Igreja da Comunidade Metropolitana de Fortaleza prega religião sem preconceito

segunda-feira, 2 de junho de 2014 1 comentários

Igreja prega religião sem preconceito
A Igreja da Comunidade Metropolitana de Fortaleza, no bairro Benfica, abre as portas para o público LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Igreja tem cerca de 30 fiéis engajados

Parece uma igreja como outra qualquer. Uma cruz ao fundo em lugar de destaque, um altar simples contendo a Bíblia, espécies litúrgicas do pão e do vinho e uma tribuna para pregação. “O Senhor é meu pastor... Sou gay e Ele sabe, me ama e me aceita como eu sou. O meu Deus não faz acepção de pessoas”, diz o reverendo Igor Simões, 32 anos, fundador e líder da Igreja da Comunidade Metropolitana de Fortaleza (ICM), no bairro Benfica.

Aos poucos, os fiéis começam a chegar e a congregação dá início a mais uma reunião. O período do louvor é marcado pela emoção e confraternização dos presentes, que se preparam para ouvir a pregação da Palavra de Deus. Todos dão as mãos e fazem uma prece, na qual declaram que “creem em Deus, Pai de todos, que deu a terra a todos os povos e a todos ama sem distinção.”

“Essa é a mesa da inclusão, na qual todos são bem vindos”, declara o cofundador e líder da ICM, diácono Ed Moreira. Ao fim, todos se abraçam e alguns beijos entre iguais são vistos aqui e ali.

Essa é a rotina semanal da ICM, que funciona há sete anos em Fortaleza. De acordo com Ed Moreira, no decorrer desse tempo, mais de 500 pessoas já passaram pela comunidade, que atualmente possui 30 membros engajados, entre homens e mulheres. A ICM também tem um público flutuante que varia a cada reunião. “Somos cristãos independentes e inclusivos, sem filiação a nenhuma denominação, seja ela católica ou evangélica”, ressalta o reverendo Igor.

Ao tratar de questões como homossexualidade e promiscuidade, Igor diz que “a igreja faz o papel de orientar, de mostrar o caminho correto, mas cada um dos membros é livre para exercer a sua sexualidade da forma que achar correta. Enquanto comunidade de fé, nosso papel é aproximar nossos membros de Deus”. Segundo o reverendo, “a questão de dizer que todo gay é promíscuo é estereotipar. Tem gays que nem praticam sexo, como se pode dizer que todo gay é promíscuo? Isso é generalizar”, ressalta.

Quando questionados sobre as “passagens de terror” (como são chamadas as passagens que supostamente condenariam a homossexualidade), os líderes da ICM afirmam ser “uma questão de intenção no momento da tradução dos textos sagrados do grego antigo para o latim, que deu origem às línguas modernas”. Ed Moreira diz que o termo utilizado pelo apóstolo Paulo para efeminados e sodomitas, no texto original em grego, faz referência a práticas imorais de idolatria, quando homens deitavam com outros homens em adoração a deuses pagãos.

Tabus

Na ICM, tabus como o sexo antes do casamento são vistos de forma diferente das igrejas convencionais, “Desde que não atrapalhe a cerimônia, eu não vejo nenhum mal”, brinca o reverendo Igor Simões. “Aqui nós somos contra todo tipo de hipocrisia, nos apresentamos diante de Deus como somos, com todas as nossas necessidades”, complementa.

Serviço

Igreja da Comunidade Metropolitana

Onde: Rua Senador Catunda, 162. Benfica
Quando: domingos, às 18 horas

Informações: www.icmfortaleza.tk

Filme sobre geração de ativistas que lutou contra AIDS estreia na HBO

sexta-feira, 30 de maio de 2014 2 comentários

Matt Boomer e Mark Ruffalo em cena de “The normal heart” 

Em uma cena de “The normal heart”, Tommy Boatwright, baseado no ativista Rodger McFarlane (1955-2009) e vivido por Jim Parsons, é escalado para homenagear mais um amigo morto em um funeral na Nova York da primeira metade dos anos 1980. Na igreja, ele desaba: “Odeio esses serviços fúnebres, hoje os principais eventos de nossas vidas sociais. Estamos perdendo toda uma geração. Jovens desaparecendo. Quantas músicas deixarão de ser feitas? Quantas coreografias jamais serão executadas? Estou furioso. Por que eles estão nos deixando morrer? Por que ninguém nos ajuda? A verdade, a resposta, é simples: eles simplesmente não gostam da gente”. A gente, no caso, são os gays da Nova York à época.

O monólogo é a reprodução de cena que o dramaturgo Larry Kramer testemunhou e transportou para o palco do The Public Theater, em 1985. Um dos mais notórios — e controversos — militantes pelos direitos civis dos homossexuais nos EUA e dos primeiros a apontar o que percebia ser irresponsabilidade das autoridades e da própria comunidade gay durante a explosão da epidemia da Aids, o autor, ele próprio HIV positivo, retornou à labuta para a adaptação de sua peça para a TV, em telefilme que estreia na HBO neste sábado, às 22h.

Durante uma década, Barbra Streisand deteve os direitos de adaptação para o cinema, mas o longa só saiu do papel quando Ryan Murphy, criador da série “Glee”, penhorou sua casa para reviver a história de Ned Weeks (Mark Ruffalo), escritor e alter ego de Kramer, alçado a líder de uma comunidade devastada por uma doença tão desconhecida quanto letal, por meio da ONG Gay Men’s Health Crisis.

— Li o texto de Kramer quando estava na faculdade e nunca mais me esqueci. Trabalhamos juntos por três anos no roteiro, e o filme conta com 40% de material novo, assinado por ele — diz Murphy.

Para o ator que vive Weeks, Kramer foi, “indiscutivelmente”, um herói do movimento pelos direitos civis nos EUA, cujo capítulo dedicado aos homossexuais é “sensacional e repleto de drama”.

— Passei horas conversando com Larry. Pedia para me contar histórias da época e não procurei nenhum distanciamento do personagem. Quis retratar com a maior fidelidade possível sua trajetória, sua tragédia heroica — conta Mark Ruffalo.

Parsons, conhecido pelo Sheldon da série “The Big Bang Theory”, é o único ator de uma trupe estelar — Ruffalo, Julia Roberts, Matt Bomer, Alfred Molina, e com Brad Pitt assinando a coprodução — a ter também vivido o drama nos palcos, na montagem da Broadway de 2011 (agraciada com três prêmios Tony). Gay, como Murphy (que é casado e pai de um menino), Parsons diz ter sido impossível, nas filmagens, não refletir sobre as conquistas civis dos homossexuais nas últimas três décadas:

— E, ao mesmo tempo, quanto mais você mergulha no texto, mais percebe o humanismo de “The normal heart”. É o que machuca o coração, porque você não consegue deixar de pensar: isso pode acontecer de novo, com qualquer grupo. Por isso é importante relembrar e pensar em como a sociedade pode evitar uma repetição daquele desastre.

O filme, que traz Roberts como a médica Emma Brookner — inspirada em Linda Laubenstein (1947-1992), vitimada pelo pólio e uma das primeiras a tratar de pacientes com o vírus da Aids —, termina em 1984, antes do aparecimento dos primeiros testes de HIV. Das conversas com Kramer, Murphy recorda um paralelo estabelecido pelo dramaturgo: naquele momento histórico, silêncio, armário e vergonha significavam morte. Por conta de sua decisão de denunciar tanto a administração local do democrata Ed Koch quanto a nacional, do republicano Ronald Reagan, e de expor a vida privada de militantes e servidores públicos, Weeks é afastado do comitê executivo da Gay Men’s Health Crisis ao mesmo tempo em que enfrenta um drama pessoal: a deterioração da saúde de seu companheiro, o repórter do “New York Times” Felix, vivido por Matt Bomer, galã da televisão americana assumidamente gay e casado, pai de três filhos.

— Os tempos mudaram, mas a discussão sobre a epidemia global da Aids é ainda tão importante e contemporânea quanto o debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a luta por termos, todos nós, o direito de sermos amados e aceitos como cidadãos, independentemente da afetividade sexual. A História provou que Larry estava certo. De herético, ele se transformou em um dos heróis do movimento pelos direitos civis dos gays nos EUA — diz Murphy.

Fonte: Bahia Notícias, via ESP, 26/05/2014

Casais homossexuais serão contabilizados como famílias em censo nos EUA

quinta-feira, 29 de maio de 2014 0 comentários


Gays casados serão recenseados como famílias nos Estados Unidos
Casais homossexuais eram contabilizados como 'casais não casados'.

Casamento gay é permitido em número cada vez maior de estados. A agência governamental encarregada pelo censo nos Estados Unidos (United States Census Bureau, em inglês) vai contabilizar em suas estatísticas, a partir de agora, os casais homossexuais casados como famílias, para retratar a evolução da sociedade norte-americana.

O casamento entre homossexuais "é agora reconhecido a nível federal, então chegou a hora de contabilizá-lo entre os casais casados", explica Rose Kreider, especialista em assuntos familiares da agência oficial, citada pelo jornal The Washington Post.

Até agora estes casais eram contabilizados como "casais não casados" e não eram considerados famílias. O casamento gay é permitido num número cada vez maior de estados do país.

Em setembro deste ano, o organismo publicará seu estudo anual sobre a população dos Estados Unidos em 2013 e, pela primeira vez, os casais homossexuais casados serão levados em conta no número de famílias entrevistadas.

Segundo as últimas estatísticas do United States Census Bureau, correspondentes a 2012, haveria 182 mil casais homossexuais casados entre 56 milhões de famílias recenseadas no país.

Em junho de 2013 a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou a lei de defesa do casamento, que definia o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher, dando aos casais homossexuais os mesmos direitos em termos de proteção e ajudas às heterossexuais.

O apoio ao casamento homossexual nos Estados Unidos chegou ao seu maior nível recentemente (55%), segundo uma sondagem do instituto Gallup realizada há uma semana.

O Gallup lembrou que em 1996, 68% dos norte-americanos era contra este tipo de união, frente a 27% que se dizia favorável.

O United States Census Bureau começou a registrar dados sobre os casais homossexuais em 1990, quando foi adicionada a categoria "casal não casado".

Fonte: G1 via AFP, 27/05/2014

Dattch, novo aplicativo de encontro para mulheres lésbicas e bissexuais que vai além das aparências

quarta-feira, 28 de maio de 2014 0 comentários


Dattch é um aplicativo de encontro para mulheres lésbicas e bissexuais. Disponível gratuitamente para iOS, o app permite conhecer novas pessoas para namoro, amizade, por exemplo.

Diferentemente do Tinder e Grindr, apps nos quais foi inspirado, o Dattch possui mecanismo de filtros e espaço para postar interesses pessoais. A usuária é incentivada a escrever onde passou o fim de semana, seus pratos favoritos ou coisas que "sem as quais não vive", permitindo uma abordagem para além da beleza física.

Para entrar, é preciso fazer login pelo Facebook. Isso evita a presença de homens se fazendo passar por mulher, garantindo mais conforto ao público real. O Dattch foi desenvolvido no Reino Unido e até neste momento tem foco em Londres, mas é possível se cadastrar de qualquer lugar do mundo. A ideia da criadora, Robyn Exton, é expandir o serviço internacionalmente, conforme ele for atingindo mais repercussão.

Funcionalidades

Os recursos são apresentados em uma barra localizada na parte inferior da tela. Em “Profile” é possível visualizar perfis, definir filtros de acordo com idade e distância, assim como acessar as pessoas marcadas como favoritas na “Wishlist”. Clicando em “Inbox”, você tem acesso às mensagens enviadas e recebidas de forma privada.

A função ”Would you?” mostra dois perfis a serem analisados pelas fotos. A usuária deve mover a preferida para um quadrado, e caso ela tenha feito o mesmo as duas serão notificadas.

Há ainda o blog do aplicativo, que traz artigos e notícias voltadas ao público lésbico, e o espaço para editar suas informações pessoais. É possivel convidar amigas para participar da rede social e mostrar algum perfil que acredite que combina com o seu. Faça download de Dattch e marque seu encontro.

Fonte: TechTudo, por Marcela Vaz, 21/05/2014 

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