Duas garotas agredidas em festa de formatura em Unistalda (RS) por serem lésbicas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016


Duas jovens foram agredidas com violência por um grupo de seis rapazes na madrugada deste sábado, 17, em Unistalda (RS), onde acontecia uma Festa de Formatura. Fernanda Vianna da Cruz, de 18 anos, e Luana Resmini Borges, de 19, sofreram ferimentos no rosto, braços e na cabeça. Luana ainda teve o nariz quebrado e ficou inconsciente por algum tempo.

Segundo Fernanda, em conversa por telefone com o Blog Rafael Nemitz, as agressões aconteceram por homofobia. As duas vítimas e mais outras duas meninas foram abordadas por um indivíduo identificado como Marlo Viana Silva dentro do Ginásio Municipal de Unistalda onde acontecia a festa de formatura. O evento já havia terminado, quando o rapaz passou a ofender Fernanda e Luana com expressões como "tenho nojo de estar no mesmo local que vocês", e outras palavras relacionadas à homossexualidade. As agressões verbais ocorreram em dois momentos, sendo que no segundo Fernanda acabou dando um tapa no rosto do acusado para que ele parasse com as ofensas.

Pouco tempo depois, as duas jovens foram abordadas na Rua por Marlo e mais cinco rapazes e foram vítimas de várias agressões. Fernanda contou que Marlo lhe agrediu com um soco no rosto e ela caiu. 
"O Marlo veio direto até mim, me deu um soco no rosto e eu caí. Bateram com a minha cabeça no chão e eu fiquei tonta, não pude ajudar a Luana. Os seis foram pra cima da Luana e também a agrediram com socos e ponta-pés".
As jovens não conseguiram identificar os outros agressores devido os ferimentos que sofreram. A Brigada Militar foi acionada, fez buscas porém não localizou nenhum dos agressores. As jovens foram atendidas no Pronto Socorro Municipal e liberadas. As duas desejam representar criminalmente contra os agressores. 

Agressões relacionadas a homofobia não são comuns na região. No final do ano passado, uma jovem foi morta em Santiago mas não ficou comprovado que o crime tivesse vínculo com homofobia. Em Unistalda é a primeira vez que uma ocorrência como essa é registrada. O caso será investigado em inquérito policial coordenado pela Delegada Débora Durlo Poltosi.

Repercussão na internet

O caso ganhou repercussão nas redes sociais, gerando revolta e solidariedade. No Facebook das meninas foram publicadas várias mensagens de apoio com expressões como "Por Uma Unistalda Sem Preconceito" e "Vocês Não Estão Sozinhas", entre outras.

Fonte: Blog Rafael Nemitz, 17/12/2016

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