Notícias sobre Feliciano e possibilidade de religiosos barrarem decisões do STF

quarta-feira, 27 de março de 2013 2 comentários


Apesar da intensa mobilização de praticamente toda a sociedade brasileira contra o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano, o PSC decidiu manter o deputado-pastor no cargo. Inclusive hoje saiu ameaçando o PT, apoiado por parlamentares evangélicos também de outras legendas, com a cobrança do igual afastamento da Comissão de Constituição e Justiça dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), condenados no processo do mensalão.

A cobrança se entende porque foi graças ao "abandono" da comissão de direitos humanos pelo PT, fora outros partidos, que a presidência do órgão foi parar nas mãos do PSC. Segundo o Estadão, os partidos têm usado como critérios principais, para a ocupação das comissões, a relação com ministérios, a repercussão dos assuntos entre financiadores de campanha e a visibilidade que os temas alcançam no eleitorado. Como a Comissão de Direitos Humanos não atrai recursos e tem uma atividade mais voltada para o campo de debates do que para políticas efetivas, ela deixou de ser interessante."  

Na composição atual da CDH, não há integrantes do PMDB, PSDB, DEM, PP e PTB entre os titulares. Mesmo Luiza Erundina (PSB-SP), com tradição na CDH, preferiu ser titular do colegiado que discute Ciência e Tecnologia, ficando apenas com a suplência na Comissão de Direitos Humanos. O PT preferiu a Comissão de Constituição e Justiça, Seguridade Social e Família e Relações Exteriores e o PC do B, a recém-criada Comissão de Cultura.  O desinteresse pelo tema dos direitos humanos abriu espaço para os evangélicos ocuparem a comissão com a finalidade de obstruir   debates sobre direitos homossexuais e a legalização do aborto.

Como se não bastasse essa situação lastimável, outra ameaça ainda mais preocupante contra o Estado laico apareceu também hoje: a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (onde estão os mensaleiros petistas) aprovou, nesta quarta-feira (27), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), que inclui as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre estas entidades estão, por exemplo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e a Convenção Batista Nacional.

Por fim, enquanto líderes partidários da Câmara decidiram chamar o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para uma reunião na próxima semana a fim de tentar convencê-lo a deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos, hoje o deputado-pastor, em meio a outra sessão tumultuada, mandou  deter um dos manifestantes, que faziam protesto contra ele durante sessão da comissão, porque o chamou de racista. Vejam no vídeo abaixo (a partir dos 1:25) a situação da comissão e as novas declarações de Marco Feliciano agora se fazendo de vítima de perseguição.

De novo conservadores franceses foram às ruas para dizer que não acreditam na igualdade social

terça-feira, 26 de março de 2013 0 comentários

Liberdade, Igualdade e Fraternidade não são para todos,
segundo conservadores franceses

Por Míriam Martinho

No último domingo, novamente reacionários franceses foram às ruas de Paris para rasgar a bandeira da França. A bandeira tricolor francesa que representa o lema da Revolução Francesa "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" não vale para todos os cidadãos do país, segundo eles. 

Em sua mentalidade antidemocrática, liberdade é o direito que eles têm de ir às ruas protestar contra os direitos civis de parte da população local, contra os direitos civis dos outros.   

Igualdade, seja de oportunidades ou perante a lei, só serve para pessoas heterossexuais.

Fraternidade é conversa mole para se ouvir nas igrejas em dia de domingo.

Como dizer isso abertamente pega mal porque contraria pilares das democracias modernas e inclusive sua hipócrita falação do "amor ao próximo", eles resgatam o velho mantra conservador da defesa da família (que estaria supostamente ameaçada, desta feita pelo casamento homossexual) para justificar seus ataques. Atacamos porque estamos sob ataque. 

Mas de fato não é a família tradicional que está ameaçada e sim o conceito de família como exclusivamente nuclear e heteropatriarcal que está mudando. Os conservadores se ressentem da perda do monopólio do conceito de família pela simples expansão do mesmo. Não há grupos terroristas do arco-íris ameaçando pais e mães de família nem esquadrões Rainbow lançando bombas sobre bairros familiares. Os milhares de casamentos homossexuais que já se realizaram mundo afora e começam a ser feitos no Brasil em nada alteraram nem alterarão a vida dos casais heterossexuais.

Esses conservadores simplesmente ainda não aprenderam a viver em democracia e acham que conceitos religiosos devem reger estados laicos. Muitos gostariam, se pudessem, de trocar a constituição pela bíblia tanto na França quanto no Brasil. Mesmo os que se dizem não religiosos se saem com um samba do conservador doido e misturam o casamento homossexual, pleito de igualdade perante a lei (princípio liberal), com supostas armações comunistas, socialistas, esquerdistas, etc. a fim de destruir a civilização ocidental (sic).

Mas o pleito do casamento LGBT de fato conta com apoio de gente de diferentes doutrinas e ideologias, em várias partes do mundo, tanto entre os de esquerda, centro-esquerda, centro-direita, e até conservadores, como o premiê britânico David Cameron, além de alguns membros do partido republicano americano (para ficar nos exemplos mais conhecidos). Sobretudo, o casamento igualitário conta com o apoio da maior parte das pessoas de bom senso e de bom coração.

Abominação mesmo é ver gente fazendo manifestações não para reivindicar direitos ou protestar contra perda de direitos mas sim para protestar contra a igualdade de direitos, contra os direitos alheios. Neste último domingo, inconformados com os avanços democráticos que o presidente francês, François Hollande, resolveu encampar, os reaças se instalaram nos Campos Elísios, onde a manifestação estava proibida. A polícia teve que usar gás lacrimogênio e bastão para desalojá-los. Furiosos, muitos manifestantes pediram a demissão de Hollande e gritaram Liberté, Liberté!

Não tive pena deles. Não merecem respeito. E no dia 4 de abril, quando o projeto de lei sobre o casamento homossexual for analisado pelo senado francês, espero que o primeiro casamento homossexual a ser oficializado seja entre duas senhoras muito conhecidas dos franceses, Madames Liberté e Egalité (Liberdade e Igualdade), que alguns insistem em separar mas que realmente só funcionam se estiverem casadas.

Abaixo vídeo da manifestação dos conservadores contra a igualdade entre os seres humanos.

Com informações da EuroNews

Em entrevista a Sabrina Sato, pastor Feliciano diz que só se morrer sai da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

segunda-feira, 25 de março de 2013 0 comentários


Apesar de protestos generalizados contra sua permanência na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (até a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil chamou de "retrocesso" ter o pastor Feliciano na CDH), o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou, em entrevista a Sabrina Sato, que não renuncia para não assinar atestado de culpa e que só sai da comissão morto porque foi eleito por acordo partidário, e acordo partidário não se quebra (melhor seria dizer acordo mafioso). Seguem abaixo comentário do Josias de Souza sobre o tema e, ao fim da postagem, o vídeo com a entrevista do famigerado pastor (em particular, a partir dos 02:30).

Feliciano diz que só a morte o tira de comissão
Josias de Souza

O deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não exibe a mínima intenção de deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em entrevista a Sabrina Sato ele disse: “Uma renúncia minha agora é como se eu assinasse um atestado de confissão.”

Como não se considera nem racista nem homofóbico, Feliciano deseja “provar isso” mantendo-se na poltrona. “Fui eleito por um colegiado”, ele declarou. “É um acordo partidário. E acordo partidário não se quebra. Só se eu morrer.” A conversa foi gravada na semana passada e levada ao ar na noite deste domingo (24).

Decidido a deixar claro que não mudou de ideia, Feliciano convidou os seus seguidores no Twitter a assistir à entrevista. Fez mais: pendurou em seu site um texto no qual informa que “prepara viagem oficial à Bolívia”. Coisa para os “próximos dias”.

Feliciano irá interceder em favor dos 12 corintianos recolhidos a uma cadeia boliviana depois da morte de um adolescente na partida do Corinthians contra o San Jose, no dia 20 de fevereiro. Para preparar a viagem, informa o texto, o deputado esteve com o embaixador da Bolívia no Brasil, Jerjes Justiano Talavera.

Tomado pela movimentação, Feliciano vai remar na contramaré de compromissos assumidos por dirigentes do seu partido com Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. Reuniram-se com Henrique o deputado André Moura (SE) e o pastor Everaldo Pereira –respectivamente líder e vice-presidente do PSC.

A dupla comprometeu-se com o presidente da Câmara a providenciar no final de semana a saída negociada de Feliciano. Desde que foi alçado ao comando da Comissão de Direitos Humanos, o deputado-pastor não consegue realizar sessões. Militantes de movimentos gays não permitem.

No dizer de Henrique Alves, chegou-se a uma situação que é “ruim pra todo mundo: para o Feliciano, para o PSC, para a comissão e para a própria Câmara.” Ele espera receber uma resposta dos dirigentes do partido de Feliciano até esta terça (26). Do contrário, levará a encrenca à reunião que costuma realizar semanalmente com todos os líderes partidários.

Há um entrave regimental para a destituição de Feliciano. O pastor foi eleito pela maioria da comissão. Não pode simplesmente ser arrancado da cadeira à revelia. Der resto, nunca é demasiado recordar que as grandes e médias legendas da Câmara –PT, PMDB, PSDB e PSB, por exemplo— foram cúmplices no descalabro.

Mais: PT e PMDB chegaram mesmo a ceder ao PSC assentos que detinham na comissão, permitindo que se formasse a maioria que ratificaria o nome de Feliciano. Pior: PT, PCdoB e o bloco PV-PPS tiveram a oportunidade de indicar um de seus deputados para cuidar dos Direitos Humanos. Preferiram escolher outras comissões.

Com isso, um colegiado que há 18 anos era comandado por legendas ditas de esquerda caiu nas mãos do Partido Social Cristão. O PSC ambicionava outra comissão, a de Fiscalização e Controle. De repente, ganhou de presente a possibilidade de levar à vitrine seu conservadorismo religioso em matéria de costumes. Cometeu, porém, um equívoco. Ao indicar Feliciano, esqueceu de maneirar.

Fonte: Blog do Josias de Souza, 25/03/2013

Maioria de americanos apoia casamento gay, apontam pesquisas

sábado, 23 de março de 2013 0 comentários

O casamento gay na Califórnia e a questão dos direitos federais para os casais homossexuais casados legalmente serão debatidos terça e quarta-feira na Suprema Corte

A maioria dos americanos apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a igualdade de direitos para todos os casais, segundo as pesquisas publicadas nesta sexta-feira, quatro dias antes que a Suprema Corte dos Estados Unidos examine o tema.

O casamento gay na Califórnia e a questão dos direitos federais para os casais homossexuais casados legalmente serão debatidos na próximas terça e quarta-feira na Suprema Corte.

Segundo a pesquisa do Instituto Público de Pesquisa de Religião (Public Religion Research Institute, PRRI), 52% dos entrevistados disseram ser a favor do casamento gay e 42% afirmaram ser contrários. Na Califórnia, o apoio atinge 57%.

Por outro lado, um a cada dois americanos quer que o estado federal reconheça o casamento homossexual, que está legalizado em nove estados, além de Washington DC.

O estudo do PRRI aponta grandes diferenças em função da idade, religião e posição política.

Dessa forma, sete jovens (entre 18 e 29 anos) a cada dez são a favor do casamento gay, dos quais 58% afirmam ser republicanos. Em troca, entre os idosos acima de 65 anos, apenas 36% aprovam, dos quais 14% afirmam ser republicanos.

"Estamos em um ponto de inflexão no tema do casamento gay, impulsionado principalmente por um enorme apoio entre os jovens, mas também de maneira mais geral por uma mudança de opinião", disse em um comunicado Robert P. Jones, presidente de PRRI.

No plano religioso, o casamento gay é apoiado principalmente pelos judeus (81%), pelos que não têm afiliação religiosa (76%), pelos católicos hispânicos (59%), pelos católicos brancos (58%) e pelos protestantes (55%). Se opõem os brancos evangélicos (71%), os protestantes hispânicos (65%) e os protestantes negros (57%).

Em uma pesquisa do Instituto Gallup, 54% dos americanos afirmam, no entanto, que votariam a favor de uma lei que conceda aos casais do mesmo sexo benefícios iguais que casais heterossexuais.

Esta pesquisa, como muitas outras nas últimas semanas, mostra uma tendência crescente da opinião pública americana a favor da união gay.

Fonte: Exame via APF

Associação de Pediatria nos EUA apoia o casamento gay

sexta-feira, 22 de março de 2013 0 comentários


NOVA YORK - A Associação Americana de Pediatria, órgão médico dos Estados Unidos, declarou se posicionou pela primeira vez a favor do casamento gay, ao afirmar que é do melhor interesse dos filhos que o casamento entre pessoas do mesmo sexo seja legalizado. A nova política da academia diz que a aprovação ajuda a garantir direitos, benefícios e segurança a longo prazo para as crianças, apesar de reconhecer que não garantem o acesso a benefícios federais. O apoio dos pediatras se soma agora ao já declarado pelos médicos de família, psiquiatras, psicólogos e enfermeiras.

A revisão da literatura científica da instituição começou há quatro anos. O resultado é um relatório de 10 páginas, com 60 citações - entre elas algumas pesquisas que mostram que o bem-estar de uma criança é muito mais afetado pela força das relações entre os membros da família e seus recursos sociais e econômicos do que pela orientação sexual dos pais.

"Há um consenso cada vez maior, com base na extensa revisão da literatura científica sobre o tema, que mostra que crianças que crescem em famílias chefiadas por gays ou lésbicas não estão em desvantagem em qualquer aspecto significativo em relação aos filhos de pais heterossexuais", disse a instituição em nota. "Se a criança tem dois pais ativos e capazes que escolheram criar um vínculo permanente com o casamento civil, é do melhor interesse da criança que as instituições legais e sociais apoiem eles(as), independentemente de sua orientação sexual".


Para os pediatras americanos, o casamento oferece maior segurança à criança, que passa a ter seus pais cobertos por diversas leis de proteção social, que vão de descontos de impostos à autorização de viagens, e também por motivos de saúde, como o direito à acompanhante e a tomada de decisões médicas em casos de emergência. Quando o casamento não é uma opção, segundo a instituição, as crianças não devem ser privadas de acolhimento ou adoção por pais solteiros ou casais, independentemente da sua orientação sexual.

- Se os estudos são diferentes em forma e amostragem, mas os resultados continuam a ser parecidos, isso dá aos cientistas mais fé no resultado - disse Ellen Perrin, coautor da nova política e professor de pediatria na Tufts University School of Medicine.

Outros cientistas, no entanto, disseram que o endosso da academia foi prematura. Loren Marks, professora de estudos da criança e família na Louisiana State University, em Baton Rouge, disse que não havia dados suficientes para apoiar a posição da instituição em relação ao casamento homossexual.

- A política nacional deve ser informada por dados nacionalmente representativos. Estamos caminhando na direção de dados de alta qualidade nacionais, mas o processo ainda é lento.

Um estudo realizado no Reino Unido comparou 39 famílias chefiadas por mães lésbicas, com 74 formadas por pais heterossexuais e 60 de mulheres solteiras heterossexuais. Não foi encontrada nenhuma diferença entre os grupos em relação a envolvimento emocional, comportamentos anormais relatados por pais ou professores ou transtornos psiquiátricos em si. Mas mães e professores relataram mais problemas de comportamento entre as crianças em famílias monoparentais do que em famílias formadas por casais, qualquer que seja sua orientação sexual.

- O casamento fortalece as famílias e gera mais benefícios ao desenvolvimento da criança. E sensação de de competência e segurança dos pais também aumenta quando eles são capazes de criar os filhos sem estigma - disse Nanette Gartrell, principal autor do estudo e pesquisador visitante na Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

A pesquisa tem limitações, segundo alguns especialistas, incluindo o tamanho das amostras, relativamente pequenas, de pais gays ou lésbicas, mesmo em estudos de longo prazo. Muitos contam com avaliações dos próprios pais, e há relativamente poucos dados sobre o bem-estar de crianças criadas por gays comparado com os criados por lésbicas.

Ryan Timm-Young, um pai de 48 anos de idade, casado e pai de Zélia, 6, encontrou apoio da academia no casamento entre pessoas do mesmo sexo.

- Sempre que uma instituição formal confirma que uma família com pais gays é válida, e não há aspectos negativos que possam ser medidos ou discutidos, isso significa um grande negócio, francamente - disse.

Travis Kidner, um cirurgião de 36 anos de Los Angeles, e Hernan Lopez, um executivo de meia-idade, se casaram em 2008 e tiveram a adoção de Nicolau e Zoe aprovadas.

- É importante para as crianças saberem que estão em um lar estável e que seus pais são casados - disse o médico.

A associação de pediatras tem o histórico de se posicionar em assuntos polêmicos: desencorajou famílias com filhos a terem armas em casa e pediu aos pediatras que prescrevam, com antecedência, pílulas do dia seguinte para adolescentes.

Fonte: Agência O Globo

Eleição de Feliciano foi erro político, diz diretor de sucursal do Estadão

quinta-feira, 21 de março de 2013 0 comentários

João Bosco Rabello

Para João Bosco Rabello, diretor da sucursal do Estadão em Brasília, a situação do pastor Marco Feliciano(PSC-SP), frente à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, fica cada vez mais insustentável.

De fato, é praticamente um consenso, entre as pessoas civilizadas do país, exceção feita ao jornalista de Veja, Reacionaldo Azevedo (num raciocínio distorcido, ele vê as manifestações democráticas contra o pastor como ataques a liberdade de expressão do mesmo) que o pastor, não por ser pastor, mas por pregar contra os direitos civis de homossexuais e outros, é incompatível com o cargo que ocupa. Diga-se de passagem, fora da comissão, ele continuará exercendo sua liberdade de expressão de disseminar a ignorância e o preconceito nos  inúmeros canais de comunicação de que dispõem os pastores evangélicos no Brasil. 

No vídeo abaixo, Bosco fala, com calma e clareza, das razões porque  Feliciano deve cair em breve (o PSC foi convocado a assumir uma posição sobre a saída do pastor até terça que vem). Aula de democracia do jornalista. Ouçam também o famigerado Feliciano dizendo que da comissão ele não sai, ninguém o tira. Veremos! 

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