Nova série de vídeos pelo Casamento Igualitário no Brasil

quinta-feira, 7 de março de 2013 0 comentários


Campanha Nacional pelo Casamento Civil Igualitário, lançada em abril de 2012, começa a divulgar uma nova série de vídeos que contará com a participação de artistas, comunicadores sociais e acadêmicos de distintas universidades e profissões, que vão responder, de forma clara e didática, a todas as dúvidas que muitas pessoas ainda têm sobre esse tema e a todos os questionamentos que habitualmente são feitos contra o direito de gays e lésbicas a se casarem.

No primeiro vídeo dessa nova fase, intitulada Perguntas e respostas sobre o casamento civil igualitário,  o apresentador Marcelo Tas e a advogada Maria Berenice Dias pessoas respondem àqueles que dizem ser contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo porque a finalidade do mesmo seria a procriação (segue o vídeo abaixo).

Em todos os países do mundo em que o debate sobre o casamento igualitário começou a ganhar força, perguntas como essa foram feitas. E outras semelhantes: “É verdade que a palavra casamento significa “união de homem e mulher” e por isso não poderia ser usado para definir a união entre pessoas do mesmo sexo? Por que os gays e as lésbicas não se conformam com a união civil? E qual é a diferença entre a união civil e a união estável? O que é que é mesmo a união civil? O casamento pertence às igrejas? Qual a diferença entre casamento civil e religioso? E o que é que a Bíblia diz sobre a homossexualidade? É verdade que o casamento sempre foi entre um homem e uma mulher? E o que acontece com a adoção de crianças? No Brasil, o casamento entre dois homens ou duas mulheres já é legal? Em todo o país ou apenas em alguns estados? O que foi que o STF decidiu? Em quais países o casamento entre dois homens ou duas mulheres é legal?”

Com informações da Campanha Nacional pelo Casamento Civil Igualitário

Comerciais com temática lesbiana (para conhecer ou relembrar)

quarta-feira, 6 de março de 2013 0 comentários

Fruto Proibido

Comerciais de carros, roupas, lingeries, bebidas e companhias de aviação com temática lesbiana. Para ver, rever e se divertir!

Casamento LGBT ainda não chegou à cidade maravilhosa

terça-feira, 5 de março de 2013 0 comentários

As noivas de Paris

Casamento gay para os paulistanos e nada para os cariocas

Os gays cariocas não estão com a mesma sorte do que os paulistanos. Na última sexta-feira (01), foi aprovado pela lei o casamento homossexual nos cartórios sem a necessidade da autorização judicial. Agora não é preciso registrar a união estável para depois solicitar a conversão em casamento nem será necessário recorrer à Justiça. Basta ir direto a um dos 832 Cartórios de Registro Civil e solicitar a habilitação.

Para entender a situação em São Paulo: até a edição da norma, os processos de casamento homossexual eram submetidos à apreciação do juiz que fiscaliza cada cartório. Se a resposta fosse positiva, o casamento era realizado. Caso contrário, o casal era obrigado a recorrer à Segunda Instância do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que na maioria dos casos autorizava a união.

“Foi o maior avanço pelos direitos iguais que tivemos no país na última década”, diz Carlos Tufvesson, da Coordenadoria da Diversidade Sexual, pasta da prefeitura do Rio. Tufvesson e o arquiteto André Piva, juntos há 17 anos, se casaram em 2011, com uma grande festa no MAM-RJ (Museu de Arte Moderna), mas não conseguiram a habilitação — o pedido de conversão de sua união estável em casamento foi negado pelo juiz da 1ª Vara de Registro Público da capital, o que contrariou a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiram reconhecer união estável entre pessoas do mesmo sexo dia 25 de outubro de 2011.

“Esse é um momento muito importante, não só para os homossexuais de São Paulo, mas para toda a sociedade brasileira. Muita gente ainda não tem conhecimento, mas o casamento civil igualitário já é uma realidade em Alagoas, Bahia, DF, Espírito Santo, Piauí." Jean Wyllys  

“Entramos com uma ação no Supremo de descumprimento de sentença da plenária do STF, confiante na justiça do meu país. A lei tem que ser cumprida! A lei da união estável assegura o direito à conversão em casamento civil quando solicitada, tanto que vários casais do mesmo sexo já casaram em nosso país! No Rio, existe apenas uma Vara de Registros Públicos e ficou essa questão nada técnica tanto que alguns casais já tiveram essa decisão derrubada em segunda instância”, diz Tufvesson. No fórum central da cidade do Rio existe apenas uma única Vara de Registros Públicos, onde obrigatoriamente são encaminhados estes mesmos pedidos.

“É um avanço necessário, mas as pessoas têm que entender que casamento gay não é uma fusão de empresas e não é uma questão patrimonial. Não quero me casar para receber os bens do meu marido. O grande problema do sistema é não reconhecer que temos uma relação que é baseada no amor como entre qualquer casal que se ama. Não estou casado há dezessete anos por sexo!”, diz ele. “União estável é uma coisa, casamento é outra. A única maneira de ter igualdade de direito é com o casamento civil. Um exemplo: se eu for atropelado, o André não pode me ver no hospital porque não é família. A união estável não muda o seu estado civil”, explica Tufvesson.

O Deputado Federal Jean Wyllys, primeiro parlamentar assumidamente gay do congresso e um dos maiores militantes da luta pelo casamento civil igualitário em todo o país, diz: “Esse é um momento muito importante, não só para os homossexuais de São Paulo, mas para toda a sociedade brasileira. Muita gente ainda não tem conhecimento, mas o casamento civil igualitário já é uma realidade em Alagoas, Bahia, DF, Espírito Santo, Piauí. Com São Paulo comprando essa briga, ganhamos um apoio importante para igualdade continuar avançando no restante do país e garantir a mudança na legislação para que nenhum casal gay ou lésbico passe por diversos tipos de discriminação legal e social”.

Fonte: Coluna Bruno Astuto, Revista Época, 04/03/2013

Ator e diretor Clint Eastwood, republicano de longa data, também apoia casamento igualitário

segunda-feira, 4 de março de 2013 0 comentários

Clint Eastwood 
Na rapidez que a aprovação do casamento LGBT caminha internacionalmente, só vão ficar contra ele as alas mais reacionárias dos partidos conservadores, os fundamentalistas católicos e evangélicos, o PT e a Dilma Roussef (estes últimos em razão de seus conluios com a bancada evangélica).

Nos EUA, até os republicanos já apoiam. Entre eles, o aclamado ator e diretor Clint Eastwood, de Menina de Ouro, Gran Torino, Invictus, entre outros grandes filmes. Ao que tudo indica, os EUA deverão legalizar o casamento em todo o país em breve. 

Vejam o destaque e a notícia completa abaixo:

Destaque: Em uma surpreendente iniciativa, 131 republicanos – incluindo assessores dos ex-rivais de Obama na campanha presidencial Mitt Romney e John McCain – apresentaram um documento pedindo que a Suprema Corte revogue a proibição do casamento gay.

Inclusive o ator e diretor Clint Eastwood, um republicano de longa data, que apoiou publicamente Romney na Convenção Nacional Republicana, se uniu a antigos membros do governo da administração de George W. Bush, legisladores e ex-governadores que assinaram a proposta.

Pressão para que Supremo reconheça casamento gay

Obama acelera processos para legitimação da união de pessoas do mesmo sexo

Chantal Valery

Uma improvável coalizão que reúne grandes corporações, legisladores republicanos e até o cineasta Clint Eastwood ao governo de Barack Obama encontrou uma causa comum ao pedir à Suprema Corte dos Estados Unidos que legalize o casamento homossexual.

Os nove juízes do Supremo, que decidem alguns dos assuntos mais polêmicos para a sociedade americana, irão analisar – entre os dias 26 e 27 de março – a delicada questão das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

O casamento homossexual está proibido a nível federal mas foi legalizado em nove estados do país e na capital, Washington DC, criando uma anomalia constitucional.

Em um movimento sem precedentes, o governo do presidente Obama apoiou oficialmente o casamento gay ao enviar um documento à Suprema Corte pedindo a anulação da lei federal que define o casamento como a união entre um homem e uma mulher.

Esta é a primeira vez que um presidente dos Estados Unidos apoia publicamente os direitos dos homossexuais diante da Suprema Corte.

Segundo o documento, a Lei Federal de Defesa do Casamento de 1996 (Defense of Marriage Act, Doma), que proíbe o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, “viola a igualdade de direitos prevista na Constituição” através da 14ª emenda.

A Doma “nega a dezenas de milhares de casais do mesmo sexo, que estão casados sob leis estaduais, uma série de importantes benefícios federais disponíveis para os casais heterossexuais,” destaca a carta assinada pelo procurador-geral dos Estados Unidos, Donald Verrilli.

Na quinta-feira, o governo foi mais além e enviou um documento à Suprema Corte de Justiça para se opor à intenção do estado da Califórnia de proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O governo de Obama evocou a cláusula de “proteção igualitária” para questionar a constitucionalidade da “Proposição 8” da Califórnia, medida aprovada em referendo em 2008 e que proíbe o casamento gay nesse estado do oeste do país.

Obama explicou nesta sexta-feira a motivação diante de sua atitude: “não sentia que fosse algo que este governo pudesse evitar, sentia que era importante para nós articularmos o que acredito que este governo representa”.

Esta atitude foi qualificada como “histórica” pelo grupo gay Human Right Campaign.

Nove estados (Connecticut, Iowa, Maine, Maryland, Massachusetts, New Hampshire, Nova York, Vermont e Washington) assim como a capital do país, Washington, autorizam o casamento homossexual.

Em uma surpreendente iniciativa, 131 republicanos – incluindo assessores dos ex-rivais de Obama na campanha presidencial Mitt Romney e John McCain – apresentaram um documento pedindo que a Suprema Corte revogue a proibição do casamento gay.

Inclusive o ator e diretor Clint Eastwood, um republicano de longa data, que apoiou publicamente Romney na Convenção Nacional Republicana, se uniu a antigos membros do governo da administração de George W. Bush, legisladores e ex-governadores que assinaram a proposta.

Jogadores de futebol americano, assim como 13 estados do país, grupos de defesa de direitos humanos, sociólogos, especialistas conservadores e liberais se encontram entre os signatários da petição enviada à Corte para revogar a proibição na Califórnia e legalizar o casamento gay.

Proposta também foi apoiada por companhias como Apple, Nike, Facebook e Morgan Stanley.

Fonte: AFP, de WASHINGTON

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