Carnaval sem Preconceito

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 1 comentários

A Prefeitura do  Rio de Janeiro, através da Coordenadoria Especial da Diversidade Social (CEDS), sob coordenação do estilista Carlos Tufvesson, lançou ontem, terça-feira, dia 14, a campanha Rio Carnaval Sem Preconceito. Versão 2012 da mesma bem-sucedida campanha do ano passado, a Rio Carnaval Sem Preconceito distribuirá, em blocos, praias, bailes, aeroportos e na rodoviária Novo Rio, panfletos informativos sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), preservativos e lubrificantes provenientes da parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, e cartões com informações sobre o carnaval carioca. Veiculará também, em rádio, televisão (na TV Globo durante a programação de Carnaval), bailes, o inspirado samba-enredo, composto pelos bambas Arlindo Cruz e Luana Carvalho, Rio Carnaval Sem Preconceito. Ver abaixo.

Participam do clipe grandes nomes  das escolas de samba cariocas como Noca da Portela, Delegado, Tia Suluca, Lucinha Nobre e Rogério Dorneles (porta-bandeira e mestre-sala da Portela); musas de diversas agremiações como Juliana Alves, Quitéria Chagas, Flávia Piana, Milena Nogueira e Ana Paula Evangelista; as atrizes Suzana Pires, Antonia Fontenelle, Cinara Leal e Michelle Martins; as cantoras Beth Carvalho, Angela Ro Ro e Teresa Cristina e figuras conhecidas do público, como a repórter especial Fernanda Honorato, Talytha Pugliesi, Lucinha Araújo, Diana Balsini, Aloísio de Abreu, Liliane Reis, Thiago Chagas, Clarisse Miranda e Nicole Nandes.

Mais informações: Coordenadoria Especial da Diversidade Social (CEDS-RJ) 

Rio Carnaval Sem Preconceito
(Arlindo Cruz / Luana Carvalho)

É VERÃO, A CIDADE ESTÁ EM FESTA
É O REINADO DA ALEGRIA
TRAGA AS SUAS FANTASIAS
MANDE EMBORA O DESAMOR

DE PÉ NO CHÃO NÃO EXISTE DIFERENÇA
NEM DE COR E NEM DE CRENÇA
VALE TUDO EM NOME DO AMOR
SAMBA É TRADIÇÃO NO MEU RIO DE JANEIRO
UM REDENTOR PRA ABRAÇAR O MUNDO INTEIRO

VEM SER MAIS UM
UM SER DE PAZ NA MULTIDÃO
DEIXAR FALAR SEU CORAÇÃO
SER CARIOCA NO PRAZER DE SONHAR

FOLIÃO, TER LIBERDADE É NÃO TER MEDO
SACODE A POEIRA E BATE NO PEITO
O RIO É CARNAVAL SEM PRECONCEITO

TOLERÂNCIA ZERO COM A DISCRIMINAÇÃO
VOCÊ QUER, EU QUERO
MAIS RESPEITO E INCLUSÃO
FELICIDADE É O NOSSO DIREITO
VAMOS LÁ, MEU RIO CARNAVAL SEM PRECONCEITO

Maternidade Lésbica: mulheres que gostam de mulheres  e são mães!

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Venturas e desventuras da maternidade nas palavras de nossas entrevistadas de Brasília (DF), Lusilene, digitadora, 39, que tem uma menina de 6 anos, e Recife (PE) Amanda, 33, produtora, que tem um menino de 1 ano e 8 meses.

UOO: Primeiro, falem um pouco de suas vidas. Vocês se identificam como lésbicas ou bissexuais?

Amanda: Agora como lésbica, mas já tive experiências com homens.
Lusilene: Olha, eu me identifico mais como lésbica do que bi, pois, apesar de já ter namorado homens, quando era mais nova, prefiro as mulheres porque a gente se entende melhor. Moro sozinha com minha filha. Viemos para Brasília em 2005. É uma cidade onde me identifico muito porque foi aqui onde tudo começou.

UOO:  Vocês tiveram filhos numa produção independente ou num casamento formal?

Amanda: Produção independente...
Lusilene:  A minha filha veio por acaso, foi um descuido. No começo foi difícil admitir que estava grávida.

UOO:
  Se casaram, casaram por pressão social ou familiar ou por amor simplesmente?

Amanda: Não casei. o pai do meu filho é um amigo.
Lusilene:  Nunca me casei nem pretendo me casar com homens.

UOO:  Vocês sempre quiseram ser mães ou acabaram sendo para atender as convenções sociais que afirmam que todas as mulheres devem ser mães?

Amanda:  Não planejei, mas tinha vontade sim.
Lusilene:  Nunca pensei em ser mãe, não me imaginava como mãe, mas agora afirmo que ser mãe é muito bom.

UOO:  Vocês têm quantas crianças? Meninas e meninos? E quantos anos ela(s), ele(s) têm?

Amanda:  Tenho 1 menino de 8 anos..Lindo de morrer e muito amado.
Lusilene:  Só tenho uma filha de 6 anos.

UOO:  Sempre se interessaram também por mulheres? E sempre vivenciaram esse interesse ou só após a separação?

Amanda:  Tive minha primeira namorada aos 14 anos. Sempre soube do meu interesse por mulheres.
Lusilene:  Sempre me interessei por mulheres, e isso já vem desde a minha adolescência; só que tinha medo de me assumir totalmente.

UOO:  E como tem sido o relacionamento de sua(s) namorada(s) com seus filhos?

Amanda:  Estou com o que considero meu primeiro relacionamento sério e longo, por isso, o contato maior com o assunto foi mesmo com ela, e eles se adoram (meu filho e minha namorada). Ele já sabe de tudo porque acho que um exemplo que posso deixar pra ele é de que se deve ir atrás do que se ama, e ser quem se é, sempre.
Lusilene:  Não tenho namorada atualmente, mas quando tive o relacionamento foi péssimo: ela não gostava da minha filha e queria que eu desse mas atenção a ela do que pra minha filha. Só que eu sabia dividir as coisas, e ela não entendia. Por isso terminamos.

UOO:  Vocês acham que as mães lésbicas sofrem mais preconceito da sociedade do que as lésbicas que não têm filhos?

Amanda:  Acho que sim porque temos que conviver com mães, professoras, e, infelizmente, as pessoas do meu convívio que não aceitam a minha condição, usam isso pra me atingir mais fundo. Só que eu me faço respeitar e sem fazer nada, apenas sendo quem sou. Quem tem o que fazer são eles, aprendendo a lidar com a diferença.
Lusilene:  Acho que sim, mas ainda não sofri esse tipo de preconceito, porque não gosto de falar da minha vida pessoal com as pessoas no trabalho, e tenho amigas que tem filhos e não sofreram nenhum preconceito. De qualquer forma, acho que as pessoas têm que respeitar a opção de cada uma.

UOO: A família de vocês sabe que se relacionam com mulheres? Se sim, como eles encaram? E os pais de suas crianças?

Amanda:  Minha família sabe, e tenho a sorte de ter uma mãe que me apóia. Alguns irmãos não apóiam (são 5, sou a sexta, caçula, imagine...), mas, como disse, só vão até onde eu deixo. E o pai do meu filho nunca se meteu nessa área da minha vida.
Lusilene:  A minha família não se mete muito na minha vida, mas, se eu arrumar alguma namorada, com certeza já saberei a opinião deles porque eles não admitem que eu namorei uma mulher e falam que é uma doença e etc. O pai da minha filha não sabe que ela existe; a gente só ficou uma vez, e ai aconteceu.

UOO:  Quais os problemas que vocês enfrentam como mães lésbicas: com a família, com amigos, no trabalho, na escola?
Amanda:  Coisas do tipo ver meu filho chateado por causa de crianças que não vieram na festinha dele, e eu sabendo pelo que foi ...Pessoas da família dizendo que eu não posso expor ele a esse tipo de coisa, ou até olhares tortos, na escola.. e coisas do gênero.. Mas também tenho grandes pessoas comigo e com ele, que me ajudam muito. Não faço disso um drama porque não é nem quero que ele ache que seja. Tiramos de letra e somos felizes.
Lusilene:  Vários. É difícil a gente se encontrar. Os meus amigos gays se afastaram de mim, quase não falo com eles.. No trabalho, ninguém sabe que sou lésbica. Na escola, minha filha fica sendo motivo de piadas....mas estou dando um jeito nisso.

UOO: : E da própria população lésbica? Vocês acham que as lésbicas preferem as mulheres sem filhos?

Amanda:  Acho que varia, como numa relação heterossexual: tem gente que prefere sem, que prefere com, e para quem não faz diferença.
Lusilene:  Lógico que elas preferem as mulheres sem filhos, por isso que ainda estou sozinha.

UOO:  Por fim, que mensagem gostariam de deixar para as leitoras e leitores da UOO?
Amanda:  Nunca deixem de fazer e ficar com quem amam, todos os tipos de amor, e preconceito é coisa de gente limitada, não se limite a elas..bjs.
Lusilene: Que lutemos pelos nossos direitos e que sejamos mais unidas porque precisamos vencer todos os preconceitos que existem.

Originalmente publicada em 09/05/07 no site Um Outro Olhar

Jô Soares arrasa o homofóbico Marcelo Crivella!

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O vídeo abaixo foi postado em agosto de 2011, mas tão divertido que vale o registro atual para a gente desopilar um pouco o fígado. Trata-se de trecho de uma entrevista que o senador evangélico Marcelo Crivella concedeu ao Jô Soares no programa do Jô. 

Entre outras pérolas, Crivella afirma - como de praxe - que o PLC 122 quer calar a boca de quem critica o homossexualismo. E o Jô retruca: "- O homossexualismo é passível de crítica? Isso é que eu não entendo. É como dizer assim...vamos criticar agora o gordo. O gordo é um pecador porque é contra a natureza. É antinatural. Logo é pecado..."

Outra do gordo, quando Crivella declara que ele (Jô) pressupõe que as pessoas nascem homossexuais: "- ...Ou nascem ou não nascem... que seja uma opção. Sujeito chega aos 50 anos e diz assim 'vou virar viado'. O que é que a Igreja tem a ver com isso? Por que o sujeito é mais pecador por causa de uma opção sua? Eu não vejo qual é o pecado já que não interfere na sua salvação. Eu não vejo ninguém no céu barrando a entrada de uma pessoa - você é viado, vai pro inferno... Eu não consigo ver isso..."

Tão exaltado o Jô fica sobre o assunto que mal deixa o Crivella falar, tanto que o próprio até reclama disso. Para quem dizia que o Jô Soares era até homofóbico, por conta de suas piadinhas sobre gays, pode ir reavaliando seus conceitos. O boneco do ventríloquo 666 teve que se esforçar para não mostrar quem realmente fala quando ele abre a boca.

 O Dia Seguinte

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 3 comentários

O Dia Seguinte
autor(a): Diedra Roriz


Acordou suada e esbaforida. O coração acelerado, dando pulos dentro do peito.

Passou a mão nos cabelos, tentando inutilmente retirar a lembrança que ainda parecia pregada às retinas.

Um pênis enorme, vindo em direção a ela, duro e erguido.

O mais horrível pesadelo que já havia tido.

Pior... E mais inquietante por que... Sequer despertava uma sensação inteiramente ruim.

Mas deveria.

Era preciso!

Ergueu as cobertas, descobrindo que estava completamente nua. E sem saber como havia se despido ou sido despida.

Seria possível?

Forçou a mente, apertando as têmporas com os dedos...

Nada.

Nem um mísero resquício.

Como se a memória houvesse sido apagada, qual filme de ficção científica.

Pegou o travesseiro para esmagá-lo entre as duas mãos - numa tentativa infantil, mas bastante eficaz de extravasar a frustração que sentia – e deu um grito.

Debaixo dele a prova concreta: uma cueca. Supostamente esquecida.

Pulou para fora da cama com as mãos cobrindo a boca, a surpresa mantendo os olhos ampliados e a respiração desesperada e arredia.

Vestiu uma camiseta, um short e uma calcinha.

Colocou a cabeça para fora da porta do quarto, tentando descobrir se Bia - a amiga com quem dividia o apê - estava ou havia saído.

Um alívio incomensurável ao perceber que se encontrava sozinha.

Precisava agir rápido. Eliminar a prova do crime.

Correu descalça, tropeçando até a cozinha.

Vasculhou as gavetas até finalmente encontrar o que queria.

Brandindo o garfo imenso de churrasco nas mãos, como um tridente de Netuno enfurecido, caminhou resolutamente até a cama, repetindo para si mesma:

- Calma... Respira... Devagar... … só uma cue...

Parou por aí.

Para conter a muito custo a ânsia de vômito que subia.

Precisou de uma concentração incrível para conseguir pescar a peça de roupa na pontinha do garfo - a repulsa mantendo o braço esticado para manter a maior distância possível – e jogá-la na privada pensando:

- Preciso me livrar disso!

Deu a descarga.

A peça infame desceu, mas a água subiu, regurgitada pelo cano entupido.

Imaginou o encanador tirando a causa do entupimento dali, com um sorriso lascivo... Bia ao lado dele com um esgar de decepção no rosto, recriminando:

- Nunca esperaria isso de você. Tudo, menos isso.

Enquanto ela própria dizia:

- Juro que não sei o que aconteceu... Não sei o que houve! Eu nunca faria isso!

Quando deu por si, estava ajoelhada no chão frio do banheiro, as mãos unidas em súplica:

- Me perdoa! Não sei o que fiz!

Levou alguns minutos para entender que estava sozinha.

Correu de volta para o quarto, pegou o celular na mesinha de cabeceira e fez a única coisa que poderia: ligou para a analista. Com uma ansiedade extrema, esperou o toque cessar na secretária eletrônica.

Venceu sem esforço a repulsa que sentia da frieza da maquininha. A urgência era muito maior do que qualquer tipo de pudor ideológico, ou como a irmã definia:

- Frescura, Maurinha!

Deixou um recado sucinto:

- Alô? Ana Cecília? … Maura. Preciso que você me atenda hoje. … um caso de vida ou morte. Estou surtando aqui.

Desligou ainda incessantemente intranquila.

Ficou andando de um lado para o outro na cozinha.

Implorou mentalmente, numa prece que se repetia:

- Que ninguém fique sabendo! Que ninguém tenha visto!

Caso contrário, o que diria? Como explicaria?

Não havia desculpa para aquilo.

Seria execrada, afastada, banida.

Para sempre taxada, apontada como:

- Aquela que dormiu com um carinha!

Estava assim, imaginando as caras de reprovação, as amigas lhes dando as costas, toda uma vida perdida, quando viu a porta abrir para dar passagem a Bia.

Jogou-se aos pés da amiga. Agarrada às pernas dela, aos prantos, gritou numa mea culpa arrependida:

- Perdão! Eu juro que não queria! Não sei o que deu em mim!

Bia ficou parada, absolutamente fria.

Olhou para Maura exatamente como esta havia imaginado: decepcionadíssima.

E disse:

- Tudo bem. Mas da próxima vez que você chegar bêbada em casa, como uma gata no cio, não conte comigo, nem com a minha cueca, muito menos com o meu brinquedinho.

Heterrorismo: chegamos ao limite

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Mães pela Igualdade (Curitiba, PR)
Apesar das controvérsias sobre o aumento de crimes contra LGBT (não se sabe se de fato os crimes aumentaram ou se apenas se tornaram mais visíveis porque agora as pessoas têm possibilidades de denunciar a violência), o fato é que a homofobia, principalmente em sua vertente heterrorista de espancamentos e assassinatos, existe sim e é necessário combatê-la e acabar com a impunidade dos criminosos. 

Segue abaixo depoimento de uma senhora que perdeu seu filho para a homofobia e há 10 anos espera justiça. O grupo ALLOUT está desenvolvendo uma campanha que visa pressionar o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a tomar providências governamentais no combate a esses crimes. Veja o vídeo e participe da campanha. Acesse também a página do Mães pela Igualdade, grupo de mães que luta contra o preconceito e a discriminação aos LGBT.

Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo protesta contra veto a filme gay

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 1 comentários


O governo Dilma entrará para a História como um dos maiores equívocos de nossa política, em geral já  tão equivocada. Fora outros aspectos éticos, econômicos e administrativos que fogem aos temas do site, Dilma também vem representando um retrocesso em termos de moral e costumes.

Para elegê-la, foram feitas alianças tão heterogêneas que vão desde partidos comunistas (que nem deveriam ser legais) até conservadores religiosos como, em particular, a turma dos evangélicos. Estes últimos parecem ter as rédeas do governo: qualquer menção a temas que contrariem os dogmas conservadores, como aborto, direitos homossexuais, descriminação das drogas, leva Dilma às cordas.

Agora novamente outro vídeo de prevenção a DST/AIDS, entre homens gays, foi parcialmente vetado, com desculpas esfarrapadas, e a recém-empossada ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, enquadrada publicamente por ter dito que apóia a legalização do aborto. 

Quanto ao veto ao vídeo, o tradicional Fórum de ONG-AIDS do Estado de SP promete até apelar para a justiça internacional no sentido de tê-lo de volta circulando amplamente. Leia abaixo a nota de repúdio da instituição, ao veto contra o filme de prevenção em AIDS dirigido aos homossexuais, e - novamente - sua reprodução em vídeo.
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NOTA DE REPÚDIO CONTRA O VETO DO GOVERNO FEDERAL AO FILME DE PREVENÇÃO EM AIDS DIRIGIDO AOS HOMOSSEXUAIS

O Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo, que congrega 92 entidades filiadas, reunido em 10 de fevereiro de 2012, vem a público REPUDIAR o veto do Governo Federal que impediu a veiculação, em TV aberta e canais de grande circulação, do filme dirigido aos jovens homossexuais, como parte integrante da campanha nacional de prevenção em aids do carnaval.

Contestamos a versão divulgada pelo Ministério da Saúde de que o filme censurado não seria veiculado em TV, mas apenas em ambientes fechados freqüentados por homossexuais. São evidências do veto do governo: 1) O filme foi apresentado durante o lançamento das peças da campanha dia 2/02, no Rio de Janeiro; 2) A descrição do filme, como sendo para TV, consta de texto amplamente divulgado pelo Ministério da Saúde; 3) O filme foi retirado sem explicações do site oficial do Departamento de DST-Aids; 4) As características técnicas do filme apresentam o padrão comercial da televisão brasileira , como o formato de 30 segundos, a linguagem para grande público , estética e narrativa igualmente características dessa tradicional mensagem publicitária de TV.

Denunciamos que a censura interna imposta pelo Governo ao vídeo é clara demonstração de discriminação e de violação aos direitos dos homossexuais, população altamente vulnerável à infecção pelo HIV e que demanda, portanto, campanha de saúde pública de grande alcance.
Neste sentido, decidimos pela denúncia formal contra o Governo brasileiro, em instâncias nacionais e internacionais de Direitos Humanos. 

Ao mesmo tempo daremos entrada à Representação junto ao Ministério Público Federal, para que seja apurada a conduta discriminatória do Governo Federal, bem como o desperdício de recursos públicos com a produção de uma campanha sem a devida veiculação em canais adequados.

Por fim, apelamos ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e à Presidenta da República, Dilma Roussef, que derrubem o veto ao filme e autorizem a sua veiculação em veículos de comunicação de massa antes do carnaval de 2012.
Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo

Ver também: Guerra nada santa entre autoritários: explica os vetos de Dilma aos direitos homossexuais
PEC 99/2011: Uma proposta indecente

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