Atriz de Mulheres Apaixonadas não quis repetir papel de lésbica em novela da Globo

terça-feira, 7 de agosto de 2018 1 comentários

Clara e Rafaela em Mulheres Apaixonadas

Atriz revela que rompeu com a Globo após 2º convite para interpretar lésbica

Paula Picarelli tinha 25 anos quando estourou em Mulheres Apaixonadas (2003), na Globo, interpretando a estudante Rafaela Machado, namorada de Clara Resende (Alinne Moraes). Era a sua segunda novela, e ela foi tão bem avaliada que logo recebeu convite para uma nova trama. No entanto, a atriz optou por romper com a emissora. O motivo? O novo papel era o de uma menina masculina e ela não se sentiu confortável. 
Eu lembro que na época tinha surgido a possibilidade de eu fazer uma personagem numa novela das 19h, que era uma menina meio masculina. Daí eu falei: 'Talvez eu já esteja dentro de alguma caixinha na emissora e não me interessa seguir por esse caminho'. Então, eu também procurei outras coisas", diz ao Notícias da TV. 
Atuar em novelas deixou de ser uma prioridade, tanto que a trama de Manoel Carlos foi sua última. Hoje, aos 40 anos, ela ela se dedica a trabalhos com os quais se identifica, como a série Psi, da HBO, na qual interpreta a promotora Taís desde 2014. Ela iniciou as gravações da quarta temporada na semana passada. 

Embora a repercussão de seu trabalho em Mulheres Apaixonadas tenha sido positiva, Paula precisou lidar com o assédio e a curiosidade em torno de sua vida pessoal. Afinal, interpretou uma lésbica no horário nobre da Globo e ainda protagonizou um beijo um beijo discreto com Alinne Moraes no último capítulo da novela. 
A experiência na novela foi muito difícil para mim, eu fui muito exposta e eu não tinha certeza do que [eu queria]. Não sabia o que ia acontecer, como eu seria exposta, como a minha vida iria mudar, como eu deveria reagir diante dessa nova realidade. Eu não tinha instrumentos para lidar com o que estava acontecendo comigo naquele momento. Depois da novela, preferi voltar para um projeto meu de teatro, até para entender toda a experiência que eu tinha vivido, e como seriam os meus passos como artista a partir de então." 
Teatro, literatura, espiritualidade e autoanálise fizeram Paula encontrar as respostas de seus dilemas. Ela escreveu e atuou em peças em que expôs seus anseios pessoa , escreveu um livro sobre sua vivência religiosa em uma seita, e olhou para si mesma para descobrir se "estar na Globo" era um sonho pessoal ou uma tentativa de satisfazer os desejos de seus parentes. 
Uma coisa muito boa que acontece com essa idade [40 anos] é que eu lido diferente com as expectativas. Quanto menos expectativas eu criar, mais tranquila é a minha vida. Esse lance de você projetar sonhos distantes, ou muito difíceis de serem alcançados, por um lado pode te impulsionar a agir, mas por outro as coisas nunca acontecem como a gente imagina e a gente só se frustra", reflete. 
Mesmo depois de 15 anos sem fazer novelas, Paula não descarta a possibilidade de voltar a trabalhar em uma longa produção na TV no futuro. Mas, no momento, ela diz que esse não é o tipo de trabalho que está procurando. 
A curto prazo, seria impossível encaixar as agendas, porque estou gravando Psi e vou estrear um projeto no teatro. Não sou contra fazer novela, não me recusaria a fazer. Não sei como me comportaria diante de um convite, porque quando a realidade acontece é bem diferente de como a gente imagina, mas neste momento não está nos meus planos e nem estou indo atrás disso", afirma. Além de se dedicar à gravação da nova temporada de Psi, indicada ao Emmy Internacional de melhor série dramática em 2015, Paula tem dividido seu tempo com o espetáculo Odisseia, em cartaz no teatro do Sesc da avenida Paulista.  
Eu atuo e também escrevi os textos junto com o Leonardo Moreira, que é o diretor de dramaturgia. As coisas que a gente cria dizem muito sobre o que a gente pensa e quer falar nesse momento. A gente se apropria muito mais do trabalho. Estou tocando meus projetos pessoais, por que eles estão me mostrando que são diferentes do que eu pensava e mais legais do que eu imaginava", diz.
Fonte: Notícias da TV, por Gabriel Perline, 20/06/2018

Filhos casais de mesmo sexo crescem tão bem quanto os de casais heterossexuais

quinta-feira, 26 de julho de 2018 0 comentários


Filhos de pais gays crescem tão bem quanto os de casais heterossexuais
Estudo científico analisou quase 400 casais com filhos e traçou suas condições psicológicas

São Paulo – Um estudo sobre pais do mesmo sexo concluiu que seus filhos são tão bem psicologicamente ajustados quanto os de casais heterossexuais–ou mesmo melhores.

Conduzida por psicólogos da Universidade de Sapienza de Roma e da Universidade do Texas de Austin, a pesquisa envolveu quase 400 casais.

Feito com base em questionários, o estudo consultou 195 pais heterossexuais (que tiveram filhos sob condições naturais), 70 casais de homens, que tiveram filhos com uma mulher (algo como barriga de aluguel), e 125 casais de mulheres, com concepção por doação de esperma.

As perguntas feitas aos pais foram “Quanto vocês avaliam que a sua família é funcional?”, “Quais são os pontos fortes, fracos e características sociais dos seus filhos?” e “Qual é a avaliação que faz se si mesmo enquanto pai?”. Os resultados foram compilados e analisados estatisticamente.

Os pesquisadores destacaram que as crianças com pais gays e mães lésbicas foram reportadas mostrando menor ocorrência de problemas psicológicos do que filhos de pais heterossexuais.

O estudo foi analisado pela comunidade científica e publicado no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics.

Ainda assim, ele tem algumas limitações. Ele não é longitudinal, quando pesquisadores acompanham os participantes de uma pesquisa ao longo dos anos, e é baseado em questionário, o que deixa a conclusão sujeita ao que se chama de viés.

No contexto científico, o novo estudo faz sentido e se encaixa em uma série de outros levantamentos e pesquisas feitas em diferentes regiões do planeta.

Em 2010, por exemplo, uma análise de 33 estudos sobre o bem-estar de crianças criadas por pais homossexuais concluiu que não há evidências, em termos sociais, educacionais, comportamentais e emocionais, que elas sejam piores do que os filhos de casais heterossexuais.

Fonte: Exame, por Lucas Agrela, 04/07/2018

Segundo estudo da Public Health England, lésbicas têm vida sexual mais feliz do que mulheres héteros

terça-feira, 24 de julho de 2018 0 comentários


Lésbicas têm vida sexual mais feliz do que mulheres héteros, diz estudo

Mulheres que se relacionam com mulheres têm vida sexual mais satisfatória do que as heterossexuais. De acordo com estudo da Public Health England deste ano, apenas metade das mulheres entrevistadas está feliz com a vida sexual, mas entre as lésbicas o índice é muito maior: pode superar os 70%. 

Segundo estudos publicados em 2014 no "Journal of Sexual Medicine", enquanto as mulheres que transam com mulheres gozam 75% do tempo do sexo, as heterossexuais "chegam lá" em apenas 61% do tempo.  (Entre os homens, por outro lado, a diferença entre o prazer dos gays e dos héteros é mínima: 85% e 86%, respectivamente. )

O motivo?
É simples: as mulheres lésbicas sabem onde é o seu clitóris e sabem o que fazer para conseguir um orgasmo. Elas não precisam mostrar à parceira o que fazer, o que significa que sua satisfação sexual é maior", explicou Matty Silver, terapeuta de saúde sexual, em entrevista ao "The Guardian".
Sue Mann, consultora de saúde pública responsável pela pesquisa da Public Health England, acrescenta que muitos homens deixam as preliminares de lado e acreditam que a parceira vai gozar apenas com a penetração, mas apenas 20% das das mulheres, segundo a pesquisa, "chegam lá" sem estimulação clitoriana.
É uma das razões pelas quais muitas mulheres heterossexuais falsificam seu orgasmo", diz Mann. 
Idade

Um dado interessante da pesquisa é que, de acordo com as 7 mil entrevistadas, o sexo melhora com o passar do tempo. Enquanto 50% das mulheres de 25 a 34 anos se dizem satisfeitas com a vida sexual, o número cresce para 71% na faixa etária de 55 a 64 anos.

Fonte: Universa, 13/07/2018

Tribunal de Justiça do Distrito Federal condena empresa de ônibus a indenizar passageiro que sofreu homofobia

segunda-feira, 23 de julho de 2018 0 comentários

Pare a homofobia

TJDFT condena empresa de ônibus a indenizar passageiro que sofreu homofobia
A Urbi Mobilidade Urbana terá que pagar R$ 7 mil a vítima. O cobrador do coletivo disse que não era obrigado a conviver com homossexuais e ofendeu o passageiro

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou a empresa Urbi Mobilidade Urbana a indenizar um passageiro em R$ 7 mil. Maurício Martins, 25 anos, sofreu homofobia por um funcionário da empresa do coletivo. O caso aconteceu em 10 de abril de 2017, quando a vítima entrou no ônibus e o cobrador da empresa disse que “não era obrigado a conviver com homossexuais” e que todos os gays “têm problemas mentais”.

À época, Maurício filmou toda ação do agressor e registrou boletim de ocorrência na 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria). De acordo com ele, as ofensas duraram toda a viagem, do início do Pistão Sul até o Taguacenter. 
Sou ativista LGBT, engajado, não sou discreto. Tenho o estereótipo, por isso eu senti que foi direcionado para mim”, disse ao Correio na época do ocorrido.
Após a ocasião, Maurício precisou fazer acompanhamento psicológico por seis meses. 
Adquiri síndrome do pânico e parei até mesmo de pegar ônibus”, afirma. 
De acordo com ele, a condenação vai servir de exemplo para os outros LGBTs, que ainda tem medo de denunciar. 
Ao pagar a indenização, sabemos que eles estão assumindo parte da culpa. O ideal seria que fossem implementados programas de combate ao preconceito dentro da empresa”, frisa.
Quando o fato ocorreu, a Urbi Mobilidade Urbana informou que repudia atitudes e discursos de ódio e intolerância dentro dos ônibus. O Correio entrou em contato com a empresa nesta sexta-feira (20/7), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
  
Confira o vídeo:

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