Depois das noivas da revista Elle, foi a vez das noivas da grife Chanel

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 0 comentários

A grife Chanel também respondeu aos 350 mil reaças que combatem o casamento LGBT

Os 350 mil caretas franceses que foram às ruas de Paris, no dia 13, protestar contra a igualdade de todos perante a lei, ao combater o casamento LGBT, fizeram uma demonstração de força antidemocrática. Mas a resposta não demorou a tardar, vindo de vários pontos da sociedade francesa como as revistas femininas Elle e a tradicional grife Chanel. 

O final do desfile da Chanel Haute Couture, no dia 22 de janeiro, teve duas noivas acompanhadas de um garotinho. Inspirada no romantismo alemão, a poderosa imagem foi a forma do estilista Karl Lagerfeld expressar seu apoio ao casamento igualitário.

Falando com a imprensa após o show, Lagerfeld declarou:

"Não entendo mesmo essa polêmica. Desde 1904 a Igreja e o Estado são separados. Por que duas pessoas que vivem juntas não podem ter a mesma segurança que os burgueses casados ?"


Com informações do site OUT e Reuters

Nos EUA, até cantora country já anuncia gravidez com esposa a tiracolo

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 0 comentários

Chely Wright e Lauren Blitzer anunciaram que esperam bebê para junho

A cantora country (country equivale a nossa música caipira) Chely Wright e sua esposa (nestes termos) Lauren Blitzer anunciaram, via o show virtual Gwissues, que Chely está grávida, e que o casal espera gêmeos para junho.

Chely ganhou as manchetes quando se tornou a primeira artista de música country a sair do armário. Ela registrou seus conflitos para assumir no documentário Wish Me Away.

Em Agosto de 2010, Chely e Lauren casaram em Connecticut. Segue a entrevista abaixo em vídeo, infelizmente sem legendas. Mas tem também a entrevista legendada da estrela à apresentadora Oprah. Apreciem esses novos tempos, apesar dos conservadores da vida.

Com informações do site She Wired, 23/01/2013

"Família no Papel"' sobre adoção LGBT selecionado para Prêmio Maguey do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara

terça-feira, 29 de janeiro de 2013 0 comentários

Documentário já venceu Festival Rio Gay de Cinema 2012


Documentário catarinense é selecionado para festival do México

Filme, de 52 minutos, aborda a adoção por casais homoafetivos no Brasil. Este é o único filme 100% brasileiro que vai concorrer ao Prêmio Maguey.

O documentário catarinense 'Família no Papel', dirigido pelas jornalistas Fernanda Friedrich e Bruna Wagner, foi selecionado para o Prêmio Maguey do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, que ocorre entre os dias 1 e 9 de março. Este é o único filme 100% brasileiro a entrar na mostra oficial, entre 18 filmes do mundo todo.

O filme de 52 minutos, contemplado com o incentivo do Edital Cinemateca Catarinense 2009, aborda a adoção por casais homoafetivos no Brasil, mostrando as histórias de sete famílias e suas lutas pelo direitos de adotarem crianças, em diversas regiões do país (ver trailer abaixo).

Realizado pela segunda vez dentro do Festival Internacional de Guadalajara, o Prêmio Maguey abre espaço para produções audiovisuais relacionadas aos temas: lésbico, gay, bissexual, transexual, transgênero, travesti e intersexual (LGBTTTI). O objetivo é promover a diversidade e a tolerância através da cultura e do cinema diferenciado e inovador, que parte dos problemas que vêm acompanhados de uma orientação sexual aberta e diversa.

Para a diretora Fernanda Friedrich, a seleção foi uma surpresa, mesmo após o filme ser o grande vencedor do Festival Rio Gay de Cinema 2012, um dos maiores do país no gênero, pelo júri popular. "É uma grande honra ter o filme selecionado entre tantos pelo mundo, num dos festivais mais importantes que abrem espaço para discussões envolvendo os temas homossexuais", afirmou.

Estão selecionados filmes de países como Argentina, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Chile, França, Reino Unido, Israel, Suécia, Dinamarca, Alemanha e México. O Prémio Maguey ocorre de 1 a 4 de março, dentro da programação do festival.

Fonte: G1 SC, 23/01/2013

Senado pode autorizar casamento gay ainda em 2013

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Senado pode autorizar casamento gay ainda em 2013

Se aprovado sem recurso, o projeto segue para votação na Câmara dos Deputados

Senadores podem concluir a partir da volta do recesso parlamentar, que termina na próxima sexta-feira, projeto que altera o Código Civil relativo à união estável entre casais do mesmo sexo. A matéria depende agora de votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para seguir para análise dos deputados na Câmara, caso não haja nenhuma alteração no Senado.

Atualmente, o Código Civil reconhece como entidade familiar “a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”. Com o projeto, de autoria da senadora liceneciada Marta Suplicy, que ocupa o cargo de ministra da Ciltura, a lei pode ser alterada para estabelecer como família “a união estável entre duas pessoas”, mantendo o restante do texto do artigo.

Se aprovada a proposta, a união estável entre pessoas do mesmos sexo “poderá converter-se em casamento, mediante requerimento formulado dos companheiros ao oficial do Registro Civil, no qual declarem que não têm impedimentos para casar e indiquem o regime de bens que passam a adotar, dispensada a celebração”.

Relator deu parecer favorável

Em seu voto favorável, o relator do projeto na CCJ, senador Roberto Requião (PMDB-PR), lembra decisão de 2011 do Supremo Tribunal Federal (STF), reconhecendo o direito à formalização da união entre casais homossexuais. Ele concorda com argumento da autora do texto, quanto à necessidade de modificação no Código Civil para incluir a previsão, como forma de conferir segurança jurídica à matéria.

Conforme observa Requião, cabe ao Legislativo adequar a lei em vigor ao entendimento consagrado pelo Supremo, “contribuindo, assim, para o aumento da segurança jurídica e, em última análise, a disseminação da pacificação social”.

Caso a matéria seja aprovada na CCJ e não seja apresentado recurso para exame pelo Plenário, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é reconhecido em alguns países, como Bélgica, Argentina e África do Sul, mas ainda provoca polêmica em muitos outros. Na França, por exemplo, manifestações contra e a favor da legalização, reunindo milhares de pessoas, têm sido noticiadas nos últimos dias.

Em seu discurso de posse para o segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se colocou a favor da legalização, posição também defendida pelo governo da Inglaterra.

Com informações do Estado de Minas via Agência Senado, 28/01/2013

Estratégia de confronto irado com conservadores é tiro no pé!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 0 comentários

Ativistas destemperados acabam dando razão à TFP

Por Míriam Martinho

O Instituto Plínio Correia de Oliveira (IPCO) é a versão atual da antiga TFP (Tradição, Família e Propriedade), organização ultraconservadora católica que fez história por ter apoiado a deposição de João Goulart pelos militares, em 1964, dando início à chamada ditadura militar (de 1964 a 1984).

Como parte da reação conservadora à hegemonia das esquerdas no Brasil e às demandas dos movimentos sociais, a TFP parece ter renascido das cinzas recentemente e, com as roupinhas e estandartes característicos, seus membros voltaram a circular pelas ruas do país com o mesmo discurso embolorado de sempre.

No final da tarde de segunda-feira(14), no centro de Curitiba (PR), lá estavam eles em mais uma de suas Cruzadas pela Família, quando foram cercados por jovens, entre os quais vários homossexuais, que reagiram iradamente à sua hipócrita cantilena. O problema é que esse protesto - justo em essência - foi realizado sem o devido preparo democrático, ficando maculado por xingamentos, gestos obscenos e cusparadas contra os membros do IPCO que, bem treinados, não reagiram. Até pedras atiraram contra os caras, tendo ferido na cabeça um deles que registrou queixa na primeira DP. Lastimável!

Em 8 de dezembro de 2012, fiz uma postagem, intitulada Como combater os injustos sem se parecer com eles em dois vídeos  sobre a reação de transeuntes contra outra manifestação da TFP, daquela feita nos EUA (a organização é internacional). Na postagem, eu alertava sobre o erro de se protestar contra esse pessoal de forma agressiva:


"Naturalmente, a hipocrisia dessa gente faz o sangue de qualquer um(a) ferver, mas ataques contra esses tipos, sobretudo físicos, só os beneficiam. Depois eles fazem uma compilação das reações agressivas das pessoas, indignadas contra sua lixeira religiosa, como no vídeo abaixo, e posam de vítimas, falando com voz calma e postura tranquila que - tadinhos - os LGBT é que são intolerantes e contrários à liberdade de expressão. E essa imagem cola!"

E como cola. Agora foi a vez da filial da TFP curitibana fazer a compilação das reações agressivas que sofreram e posar de cristã perseguida como nos tempos de Roma. Aliás, notar a semelhança entre a edição americana e a brasileira (posto a americana novamente abaixo), o que dá a impressão de coisa orquestrada, de armadilha para ativistas destemperados depois serem apresentados estritamente como agressores.  

Tanto que, ao comentar o causo, o jornalista Carlos Ramalhete, colunista do site Gazeta do Povo, se referiu aos manifestantes, contrários aos tfpistas, como neofascistas:

"Poucos dias atrás, uma manifestação pacífica do IPCO em Curitiba foi atacada por militantes “gay”, em outra demonstração clara da índole fascista deste movimento. Não lhes basta a tolerância; esta, aliás, lhes é estranha. Para eles, vale tudo para calar qualquer voz discordante.

A agressão, desavergonhadamente gravada por um dos que a perpetraram, pode ser vista na internet. É assustador: blasfêmias e berros obscenos a centímetros do rosto, empurrões e ofensas, respondidos apenas com orações e silêncio. Uma pedrada, registrada no 1.º DP, atingiu um dos rapazes do IPCO, que precisou ir ao hospital e receber três pontos de sutura na cabeça. É a ação covarde do neofascismo. 

Não interessa se estamos ou não de acordo com o que diz o IPCO. Eu mesmo não concordo com tudo o que pregam. Eles têm, contudo, o direito de defender em público pacificamente o que querem preservar. E é isto que os neofascistas “gay” estão tentando impedir." (Ataque neofascista)

Como eu dizia no artigo Como combater os injustos sem se parecer com eles em dois vídeos, os oprimidos precisam se distinguir claramente de seus opressores, repensar formas mais justas de agir contra os injustos nos dias de hoje. Na base do olho por olho, como diz o ditado, todo mundo acabará cego.

Protestos contra esses ultraconservadores absurdos  têm mesmo que ser feitos, mas sem palavrões, baixarias, sobretudo sem agressões físicas. Essas situações tendem a se repetir. Melhor pensar em estratégias para o confronto pacífico com esse povo do IPCO e congêneres. Caso contrário, eles - que são os algozes - passarão por vítimas, e os LGBT que são vítimas de suas discriminações é que passarão por algozes, fundamentando a conversa mole da "ditadura gay". Lembrar que imagens sempre valem mais do mil palavras. Nestas abaixo os LGBT ficaram bem mal na fita! 
  

Bem melhor: hoje franceses foram às ruas pelo casamento LGBT

domingo, 27 de janeiro de 2013 1 comentários

Partidários do casamento gay saem às ruas da França

Protesto ocorre 2 dias antes de discussão de projeto de lei. França pode legalizar casamento gay e adoção por homossexuais.

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)
                               
Milhares de partidários do "casamento para todos" saíram às ruas de Paris neste domingo (27), dois 
dias antes da Assembleia Legislativa começar a debater um projeto de lei governamental legalizando o casamento gay e a adoção de crianças por homossexuais.

"Anunciaram uma chuva para esta tarde, mas até o sol está conosco", disse uma jovem, Chloé, de 28 anos, que participava da manifestação envolvida em uma bandeira com as cores do arco-íris. "Eu não sou gay, mas minhas melhores amigas são, e quero demonstrar minha solidariedade", afirmou.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')



                                                                                                                                               No protesto, que começou na Praça Denfert Rochereau, ao sul da capital, e que se dirige à cêntrica Praça da Bastilha, os manifestantes agitavam cartazes onde se lia "Eu milito pelos direitos de todos", "Pela igualdade agora" e "Mais vale um casamento gay que um triste".

"Eu não ia vir, mas ao ver a manifestação de duas semanas atrás e ouvir tantos comentários horríveis, cheios de preconceito, e até de ódio, senti que tinha que estar hoje aqui", disse um jovem que se apresentou apenas como Joss.

O protesto deste domingo certamente será comparado à grande mobilização dos opositores ao casamento gay, que foi apoiada pelo principal partido da oposição de direita, a União por um Movimento Popular (UMP), pela Igreja Católica e pela comunidade muçulmana na França, que chega a 5 milhões de pessoas.

Mulheres posam como noivas em protesto à favor da legalização do casamento gay na França (Foto:BenjaminGirette/AP)

Os partidários do casamento e da adoção para todos tentaram esclarecer que o objetivo da manifestação deste domingo, realizada sob o slogan "igualdade para todos", não é superar os números da mobilização dos opositores ao projeto, que reuniu 800 mil pessoas, segundo os organizadores, e 340 mil, de acordo com a polícia.

O que buscam, segundo os organizadores da marcha, é superar os números da manifestação em apoio ao projeto que ocorreu em meados de dezembro, e que reuniu cerca de 80 mil pessoas.

O governo do presidente socialista francês, François Hollande, também saiu na frente de qualquer polêmica sobre os números, indicando que o projeto do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção por homossexuais será decidido na Assembleia Nacional, e não nas ruas da França.

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)
Fonte: G1 via France Press, 27/01/2013

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