Boçalnaro ataca de novo: Agora quer CPI para investigar Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ah, vai, solta a franga, boçal!!

Agora, o famigerado deputado Jair Bolsonaro, que viu no combate aos direitos homossexuais um filão do qual não para de garimpar votos de reacionários, quer fazer CPI, com o pastor Marco Feliciano (só podia!) para analisar a adequabilidade do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT para alunos do ensino fundamental. Abaixo o vídeo com a entrevista do bruto, para o Palavra Aberta da TV Câmera, e destaques de dois trechos da mesma.

A desculpa de querer vetar o plano é a de sempre: o material pretende "ensinar homossexualismo" nas escolas. Gozado que esses conservadores afirmam que a heterossexualidade é a única normal e natural, mas, ao mesmo tempo, dizem que se pode "ensinar homossexualismo". Se é possível se "ensinar homossexualismo" é porque o heterossexualismo também foi ensinado, portanto, não é natural como norma. Por mais que se tente ensinar um gato a latir, jamais se conseguirá êxito porque não é da natureza do animal tal capacidade.

A falácia do "ensinar homossexualismo"  revela que esses conservadores bem sabem ser a homossexualidade parte da natureza humana, reprimida pelo kit hétero para garantir a norma heterossexual. Tanto que temem que a exposição de jovens à simples visão da homossexualidade seja o suficiente para induzi-los a experimentar o mesmo sexo, trazendo o risco de mandar todo o trabalho do kit hétero pelo ralo.

De qualquer forma, seria o caso de perguntar - como alguns desses reaças hipocritamente dizem que não são homofóbicos - como pretendem combater a homofobia nas escolas sem apresentar a homossexualidade como natural. Seguramente uma pergunta cheque-mate. 

A ideia do governo é, número 1, a desconstrução da heteronormatividade. O governo proíbe livros homofóbicos. O que são livros homofóbicos para o governo? Se tiver um homem, uma mulher e uma criança, como uma família, tem que ter dois homens e uma criança ou duas mulheres e uma criança como família também, como voltado isso para a normalidade. Isso não é normal. Nós não podemos incutir numa criança, de seis, sete, nove anos de idade que isso é normal. Ela está se formando, sob todos os aspectos nesse momento, isso é uma carga muito forte para ela. Eu entendo até que isso é uma porta escancarada para a pedofilia. Porque uma criança ao assistir....filmes como o dos caubóis gays, a gaiola das loucas... como as canções do Carlinhos Brown, namorada tem namorada... isso deforma a personalidade dessa criança. E ela com essa carga em cima dela, se ela for assediada por um adulto, ela pode ser muito mais receptiva do que se ela não tivesse essa carga na escola. 

... Nós não podemos ceder, deixar passar, tanto é que eu estou articulando aqui com um deputado de São Paulo, Marco Feliciano, a possibilidade de pedirmos, de colher assinaturas para fazer uma CPI, para investigarmos a adequabilidade desse material (refere-se ao caderno Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT) para o ensino fundamental....queremos enviar esse relatório para o Ministério Público para que o Ministério Público decida então se os livros são adequados ou não para essa faixa etária.  

 

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