Boicote à vodca russa como protesto contra a homofobia de Putin

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ativistas pelos direitos homossexuais derrubam vodca russa em protesto em frente ao
consulado russo em Nova York nesta quarta-feira (31) (Foto: Mary Altaffer/AP)

Protesto contra lei 'antigay' russa chega a Nova York
Manifestantes pediram boicote à vodca russa como resposta à lei antigay. Medida proíbe 'propaganda homossexual' na Rússia.

Dezenas de pessoas participaram de uma manifestação nesta quarta-feira (31) em frente ao consulado russo em Nova York, pedindo o boicote à vodca desse país como resposta à lei que proíbe a 'propaganda homossexual' na Rússia, aderindo a um movimento iniciado em Canadá e Reino Unido.

Durante o protesto, alguns manifestantes esvaziaram várias garrafas de vodca russa como sinal do boicote que pretendem aplicar às marcas da bebida de origem russa.

'Estamos furiosos com o que está acontecendo na Rússia. Agora é ilegal defender abertamente o direito de ser gay. Não vamos ficar em silêncio', disse Ann Northrop, da associação americana para a defesa dos direitos LGBTs Queer Nation.

Ao seu lado, Bob Fluet, dono do bar Boxers de Manhattan, anunciou que o seu estabelecimento parou de vender Stolichnaya, a marca líder de vodka russa- em protesto contra a lei aprovada pelo presidente Vladimir Putin.

'Na quinta-feira passada decidimos parar de vender vodca russa. Desde sexta-feira não vendemos mais. Outra bares em Nova York e em todo o país estão fazendo o mesmo. Este movimento está apenas começando e a comunidade o apoia', declarou Fluet à agência de notícias France Presse.

O protesto de Nova York se soma aos de Londres e do Canadá, onde bares e clubes gays começaram a boicotar alguns dias atrás a vodca russa.

Vladimir Putin promulgou no final de junho uma polêmica lei que pune com pesadas multas qualquer ato de 'propaganda' homossexual diante de menores de idade.

A vodca Stolichnaya já respondeu a esta campanha com uma carta aberta difundida sexta-feira passada na qual condena as 'espantosas iniciativas do governo russo'.

Mas para Bob Fluet, 'os donos da Stoli têm que fazer algo para ajudar a comunidade gay na Rússia'. 'Telefonem para o Kremlin', pediu.

Fonte: G1 via France Press, 31/07/2013

Participe da Campanha da All Out contra a homofobia na Rússia

A cobertura das Olimpíadas de Inverno já começou, e o mundo todo está de olho na Rússia. Isso significa que temos uma grande oportunidade de pressionar os líderes mundiais a se posicionarem contra a perseguição homofóbica do governo russo.

No momento, há uma organização que pode fazer a diferença: o Comitê Olímpico Internacional. Até agora, eles se recusaram a condenar as leis homofóbicas da Rússia e a pressionar o presidente Vladimir Putin para por fim aos ataques. Mas se chegarmos a 300 mil assinaturas, entregaremos todas elas diretamente à sede do COI na Suíça, de um jeito que eles não poderão ignorar.

PARA: PRESIDENTE PUTIN, POLÍTICOS RUSSOS E LÍDERES MUNDIAISEstamos do lado dos cidadãos e cidadãs da Rússia, e exigimos que o governo deixe de perseguir lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans, alimentando o ódio e a violência.

Pedimos que lideranças russas e de todo o mundo trabalhem para eliminar leis homofóbicas e para proteger todos os cidadãos e cidadãs da violência e da discriminação na Rússia.

Por favor, assine a petição e compartilhe essa campanha!

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