Programação IV Marcha Nacional Contra a Homofobia

segunda-feira, 13 de maio de 2013 0 comentários


No dia 15 de maio, será realizada a quarta edição da Marcha Nacional Contra a Homofobia, a partir das dez horas, em Brasília. Organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a marcha tem como chamada o título Laicidade, Democracia e Estado, com o qual busca chamar a atenção para a necessidade da consolidação do Estado Laico no país e a descontinuidade da interferência das religiões nas decisões governamentais. 

A organização do evento, que celebra o Dia Internacional contra a Homofobia (17 de maio), solicita aos que desejam participar da marcha a comparecerem à Esplanada com bandeiras do arco-íris, Constituição Federal, rosas brancas, foguetes e bandeiras do Brasil e de seus respectivos Estados.

Abaixo a programação do evento:

13/05 – 2ª-feira 
10h – Congresso Extraordinário da ABGLT – “Estado Laico, Democracia e Políticas Públicas”
Local: Auditório do Conselho Nacional de PsicologiaSAF SUL (Setor de Administração Federal Sul), Quadra 2, Bloco B, Edifício Via Office, Térreo, Sala 104. 

14/05 – 3ª-feira 
9h e 14h – X Seminário LGBT no Congresso Nacional
Tema: Liberdades, Abram as Asas Sobre Nós - Liberdade de Crença em Relação às outras Liberdades Individuais
Local: Plenário 2 - Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados

15/05 – 4ª-feira 
10h às 13h – IV Marcha Nacional Contra a Homofobia
Concentração em frente à Catedral de Brasília
Tema: Em defesa do Estado Laico, da Democracia e dos Direitos Humanos

17/05 – 6ª-feira 
15h - Audiência Pública em razão do dia 17 de maio - Dia Distrital Contra a Homofobia
Tema: Combate à Homofobia no DF
Local: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Mais informações: 4ª Marcha Nacional Contra Homofobia 

Filhos de mães lésbicas vão melhor na escola, têm mais amigos e se sentem bem consigo mesmos

domingo, 12 de maio de 2013 2 comentários

Criança precisa é de amor

Chega de preconceito. Adolescentes criados por mães lésbicas vão melhor na escola, têm mais amigos e se sentem bem consigo mesmos. Precisa de mais?

por Nanette Gartrel*

Nos últimos 30 anos, diversos estudos têm demonstrado que a orientação sexual dos pais não influencia o ajustamento psicológico e social das crianças. Mas alguns críticos ainda questionam a legitimidade da criação de filhos em lares gays, lembrando que a maioria dos adolescentes estudados nasceu em uniões heterossexuais antes que a mãe se divorciasse e se assumisse como lésbica. Minha pesquisa vai além: eu acompanho a primeira geração americana de famílias lésbicas planejadas, nas quais as mães já se identificavam assim antes da inseminação artificial. Portanto, estudo seus filhos desde que nasceram. E constatei que, aos 17 anos, eles se saíram ainda melhor, em alguns aspectos, que outros adolescentes da mesma idade.

Os filhos das lésbicas tiveram melhor desempenho na escola e nas interações sociais, por exemplo, do que garotos de famílias heterossexuais. Também apresentaram menos problemas de comportamento, como agressividade e violação de regras. Os dados vêm do Estudo Nacional Longitudinal de Famílias Lésbicas dos EUA (NLLFS, na sigla em inglês), que iniciei com uma colega há 26 anos. No total, 154 lésbicas (solteiras e com companheiras) se inscreveram entre 1986 e 1992. Desde então, temos reunido dados por meio de entrevistas e questionários. E os resultados surpreendem.

Para medir a qualidade de vida, pedimos aos 78 adolescentes filhos de lésbicas que completassem uma pesquisa com frases como "Eu me dou bem com meus pais" ou "me sinto bem comigo mesmo", que deviam ser avaliadas de 0 (discordo) a 10 (concordo totalmente). Comparamos as respostas com as de 78 adolescentes pareados por sexo, idade e etnia. E não encontramos diferenças entre os dois grupos, como era esperado. A surpresa veio quando pedimos que nos descrevessem suas vidas em detalhe. Vimos que os filhos das lésbicas eram muito bons na escola, tinham diversos amigos de longa data e fortes laços familiares. Numa escala de 1 a 10, eles deram 8,4 em média para seu bem-estar - o que não é comum entre adolescentes. E 93,4% consideraram que suas mães são bons modelos a seguir, excepcional para a faixa etária.

Esse desempenho não é por acaso. As mães de nosso estudo se comprometeram em participar ativamente da vida dos filhos. Precisaram educar todo mundo à sua volta sobre famílias lésbicas - do obstetra às professoras. Também participaram de programas anti-bullying nas escolas. Elas dedicaram muito tempo para tornar o caminho dos filhos o mais seguro e saudável possível. Quase metade das crianças do estudo havia sido alvo de comentários homofóbicos, mas souberam lidar com isso.

Apesar de todas essas evidências, ainda existe o mito de que gays e lésbicas não podem ser bons pais, tal como diziam os juízes americanos nos anos 70, ao negar a custódia dos filhos a homossexuais divorciados. Quando as primeiras pesquisas indicaram que os filhos de gays e lésbicas estavam se dando bem, os juízes argumentavam que não havia estudos longitudinais confirmando isso. Claro: como estudos assim demandam muitos anos, os magistrados podiam continuar dizendo não aos gays. Em 1982, um banco de esperma abriu as portas pela primeira vez a lésbicas que queriam engravidar. Na época eu era uma pesquisadora da Escola de Medicina de Harvard, e vi que um novo fenômeno social estava surgindo. Por isso iniciei o NLLFS - o mais longo estudo já feito. Com ele, os juízes já não podem levar adiante seu preconceito.

*Nanette Gartrell é psiquiatra e investigadora principal do Estudo Nacional Longitudinal de Famílias Lésbicas dos EUA (NLLFS, na sigla em inglês), em São Francisco. Em depoimento a Eduardo Szklarz.

Fonte: Superinteressante, Filhos de gays se saem melhor do que os outros (fev. 2013) 

Casais LGBTs ganham direito à reprodução assistida

sexta-feira, 10 de maio de 2013 0 comentários

Casais gays ganham direito ao uso de fertilização in vitro
Adoção de óvulos é facilitada com mudança na regulamentação

Por André de Souza

BRASÍLIA. O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma resolução que garante aos casais homossexuais o direito de recorrer à reprodução assistida para ter filhos. A norma anterior previa que qualquer pessoa poderia ser submetida ao procedimento, mas era vaga e deixava margem para diferentes interpretações. A nova resolução, que será publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, explicita, pela primeira vez, o direito dos casais homoafetivos, um marco na luta pelos direitos civis dos homossexuais, embora faça uma ressalva ao estabelecer que será "respeitado o direito da objeção de consciência do médico".

Entre as novidades estão também a regulamentação do descarte de embriões congelados há mais cinco anos, o estabelecimento de uma idade limite para recorrer às técnicas de fertilização in vitro e a normatização da chamada doação compartilhada, quando os óvulos de uma mulher são usados por ela e por outra para engravidar. Esta é a terceira versão da resolução do conselho. A primeira é de 1992, e havia sido modificada apenas uma vez, em dezembro de 2010.

Nos casais formados por duas mulheres, uma delas poderá ter seu óvulo fecundado e ela mesma continuar a gravidez. Se preferir, o óvulo de uma pode ser introduzido no útero da parceira, para que as duas tenham participação no processo. Nos casais formados por dois homens, eles terão que procurar uma mulher na família para levar adiante a gestação.

A resolução do CFM estabelece que o "útero de substituição" deve vir de uma familiar separada por no máximo quatro graus de parentesco. Isso significa que, caso precisem, tanto um homem como uma mulher podem pedir para a irmã, a mãe, a avó, a tia ou a prima carregarem o bebê. O limite anterior era para parentes de primeiro ou segundo graus, o que excluía tias e primas. O pagamento por uma barriga de aluguel continua proibido.

Já a doação compartilhada permite que uma mulher que não pode produzir óvulos custeie o tratamento de outra que também quer engravidar. Em troca, a doadora cede metade de seus óvulos.

Com isso, duas mulheres que não podiam engravidar — uma por falta de condições financeiras e a outra por não conseguir produzir óvulos viáveis — poderão se tornar mães. Mas a receptora deve estar pronta para assumir o risco de não ser beneficiada, uma vez que a doadora deve ficar com pelo menos quatro óvulos.

Receptora não conhecerá doadora

A doação compartilhada já era praticado nas clínicas, mas ainda não tinha sido regulamentada. Pela resolução, as duas mulheres não se conhecerão. A receptora receberá apenas dados sobre a doadora, como características físicas e escolaridade, mas não saberá de quem se trata. Continua sendo proibido comercializar óvulos e esperma.

— Não é mercantilização, mas solidariedade, porque aqui não está havendo nenhum lucro. Ela não vai ter nenhuma vantagem pecuniária, financeira — afirmou o presidente em exercício do CFM, Carlos Vital Corrêa Lima.

Hoje, quem não tem condições de custear seu tratamento pode recorrer ao sistema público de saúde. Mas apenas seis cidades oferecem esse serviço: São Paulo, Brasília, Recife, Natal, Goiânia e Ribeirão Preto (SP). Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assisitida (SBRA), Adelino Amaral, o tratamento em clínicas particulares custa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, e as chances de dar certo ficam entre 35% e 40%. Amaral diz que de 10% a 15% dos casais brasileiros têm problemas de fertilidade.

A resolução também estabelece uma idade máxima para que a mulher possa se submeter ao tratamento: 50 anos. Segundo o CFM, essa idade foi definida a partir de critérios científicos. Também foi estabelecido em 50 anos a idade máxima para doar esperma e 35 anos para doar óvulos. Uma gravidez tardia e que seja resultado de células reprodutivas de pessoas mais velhas traz maiores riscos à segurança da gestante e da criança.

A resolução também regulamenta o descarte de embriões preservados há mais de cinco anos. Atingido esse prazo, os pais poderão descartá-los, doá-los para pesquisas de células-tronco ou doá-los para outros pacientes. Caso prefiram, podem mantê-los congelados também. No caso de pesquisas com células-tronco, a Lei de Biossegurança permitia o uso de embriões congelados por pelo menos três anos até a data em que foi sancionada, em março de 2005. Mas nada dizia a respeito dos embriões criados depois disso.

— É terreno que não há norma contraditando isso. Então entendemos que isso não é absolutamente antijurídico — disse Vital.

A resolução também deixa mais claro que o número de embriões transferidos ao útero de uma mulher vai depender da idade da doadora do óvulo, e não da receptora. Poderão ser introduzidos até dois embriões, caso eles sejam provenientes de doadoras com até 35 anos, três quando elas têm entre 35 e 40 anos, e quatro quando acima de 40.

— O médico que não cumprir a resolução estará em desvio ético e os conselhos regionais de medicina (CRMs) e o CFM atuarão nesse cidadão — ressaltou José Hiran Gallo, tesoureiro do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM.

Fonte: O Globo, 8/05/2013

Linha do tempo do casamento LGBT nos Estados Unidos

quinta-feira, 9 de maio de 2013 2 comentários

Delaware: 11º Estado americano a legalizar casamento LGBT

Enquanto a Suprema Corte dos EUA ouve os argumentos contra e a favor da Lei de Defesa do Casamento (Doma, em inglês), mais estados americanos vão aprovando o casamento LGBT. Sancionada pelo ex-presidente Bill Clinton, a DOMA considera casamento - para benefícios e questões federais, que vão do direito do cônjuge a pensão egreen card à declaração conjunta de imposto de renda - apenas entre homens e mulheres.

Abaixo uma sucinta linha do tempo do movimento LGBT americano e suas conquistas que culminaram esta semana com a aprovação do casamento igualitário pelo estado de Delaware (nordeste dos EUA). Os outros dez estados americanos que aceitam o casamento gay são Rhode Island, Massachusetts, Connecticut, Nova York, Vermont, New Hampshire, Iowa, Maine, Maryland e Washington, além da capital do país, Washington D.C.

1969: O movimento moderno de libertação gay oficialmente arranca com protestos em Stonewall, uma demonstração em resposta a uma incursão policial em Nova York.

1972: A Suprema Corte dos EUA mantém uma decisão de um tribunal de Minnesota de que a legislação não permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e que a questão é diferente da do casamento inter-racial.

1973: Maryland torna-se o primeiro estado a aprovar uma lei proibindo o casamento gay, de acordo com a organização “Freedom to Marry”.

1977: Harvey Milk se torna o primeiro político abertamente homossexual eleito em San Francisco. Mais tarde, ele apela para que gays se assumam e deixem de “ser invisíveis, pois assim continuariam no limbo”. Ele foi baleado e morto em 1978.

1986: A Suprema Corte dos EUA diz que “não está muito propensa a reconhecer a sodomia como direito fundamental, mesmo na privacidade de sua casa”, no caso Bowers v. Hardwick.

1996: O então presidente Bill Clinton promulga a Lei de Defesa do Casamento, que define que, para fins federais, um casamento só é válido entre um homem e uma mulher.

1997: A comediante Ellen DeGeneres revela que é homossexual. Pouco tempo depois sua personagem em um seriado diz: “Eu sou gay”.

1998: Estreia da série de TV “Will and Grace”, cujos protagonistas são um homem gay e sua melhor amiga, heterossexual.

2000: Vermont torna-se o primeiro estado dos EUA a permitir uniões civis entre casais do mesmo sexo.

- O candidato republicano a vice Dick Cheney, que tem uma filha lésbica, apoia publicamente o casamento gay, afirmando que “liberdade significa liberdade para todos” e que “as pessoas devem ser livres para entrar em qualquer tipo de relacionamento que quiserem”. Ele defende que os estados devem regulamentar a questão.

2003: A Suprema Corte dos EUA derruba a lei anti-sodomia do Texas, no caso Lawrence v. Texas e reverte a decisão de 1986. O juiz Anthony Kennedy escreve, no entanto, que isso não significa que o governo deva reconhecer as relações homossexuais.

- A Suprema Corte de Massachusetts vota a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e os casamentos gays passarão a valer no ano seguinte.

2004: O Prefeito de São Francisco Gavin Newsom autoriza casamentos entre homossexuais, argumentando que a proibição aprovada no estado gay era inconstitucional.

2005: O Canadá permite o casamento gay.

2008: Casamentos entre pessoas do mesmo sexo tornam-se legais na Califórnia.

2009: O Supremo Tribunal do estado de Iowa legaliza casamento homossexual.

2011: O governo do presidente Barack Obama acaba com o “não pergunte, não diga”, permitindo que os gays servissem nas Forças Armadas.

2012: Carolina do Norte aprova uma emenda constitucional para banir o casamento gay em maio. Em novembro, Maine, Maryland e Washington se tornam os primeiros estados onde os eleitores aprovam o casamento homossexual nas urnas. Minnesota rejeita uma nova proibição.
- O presidente Barack Obama apoia abertamente o casamento homossexual.

2013: Os escoteiros da América planejam votar em maio para decidir se revogam ou não a proibição de homossexuais no grupo.

- Em 03 de maio, Rhode Island se tornou o 10º estado norte-americano a permitir o casamento entre pessoas de mesmo sexo. Os primeiros casamentos deverão acontecer no dia 1º de agosto quando a lei entra em vigor.

 - Em 7 de maio, Delaware se transformou no 11º estado americano a legalizar o casamento gay. Medida entra em vigor em 1º de julho

Fonte: Com informações de O Globo (via Reuters), Estadão e Veja

Demitida após comentários preconceituosos

quarta-feira, 8 de maio de 2013 0 comentários

Michaela Biancofiore: Bonitinha e equivocada


Vice-ministra da Igualdade da Itália é afastada após criticar gays


O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, afastou neste sábado a subsecretária do Ministério de Igualdade de Oportunidades, Michaela Biancofiore, por fazer críticas aos homossexuais em entrevista ao jornal italiano "La Repubblica" um dia após ser nomeada.

A saída prematura da vice-ministra para se tornou um lembrete de quão delicada é a coalizão do primeiro-ministro Enrico Letta. Durante a semana, integrantes da coalizão do governo criticaram a opção do premiê por uma ministra negra para a pasta da Integração.

Parlamentar do partido Povo da Liberdade, do ex-premiê Silvio Berlusconi, Biancofiore foi transferida para o Ministério de Serviços Gerais. Ela foi alvo de críticas de entidades de defesa dos homossexuais por sua posição contrária ao casamento gay no Legislativo italiano.

A deputada também foi acusada de homofobia pelos ativistas gays. Na entrevista ao "La Repubblica", tentou se defender das acusações atacando os homossexuais, dizendo que eles próprios causavam a discriminação contra si ao "formarem panelas".

"Não me preocupam suas opiniões, não me aterrorizam. Por pelo menos uma vez, eu gostaria de ver as associações de gays, em vez de se juntarem em panelas, dizerem algo para condenar a recente morte de mulheres [na Itália]. Tudo o que fazem é defender apenas os seus interesses".

Segundo a imprensa italiana, a declaração causou a fúria de Letta, especialmente porque pediu na quinta (2) sobriedade aos membros do governo ao falarem publicamente.

DIFICULDADES

A saída da ministra mostra a dificuldade de Enrico Letta para conseguir coordenar a coalizão que governa a Itália desde a semana passada. O gabinete, formado com integrantes da centro-esquerda e da centro-direita, foi formada após dois meses de impasse político.

Durante a semana, a ministra da Integração, Cecile Kyenge, recebeu uma série de insultos de militantes de direita por ser mulher e negra. Sites vinculados aos grupos a rotularam como "macaco congolês", "Zulu" e "a negra anti-italiana".

Ela também enfrentou insultos com toques de racismo de Mario Borghezio, membro da Liga do Norte no Parlamento Europeu, que foi aliado do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Em referência a Kyenge, Borghezio chamou a coalizão de Letta um "governo bonga bonga" --uma brincadeira com o termo "bunga, bunga", atribuído a Berlusconi-- e disse que ela parecia ser "uma boa dona de casa, mas não uma ministra".

A ministra planeja pressionar por uma legislação, a qual a Liga é contrária, que permitiria às crianças nascidas na Itália de pais imigrantes obterem a cidadania automática, em vez de terem que esperar até os 18 anos para reivindicá-la.

"Cheguei sozinha à Itália aos 18 anos e eu não acredito em desistir diante de obstáculos", disse Kyenge, que deixou o Congo para que pudesse prosseguir os seus estudos em medicina.

Ela também rejeitou o termo "de cor", usado para descrevê-la em muitos matérias na imprensa italiana, dizendo: "Eu não sou colorida, eu sou negra e digo isso com orgulho."

Kyenge, que é casada com um italiano, disse não ver a Itália como um país particularmente racista e acreditava que as atitudes hostis derivavam principalmente da ignorância.

Fonte: FSP, 04/05/2013

Entrevista com Prem Varsha: massagens para amar melhor!

terça-feira, 7 de maio de 2013 0 comentários

Prem Varsha
Maylana Irineu, May Ireneu, ou Prem Varsha (que significa Chuva de Amor) tem 29 anos, é bissexual, baiana residente em São Paulo, e trabalha com vários tipos de massagem e práticas alternativas como Massagem Ayurvédica, Shiatsu Emocional, Massagem Hawaina, Reiki IeII, Hipnose, Biopsicologia e Tantra. Na entrevista abaixo, ela fala sobre a massagem tântrica na qual se especializou e que agora traz para o público homossexual, em particular para as mulheres. 

UOO - Você é terapeuta e instrutora de cursos do Centro Metamorfose. Onde está localizada a sede de vocês e quais os objetivos do centro? 

Prem Varsha: A sede está localizada na Comuna Metamorfose em Itapeva, MG. O objetivo do Centro Metamorfose é auxiliar o ser humano a manifestar e experimentar toda a sua potencialidade divina, de forma integral: corpo, mente, emoções, essência, elevando sua consciência e acessando a sua sabedoria interna, vivendo em comunhão, em harmonia, com saúde, prazer, prosperidade e felicidade. 

UOO -  Que atividades oferece na sede e fora dela? 

Prem Varsha: Oferecemos workshops de Tantra na Visão Tântrica do Caminho do Amor, grupos de desenvolvimento pessoal, cursos e treinamentos para terapeutas, e atendimentos individuais e para casais com o Método Deva Nishok. Dispomos de espaços credenciados em São Paulo (Vila Madalena, Frei Caneca, Brooklin, Vila Mariana) e em outras cidades do Brasil (a lista completa está em nosso site), onde é possível experimentar o Método Deva Nishok em atendimentos com massagens tântricas para mulheres, homens, casais homoafetivos. Nos espaços credenciados também é possível fazer cursos e atividades em grupos. 

UOO -  E quem é Deva Nishok? 

Prem Varsha: Deva Nishok é um pesquisador profundo das origens do Tantra. Ele iniciou sua pesquisa em 1996 e, há 29 anos, trabalha com processos energéticos de harmonização e cura. É Coach especializado em relacionamentos e sexualidade humana com formação pela Sociedade Brasileira de Coaching. É terapeuta de Cinesiologia (análise do movimnto) e ministra diversos cursos e grupos de Tantra, Massagem Tântrica, Body Integration, Terapia Vertebral, Harmonização dos Chakras e Grupos de Meditação. 

UOO -  O que é o tantra? 

Prem Varsha: Tantra é um termo amplo, pelo qual antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam um tipo muito especial de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. Com o passar do tempo, estes ensinamentos propagaram-se, misturando-se com diversas outras culturas e correntes filosóficas e religiosas como o Hinduísmo, o Vedanta, o Yoga, o Budismo, o Taoísmo, entre outras. 

Entre outras coisas o Tantra é um caminho de desenvolvimento humano e sensorial. As práticas tântricas permitem ampliar a capacidade de liberação e de expansão da energia, agregando, com a experiência, um novo estado de percepção e consciência. 

UOO -  De que consiste o método com que trabalha e qual a diferença com outras abordagens tântricas? 

Prem Varsha: O método consiste em manobras especialmente elaboradas que "acordam" aspectos sensoriais bioelétricos no corpo de quem as recebe. Estes impulsos elétricos vão sensibilizando músculos e desencadeando uma reação orgástica intensa e prazerosa, de origem neuromuscular. Estas descargas produzem a sensação orgástica, aquilo que chamamos de “Orgasmos Secos” (sem ejaculação) e “Orgasmos Perenes” (sem declínio após o clímax), tanto nos homens como nas mulheres. 

Mas, ao contrário de outros métodos de Massagem Tântrica encontrados no mercado nacional e internacional, não há finalizações sexuais no método que desenvolvo, as terapeutas não recorrem ao que se convencionou chamar de “liberação” ou “relaxamento” ao final do atendimento, após algum tempo de manobras com óleos espalhados pelo corpo. O que se busca, pelas manobras da massagem, é a transformação ou cura dos condicionamentos e disfunções sexuais do cliente, a superação das dificuldades com sua sexualidade. 

UOO -  Você está desenvolvendo um curso de massagem tântrica para mulheres lesbianas. Qual a diferença da massagem tântrica para mulheres lesbianas e para homens hétero ou homossexuais ou mulheres heterossexuais? 

Prem Varsha: A diferença na verdade é o processo que cada Ser tem ou como cada pessoa encara e elabora seu processo individual, independente de opção sexual ou de se é homem ou mulher. O método é o mesmo, mas a experiência é única, vivencial. A base do trabalho é a respiração, o movimento, o som e a expressão. É um curso para os que desejam descobrir os verdadeiros valores do seu corpo e da sua essência. É também um excelente coadjuvante nos tratamentos e cura ligados à ejaculação precoce, impotência, anorgasmia, insensibilidade genital, vaginismo, timidez excessiva e outras dificuldades ligadas aos relacionamentos e ao prazer de viver. 

UOO -  O curso visa fundamentalmente melhorar a capacidade de atingir o orgasmo ou vai além? Descreva objetivamente o que faz no curso. E quem pode participar dele (só casais ou também solteiras)? 

Prem Varsha: O curso vai além da experiência de atingir o orgasmo. É uma oportunidade para as participantes se relacionarem com sua sexualidade e com a vida de forma mais plena, através das descargas neuromusculares que criam novas sinapses, ressignificando as sensações e o prazer, limpando traumas e bloqueios. Utilizamos da energia sexual de base, que é a energia criadora, criativa, que gera vida. Podem participar casais e solteiras. 

UOO -  Somos filhos de uma cultura judaico-cristã muito repressora da sexualidade humana em geral e particularmente da homossexualidade. Você acredita que seu trabalho pode ajudar aos que sofrem de bloqueios por conta das discriminações sofridas? 

Prem Varsha: Afirmo que sim, basta confiar e se permitir. A repressão esta fora e esta dentro. Talvez a repressão social não mude, isso não quer dizer que não possa mudar. Eu vibro para que mude! Nosso trabalho também vai nessa direção. Mas dentro de cada ser a compreensão pode ser despertada, a transformação, livre do comprometimento que o contexto sexual acarreta. Nosso trabalho oferece um nível significativo de novos conhecimentos do corpo e das energias relacionadas ao prazer. São excelentes ferramentas de auto-desenvolvimento e expansão. 

UOO -  Quando será seu próximo curso dirigido às mulheres lesbianas? Se também faz cursos para homens homossexuais, deixe a indicação. 

Prem Varsha: Os próximos cursos serão em:
São Paulo - dias 22 e 23 de junho 

Salvador - dias 18 e 19 maio 

Rio de Janeiro - dias 8 e 9 junho 

Curitiba - dias 15 e 16 junho 

Belo Horizonte - dias 27 e 28 de julho 

Informações e inscrições: pelo telefone 11 9 5942 9318 

ou pelo email: maytantraa@gmail.com

Há também cursos para homens, ministrado pelo Lucas Aamod.
Nesse link você encontra a agenda completa dos cursos para homoafetivas:

UOO -  Por fim deixe uma mensagem para nossas leitoras e leitores. E agradecida pela entrevista. 

Prem Varsha: Sintam-se bem vindas ao Centro de Desenvolvimento Integral Metamorfose e a esse nosso universo. Deixo aqui meu convite para que realizem o Curso exclusivo de Massagem Tântrica para mulheres homoafetivas e as atividades do nosso espaço, que também podem ser feitas individualmente (até mesmo o curso). Finalizo com uma mensagem do Osho que aprecio muito: 

Criando a própria vida

Criamos continuamente possibilidades em torno de nós, mas nos surpreendemos quando elas acontecem. Vigie bem suas idéias e observe como elas criam sua vida. 

Se alguém pensa que é um fracasso, que não vai fazer nada na vida... Realmente, essa pessoa não irá fazer nada porque sua ideia está criando essa realidade! Quanto mais ela achar que não, enreda-se em um círculo vicioso! Quem pensa que vai ter sucesso é bem-sucedido. Experimente e você ficará admirado; algumas vezes, nem vai acreditar.

Se um homem pensa que jamais encontrará um amigo, ele não encontrará. Ergueu em torno de si a muralha da China. Não está disponível e pronto! Ele precisa provar que sua ideia está certa e... mesmo que alguém se aproxime com grande cordialidade, será rejeitado porque ele precisa provar sua ideia,  está muito comprometido com ela! 

E pouco a pouco todos se tornarão seus inimigos. 

Por isso, observe bem o que pensa e o que deseja... Observe a sua mente. 

Você está constantemente criando o que vai colher da sua vida... Quer chova ou faça sol. 

Se é assim, melhor que faça sol, não é mesmo? 

(Osho) 

Um Abraço tântrico 

Prem Varsha

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