Marisa Lobo tem registro cassado pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná

terça-feira, 27 de maio de 2014


Psicóloga que propunha ‘cura gay’ tem registro cassado
Autodenominada como “psicóloga cristã”, Marisa Lobo foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia

O Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná cassou o registro da psicóloga Marisa Lobo, que ficou famosa em todo o Brasil ao defender a ‘cura gay’.

A cassação aconteceu na última sexta-feira (16), em Curitiba. Marisa ainda pode recorrer da decisão no Conselho Federal de Psicologia (CFP).

O CRP ainda não quis se manifestar, alegando que o processo de Marisa corre em sigilo. O órgão só pretende falar quando o CFP der um parecer definitivo sobre a cassação.

Se autodenominando como “psicóloga cristã”, Marisa participou, em 2012, de audiências públicas no Congresso Nacional em favor de um projeto que propunha a modificação da resolução do CFP, que proíbe profissionais da psicologia de promover terapias para ‘tratar a homossexualidade’ de pacientes ou mesmo de se referir a esta orientação sexual como uma doença.

De autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), o projeto voltou à tona no ano passado quando o também deputado federal Marco Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso.

Mas após forte pressão de outros parlamentares e também dos movimentos LGBT e dos direitos humanos, o deputado do PSDB decidiu retirar a proposta de mudança, encerrando sua tramitação.

No site Gospel Prime, Feliciano criticou a cassação de Marisa, dizendo que a medida do CRP do Paraná foi uma ‘obra do sindicalismo gay’. Nesta semana, o senador evangélico Magno Malta (PR-ES) também fez um discurso no plenário do Senado defendendo a psicóloga cassada.

Fonte: O Dia, 23/05/2014

9 comentários:

  1. kkkkkkk, nada como subverter nossas relações profissionais à sociedade de consumo e perverter o bem servir e a real busca da verdade e dos fatos, assim se cria, cura gay, ex psicóloga, sindicalismo gay, acusar, defender, vender, notícia, mas a real novidade sobre o caminho de nossas existências... enfim, quero ver desfazer-nos dessas estruturas e falsos valores que criam necesidades desnesessárias. rsrs

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    1. Viajando? Não tem nada a ver com ''sociedade de consumo'' ou perseguição religiosa de ''sindicalismo gay''... ela pode exercer sua fé a vontade. Mas contrariou a OMS, a Psicologia, o CRP, o CFP e a própria Ciência. E feriu o código de ética da profissão.
      Que sirva de lição para os charlatões e oportunistas! Agora ela deve montar uma tenda e oferecer só seu curandeirismo, sem envolver a psicologia pra endossar suas crendices...

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  2. CÓDIGO DE ÉTICA DO PSICÓLOGO:

    Art. 2º - Ao psicólogo é vedado:
    b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou qualquer tipo de preconceito, quando do exercício das suas funções profissionais.

    SIMPLES ASSIM.
    Não há ex-gay, mas existe ex-psicóloga... chupa essa, Marisa Lobo!

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  3. Antes de tudo, é preciso esclarecer o óbvio ululante que muita gente não percebe. O proprio trecho do código de ética que você citou, Beto, esclarece toda a confusão e denuncia a perseguição praticada contra a psicóloga. INDUZIR é um termo específico, diz respeito à forçar alguém, de algum modo. E o "exercicio das funções profissionais" de um psicólogo é o ato de clinicar, atender um paciente em consultório. O máximo que ela fez foi expressar publicamente a sua convicção de fé, enquanto cidadã. Ou seja, ela apenas exerceu seu direito à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.
    Nunca vi provas de que Marisa houvera clinicado da maneira errada com algum paciente – nunca foram apresentados testemunhas, ou coisa que o valha. E se, em sua atuação profissional (na clinica) ela manteve a postura correta, qual o sentido da sua cassação?
    É tudo muito triste, nessa história. Marisa recebeu diversas manifestações de apoio, inclusive por parte de pacientes e ex-pacientes, mas o conselho de psicologia ignorou completamente.
    Oferecer orientação e tratamento à uma pessoa homo-sexual que, por livre e espontânea vontade e por se sentir confusa, queira avaliar e, se for o caso, reverter sua orientação sexual, é não apenas direito, mas antes de tudo, obrigação de um profissional da psicologia. Isso é verdadeiro, exatamente pelo fato de que a homosexualidade não é uma doença.
    E não existe essa historia de que o psicólogo cristão estaria proibido de expressar sua fé em redes sociais. À propósito, nenhum código de ética, seja no Brasil, no mundo, ou em Marte, proíbe um cristão de divulgar a profissão que exerce.
    Quanto a ao termo “psicologia cristã”, trata-se de uma categoria tão antiga e aceita quanto qualquer outra linha de pensamento da psicologia, em todo o mundo. Existe uma imensidão de livros e de profissionais psicólogos em todo o globo, que atuam declaradamente na área da “psicologia cristã”. Então, de repente uma linha de pensamento da psicologia se torna proibida, sem mais nem menos?
    E, francamente, quanta maldade ficar comemorando o fato de uma pessoa ter tido seu registro profissional cassado e ser achincalhada publicamente. Eu hein!
    Pra finalizar, pergunto:Se fosse o caso de algum psicologo declaradamente budista, xintoista, pai de santo, ou mesmo um psicologo ateu, divulgando sua crença, descrença, ou linha de pensamento, em redes sociais, TV e livros, haveria essa mesma reação agressiva contra o profissional?

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    1. Não há como reverter orientação sexual. O máximo que se consegue fazer é convencer a pessoa a reprimir sua orientação sexual às custas de sua saúde psicológica, afetiva e sexual. E essa fulana horrorosa saiu proclamando aos 4 cantos uma pretensa cura de homossexuais. É uma charlatã, portanto, incompatível com as demandas de sua categoria profissional. Sua cassação foi uma decisão sábia que espero seja mantida.

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    2. Miriam, com todo o respeito, você não leu direito o código de ética, pelo visto, ou não entendeu o significado de algumas palavras.
      "Art. 2º - Ao psicólogo é vedado:
      b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou qualquer tipo de preconceito, quando do exercício das suas funções profissionais."
      Pois bem, a função profissional de um psicólogo é no seu consultório, com seu paciente. Ponto. Onde está a prova de que ela quebrou alguma regra profissional. 
      O maxímo que ví foi uma mulher expressando sua convicção de fé na internet e em uma outra participação de TV. Não existe essa história de que um cristão não tem o direito de expressar sua convicção religiosa, ou a de que um religioso confesso não teria o direito de divulgar sua profissão publicamente.
      Muito se diz opina à respeito da homo-sexualidade, mas bem pouco ou quase nada se sabe, de fato. Um coisa é fato unanime: não se trata de doença, claro. E o curioso é que a propria Marisa Lobo nunca, repito, NUNCA declarou, nem defendeu que a homo-sexualidade fosse uma doença (e olhe que pesquisei tudo quanto foi declaração dessa mulher, em toda parte, como um bom curioso que sou).
      Quanto ao tratamento, uma coisa é óbvia, a sexualidade, seja homo ou hetero, é tema de observância na psicologia, sim. É um tema vital para o ser humano. Portanto, é óbvio que pacientes de orientação "heteros e homos" tem. Como você sabe que ORIENTAÇÃO sexual não pode ser tratável? Você poderia então concordar que se uma pessoa se sente incomodada com uma determinada orientação sexual (seja qual for), e deseja, por livre e espontânea vontade receber algum tipo de tratamento psicológico, ela estaria privada desse direito? Convenhamos que colocar limites na abordagem dessa questão é algo arriscado. Repito, o que se sabe, hoje em dia à respeito das origens dos comportamentos sexuais e de suas variadas questões?
      Continua...

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    3. (...)
      Pessoal, insisto que procurem pesquisar mais profundamente acerca do caso. . E mesmo que ela estivesse, em redes sociais, ou televisão, declarando idiotices sobre a homo-sexualidade não seria motivo para cassação. O código de ética é claro. Nunca foi apresentada prova alguma de que ela teria INDUZIDO algum paciente, em seu consultório.
      INDUÇÂO é um comportamento forçoso, com o intuito de convencer alguém, sem que esse alguém permita.
      CHARLATANISMO nem foi levantado. Você pode considerar alguém como charlatão, simplesmente por detestar a opinião dessa pessoa, mas isso por sí só não é motivo de cassação - a não ser que o charlatanismo seja praticado em pleno consultório psicológico, no ato da clínica.
      E mais uma infromação. A categoria cristã não é uma religião, é uma linha filosófica. Dentro dela, sim, existem religiões, como o protestantismo e o catolicismo. Além do mais, em todo o mundo, desde muito tempo, se pratica a dita "psicologia cristã", em livros, palestras, programas de TV e até consultórios, e sempre como uma ALTERNATIVA de tratamento psicológico. Nunca ouvi dizer que essa linha da psicologia fosse algo proibido.
      Para conlcuir, deixo claro que me dei ao trabalho de pesquisar à respeito. Em minha pesquisa, nunca vi uma única vez em que Marisa Lobo houvera defendido algum absurdo como "cura gay", ou coisa do tipo. E reforço, nunca ouve uma prova sequer de que ela pudesse ter INDUZIDO algum paciente, em sua profissão, no seu ato de clinicar. A regra básica é que ninguém é obrigado a concordar com a opinião pessoal dessa mulher, mas persegui-la desse modo já é covardia. Vamos separar uma coisa de outra: (1) defender o tratamento ao individuo que, confuso, queira, por LIVRE e ESPONTÂNEA vontade fazer analise em sua condição sexual, não é o mesmo que propor (2) "Cura gay". Esse termo bobo foi elaborado só pra criar polêmica.
      Que bom que fui respondido. Obrigado.
      Mas confesso que esperava uma resposta mais generosa - até porque me esforcei, digitando um texto relativamente longo.
      Se os caros amigos não se derem ao trabalho de lerem integralmente esse texto, com a boa vontade de quererem entender meu argumento, eu nem me importo mais. Em todo caso, por aqui me despeço.
      Muito obrigado pela oportunidade de expressar minha opinião neste site. Adeus e paz a todos!

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    4. Sr. Ricardo, poupe seus sofismas. A sra. em questão veio a público falar em "cura gay", nesses termos ou em outros equivalentes. Portanto, não há necessidade de provas de que ela induz pacientes a se submeter ao que proclama. Não há necessidade de procurar provas de sua charlatanice porque ela mesma a divulga. E passar bem, ok?

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  4. Bom... estive lendo algumas coisas sobre esse caso e esses comentários me fazem refletir sobre a questão.
    De fato o artigo citado traz clarezas quanto à questão. Considero o raciocínio construído pelo Rodrigo totalmente coerentes.
    Miriam e demais, o termo "cura gay" é algo criado sim, como uma série de outro termos. Mas, deixando esse termo de lado, é possível considerar que um psicólogo não sai abordando pessoas na rua para ser tratada clinicamente. Ao contrário, alguém vai atrás de um atendimento clínico, sendo sobre essa questão ou não. Costumo dizer que todos precisam de psicólogos.
    Sobre o desenvolvimento da homossexualidade, existem, três origens:
    a) crianças que desenvolvem desde a pré-infância aspectos/tendências homossexuais;
    b) crianças, adolescentes e jovens que desenvolvem tendências homossexuais e afetivas como fruto de um evento traumático - como principal exemplo: um abuso sexual na infância;
    c) cresci com muitos adolescentes, que aproveitaram a "vibe" de beijar alguém do mesmo sexo e a partir disto, se desenvolvem relações homo-afetivas.
    Em suma, quero deixar claro que a posição religiosa desta psicóloga faz parte dos conteúdos que ela tem na sua construção pessoal. Se ela fosse de qualquer outra religião e até mesmo não tivesse religião e tivesse esse posicionamento sobre a homossexualidade, não mudaria nada. Logo o fato dela ser cristã nada muda.
    Além disso, sabemos que nossas emoções são construídas de acordo com as nossas relações de vida e que somos muito suscetíveis.
    Eu conheço gays, ex gays, héteros, bissexuais e todos os meus apontamentos se baseiam na minha convivência com todos.
    Acho sim que a cassação teve cunho político e que foi um ato inconstitucional.
    Sou pesquisador e defendo a pesquisa e à ciência - a qual oferece múltiplas possibilidades e vertentes, mas que infelizmente, contemporâneos de alguém que traz novas idéias tendem a não aceitá-los e recriminá-los. Caçar seu registro foi um retrocesso histórico aos direitos que os homo-sapiens (aqui se enquadram todos que habitam no nosso planeta) conquistaram até hoje!

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