Vive la France: Aprovado casamento igualitário!

terça-feira, 23 de abril de 2013 0 comentários


O Parlamento francês aprovou nesta terça-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo por 331 votos a favor (mais do que a maioria necessária de 270) e 225 contra.

Mal o presidente do Parlamento, Claude Bartolone, anunciou os resultados, a maior parte dos deputados levantou-se e gritou "Igualdade".

Minutos antes da votação, e quando a última oradora da sessão falava, houve uma tentativa de manifestação por parte do público que assistia, mas Bartolone exigiu calma: "Aqui só tem lugar quem ama a liberdade".

À porta da Assembleia Nacional preparava-se uma manifestação contra a lei e mil polícias tinham sido mobilizados para o local.

O projecto de lei aprovado em França, que é o 14.º país do mundo a legalizar o casamento gay, é muito abrangente e dá aos casais do mesmo sexo o direito de adoptar. Permite também que pessoas oriundas de outros países se casem ali. Eis os principais pontos da lei aprovada depois de um debate parlamentar de 46 horas e 45 minutos, como disse Claude Bartolone:

— Esta lei consiste na concessão às pessoas do mesmo sexo da liberdade de se casarem e o direito de adoptarem. O novo artigo 142 do Código Civil passará a indicar que “o casamento é um contrato entre pessoas de sexos diferentes ou do mesmo sexo”. As disposições decorrentes, como a idade dos noivos, ficam como estavam.

— Os franceses passarão a ter a possibilidade de casar com um estrangeiro do mesmo sexo ou dois estrangeiros do mesmo sexo poderão casar em França, mesmo no caso em que lei dos seus países não reconheça a validade do casamento homossexual.

— A abertura do casamento a pessoas do mesmo sexo autoriza necessariamente a adopção, seja a adopção conjunta ou apenas por parte de um dos esposos.

— A nova lei modifica, para todos os casamentos, heterossexuais e homossexuais, as regras do nome de família. Em caso de desacordo entre os pais, o nome dos dois será dado à criança, por ordem alfabética. No caso de não poder haver escolha, por a criança ter já uma filiação de sangue, a criança toma o nome do pai, como acontece actualmente.

— O casamento de pessoas do mesmo sexo realizado no estrangeiro antes de a lei entrar em vigor pode ser objecto de vallidação em França.

— O Governo poderá legislar de forma a aplicar aos casais do mesmo sexo as disposições legais em vigor, além das que estão no Código Civil, nomeadamente as que fazem referência a “marido”, “mulher”, “pai”, “mãe”, “viúvo” e “viúva”.

— A nova lei proibe qualquer sanção contra alguém que, por motivos de orientação sexual, recuse ser expatriado para um país que reprime a homossexualidade.

Fonte: Público.pt

Documentário "O Mesmo Amor" retrata relação de homossexuais com a religião

segunda-feira, 22 de abril de 2013 0 comentários

O documentário "O Mesmo Amor" é um retrato da relação de homossexuais com a religião a partir da história de vida de personagens que encontraram, dentro de um ambiente religioso que acolhe a diversidade, conforto e realização com a própria fé. O projeto tem como foco a Igreja Cristã Evangelho Para Todos, uma das primeiras igrejas cristãs do Brasil a pregar a Teologia Inclusiva.

Idealizado e Roteirizado por: Paulo do Valle, Ligia Dumit, Luiza Judice, Mariane Galacini Produzido por: Firehouse Media

Participações:
José Antônio Trasferetti
Joide Miranda
Indira Valença
Vagner Jacobowsky
Bruno Fornazari
Luciana Leopoldo
Bruna Leopoldo
Gyslayny Silva
Saulo Franco
Julio* (nome fictício)
 

Na Islândia e no Brasil, políticos homossexuais chegaram ao Executivo sem esconder a quem amam

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A premiê da Islândia, Johanna Sigurdardottir, e sua esposa Jonina Leosdottir 

Por Míriam Martinho


A premiê da Islândia, Johanna Sigurdardottir (70 anos), chegou em Pequim, no dia 13 de abril, acompanhada da mulher, em visita oficial de cinco dias à China, para a assinatura de um acordo de livre comércio com o país.

Sua esposa (como a imprensa internacional a tratou), Jonina Leosdottir, participou de atividades sociais, como primeira-dama, incluindo uma visita à Universidade de Estudos Internacionais de Pequim, onde conversou com os estudantes.

Primeira executiva abertamente homossexual de um país, Johanna Sigurdardottir não teve problemas de se eleger devido à sua orientação sexual. Os islandeses fazem parte daquela parte do mundo, chamada Escandinávia (Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia) que sempre esteve e continua à frente do resto do mundo em índices democráticos, sociais, políticos e agora também econômicos. A prestigiada revista inglesa The Economist declarou, em sua última edição, que o novo modelo para o planeta são os países nórdicos, pois conseguiram unir o que há de melhor no pensamento de direita e de esquerda, produzindo sociedades de vigorosa economia capitalista sem abdicar do Estado de Bem-Estar social.

Nada a estranhar, portanto, que ninguém, na Islândia, tenha considerado a orientação sexual de Johanna Sigurdardottir um obstáculo para sua eleição como primeira-ministra, pois o que o país levou em consideração - como deve ser - foi sua capacidade para o cargo. Surpreendente,  contudo, é que o mesmo também tenha acontecido num país deitado em atraso esplêndido como o Brasil, guardadas às devidas proporções.

Edgar e o companheiro Alex (Foto: Divulgação / Edgar de Souza)
Nas últimas eleições de 2012, Edgar de Souza (PSDB), também assumidamente homossexual, chegou à prefeitura de Lins (cidade do interior paulista), com 53,23% dos votos válidos e garantiu sua eleição. Naturalmente, ao contrário do que aconteceu com Johanna Sigurdardottir, na Islândia, a homossexualidade de Edgar foi usada para tentar desqualificá-lo para o cargo. Em entrevista ao G1, Edgar disse que só falou de sua orientação sexual durante o último comício antes do pleito municipal. Então, comentou no palanque: 

“Eu não tenho que esconder com quem eu vivo, quem eu amo. Se eu esconder, não mereço ser prefeito de vocês. Deus me ama como homossexual”.

Disse também que as tentativas de usarem sua vida íntima contra sua candidatura fracassaram:

“Nunca usei a homossexualidade para levar uma bandeira e tudo o que eles tentaram fazer caiu por terra. Minha opção não define meu caráter e meus votos foram devido à minha história política.” 

Pois é. Tudo que eles tentaram fazer contra Egdar caiu por terra e tudo que continuam fazendo contra todas as pessoas homossexuais também cairá. Num futuro não muito distante, até aqui no Brasil, a homossexualidade será reduzida ao seu devido tamanho (mero detalhe), e membros dessa parte da humanidade, tão alijada dos direitos mais básicos, será medida exclusivamente pelo que são como seres humanos. Como sempre digo, os conservadores ladram, mas a humanidade continua passando.

Com informações do South China Morning Post e G1

Meu lar é você: Amor entre francesa e israelense vira documentário

sábado, 20 de abril de 2013 0 comentários

Documentário sobre o amor de Yaelle e Aya

Uma imigrou da França e a outra é israelense nata. No documentário “Home is You” (Meu lar é você), Yaelle e Aya Shwed contam sua história de amor, desde que se conheceram, a aceitação de uma nova identidade, até a depressão pós-casamento no Canadá. Elas contam tudo! E sob diferentes ângulos: do ponto de vista de Yaelle, abrir mão de seu país, de sua língua e da não-aceitação dos pais. Já do lado de Aya, vemos a história sob o prisma de uma mulher apaixonada e bem-resolvida com sua sexualidade que faz tudo para sua parceira se adaptar em Israel.

Divulgado na internet, o filme tem ganhado cada vez mais simpatizantes e está sendo exibido em várias cidades israelenses neste mês. A próxima sessão está marcada para acontecer na Cinemateca de Sderot. Bom, para quem está longe, vale dar uma olhadinha no trailer do filme que segue abaixo.

Fonte: Volta ao Mundo (Alexandre Adoni) e  Home is You
 

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