Cantor Bryan Adams cancelou apresentação no Mississippi (EUA) para protestar contra nova lei homofóbica

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O cantor Bryan Adams em lançamento de mostra fotográfica na Alemanha (Foto: Martin Meissner/AP)


O cantor canadense Bryan Adams cancelou uma apresentação no Mississippi nesta semana para protestar contra uma nova lei do Estado norte-americano que permite que pessoas com objeções religiosas neguem serviços a casais homossexuais, disse o músico em comunicado.
Não posso ficar com a consciência tranquila me apresentando em um Estado onde certas pessoas estão tendo seus direitos civis negados devido à sua orientação sexual", escreveu Adams em seu site.
Uma lei aprovada no Mississippi na semana passada permite que pessoas se recusem a prestar serviços a casais do mesmo sexo por terem ressalvas de ordem religiosa contra eles e que empregadores também recorram à sua religião para determinar regras de conduta relativas ao ambiente de trabalho, como maneira de se vestir e acesso a banheiros e vestiários.

Adams, que deveria tocar na quinta-feira no Mississippi Coast Coliseum, na cidade de Biloxi, classificou a lei como "extremamente discriminatória".
Tenho esperança de que o Mississippi se corrija e eu possa voltar e me apresentar para todos os meus fãs. Espero esse dia", afirmou.
Na semana passada, executivos de várias grandes empresas dos EUA exortaram as autoridades do Mississippi a reverterem a lei e a repudiaram por vê-la como uma forma de discriminação.

Na sexta-feira, o cantor norte-americano Bruce Springsteen cancelou um show na Carolina do Norte para protestar contra uma nova lei estadual que impede que transgêneros escolham banheiros de acordo com sua identidade sexual.

Fonte: G1, 11/04/2016


Mississipi (EUA) aprova lei que permite recusar atendimento a homossexuais
Washington, 5 abr (EFE).- O governador do estado do Mississipi, que fica no sul dos Estados Unidos, assinou nesta terça-feira uma lei que permite aos proprietários de estabelecimentos comerciais e aos funcionários públicos recusar atendimento a casais homossexuais com base em suas crenças religiosas, o que desencadeou críticas por parte da comunidade LGBT.

O governador republicano Phil Bryant explicou em comunicado que assinou a lei para "proteger as crenças religiosas e as convicções morais de indivíduos, organizações e associações privadas de ações discriminatórias por parte do governo estadual e suas dependências políticas".

A chamada Lei de Proteção da Liberdade de Consciência da Discriminação Governamental foi duramente criticada pelas associações de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT), e também por estabelecimentos comerciais locais e pelo Conselho Econômico do Mississipi.

O grupo de defesa dos direitos dos homossexuais Freedom for All Americans considerou a nova lei como "a pior peça de legislação anti-LGBT de todo país".

A lei impede que o governo estadual puna qualquer igreja, organização ou empresa que se negue a oferecer seus serviços a pessoas se isso representar uma violação de suas crenças religiosas, como a de que o casamento é a união entre um homem e uma mulher e que os conceitos de "homem" e "mulher" são imutáveis.

Vários estados dos EUA aprovaram durante os últimos meses leis polêmicas invocando a liberdade religiosa após a histórica resolução da Suprema Corte no ano passado, que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Até a lei aprovada hoje no Mississipi, a mais polêmica era a da Carolina do Norte, aprovada no mês passado pelo governador republicano Pat McCrory e que limita as proteções antidiscriminatórias para os integrantes da comunidade LGBT.

A legislação da Carolina do Norte fez com que a multinacional de pagamentos pela internet PayPal anunciasse hoje que estava abandonando uma expansão de negócio planejada nesse estado, que geraria empregos para cerca de 400 pessoas, ao considerar que essa lei é contrária aos valores e à cultura da companhia.

Outras empresas como American Airlines, Apple, Bank of America, Facebook, Google, IBM, Microsoft, Twitter e Yahoo! também se posicionaram contra a legislação da Carolina do Norte.

Por outro lado, o prefeito de Seattle, Ed Murray, e o governador do estado de Washington, Jay Inslee, ambos democratas, decretaram hoje a proibição a todos os funcionários públicos de realizar viagens oficiais ao Mississipi se estas não foram consideradas "essenciais" enquanto a lei anti-gay estiver em vigor no estado sulista.

Fonte: UOL Notícias, 06/04/2016

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