A conquista da cidadania LGBT: a política da diversidade sexual em São Paulo

quarta-feira, 15 de agosto de 2012 0 comentários

A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, lança a sexta edição do curso a distância “A conquista da cidadania LGBT: a política da diversidade sexual no estado de São Paulo” .

O curso visa incentivar os servidores públicos estaduais e municipais a ter o desempenho das suas atividades comprometido com o eficaz enfrentamento de toda forma de discriminação e violência em razão da orientação sexual e identidade de gênero dos indivíduos.

O curso é gratuito e totalmente virtual!

Veja na imagem abaixo mais informações sobre o curso. Divulgue em suas redes sociais. Para inscrições clique na imagem ou neste link.

Casal de mulheres se casa em cerimônia budista

terça-feira, 14 de agosto de 2012 1 comentários

Fish Huang e You Ya-ting se casam sob as bençãos de Buda (Reuters)

Em uma cerimônia budista, um casal de mulheres se tornou o primeiro a oficializar sua relação em Taiwan no último sábado, um evento que as noivas esperam traga o reconhecimento do casamento igualitário ao país.

Fish Huang e You Ya-ting, ambas com 30 anos, casaram em um monastério em Taoyuan, ao norte de Taiwan, ao som de 300 oficiantes entoando sutras para abençoar o casal. Huang afirmou que elas decidiram casar em uma cerimônia budista porque, numa sociedade onde cerca de 80% da população segue o Budismo, as bençãos de uma mestra budista à sua união pode ajudar a mudar a visão da sociedade sobre o casamento de pessoas de mesmo sexo. 

Por sua vez, Shih Chao-hui, a mestra budista e ativista social que presidiu a cerimônia,  declarou à imprensa:

"Somos testemunhas de um evento histórico. Essas duas mulheres assumiram seu relacionamento e lutaram para superar a discriminação social".

O histórico casamento, que ainda não tem versão legal, ocorreu num momento em que grupos pelos direitos homossexuais pressionam, com mais veemência, o presidente do país, Ma Ying-jeou, para que reconheça as uniões homossexuais antes do término de seu mandato em 2016. As recém-casadas, Fish Huang e You Ya-ting, inclusive escreveram uma carta aberta ao presidente reivindicando o reconhecimento do casamento igualitário o mais rápido possível. Este já havia declarado anteriormente, contudo, que é necessário haver um consenso da sociedade sobre o tema. 

Taiwan é uma das sociedades mais liberais do Leste Asiático e não será estranho que os LGBT de lá consigam ver o casamento homossexual legalizado antes de nós aqui do Brasil.

Com informações da APF e do Taipei Times

Agnes e Elin: Apaixonadas em Amal

segunda-feira, 13 de agosto de 2012 1 comentários

Por Angela Gonçalves

Amigas de colégio 
(Fucking Amal, 1998)
Diretor: Lukas Moodysson 
Com: Alexandra Dahlströn, Rebecca Liljeberg 
Distribuidora:Cult film 

Quando Amigas de Colégio, filme do diretor sueco Lukas Moodysson, passou no Festival Mix Brasil, produziu tal encanto que acabou levando o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular. O segredo do filme: ele está anos luz da visão que os filmes americanos têm do mundo dos adolescentes. Um dos poucos filmes que eu assisti em que os adolescentes são retratados com respeito e não como um bando de palhaços sem graça. 

A história se passa em Amal, uma cidadezinha da Suécia, e gira em torno da descoberta da sexualidade por um grupo de jovens, entre eles Elin, a loirinha bonita do colégio que tem uma considerável lista de ex-namorados, e Agnes, a garota diferente que, ao contrário de Elin, não tem amigos no colégio porque todo mundo desconfia que ela seja lésbica. Aí você pensa: ah! Mais eu já vi essa história antes. Calma! Você também deduz que duas adolescentes descobrindo sua lesbianidade em uma cidadezinha da Suécia dever ser totalmente diferente de duas adolescentes de uma cidadezinha qualquer aqui no Brasil. Errado! Por incrível que pareça, você percebe que os mecanismos são os mesmos: as mesmas dúvidas, os mesmos dramas, os mesmos conflitos, as mesmas vontades. 

Os pais de Agnes resolvem dar-lhe uma festa de aniversário contra sua vontade. Claro que ninguém aparece, a não ser uma garotinha chata que na verdade apenas suporta Agnes porque, tal como ela, sofre com o preconceito dos colegas do colégio, no seu caso por ter problemas físicos. Porém, num ímpeto, Agnes manda a hipocrisia às favas e, junto com ela, a garotinha chata. Então ocorre uma reviravolta: Elin, na ânsia de fazer algo diferente, convence a irmã mais velha a ir com ela à festa de Agnes e aposta com ela que beijará a aniversariante na boca. Ganha a aposta e depois, já em outra festa, com a consciência pesada, decide voltar e pedir desculpas a Agnes. 

Voltando para se desculpar, Elin não apenas salva a vida de Agnes, que tentara se suicidar ao som de Adaggio de Albioni, mas a sua também. Elin convida Agnes para ir a uma outra festa com ela. Quando decidem seguir para Estocolmo a e não para a festa, elas simplesmente mudam o rumo de suas vidas. Logo depois, vem a cena do beijo entre elas que, de um modo muito delicado, acontece dentro de um carro ao som de I Know what love is do grupo Foreigner. A partir daí tudo vira de ponta cabeça. A garota mais cobiçada do colégio se descobre apaixonada por outra garota, o patinho estranho do colégio, e, numa tentativa louca de enganar a si mesma, resolve namorar o primeiro garoto que lhe aparece na frente. Pensa que menosprezando, diminuindo quem sabe que ama, pode se convencer do contrário. Mas o estrago já havia sido feito. Conforme o tempo passa, mais ela percebe a distância que separa Agnes de seu namorado e do restante de seus amigos adolescentes, inclusive o namorado machista e vazio da irmã mais velha, e isso a faz sentir-se cada vez mais atraída pela menina. 

Na outra ponta do filme está Agnes que cada vez mais se vê distante dos pais (o pai fica tentando fazer com que a filha se enxergue como um auto-retrato dele). Soa ridículo o diálogo em que o pai tenta se impor à filha, explicando que levou uns vinte e cinco anos para compreender o que é ser feliz. Ela simplesmente responde que prefere ser feliz naquele momento, no agora. A mãe que antes tinha um discurso moderninho em relação à lesbianidade, dizendo que mesmo uma garota sendo lésbica merecia respeito, entra em parafuso ao descobrir que sua filha também é. Na escola, a solidão se intensifica: os garotos aproveitam a situação e a ridicularizam cada vez mais. E o pior de tudo é a indiferença de Elin. 

Entretanto, o desejo e o amor vencem quaisquer barreiras tanto numa cidadezinha da Suécia quanto em qualquer outra do mundo. Elin se rende à sensibilidade, à inteligência, ao amor de Agnes. E é interessante a maneira como Moodyson narra esse fato: ele cria uma nova versão bem divertida da história do “sair do armário (quando uma lésbica se assume para todos como tal).” Também a interpretação sincera e correta das atrizes torna suas respectivas personagens muito humanas, muito próximas de cada uma de nós. Quem, pelo menos uma vez na vida, não passou por alguma das situações vividas por elas?. Enfim, Moodysson fez um filme simples, onde o bom humor e a dramaticidade na medida certa garantem o sucesso. Sem dúvida nenhuma, uma ótima diversão e uma boa pedida para sua tarde de domingo! 

Publicado originalmente na revista Um Outro Olhar – Saúde, Cultura e Sexualidades, ano 14, n. 33, p. 13. Reedição 01/11/06.


Amigas de Colegio -Legendado PT-BR (PARTE 1)... por Universo_Lesbico


Amigas de Colegio -Legendado PT-BR (PARTE 2... por Universo_Lesbico

LGBT sobre duas rodas: SP Gay Bikers

sexta-feira, 10 de agosto de 2012 2 comentários

A entrevista abaixo foi concedida a Um Outro Olhar em 2007, ano da fundação do grupo SP Gay Bikers que continua existindo até hoje. Ao final do texto, links para o blog do grupo, que, à epoca desta entrevista ainda não existia, e a página do mesmo no Facebook. São links mais recentes dos bikers para quem quiser contatá-los.

SP Gay Bikers


Gays e lésbicas pedalando suas magrelas no exterior não são novidade e aqui no Brasil grupos informais sempre existiram. A diferença é que agora amigos decidiram formalizar um grupo de bicicleteiros gays e estão divulgando sua iniciativa para atrair mais amantes das magrelas, inclusive as meninas.

Nos Estados Unidos principalmente, são famosas as chamadas dykes on bikes (lésbicas sobre bi/motocicletas), embora o título tenha ficado mais relacionado às motociclistas do que às ciclistas. De qualquer forma, passear sobre rodas, acima de tudo sobre bicicletas, é uma forma bem saudável de se socializar e se exercitar também.

Assim sendo, a iniciativa de formalizar um grupo de ciclistas do arco-íris é muito bem-vinda. E para falar mais sobre o projeto, entrevistamos André Hidalgo do SP Gay Bikers.

UOO. André, primeiro, fale um pouco de você: sua idade, no que trabalha ou estuda, onde mora.

André Hidalgo (AH): Sou jornalista, tenho 40 anos e moro na rua Augusta, próximo à Paulista. Também tenho uma empresa produtora de eventos que organiza a Casa de Criadores, o principal evento lançador de novos talentos da moda brasileira.

UOO. Quando surgiu a idéia do SP Gay Bikers?

AH: Eu já ando de bike há uns 8 anos. De uns 3 anos para cá, formei um pequeno grupo com mais 2 amigos para andarmos pela cidade. Como somos gays, começamos a alimentar a idéia de montar um grupo de bikers gays. Esse tipo de grupo já existe em outros países. Fiz uma pesquisa e descobri que não havia nehum grupo similar no Brasil. Decidimos então criar o primeiro grupo desse tipo no país. Assim nasceu o SP Gay Bikers.

UOO. Em sua apresentação de divulgação, vocês afirmam não cobrar taxa de participação e não ter filiação polítco-partidária, o que é ótimo. Como vocês se definem, como um grupo gay autônomo ou apenas um grupo de amigos em busca de amizades de forma saudável ou ainda ambas as coisas?

AH: Acho que somos as duas coisas mesmo. Talvez no futuro possamos aproveitar o fato de sermos um grupo para tocarmos outros projetos similares. Por enquanto, somos apenas amigos querendo fazer novos amigos com afinidades e pontos em comum.

UOO. Na Europa e Estados Unidos, os grupos dykes on bikes (lésbicas de bi/motocicleta) são muito comuns. Vocês também aceitam meninas no grupo e/ou pretendem incentivar a criação de uma ala feminina?

AH: Sem dúvida. Promovemos 3 passeios até agora e só no último apareceu uma menina, a Fernanda. A participação dela foi muito festejada por nós e, durante o passeio, ela foi bem paparicada (rs!). Brincamos que ela é a chefe da ala feminina, o que significa que ela é chefe dela mesma. Mas só por enquanto. A idéia é que a ala feminina cresça e possa até, quem sabe, promover seus próprios passeios de vez em quando.

UOO. Vocês afirmam que estão abertos a participação de todos os interessados, mas quais são os requisitos básicos para participar do grupo?

AH: São 4 requisitos: ser gay, ter mais de 18 anos, ter uma bike (qualquer uma) e usar capacete nos passeios.

UOO. Vocês já vinham pedalando nos finais de semana casualmente, mas agora decidiram realizar eventos regulares e abertos a mais pessoas. Quais serão os dias e horários desses encontros?

AH: Por enquanto, duas vezes por mês: num domingo às 11h ou numa terça às 20h30. Para saber mais sobre nossa programação, os interessados podem consultar nossa página no Orkut (comunidade "SP Gay Bikers"). Em breve estaremos lançando nosso blog. 

UOO. Vocês percorrem sempre o mesmo itinerário ou variam de acordo com as circunstâncias e as necessidades dos participantes? Em geral, quantos quilômetros costumam percorrer?

AH: Os percursos sempre mudam, até para que a gente não enjoe (rs!). Em geral, andamos cerca de 20 a 30 km, a maior parte é em ruas planas, com muito poucas subidas.

UOO. Vocês organizaram o primeiro passeio em novembro e o segundo agora em dezembro (11/12/2007). Quando está previsto o próximo?

AH: Em janeiro, ainda sem data definida. Vamos promover também um passeio numa trilha fora de SP, numa espécie de pacote onde estarão inclusas a passagem, a hospedagem e a trilha.

UOO. Como as pessoas interessadas em participar do grupo podem contatar vocês? Há um fone ou e-mail?

AH: Por enquanto, os interessados devem entrar em contato conosco pelo e-mail lordbiker1@gmail.com

UOO. André, agradecendo a entrevista, peço que deixe uma mensagem para nossas leitoras.

AH: Todo mundo diz que os gays não são unidos. Vamos provar que isso é uma grande bobagem. Juntem-se a nós e vamos nos divertir juntos!

Referências: Blog do SP Gay Bikers  Facebook



Publicado originalmente, no site Um Outro Olhar, em 12 de dezembro de 2007

Por quê?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012 2 comentários

Por Cassiane Chagas

Sabe o que mais me deixa pra baixo, péssima mesmo, em ser lésbica? Poucas pessoas acreditarem na minha união com minha companheira, principalmente minha família. Bom, mas também não é caso aqui de abrir o meu diário e contar as várias peripécias da minha vida, não mesmo.  

O que quero dizer é que poucas pessoas me levam a sério como lésbica. É impressionante como todos os problemas da família são jogados, quase que diariamente, nas mãos da filha caçula e solteira... eu! Peraí, meu bem, solteira o caramba, tenho uma união estável há quase quatro anos. Como se dizer isso adiantasse alguma coisa...  

Creio que isto já aconteceu com quase toda a irmandade lés, dos irmãos mais velhos da gente imaginarem que em um belo dia de sol a gente vai acordar de repente e dizer: “Nossa, a partir de hoje sou hétero”. Pelo amor dos meus coturnos... Eu vivo cercada de incertezas, não sei se até me aposentar vou ganhar a grana que pretendo, se vou fazer uma nova faculdade, se vou tingir o cabelo e de que cor... A única certeza que tenho na vida é que gosto de mulher e ponto! 

Tudo bem, uma união estável por vezes pode não ser assim tão estável, pode haver conflitos, separações, brigas e depois retornos, mas não é por isso que o relacionamento entre mulheres deva ser encarado como algo banal, como uma brincadeirinha de meninas, como se não tivéssemos responsabilidade com nossas companheiras ou, ainda, como se fôssemos lésbicas só porque um dia um homem nos magoou, eca! Desculpem, mas para mim isso soa como ignorância. 

Ok, não devo estar nos meus melhores dias, mas é que realmente sinto falta da porcaria de um documento para assinar, de uma festa para partilhar, de uma família que, querendo ou não, pelo menos assimila que agora você tem uma família, mesmo que ela não passe de duas pessoas e um cachorro. Acho que é isto, almejo a liberdade de poder estar oficialmente presa à pessoa que eu amo, só isso.

Ok, lindinhas, acho melhor eu entrar na fila e pegar a senha, porque afinal de contas quem não quer isso?

Cassiane Chagas, 28, é jornalista e radialista

Publicado originalmente, no site Um Outro Olhar, em 24 de dezembro de 2010

Segundo pesquisa da CNT, metade da população brasileira já aprova casamento igualitário

quarta-feira, 8 de agosto de 2012 2 comentários


Pessoas do mesmo sexo que pretendem se casar no civil estão recebendo mais apoio da sociedade brasileira. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), realizada em julho deste ano, em cinco regiões do Brasil e 134 municípios, mostra que, em 2011, 38% dos entrevistados se declaravam a favor da união civil entre casais do mesmo sexo. Neste ano, o número subiu para 50%.

Adoção

A pesquisa igualmente revelou que o número de pessoas que apoiam a adoção de crianças por casais do mesmo sexo também aumentou. No ano passado, 40% delas se declaravam a favor. Neste ano, já são 54,3%.

Resumidamente, 50% dos brasileiros (mulheres e os mais escolarizados) são a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo; 41,8% são contra e 8,3% não responderam. Entre as mulheres, 55,5% concordam com a união, contra 36,5% que discordam. Entre os homens, 44,1% aceitam o casamento gay; 47,3% não.

Outro dado: a região Sul do país é a que mais aceita o casamento gay – 53,8% da população favorável. Depois, vem o Nordeste (51,3%), Sudeste (49,9%), Norte (46,9%) e Centro-Oeste (40,7%). A região Centro-Oeste, aliás, é a única que mais gente é contra (44,1%) do que a favor (40,7%).

Fontes:Radar On-line e O Tempo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Um Outro Olhar © 2025 | Designed by RumahDijual, in collaboration with Online Casino, Uncharted 3 and MW3 Forum