She-ra e Felina se beijam na nova temporada da animação na Netflix

quarta-feira, 27 de maio de 2020 0 comentários

She-ra tem romance lésbico e beijo gay em nova temporada na Netflix
Beijo lésbico em She-ra - Foto: Reprodução/Netflix

She-ra iniciou romance com a vilã Felina

O último episódio da quinta temporada de She-ra e as Princesas do Poder, na Netflix, surpreendeu os fãs da animação. A princesa Adora, que quando tem os super poderes se transforma na She-ra, e a vilã Felina protagonizaram uma cena de beijo e iniciaram um romance lésbico na história.

Os momentos finais do enredo são cercados de muitas batalhas e tensão. Após salvar a vida de Adora, Felina irá revelar que é apaixonada por ela e será retribuída com um beijo. A sequência respondeu aos questionamentos dos espectadores que desconfiavam que a rivalidade entre as duas era, na verdade, amor.

A nova versão da Netflix de She-ra, animação que fez muito sucesso nos anos de 1980 e 1990, foi massacrada por grupos conservadores logo na primeira temporada, já que os produtores optaram por dar representatividade ao universo LGB e discutir o empoderamento feminino.

Assumidamente homossexual, a responsável pela adaptação, Noelle Stevenson, declarou para jornalistas norte-americanos que quis debater a diversidade no desenho, tanto que diminuiu os seios e alterou as roupas da personagem.

Nos últimos anos, desenhos animados estão apostando em figuras gays com a alegação de que querem retratar uma sociedade mais justa e igualitária, ressaltando a importância de respeitar os próximos, como foram os casos de Steven Universo e The Loud House.

Confira a cena do beijo abaixo:

She-ra e os personagens gays

She-ra e Felina não foram as únicas personagens que engataram um relacionamento homossexual. Os pais do Arqueiro, Lance e George também eram casados e o que mais chamou atenção é o fato deles serem negros, assunto que é um grande tabu nos Estados Unidos.

As princesas Netossa e Spinnerela também viveram um romance lésbico, com direito a beijo, tiveram grande torcida entre o público para que continuasse juntas.

She-ra e as Princesas do Poder teve cinco temporadas, contabilizando 52 ao todo. A última parte da série de animação estreou no dia 15 de maio.

Clipping She-ra tem romance lésbico e beijo gay em nova temporada na Netflix, Na telinha, 21/05/2020

Poeta pernambucana Ágnes Souza lança livro onde se aprofunda nas relações lésbicas explícitas

segunda-feira, 25 de maio de 2020 0 comentários

Ágnes Souza e capa de Pouso. (Foto: Divulgação)
Ágnes Souza e sua poesia sáfica

A poeta pernambucana Ágnes Souza está lançando o livro Pouso (Editora Moinhos), sua segunda publicação após a estreia com re-cordis (2016). Na obra, a artista se aprofunda nas relações lésbicas de forma explícita, saindo do lugar da neutralidade, além de dar mais espaço para a própria escrita, que ganha poemas mais longos. Em pré-venda desde abril, a obra foi oficialmente lançada após a realização de uma live com a poeta e o editor da Moinhos, Nathan Magalhães, na terça-feira dia 19/05.
Esse processo não foi proposital. É fruto de muita pesquisa e leitura que acabou desembocando nos meus textos”, conta a autora, que se inspirou bastante no conceito de "infraordinário", cunhado por Georges Perec e utilizado pela poeta carioca Marília Garcia.
O infraordinário coloca luz sobre o que não é extraordinário na vida, sobre o que é pequeno e mínimo mas que ainda assim faz parte do nosso dia a dia e, por isso, também é passível de poesia", explica Ágnes.
O cotidiano guia toda a poesia do livro, que fala sobretudo sobre o passar dos dias, jogando luz sobre aspectos corriqueiros da nossa rotina. Seja exercício de escrever um poema, as relações cotidianas, uma conversa de bar, uma pessoa fumando um cigarro, o metrô, um olhar profundo sobre alguém ou até o que se sente ao olhar um corpo apaixonado.

Pouso traz, em sua maioria, poemas direcionados a outras pessoas. Muitas dessas, mulheres, que são “fotografadas” sob os vários ângulos que existem num relacionamento entre uma mulher e outra. Por vezes, esse ângulo é mais fechado, se debruçando sobre uma parte pequena de um corpo, como um umbigo.
Muitos desses poemas são dedicados a amigos, romances, personagens de filme... Eu gosto de lembrar de um verso da poeta Bruna Beber que diz que 'todo poema carrega um rosto e nele um susto que nunca passou', as minhas dedicatórias são esses rostos", explica a escritora.
Serviço
Quanto: Livro por R$ 40, no site da editora
Clipping Poeta pernambucana Ágnes Souza lança livro com temática LGBT, Diário de Pernambuco, 19/05/2020

Registro de casamentos homossexuais entra em vigor na Costa Rica

sexta-feira, 15 de maio de 2020 0 comentários

Suprema Corte da Costa Rica estabeleceu prazo, em 2018, de 18 meses
 para o início dos registros de casamento LG no país

Enfim, o casamento igualitário entra em vigor na Costa Rica. O país, que vinha adiando essa decisão há anos, decidiu aprovar o registro civil de casais do mesmo sexo em plena pandemia, a fim de permitir que casais homossexuais, com pedidos de processos ativos desde 2016, finalmente sejam oficializados.

Segundo o portal ‘Q Costa Rica’, o parlamentar Luis Guillermo Chinchilla disse que tudo foi organizado para que os processos que já estavam em andamento sejam oficializados o mais rápido possível e novos registros possam ser feitos sem burocracia.
O Registro Civil fez esforços significativos para ajustar todos os sistemas de computadores em matéria de registro civil, com o objetivo de gerenciar esses registros de maneira oportuna e rápida, sempre dentro da estrutura de segurança de registro adequada e eficaz, como de costume por nossa instituição”, disse ele.
Até o final de maio, os casais do mesmo sexo já poderão dar entrada nos processos nos cartórios para oficializar a união civil. A procura já é tanta que foi feita uma lista de espera com agendamentos de atendimento. Eles vão começar a registrar todo mundo a partir do dia 26 de maio.

A Suprema Corte do país, decidiu em 2018 que era inconstitucional proibir casais do mesmo sexo de se casarem e estabeleceu um prazo total de 18 meses para a legislatura passar pelas devidas modificações a fim de caber nos autos o direito do registro civil para a comunidade de gays e lésbicas.

As últimas eleições no país, 2017/2018, foi dominada pelas pautas LGBT, após a decisão do Supremo. O candidato presidencial evangélico, Fabricio Alvarado Muñoz, emergiu do nada nas pesquisas do sexto lugar, após ‘prometer’ uma campanha agressiva contra o casamento gay no país.
Já o candidato centrista, Carlos Alvarado Quesada, acabou vencendo as eleições na votação de segundo turno.

N. E.
Um grupo de 24 legisladores apresentou uma moção à Corte Constitucional, dia 12/05,  no sentido de adiar a entrada em vigor do casamento entre pessoas do mesmo sexo por, no mínimo, um ano e meio a partir do fim da pandemia do novo coronavírus. Considerando que as estatísticas de contaminados e mortos, no país, é baixíssima, conclui-se que a moção é apenas desculpa para atrasar a concretização do casamento igualitário no país.

Clipping Costa Rica legaliza casamento gay, Meia Hora, 13/05/20

Ser mãe também é um direito das lésbicas

quarta-feira, 13 de maio de 2020 0 comentários

Lesbian Artificial Insemination - Process, Success Rate & Cost
Sonho da maternidade acessível às lésbicas via reprodução assistida


Reprodução assistida, direitos e questão de gênero


No Brasil e em várias partes do mundo, pessoas homossexuais são alvos de vários tipos de preconceitos. Neste cenário de lutas, cada direito conquistado representa um grande avanço em direção ao respeito e igualdade. Alguns dos direitos recentes desta população no Brasil são a maternidade e a paternidade com a reprodução assistida, regulamentada em 2013 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Na França, o direito à reprodução assistida de mulheres solteiras e lésbicas foi aprovado pela Câmara, em 2019, com previsão de votação no Senado ainda em 2020.

Apesar de ainda ser um primeiro passo, a aprovação da Lei de Bioética representa um grande marco para elas. A legislação também propõe uma reforma de filiação para os bebês de genitoras homossexuais e do acesso às origens para crianças nascidas com doação de esperma e, ainda, a permissão para utilização da criopreservação (congelamento de óvulos), para todas as mulheres.

Atualmente, o congelamento de óvulos e ovários é permitido somente em casos de patologias causadoras de infertilidade, como tratamentos de câncer e endometriose e, pesquisas com células-troncos de embriões.

No Brasil, a regulamentação do conselho permite dois tipos de reprodução assistida. A primeira é a inseminação artificial com o óvulo sendo fecundado pelo espermatozoide de um doador de banco de sêmen e, posteriormente, implantado no útero. A segunda alternativa é a gravidez compartilhada com a possibilidade das duas mães participarem da gestação do bebê, sendo que uma doa o óvulo que será fecundado, também por um espermatozoide doado e, a outra recebe a implantação do embrião em seu útero.

Nos dois casos, é fundamental lembrar da influência da idade para quem concederá o óvulo para o sucesso do procedimento, já que quanto mais nova, melhor a qualidade dos gametas.

Mesmo com a aprovação pela câmara francesa, o tema reprodução assistida entre homossexuais ainda causa controvérsia. É possível afirmar que se trata de um processo natural do reconhecimento de direitos das minorias e que também está ligado às cinco fases de mudanças: negação – forma de recusar o fato ou sua possibilidade; raiva – um mecanismo de defesa da decepção, demonstrando raiva de si ou de outras pessoas; negociação - forma de evitar a mudança drástica e efetiva; a depressão – medo ou tristeza provocada por tal mudança e aceitação – mudança passa a ser aceita e a pessoa começa a desenvolver a percepção que tudo ficará bem.

Aos poucos, a realização do sonho da maternidade e paternidade com a reprodução assistida poderá estar ao alcance de mais pessoas. No caso de gays e lésbicas, os direitos começam a se expandir em todos os setores sociais, inclusive na medicina reprodutiva, possibilitando que mais casais possam ter filhos.

Clipping Ser mãe independe da orientação sexual, por Marco Melo (especialista em reprodução assistida), O Tempo, 10/05/2020

Ver também Métodos de reprodução assistida para casais de mulheres que querem engravidar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Um Outro Olhar © 2025 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum