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| Feliciano quer legislar o país com base na Bíblia |
Por Míriam Martinho
Fosse o caso de fazer um ranking dos pastores evangélicos mais charlatães e obscurantistas em voga hoje no país, o deputado federal Marco Feliciano, pelo Partido Social-Cristão (PSC-SP), estaria seguramente entre os finalistas.
Fosse o caso de fazer um ranking dos pastores evangélicos mais charlatães e obscurantistas em voga hoje no país, o deputado federal Marco Feliciano, pelo Partido Social-Cristão (PSC-SP), estaria seguramente entre os finalistas.
No vídeo abaixo que andou circulando pelas redes sociais, Feliciano, com voz lamuriosa mas gritante, faz um show de charlatanismo digno de nota. E como não podia deixar de ser, tem as pessoas homossexuais como seu bode-expiatório.
Logo de cara lamenta não ter conseguido assinaturas para levantar um plebiscito sobre o casamento LGBT (01:30), ataca o ativismo gay como coisa de Satanás (03:12) e afirma que a AIDS é uma doença gay. "A AIDS é uma doença que veio desse povo" (04:40). Por fim, desanda a choramingar a morte de criancinhas inocentes em decorrência da cada vez maior liberação do aborto (como se fetos e criancinhas fossem a mesma coisa). E a apoteose do show charlatão é a conclamação a todos os evangélicos para que se unam a fim de um dia eleger um presidente evangélico no Brasil (em tradução livre).
Após o vídeo da performance obscurantista do pastor-deputado Feliciano, segue um trecho do filme 1984, intitulado "dois minutos de ódio", baseado no famoso romance homônimo de George Orwell. Num regime totalitário, o povo robotizado é induzido a expressar seu ódio por um bode-expiatório, no caso, Goldstein, o grande inimigo da pátria. Crítica sombria contra todos os regimes autoritários (nazifascismo, comunismo) mostra como a maioria das pessoas é facilmente manipulável por fanáticos de vários tipos. Notem a semelhança do povo no filme com o show do pastor e as reações de sua plateia. Pode-se observar o mesmo tipo de comportamento também em estudantes ditos de esquerda, nas universidades brasileiras, quando às voltas com quem deles discorda. Ficam histéricos, gritam e xingam sem parar. São os ditos "dois minutos de ódio".
Orwell concluiu, ao fim da vida, que a "divisão real não é entre conservadores e revolucionários, mas entre autoritários e libertários". Perfeito. Os autoritários são todos farinhas do mesmo saco. Só o conteúdo da reza muda, mas a forma de rezar é a mesma. E todos são muito perigosos. É preciso combatê-los!
Após o vídeo da performance obscurantista do pastor-deputado Feliciano, segue um trecho do filme 1984, intitulado "dois minutos de ódio", baseado no famoso romance homônimo de George Orwell. Num regime totalitário, o povo robotizado é induzido a expressar seu ódio por um bode-expiatório, no caso, Goldstein, o grande inimigo da pátria. Crítica sombria contra todos os regimes autoritários (nazifascismo, comunismo) mostra como a maioria das pessoas é facilmente manipulável por fanáticos de vários tipos. Notem a semelhança do povo no filme com o show do pastor e as reações de sua plateia. Pode-se observar o mesmo tipo de comportamento também em estudantes ditos de esquerda, nas universidades brasileiras, quando às voltas com quem deles discorda. Ficam histéricos, gritam e xingam sem parar. São os ditos "dois minutos de ódio".
Orwell concluiu, ao fim da vida, que a "divisão real não é entre conservadores e revolucionários, mas entre autoritários e libertários". Perfeito. Os autoritários são todos farinhas do mesmo saco. Só o conteúdo da reza muda, mas a forma de rezar é a mesma. E todos são muito perigosos. É preciso combatê-los!













