritamente reformista e legalista dos grupos GGB e Triângulo Rosa que não dava espaço para maiores discussões.

Do lado feminista, prevaleceu, como já dito, a ideia de uma suposta necessidade de dissolução da identidade lésbica em uma identidade feminista mais geral, tratando a lesbianidade como uma questão de ordem privada, embora o movimento pregasse que “o privado era político”. Sobrou para o GALF então, a interlocução com os grupos lésbicos do exterior, de várias correntes, em particular com as teóricas lésbicas-feministas e separatistas daquele período, antecipando discussões  que só veríamos chegar expressivamente ao Brasil muitas décadas depois.

Por último, ao contrário das inúmeras fabulações a respeito da entidade, o GALF não subsistiu durante toda a década de 80, apesar de supostamente ter seguido um padrão de grupos lésbicos formados por casais que, ao se romper, terminavam ou fragilizavam suas organizações. O Grupo Lésbico-Feminista, que precede o GALF, não foi fundado por um casal nem terminou com o fim dele. Esse coletivo teve várias fundadoras e simplesmente se dispersou após dois anos. E o Grupo Ação Lésbica Feminista também não foi fundado por um casal nem terminou por causa dele, ainda que, ao longo de sua trajetória, tenha formado casais.

O GALF terminou em função do esgotamento de seu ciclo de ativismo junto ao Movimento Feminista. Ficou claro para suas integrantes o quanto era contraproducente levar as lésbicas para o feminismo e, ao mesmo tempo incentivá-las a sair do armário, quando o próprio Movimento Feminista impunha a despolitização das vivências lésbicas empurrando-as para o terreno do privado, da chamada “opção sexual”. Nada incomum, no período de existência do GALF e até na década de noventa, encontrar grupos feministas formados majoritariamente por lésbicas, mas exclusivamente referentes às chamadas questões de gênero, ou seja, questões voltadas para a resolução dos problemas das mulheres heterossexuais em seus relacionamentos com homens. Não havia mais porque manter um grupo lésbico-feminista nesse contexto.

A Rede de Informação Lésbica Um Outro Olhar, como vimos. gestada pelo próprio GALF em seus últimos meses de existência, buscará um outro caminho a percorrer pelos direitos das lésbicas, renomeando, em setembro de 1993, o ainda então Movimento Homossexual Brasileiro de movimento de gays e lésbicas. To be continued....

_______________________

*Miriam Martinho é uma das fundadoras do Movimento Homossexual brasileiro, em particular da organização lésbica, tendo co-fundado as primeiras entidades lésbicas brasileiras, a saber, Grupo Lésbico-Feminista (1979-1981), Grupo Ação Lésbica-Feminista (1981-1989) e Rede de Informação Um Outro Olhar (1989....). Editou também as primeiras publicações lésbicas do país, como o fanzine ChanacomChana (década de 80) e o boletim e posterior revista Um Outro Olhar (década de 90 até 2002). Atualmente administra as páginas Um Outro Olhar e Contra o Coro dos Contentes. 

Fundou igualmente o movimento de saúde lésbica no Brasil, em 1994, realizando a primeira campanha de prevenção às DST-AIDS para mulheres que se relacionam com mulheres, em 1995, e editando as primeiras publicações sobre o tema desde essa época (em 2006 publicou a 4 edição da cartilha Prazer sem Medo sobre saúde integral para lésbicas e bissexuais). Participou da organização do I EBHO (1980), organizou dois encontros LGBT nacionais (VII EBLHO/93 e IX EBGLT/97) e foi sócia-fundadora da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT-1995). Participou igualmente de vários encontros internacionais com destaque para a 8ª Conferência Internacional do Serviço de Informação Lésbica Internacional-ILIS (Genebra, Suiça, 28 a 31/03/1986), o I Encontro de Lésbicas-Feministas Latino-Americanas e do Caribe (Cuernavaca, México, 1987) e a Reunião de Reflexão Lésbica-Homossexual (Santiago, Chile/ nov. 1992).

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