Em homenagem às vítimas do massacre de Orlando, seus rostos e nosso luto por essas perdas tão absurdas

terça-feira, 14 de junho de 2016 0 comentários

São estas as vítimas do massacre de Orlando

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São estes os nomes e os rostos das 49 pessoas que morreram pelas mãos de Omar Mateen, talvez ele próprio um gay profundamente mal resolvido. Essas pessoas eram filhas e filhos de alguém: tinham mãe, pai, irmãs, irmãos, parentes. Algumas não tinham família, mas tinham amores, amigas e amigos, uma vida toda pela frente. A maioria era jovem, entre 18 anos a 29 anos, mas algumas tinham 50. Algumas dessas pessoas eram gays, outras lésbicas, algumas trans ou talvez bissexuais. Outras eram heterossexuais. Foram todas vítimas de um ataque bárbaro, vítimas da homofobia insuflada por uma religião medievalizada e possivelmente internalizada pelo assassino. É por elas que estamos em luto, entre lágrimas e perplexidade. Poderia ser qualquer um(a) de nós.

(Esta postagem de hoje, 14/06, 2016) tem como fonte o site LGBT português dezanove, com edição do texto de apresentação por Míriam Martinho).

Akyra Monet Murray, 18 anos
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O que (não) pensam os gays que apoiam Bolsonaro e rechaçam Jean Wyllys

sexta-feira, 10 de junho de 2016 0 comentários

O que pensam os gays que apoiam Bolsonaro e rechaçam Jean Wyllys

O que causa surpresa não é exatamente a adoção de um discurso de direita, mas a aproximação de figuras como Bolsonaro.
Esse vídeo vai ser sobre uma pessoa ilustre, sobre uma grande figura. É um deputado federal chamado Jair Messias Bolsonaro."
De costas para um armário de madeira e usando um fone de ouvido como microfone, o arquiteto Clóvis Smith Hays Júnior, de 28 anos, grava em sua casa em São Paulo mais um dos vídeos que costuma compartilhar com seus 34 mil seguidores no Facebook, onde ele se apresenta como um "gay de direta".
Não tem como eu votar em Jair Messias Bolsonaro. Sabe por quê? Porque eu não sou do Rio de Janeiro (Risos). Se eu fosse do Rio de Janeiro, pode ter certeza que o meu voto seria dele. Nossa, mas como assim, você é um gay e você vai votar no Jair Messias Bolsonaro? Pois é, pois escute bem."
Em sua página na rede social, Smith Hays, como é conhecido, publica mensagens contra a chamada agenda LGBT, o "kit gay" e as "feminazis" e elogia Trump e o capitalismo.

Ele é um dos representantes de um grupo que tem crescido na internet: o de homossexuais que, contrariando o senso comum, se identificam mais com Bolsonaro (PSC-RJ) do que com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o único político declaradamente gay no Congresso Nacional. 

Uma busca no Facebook revela dezenas de páginas com os termos "gay de direita" ou "gays por Bolsonaro", onde conteúdos semelhantes ao de Hays são veiculados.

Seus administradores dizem que boa parte delas foi criada após as eleições de 2014, em meio à polarização política vivida no país e em contraposição ao que consideram uma predominância de "pensamentos de esquerda" no movimento LGBT.

Estimulado por uma eleição, esse grupo anseia por outra, a corrida presidencial de 2018. Muitos defendem Bolsonaro como um forte candidato.
Apoiaria Bolsonaro para 2016 se fosse possível. É preciso fazer uma reviravolta nesse país. Não acho que se escolhe um presidente porque se gosta ou não da sexualidade alheia, mas porque ele é bom ou não", diz Junior Oliveira, de 31 anos, membro de uma destas comunidades no Facebook.
Os motivos que o levam a exaltar o deputado se repetem nas falas de outros de seus apoiadores na comunidade gay ouvidos pela BBC Brasil. As opiniões de Bolsonaro sobre o porte de armas e a pena de morte estão entre algumas das razões mais citadas.
Defendo a castração química em caso de estupro e o porte de armas. Pena de morte... por que não? Por que uma pessoa não pode fazer um crime brutal e pagar com a própria vida? Temos leis muito brandas nesse país", diz Junior.
As declarações polêmicas do deputado sobre homossexuais não parecem afetar esta admiração. Em entrevistas de 2014, Bolsonaro chegou a dizer que os gays eram "fruto do consumo de drogas" e que "ter filho gay é falta de porrada".

Mas, para quem participa destas comunidades na internet, esse assunto é coisa do passado. Eles dizem que Bolsonaro teria revisto suas posições.
Ele já se retratou. Pensava que gays eram todos do mesmo tipo, mas viu que há gays casados, que pagam impostos e têm um relacionamento sem afrontar a sociedade", diz o artista plástico Leonardo Estellita, de 32 anos, coordenador do Movimento Brasil Livre na Região dos Lagos, no norte do Estado do Rio.
Não vejo como contradição apoiá-lo. Bolsonaro prega o respeito à diferença. Mas ele ainda precisa ser lapidado, como aconteceu com o Lula ao longo de quatro eleições."
No entanto, em cena da série documental Gaycation, do canal Viceland, divulgada neste ano, o deputado disse que a homossexualidade é "comportamental" e voltou a relacionar esta orientação sexual ao consumo de drogas.
Com o passar do tempo, com as liberalidades, as drogas e as mulheres trabalhando, aumentou bastante o número de homossexuais", afirmou à atriz americana Ellen Page.
Talvez ele tenha errado em algumas afirmações porque confundia ativismo com gays", diz Hays. O arquiteto tem fotos com o deputado federal e seu filho Eduardo, também membro da Câmara, e já participou de um programa de televisão ao lado do parlamentar.
Ele diz que o político é "uma pessoa muito dócil, amiga" e o representa melhor do que Jean Wyllys, conhecido por atuar em defesa dos direitos LGBT.

A BBC Brasil procurou as assessorias de Bolsonaro e Wyllys, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
'Discurso contraditório'

As críticas ao deputado do PSOL são frequentes e recaem sobre sua forma de defender as bandeiras LGBT, que os integrantes desse grupo consideram agressivas e exageradas.
É inaceitável que as pessoas se orgulhem de um homossexual vestindo uma camisa de Che Guevara. Como a gente pode elogiar um cara que detestava homossexuais? Partidos de esquerda apoiam a Rússia e a Coreia do Norte, que perseguem homossexuais. É um discurso contraditório", diz Estellita.
Uma das mulheres mais proeminentes desse grupo majoritariamente masculino é Karol Eller, de 29 anos, que também diz repudiar as atitudes de Wyllys.
Ele não representa a classe e nunca me representou. Uma das ações mais feias foi quando cuspiu num parlamentar. Quer chamar a atenção dos homossexuais."
Com quase 250 mil seguidores em sua página no Facebook, Eller conheceu Bolsonaro em maio, quando ficou uma semana em Brasília acompanhando a rotina do deputado: "Só não fui ao banheiro com ele".

Funcionária de uma empresa de viagens e promotora de eventos, ela diz que ganhou a passagem do trabalho e fez a visita a pedido de seus seguidores - boa parte deles é heterossexual, afirma.
Militância

A rejeição a Jean Wyllys como representante por parte destas pessoas se estende também ao movimento LGBT como um todo. A militância é descrita por eles como "intolerante" e "promíscua". Quem não quer participar do grupo é segregado, dizem.
Quem na verdade está fazendo o discurso de ódio é essa minoria dentro do movimento. Apontam o dedo para gays que lidam com a situação de outra maneira. Se você não levanta bandeiras, não vai ser um deles", diz Eller.
Lucas Lopes, criador da comunidade Gay de Direita, Gay Direito, que tem 2 mil membros no Facebook, menciona a "falta de foco" dos ativistas.
Lutas LGBTs talvez algum dia serviram para alguma coisa, mas hoje não tem necessidade disso. Uma parada gay hoje só tem promiscuidade, são pessoas se beijando no meio da rua, fazendo sexo."
Dono do blog Minha Vida Gay, que soma um milhão de acessos desde a sua criação, em 2014, o empresário Flávio Yuki diz que seus leitores reclamam da "pressão dos gays de esquerda".
Já ouvi no blog que os gays de esquerda estão muito chatos, muito radicais, e as pessoas começam a gostar do Bolsonaro."
Para Adla Teixeira, professora da faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora sobre gênero e sexualidade, esse autoritarismo existe de fato. Ela explica que hoje há um radicalismo nos grupos militantes assim como nos religiosos.
Tem um pouco de raiva desse excesso de oposição (feito pela militância). Esses gays são pessoas discretas, que têm o direito de não se envolver numa militância. Há dificuldade de aceitar que o outro pode não querer entrar (na luta)."
Já Richard Miskolci, professor de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e pesquisador do Núcleo de pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade, não vê autoritarismo no movimento LGBT.
Usar esse adjetivo é uma estratégia da direita de atribuir a seus inimigos suas piores características. Como um político vinculado à ditadura militar e que defende torturadores pode considerar 'autoritário' um defensor dos direitos humanos? Como movimentos nascidos da democratização poderiam ser autoritários?"
Direitos iguais?

Mais do que questionar a atuação do movimento LGBT, os "gays de direita" põem em xeque a necessidade de uma legislação voltada para os homossexuais.

A maioria dos entrevistados é contra a lei que criminaliza a homofobia - um projeto sobre o assunto foi arquivado pelo Senado em 2015 - e acha que a decisão do STF sobre o casamento homossexual já é suficiente. Para eles, criar leis específicas seria uma nova forma de segregação.
Já temos direitos iguais nessa matéria de união civil. Perante o Estado é igual. Não posso obrigar que uma igreja faça um casamento. Não tem mais necessidade, morreu em 2013", diz Hays.
Sobre a lei que criminaliza a homofobia, ele diz que agressões contra qualquer pessoa já são punidas. "Interessa que o agressor seja punido, não interessa a situação, se é gay ou mulher."

Além disso, parte dos que se identificam com posicionamentos mais conservadores têm restrições à adoção de crianças por casais homossexuais.

Alguns até consideram que uma família formada por dois homens ou duas mulheres têm mais chances de afetar sua orientação sexual.
Há pessoas que não têm condições de adotar, porque vão fazer com que as crianças cresçam sexualizadas, sejam abusadas sexualmente. A gente vê casos assim", diz Junior Oliveira, frequentador destas comunidades.
Ter acesso a uma legislação específica não é um privilégio, pondera José Reinaldo Lopes, professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas uma concessão de recursos a quem em situações normais não consegue exercer seus direitos.

Ele cita o caso dos transexuais, que têm mais dificuldade de alterar seu nome em comparação com outras pessoas, segundo uma pesquisa feita pela universidade. Um caso assim demanda uma lei que conceda direitos explícitos a esse público.
A lei vem para compensar um preconceito que vem da sociedade. Hoje, não temos uma situação de igualdade. O importante é que haja condições para que todos exerçam direitos considerados universais. E várias leis fazem isso", diz Lopes.
'Momento conservador'

Gays defendendo posições conservadoras quanto ao avanço de direitos LGBT é algo que pode causar estranhamento em algumas pessoas.

No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem explicam que, apesar de ser algo novo no Brasil, isso já ocorre em outros países, com "os republicanos gays nos Estados Unidos e, em certa medida, também na Europa", segundo Lopes.
A orientação sexual não determina ideologia política", diz o professor da USP.
A afirmação pode parecer óbvia em outros lugares, mas não no Brasil, onde se costuma relacionar a militância LGBT com posições de esquerda.

Segundo a professora Vera Lucia Marques da Silva, pesquisadora do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os partidos de esquerda - e especialmente o PT - abraçaram a causa LGBT.

Até 2007, todos os discursos a favor de direitos de homossexuais feitos na Câmara vieram de parlamentares de esquerda, "principalmente os petistas", de acordo com uma análise feita por ela.

Portanto, o que causa surpresa não é exatamente a adoção de um discurso de direita, mas a aproximação de figuras como Bolsonaro.

Ele me trata como um ser humano, como qualquer pessoa. Se eu pisar na bola com ele, vai me tratar mal. Assim como tem que ser em qualquer relação

Marques atribui essa tendência ao "momento conservador" pelo qual o país passa. Por sua vez, Miskolci menciona a escalada de "discursos fundamentalistas religiosos" desde as eleições de 2010.

Ele ainda avalia que certos segmentos do público LGBT podem se identificar com a pauta mais conservadora para se distanciar de estigmas.
O desejo de parecer 'bom cidadão' e se dissociar dos que sofrem preconceito gera uma despolitização desses sujeitos, os quais preferem uma pauta moral a uma política."
'Uma pessoa qualquer'
Menções sobre normalidade e a necessidade de manter sua vida sexual entre quatro paredes, longe dos olhos do público, são recorrentes entre os membros desse grupo. É justamente por tratá-lo como "uma pessoa qualquer" que Hays, por exemplo, diz apreciar Bolsonaro.
De gays, a gente quase não fala. Ele me trata como um ser humano, como qualquer pessoa. Se eu pisar na bola com ele, vai me tratar mal. Assim como tem que ser em qualquer relação."
A relação do arquiteto e o deputado é ilustrada por selfies que Clóvis posta em seu Facebook. Em uma delas está em um carro entre Jair e Eduardo Bolsonaro e os três sorriem.

Com mais de 4 mil curtidas, a imagem traz a legenda: "Homofobia total rolando por aqui (risos)".

Fonte:
BBC Brasil, Ingrid Fagundez e Rafael Barifouse, 08/06/2016

Mantida prisão preventiva de homem acusado de agredir irmãos gêmeos por considerá-los homossexuais

quarta-feira, 8 de junho de 2016 0 comentários

Confundidos com casal gay, gêmeos foram atacados, e um morreu

STJ mantém na prisão acusado de ataque a gêmeos por homofobia em Camaçari
Diante da gravidade dos delitos, a Corte decretou a prisão preventiva de nove acusados “a fim de resguardar a ordem pública”

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a ordem de prisão preventiva de um homem acusado de integrar um grupo que agrediu irmãos gêmeos por achar que eles formavam um casal homossexual.

Os irmãos, que voltavam abraçados para sua casa, foram atacados com chutes, socos, pedradas e cortes de facão, o que resultou na morte de um deles e politraumatismo no rosto do outro.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA) concluiu que o crime, ocorrido em Camaçari, foi cometido por “motivos homofóbicos”. Diante da gravidade dos delitos, a Corte decretou a prisão preventiva de nove acusados “a fim de resguardar a ordem pública”.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 6, no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O acusado que recorreu ao STJ está preso preventivamente desde junho de 2012, aguardando julgamento pelo tribunal do júri.

No pedido de habeas corpus, a defesa requereu a revogação da preventiva e a imediata emissão de alvará de soltura. Alegou excesso de prazo na tramitação da ação penal, constrangimento ilegal e ausência de fundamentação do decreto prisional.

O relator do recurso em habeas corpus no STJ, ministro Jorge Mussi, destacou a complexidade do processo, que envolve nove réus, e constatou que “não existem notícias de que estejam ocorrendo morosidade, retardo excessivo na implementação das fases processuais ou inércia na prestação jurisdicional”.

Citando precedentes, Mussi reiterou que os prazos indicados na legislação para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral. O ministro argumentou que não se pode deduzir eventual excesso tão somente pela soma aritmética dos prazos, “admitindo-se, em homenagem ao princípio da razoabilidade, certa variação, de acordo com as peculiaridades de cada processo”.

Segundo o relator, o constrangimento só pode ser reconhecido como ilegal “quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário, o que não se verifica no caso em questão”.

Assim, por unanimidade, a turma rejeitou o pedido, mas determinou que o tribunal baiano agilize o julgamento de recursos pendentes de apreciação.

Fonte: Correio da Bahia, via Julia Affonso e Mateus Coutinho, do Estadão Conteúdo, 06/06/2016

Cerimônia de casamento LGBT coletivo aconteceu no Espírito Santo pela primeira vez

terça-feira, 31 de maio de 2016 0 comentários

Ana Amélia e Graziele oficializam união durante 1º casamento homoafetivo coletivo do ES (Foto: Júlia Couto)

Casamento homoafetivo coletivo acontece pela 1ª vez no ES
Cerimônia aconteceu neste sábado (21), às 9h30, no Fluente, em Vitória. Defensoria pública e PMV promovem união de 10 casais homoafetivos.

Um marco na luta por igualdade de direitos da população LGBT entra para a história do Espírito Santo. Neste sábado (21), às 10h foi celebrado o primeiro casamento homoafetivo coletivo do estado, a cerimônia aconteceu no espaço Fluente, em Jardim da Penha, Vitória.

As inscrições foram abertas em março e atraíram muitos casais que viram na ação da Defensoria Estadual uma oportunidade de oficializarem sua união de maneira gratuita e de acordo com todos os trâmites legais previstos no Código Civil brasileiro.

A realização do casamento foi uma parceria entre Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo e Coordenação de Diversidade Sexual de Vitória. Ao todo, cerca de 100 convidados estiveram presentes.

Elisângela e Argelane estavam há sete anos juntas e já planejavam se casar, logo que souberam da iniciativa resolveram participar, mas a principal conquista será poder registrar a filha Maria Eduarda, de 4 meses, em nome das duas.

Tácio Bastos e Georgenes Muniz casam-se após 10 anos juntos. (Foto: Júlia Couto)

Para o vendedor Alan Carlos de Freitas a iniciativa mostra às pessoas que o amor não existe somente entre homens e mulheres heterossexuais. “Nós vivemos em um estado religioso com muito preconceito, principalmente religioso. Acredito que isso vai incentivar outros casais e contribuir para promover a aceitação social da homossexualidade”, comenta.

O noivo Eliel declarou que estava vivendo o dia mais feliz de sua vida. “Além da alegria individual, nós estamos aqui mostrando para sociedade que temos os mesmos direitos e continuamos na luta contra a discriminação”, avalia.

Elaine e Daniele vieram com a bebê Helena prestigiar a celebração. "Achei muito bacana, sou a favor de mais ações desse tipo, é importante para o combate ao preconceito", comentou.

A coordenadora do Fórum Estadual LGBT Deborah Sabará avalia a ação da Defensoria Pública em parceria com a Prefeitura de Vitória como um ato de afirmação politica de direito para a População LGBT. “É um ato simbólico aguardado há muito tempo. Significa mais do que só casar, é dar visibilidade, é mostrar para outros casais e outras famílias que isso é possível no Espírito Santo”, defende.

Fonte: G1, 21/05/2016

VEJA A GALERIA DE FOTOS

Namoro entre atriz Bruna Linzmeyer e cineasta Kity Féo provoca ataques homofóbicos nas redes sociais

terça-feira, 24 de maio de 2016 0 comentários

Bruna Linzmeyer e a namorada Kity Féo

A atriz conheceu Cristiane de Stefano Féo no início de 2015, durante as filmagens de "O Filme da Minha Vida"

Depois de declarar em uma entrevista que estava namorando uma mulher, os fãs de Bruna Linzmeyer, 23 anos, começaram a especular quem seria a eleita da atriz. Segundo o jornal Extra, Bruna está namorando a cineasta Kity Féo, 47, há mais de um ano.

O namoro começou quando muitos fãs torciam para a volta de Bruna com o ator Michel Melamed, com quem a atriz foi casada por quatro anos.

Segundo o Extra, Kity, como é conhecida Cristiane de Stefano Féo, conheceu Bruna em 2015, quando as duas trabalharam juntas em “O filme da minha vida”, de Selton Mello. Na época, Bruna ainda morava com o ex-marido, e Kity era assistente de direção do longa.

As duas se aproximaram durante as gravações na Serra Gaúcha onde o filme foi rodado. No Instagram de Bruna, há diversas imagens de Kity ao lado de colegas de elenco de A Regra do Jogo, como Bárbara Paz e Marco Pigossi.

Ainda segundo o Extra, Kity é conhecida como uma profissional durona, disciplinada e de pavio curto. Bruna chegou a escrever um pequeno texto no dia do aniversário de Kity.
Ela é um furacão fêmea, socorro. Eu nado em sua direção”. No dia 17 de janeiro deste ano, outro post da atriz. “Era frio e bebíamos vinho tinho...”, escreveu na legenda de uma foto em que aparece ao lado de Kity.
A fotógrafa paulista Julia Rodrigues, que chegou a ser apontada como nova namorada da atriz Bruna Linzmeyer, negou o relacionamento amoroso e afirmou que as duas são apenas amigas. "É boato. Estamos dando risadas disso. Não é comigo que ela namora", disse Julia ao Extra, sem querer revelar quem é a eleita da atriz.

Fonte: Correio 24 horas, 24/05/2016
Ela é um furacão fêmea, socorro. Eu nado em sua direção

Bruna Linzmeyer sofre ataques homofóbicos por namoro com diretora
A global foi chamada de 'aberração' nos comentários de suas fotos por pessoas que também ofenderam sua namorada, a cineasta Kity Féo

A atriz Bruna Linzmeyer tem sido alvo de ataques homofóbicos em seu perfil no Instagram depois que o jornal Extra revelou que ela namora, há cerca de um ano, a cineasta Kity Féo. A global foi chamada de "aberração" nos comentários de suas fotos por pessoas que também ofenderam a diretora.

"Faz isso não, Bruna! Você é linda demais para ser lésbica", escreveu um internauta. "Bruna aberração! Para desespero dos lixos, homossexuais, mortadelas, feminazis, nordestinos preguiçosos... #Bolsomito2018 segura que o tombo será grande!", escreveu outra, exaltando o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Felizmente, a maior parte dos comentários nas fotos de Bruna defendeu a atriz. "Felicidades para vocês. Muito amor, que é o que todos precisamos!", disse uma seguidora. "Seja o mais feliz que puder! E ignore os comentários ignorantes e preconceituosos! Viva o amor!", escreveu outra.

A assessoria de imprensa da atriz não confirma o namoro. Em abril, no entanto, em entrevista ao jornalFolha de S.Paulo, Bruna afirmou que estava namorando uma mulher, sem revelar seu nome.

(Da redação)

Fonte: Veja, 19/05/2016


Mulher pede namorada em casamento durante show de Maria Gadú

segunda-feira, 23 de maio de 2016 0 comentários

Mulher se ajoelha para pedir namorada em casamento (Foto: Reprodução/ Curta Mais)

Mulher invade palco de Maria Gadú e pede namorada em casamento (vídeo abaixo)
Artista parou show para que jovem se declarasse para a amada, em Goiânia. 'Felicidades, meninas', disse cantora enquanto plateia e banda vibravam.

Uma jovem invadiu o palco para pedir a namorada em casamento durante o show da cantora Maria Gadú, no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia, na noite de sexta-feira (20). A artista parou a apresentação para que a mulher se declarasse para a amada. A plateia vibrou com a cena (veja vídeo acima).

A gravação mostra quando a jovem sobe ao palco e surpreende a cantora. Após uma conversa entre fã e artista, Maria Gadú começa a tocar guitarra e a banda a acompanha.

A mulher vai ao microfone e chama a namorada, que também sobe ao palco. Emocionada, a jovem faz uma declaração para a amada.
Eu entrei nessa brincadeira fechando os olhos, abrindo o peito, como quem se entrega sem pensar, sem penar, sem temer mal algum. Eu te quis por te querer e você cresceu dentro de mim, tão forte, tão denso, de fora para dentro, de um jeito sem aperto, me enlaçando nesse nó, que te fez ser o caos mais bonito. Casa comigo?”. Em seguida, ela pegou a aliança e se ajoelhou.
O público foi ao delírio e se empolgou com a declaração. Um beijo e um abraço sinalizaram o "sim" da namorada da jovem.

Aplaudidas pelos presentes e pela banda, elas deixaram o palco. Em seguida, Maria Gadú retomou ao microfone para felicitar o casal:
Felicidades, meninas. Que lindo, que bonito”, declarou.

Fonte:

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