Jovem de 19 anos é agredida pela mãe e o irmão ao revelar ser lésbica

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A.F.S.A. em foto do Facebook: jovem disse
 ter sido agredida pela mãe e pelo irmão

Jovem apanha em casa ao dizer que é gay


Uma jovem de 19 anos foi agredida pela mãe e ameaçada com uma arma pelo irmão ao dizer para a família que é homossexual, na noite de ontem em Rio Preto. À polícia, onde registrou boletim de ocorrência, A.F.S.A. disse que foi agredida com tapas e puxões de cabelo pela mãe M.L.C.A. logo que assumiu a homossexualidade perante a família. A jovem disse ainda à polícia que o irmão dela, M.F.S.A, que é Guarda Civil Municipal, a ameaçou com uma arma dizendo: "Se você voltar aqui eu vou te matar". Já a mãe teria dito para a jovem: "Você só fica aqui se for hétero, se for homossexual, pode ir embora". 

A reportagem do Diário esteve na casa onde moram a vítima e a mãe. A jovem não estava na casa e a mãe da menina disse que não falaria com a reportagem. Ao ser perguntada onde a filha estava, a mãe limitou-se a dizer: "Deve estar debaixo da ponte". Acusado pela jovem de ameaçá-la com arma de fogo, o irmão da jovem, que também estava na casa. não quis comentar o caso. Procurada pelo Facebook, a jovem também optou pelo silêncio. 

Homofobia 

No domingo passado, o Diário publicou reportagem com diversos casos de homofobia. De acordo com o Gada (Grupo de Amparo ao Doente de Aids) são atendidas todo mês, em média, dez vítimas de preconceito, atingidas verbal e fisicamente. Os casos que não se resolvem de forma amigável, com mediação, acabam na Justiça. Existem atualmente 25 ações judiciais em andamento somente sob responsabilidade do grupo, entre as quais metade foi iniciada a partir de maio. São poucos os processos anteriores ao ano de 2013. 

De acordo com a advogada do Gada, Leandra Merighe, a maioria das ocorrências de preconceito em Rio Preto ocorre por homofobia. Parte importante das pessoas que procura ajuda não quer indenização. Deseja apenas retratação. "A gente orienta primeiro registrar o boletim de ocorrência. Depois, tomamos as atitudes cabíveis no campo cível." 

As demonstrações de preconceito brotam no ambiente de trabalho, de atrito entre vizinhos e até em instituições respeitadas. Muitas vezes, está disfarçada em brincadeiras de gosto duvidoso, que também causam estragos. Em outras situações, aparece de forma direta, sem qualquer cerimônia. Casos de homofobia, apesar de não serem considerados crimes no Brasil, podem ser denunciados. As pessoas que se sentirem ofendidas podem registrar boletins de ocorrência na Polícia Civil e procurar apoio jurídico e psicológico no Gada, pelo telefone: 3234-6296.

Fonte: DiarioWeb.com.br, 11 de Outubro, 2014

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