Horóscopo Março 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012 0 comentários

Miriam Julie
Autor(a): Miriam Julie

ÁRIES
21/03 a 20/04
Este será um período bastante revolucionário em sua vida. Vai ser difícil você acompanhar o ritmo das mudanças que vão ocorrer. Podem aparecer surpresas agradáveis e repentinas em sua vida. Algum antigo projeto que você tinha deixado de lado pode renascer e trazer vantagens interessantes. Seu senso estratégico estará altamente apurado. Use-o para tomar decisões importantes. 

Pode contar com ajudas inesperadas que lhe trarão bastante satisfação. Bom período para o contato com pessoas e assuntos  estrangeiros. Vida afetiva poderá passar por alguns contratempos,mas com jogo de cintura,conseguirá contornar a situação.

TOURO
21/04 a 20/05
Este período é muito favorável a negócios e qualquer assunto comercial. Se tem contratos a resolver, aproveite o momento, que é excelente. A vida social pode ser beneficiada, pois você estará muito comunicativa e cultivando as relações sociais. Sua mente estará altamente estimulada e seu raciocínio estará  ágil e alerta. Terá idéias otimistas e boa capacidade de julgamento. As viagens estarão beneficiadas e trarão prazeres e bons resultados. 

Este trânsito é muito benéfico para quase todos os assuntos. Mesmo que você esteja com problemas, eles são amenizados por este aspecto. Os assuntos afetivos estarão excelentes. Novos romances podem acontecer, ou mesmo um renascimento num relacionamento que andava meio sem graça. 

GÊMEOS
21/05 a 20/06
Você estará passando por um período de sorte e novas oportunidades repentinas. Podem ocorrer mudanças repentinas e bastante positivas, em casa ou no trabalho. Você terá condições de conseguir mais independência e liberdade, o que lhe trará felicidade. Sua intuição estará bastante aguçada nesta fase; aproveite-a bem. Podem surgir várias oportunidades de viajar para lugares que sempre sonhou em conhecer.
O seu ritmo de vida vai ficar muito agitado e o tempo vai passar rapidamente, porque você vai estar ocupada com mil atividades ao mesmo tempo. Estará bastante interessada em aparelhos eletrônicos ou num carro novo. Os esportes velozes vão atrair bastante o seu interesse. Este período trará um inesperado progresso e modernização em sua vida. 

CÂNCER
21/06 a 22/07
Este período é muito favorável aos negócios e qualquer assunto comercial. Se tem contratos a resolver, aproveite o momento, que é excelente. A vida social pode ser beneficiada, pois você estará muito comunicativa e cultivando as relações sociais. 

Seus relacionamentos afetivos tomam um ar de maior seriedade e profundidade. Pode viver um romance com uma pessoa mais velha, ou muito séria e confiável. Há também a possibilidade de reencontrar um amor antigo. 

Você consegue estabilizar suas emoções, vivendo um momento calmo e feliz. Contará com a simpatia de pessoas mais velhas que podem lhe trazer ajuda ou favorecimentos.

Na saúde, procure atividades que auxiliem no relaxamento e uma alimentação mais natural e balanceada.

LEÃO
23/07 a 22/08
Você estará muito mediúnica e interessada pelo lado espiritual da vida. Pode confiar em suas intuições, pois elas estarão lhe revelando coisas importantes. É um bom período para praticar meditação, yoga ou estudar filosofia. Contará com a proteção do plano espiritual. O contato com a praia e o mar lhe trarão bem-estar. Pode fazer consertos em encanamentos, esgotos ou escoamento de telhados que vinham atrapalhando sua vida. 

Bom período para quem trabalha com arte e sensibilidade, como músicos, pintores, atores. Também é bom para psicólogas e praticantes de meditação. Pode conseguir solidificar os resultados de mudanças positivas que estão ocorrendo com você. 

Provavelmente essas mudanças ocorrerão de forma inesperada, por isso fique alerta para aproveitá-las da forma mais construtiva possível. 

VIRGEM
23/08 a 22/09
Este trânsito traz bastante ânimo e disposição. Dá bem-estar e alegria de viver. Boa fase para iniciar uma reeducação alimentar,ou adotar nova atividade fisica para canalizar suas energias.

A vida social e a popularidade melhoram e você recebe muitos convites para festas e passeios. Em casa, passa por momentos felizes e o convívio familiar será positivo e benéfico. Está com sorte para jogos ou para receber mais dinheiro no trabalho. 

O convívio com mulheres, da família ou não, estará beneficiado. A saúde estará favorecida . Neste período, pode se reencontrar com seu passado. Revê amigos de infância ou volta a seu lugar de origem. Essas lembranças vão ser positivas e lhe trarão alegrias. 

LIBRA
23/09 a 22/10
Você talvez se torne um pouco indolente e procure a satisfação mais fácil de seus desejos. Procure evitar esse caminho, pois essa despreocupação excessiva pode acabar lhe trazendo prejuízos depois. Seus investimentos tendem a não dar bons lucros. 

Cuide também de suas despesas, que serão demasiadas. Sua digestão estará complicada, afetando o fígado e o estômago. Procure ter uma alimentação leve e natural. Para quem tem problemas circulatórios, o período exige cautela; pode haver alterações na pressão sanguínea ou tendência a varizes. 

A vida afetiva estará em baixa. Você se sentirá desmotivada e sozinha. Podem acontecer brigas e rompimentos em romances. Sua tendência é estar triste, se sentir sem amor e ficar irritada. 

Mas não se preocupe, essa fase passará rápido e será ótimo para reflexão e mudanças necessárias em sua vida.

ESCORPIÃO
23/10 a 21/11
Você estará de muito bom humor, com pensamentos otimistas e bastante autoconfiança. Mesmo tendo problemas, você enxergará tudo mais ameno e pelo lado mais positivo. Poderá ganhar mais dinheiro, seja do próprio trabalho, seja através da sorte em jogos. Mas cuidado, pois também estará excessivamente generosa e esbanjadora. Ótimo período para fechar bons negócios, assinar bons contratos e para a situação profissional em geral. Também é boa época para firmar relacionamentos ou se casar.

Poderá se surpreender com a entrada de numa nova pessoa em sua vida,pela qual poderá se apaixonar. Pode aparecer uma boa oportunidade de viagem. Aproveite! 

Sua saúde estará boa e a vitalidade física estará mantida. A circulação sanguínea vai estar muito ativada, assim como o fígado e a digestão. Este período é muito agradável e, mesmo que não lhe aconteçam muitas coisas boas, você terá uma sensação de bem-estar e alegria. 

SAGITÁRIO
22/11 a 21/12
Neste período você vai sentir um efeito de solidez e construtividade. Você se torna mais séria e responsável, e sente que está encarando a vida de forma mais produtiva. É um bom período para resolver problemas imobiliários, como compra ou venda de imóveis. É bom também para aluguéis ou para reformar e ampliar sua casa.

Pode se entender melhor com pessoas de idade e até ser prestigiada por elas. Se você tem problemas ósseos, principalmente de coluna ou joelhos, pode conseguir uma boa melhora. Você tem mais ânimo para se dedicar a pesquisas ou qualquer estudo que exija muita concentração. É um bom período para você fazer as pazes consigo mesma, tornando-se mais consciente e realista. Período de renovação afetiva ou busca de novidades que realçarão ainda mais sua vida amorosa. 

CAPRICÓRNIO
22/11 a 19/01
Procure ser sensata e realista sempre. Será uma fase de muitas distrações e grande dificuldade de concentração. Pode esquecer alguns compromissos; fique atenta. Você terá a sensação de estar "no mundo da Lua". Estará muito suscetível emocionalmente e pode se melindrar por qualquer coisa. Procure manter-se estável nas emoções.

Está vulnerável, por isso não deve procurar se envolver em assuntos mediúnicos. A saúde estará frágil e você estará sujeita a intoxicações por alimentos fortes, bebidas ou remédios. Convém seguir uma dieta leve e equilibrada.

Pode ter aborrecimentos domésticos com vazamentos ou encanamentos e também está sujeito a mal-entendidos com mulheres da família. 

AQUÁRIO
20/01 a 18/02
Você passará por um período de falta de vitalidade e depressão. A saúde não estará boa. Você está mais propensa a gripes, resfriados, friagens e doenças reumáticas. Pode ter enfraquecimento de dentes, pele, cabelos e ossos. Sua digestão andará lenta e ruim. Pode ser um período de problemas ginecológicos. Você estará sempre sobrecarregada de trabalho e cheia de preocupações. 

Procure quebrar a rotina para aliviar o peso sobre suas costas. Passeie e procure se divertir. Talvez passe por aborrecimentos domésticos com empregadas ou crianças pequenas. Também pode ter preocupações com mulheres de idade. Os negócios imobiliários ficam parados e, por mais que você tente, não consegue finalizá-los bem. 

A vida afetiva toma novos rumos, e existe a possibilidade de conhecer uma pessoa com quem sentirá vontade de uma relação estável.

PEIXES
19/02 a 20/03
Você estará muito segura e com sensação de solidez. Vai enxergar a vida de uma forma mais organizada e ponderada. As pessoas com quem você convive vão notar a diferença; vão achá-la mais madura. Seu humor vai estar mais equilibrado e você vai se sentir mais calma. 

Bom aspecto para consolidar seu relacionamento afetivo ou mesmo a nível familiar ou social. A saúde vai passar por bons momentos. 

Você pode conseguir se curar de algo que a incomodava. De qualquer forma, estará com o organismo muito equilibrado. É um período de boa saúde e bom para tratamentos ginecológicos.

Miriam Julie é astróloga humanista, terapeuta holística, taróloga e numeróloga há 26 anos e mantém, desde 2004, as previsões astrológicas anuais e mensais, entre outras, do site da Um Outro Olhar. Para consultas online ou pedidos de mapa astral, combinação de mapas, previsões, entrar em contato com miriam-zen@umoutroolhar.com.br

Ellen DeGeneres rouba a cena estreando comercial no Oscar

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 1 comentários

Ellen de toga na Roma Antiga
Um dos pontos altos da noite do Oscar foi a série de comerciais da JCPenney, gigante americana de venda a varejo (loja de departamentos), estrelados por Ellen DeGeneres, sua nova garota propaganda. Os comerciais apresentam Ellen em várias fases da História, tais como o velho oeste americano, a Roma Antiga e a Inglaterra Vitoriana.

Já no início do mês, Ellen havia anunciando que seria a garota propaganda da JCPenney, o que levou o grupo anti-lgbt de defesa dos valores tradicionais One Million Moms (um milhão de mães) a ameaçar boicotar a empresa se Ellen não fosse demitida. 

Em resposta a One Million Moms, a conhecida organização pró-LGBT GLAAD lançou uma campanhda de apoio a Ellen, e a JCPenney apoiou sua nova contratada, que estreou os comerciais da empresa em pleno Oscar, no que muitos consideraram a parte mais interessante da conhecida cerimônia. Vejam abaixo os vídeos que retratam um pouco da história da venda a varejo através dos tempos:

Ellen tem dificuldade em devolver uma roupa no tempo presente por falta de recibo. Aí se pergunta se sempre foi assim e retorna à Roma Antiga. O mote da JCPenney é "Você pode devolver qualquer item, a qualquer momento (sem recibo). Isso é justo e certo (sem enrolação)".



Ellen se pergunta porque o preço de tudo é na base do X,99 e se sempre foi assim. Então retorna à Inglaterra Vitoriana. O mote da JCPenney aqui é "Sem truques, apenas os melhores preços. Isso é justo e certo (sem enrolação)".


Ellen se pergunta porque tantos cupons e se sempre foi assim. Então retorna ao Velho Oeste americano. O mote da JCPenney aqui é "Sem cupons, apenas os melhores preços. Isso é justo e certo (sem enrolação)".



E neste a JCP manda um recado para o pessoal dos valores tradicionais. Num provador, uma mulher vitoriana entra a caráter e sai de roupa toda moderna. Idem para um romano de toga. E o melhor, Ellen entra com a roupa de cowgirl, do anúncio do faroeste, e sai de terninho. E mote do anúncio é Fique ligado para ver como estamos mudando. 



Com informações do site SheWired

Casal de mulheres briga por guarda de filho

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 1 comentários

Com os óvulos de uma, fecundados com esperma de doador anônimo, e implantados no útero da outra, um casal de mulheres de São Paulo teve um menino, após três anos de relacionamento. Ambas enfermeiras, com respectivamente 46 e 42 anos, passaram, contudo, a se desentender já durante o período de gravidez, pois a doadora dos óvulos queria que o garoto também tivesse seu nome no registro de nascimento, demanda com a qual a grávida não concordou, alegando que o garoto sofreria discriminação.

Em 2008, o casal se separou, a gestante ficou com a guarda do garoto, e virou evangélica, passando a negar a própria homossexualidade, o que a tornou mais intransigente quanto à ex-companheira. Desde então a doadora dos óvulos briga na Justiça para ver o filho, tendo requisitado a guarda compartilhada da criança e a possibilidade de visitá-la regularmente. Obteve a última demanda, mas a guardiã da criança tem criado empecilhos para as visitas, inclusive escondendo o filho.

No último capítulo dessa lamentável novela que veio a público, a advogada da enfermeira, que briga na Justiça pela guarda do seu filho biológico, entrou inclusive com pedido de reversão de guarda, alegando que a ex-parceira que têm a guarda da criança a negligencia. Uma juíza que avaliou o pedido, contudo, alegou que a enfermeira não tem parentesco com o garoto (!?), o que levou sua advogada a recorrer da decisão. 

Como o caso corre em segredo de Justiça, não se sabe os nomes das envolvidas neste triste episódio que só serve para demonstrar que a única diferença entre casais hetero e homossexuais é mesmo o preconceito que afeta os últimos. Sendo a separação não amistosa, as brigas por posses e filhos são idênticas porque os seres humanos são todos iguais.

Além da intransigência da guardiã da criança, provavelmente influenciada por ideias evangélicas, o mais incompreensível no caso é a afirmação da tal juíza de que a mãe biológica do menino não seria sua (dele) parente. Ela não ouviu falar de exame de DNA?

Clipping: Projeto de bancada evangélica propõe legalizar 'cura gay'

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 0 comentários

O paciente deita no divã e pede: não quer mais ser gay. O psicólogo deve ajudá-lo a reverter a orientação sexual? Parlamentares evangélicos dizem que sim e tentam reverter uma resolução do Conselho Federal de Psicologia.

Um projeto de decreto legislativo quer sustar dois artigos instituídos em 1999 pelo órgão. Eles proíbem emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno.

Segundo o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional".

O conselho de psicologia questiona se o projeto pode interferir na sua autonomia. Para o presidente do órgão, Humberto Verona, estão lá normas éticas para combater "uma intolerância histórica".

Deve-se curar a "síndrome de patinho feio", e não "a homossexualidade em si", diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Para ele, é o preconceito que leva um gay a procurar tratamento.

"[Ninguém diz] 'cansei de ser hétero, vim aqui me transformar'", completa Verona.

FREUD EXPLICA?

O estudante de direito e homossexual Fábio Henrique Andrade, 18, foi mandado para o psicólogo pela primeira vez com dez anos. O filho deveria "tomar jeito" antes que virasse gay, na opinião de sua família adotiva.

A voz fina tirava o pai do sério. "Falava que era de veado." E também o fato de ele só brincar com as meninas.

Para o pastor e deputado Roberto de Lucena (PV-SP), cruel é deixar "um homem em conflito" ao léu psicológico. Ele é relator do projeto de Campos, hoje sob análise da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

A princípio, Lucena crê que os pais têm o direito de mandar seus filhos para redirecionamento sexual. Mas reconhece que o tema deve ser discutido em audiência pública, prevista para as próximas semanas em Brasília.

Fonte: UOL

2ª Marcha pelo Estado Laico

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 2 comentários

No afã de manter-se no poder a qualquer preço, a candidatura petista de Dilma Roussef fez alianças com Deus e todo o mundo, inclusive afirmando compromisso por escrito com evangélicos no sentido de não implementar apoio a questões LGBT, referentes ao aborto ou descriminação das drogas. 

E os partidários de Deus (em sua versão vermelha e chifruda) vêm patrulhando qualquer menção do governo sobre esses temas. Como o governo vem, por sua vez, cedendo às pressões desses medievais, eles seguem avançando contra um dos pilares básicos do Estado de Direito que é a separação entre a Igreja e o Estado, alegando, entre outras coisas, que o Estado não pode ser ateu. De fato não pode, como não pode ser tampouco teísta, ou seja, não pode negar nem afirmar a existência de Deus, pois tal questão é de âmbito religioso, não estatal. O Estado deve ser impessoal também no trato de temas religiosos, ou seja, laico, pois representa a sociedade brasileira que é diversa inclusive em termos de crenças e não-crenças. 

Como, em nosso país, o respeito ao Estado de Direito é mínimo, e a maioria trata o Estado como a casa da mãe joana (sobretudo o PT), o imbróglio está formado, colocando a população no meio de um fla-flu de autoritários de esquerda e de direita, onde o jogo vem se dando sobretudo no campo da moral e dos costumes. E quem perde são os direitos homossexuais, das mulheres, e os direitos de escolha.

Por isso, vale apoiar e divulgar a 2ª Marcha pelo Estado Laico, agendada, em São Paulo, para o dia 14 de Abril de 2012, às 12:00, no vão do MASP  (A.v Paulista, 1578). Na página da Marcha, no Facebook, lê-se o texto que segue abaixo bem como links para páginas da Marcha em outras cidades.

Para todos que estão cansados de leis e sentenças judiciais baseadas em livros sagrados, da influência desproporcional de grupos religiosos sobre o Executivo, opressão de mulheres e LGBTs, ataques a religiões indígenas e afrobrasileiras, privilégios como horário em rádios e TVs e isenção tributária para igrejas, símbolos religosos em prédios públicos e até no nosso dinheiro, vamos lutar pelo pelo fim da influência religiosa no Estado!! Afinal, este é um ESTADO LAICO e não uma teocracia, mas, se não fizermos nada o quanto antes, vai ficar parecendo cada vez mais com uma.

Marcha começa no vão do MASP e seguirá sentido Anhangabaú.

Observação para os manifestantes: 

Não vá para a marcha na intenção de destruir o patrimônio público, queremos ser ouvidos, não presos.

Fantasias de padres, pastores e afins, são bem-vindas desde que tenha relação com o protesto. Sendo assim providencie tais fantasias quanto antes, visando que a data provavelmente não mudará novamente.

Use sua criatividade nas placas e cartazes que levar, evite erros ortográficos, evite palavrões, seja direto nas mensagens. Novamente lembrando que queremos ser ouvidos e não sermos tachados de analfabetos ou antiéticos.

A marcha não é "anti-religiosa", lembre-se disso. Estamos lutando apenas pelo estado laico ou estado emancipado, sendo assim direcione suas críticas á religião cristã, que é a religião apoiada pelo governo com maior ênfase atualmente.

Se a polícia militar ou CET aparecer na marcha, não se preocupe, faz parte. Não parta para cima das viaturas ou dos PM, eles estão lá para garantir nossa segurança e não para nos omprimir.

Se a mídia aparecer na marcha, não se acanhe, faça-se ser ouvido, fale, mostre a sua cara, é essa a intenção da marcha.

Lembrando sempre que uma marcha sem brigas, sem tumultos, sem drogas, sem armas e com muita paz e harmonia é simplesmente essencial.

Obrigado pela atenção, vejo vocês lá.

Links para Marchas em outras cidades:

Rio de Janeiro Belo Horizonte Curitiba Recife

Outras referências: MPE acusa prefeito de favorecer com verba Marcha para Jesus.
fevereiro de 2012

Perdas, Danos e Afins

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 3 comentários

Autor(a): Diedra Roriz

Era um lindo fim de tarde ensolarado, ou só parecia? Michelle não sabia. Talvez, comparado aquela sensação de vazio - como se um vácuo a separasse do resto do mundo, como se o peito estivesse repleto de uma presença amputada, sufocada, com gosto escuro, sombrio - fosse realmente um lindo fim de dia.
          Estacionou o carro, soltou e ajeitou os cabelos, se olhando no retrovisor. Era uma mulher bonita, acostumada a chamar atenção. Em dias que não fossem aquele, onde um leve tremor nas mãos e pequenos e incontroláveis calafrios subiam por sua espinha.
          Ficou sentada dentro do carro, esperando. A espera... Era uma coisa que a irritava, enervava mesmo... Mas, em dois anos de casamento e uma semana de separação, já se tornara um hábito esperar por ela...
          Abriu a agenda. Tentou fazer algumas anotações. Impossível. As mãos pareciam incapazes de responder ao simples comando do cérebro. Tinha passado a semana inteira queimando nessa ansiedade febril, incapaz de qualquer coisa produtiva.
           De vez em quando olhava o relógio, tentando disfarçar a inquietude evidente. Viu quando Amanda apareceu. Ela se aproximou calmamente do carro, abriu a porta do carona e se sentou no banco ao lado de Michelle.
 - Oi. – disse simplesmente.
 - Oi. – respondeu Michelle, a voz um pouco falha, evitando se perder nos olhos dela.
 - Tudo bem?
 - Tudo. - falou quase num sussurro, numa última tentativa de não olhar para ela.
 - Eu... queria... eu... Me desculpa, Mi...
          A mão de Amanda pousou suavemente na perna de Michelle, e os lábios se aproximaram perigosamente da orelha dela, trazendo recordações que a fizeram ter um pequeno arrepio. Exatamente o tipo de reação que Michelle esperava conter.
          A última coisa que Amanda queria era ferir Michelle. A amava. Realmente. Se importava, se preocupava com ela. Mas... não tinha jeito. Estava feito. Impossível voltar atrás. E também era impossível prometer que não faria novamente, porque... era algo incontrolável, mais forte do que ela. Algo do qual ela precisava para viver.
          Uma dor enorme a atingiu. Impressa na voz de Michelle, na forma como ela se afastou bruscamente e perguntou:
 - Desculpas? Pelo que?
          Michelle queria ser firme. Precisava esquecer que a boca da outra podia fazer com que ela perdesse a respiração, que até o mais simples contato de pele provocava nela um ardor estranhamente fascinante. Não podia olhar para Amanda. Precisava manter os olhos longe dos dela, ou então.... Seria novamente sugada para o irresistível e incontrolável redemoinho de paixão...
          Amanda abaixou os olhos. Sem conseguir fitar a mulher na frente dela. Arrependida por ter sido pega, mas não pelo que tinha feito. Por quê? Por que não se arrependia? Não sabia... Apenas parecia que para ela era impossível se conter, se negar aos apelos  passageiros da auto-afirmação que encontrava na sedução e no prazer... O efeito estava na frente dela, nos olhos da mulher que amava, e que estavam... enevoados, nublados, esmaecidos...
 - Você sabe.
          Sim, Michelle sabia. Da forma mais dolorosa, humilhante e deprimente possível. Sentiu o rosto ser erguido delicadamente até os olhos encontrarem os de Amanda. Não ofereceu resistência. Na verdade, não conseguiu. Reação inerente à presença inebriante, sedutora, magnetizante da ruiva. Hipnotizada, enfeitiçada pelos olhos profundamente sedutores, que mergulharam, vasculharam, dominaram os dela com uma facilidade inquietante.
          Foi Amanda quem desviou os olhos. Michelle jamais conseguiria.
 - Eu sei que você já sabe, Mi... Mas, eu queria... Te dar uma explicação...
 - Não quero falar sobre isso.
          Amanda suspirou profundamente. No fundo, bastante aliviada. Não tinha realmente o que dizer. Nem como se justificar. Como explicar que com Michelle, se sentia fraca, sufocada, impotente? Tudo era muito sério, pesado, cheio de responsabilidades, expectativas, cobranças, que a faziam se sentir prisioneira. Enquanto que com as outras era tudo fácil, leve, inconseqüente... E por isso mesmo gerava uma satisfação irresponsável que precisava renovar sempre...
          Passou a mão nos cabelos, jogando-os para trás. Da forma que Michelle amava. O charme de Amanda era tão natural quanto respirar. E causava em Michelle arrepios impossíveis de evitar. 
          Percebendo o efeito que uma simples jogada de cabelos causava, Amanda sorriu.  Com a doçura suave, carinhosa e apaixonada que só Michelle conseguia despertar. Mordeu o lábio inferior quando estranhamente, ela não sorriu de volta. Pelo contrário, os olhos de Michelle se tornaram... cubos de gelo. Amanda reparou bem nisso, e teve medo de perguntar:
 - Mi... O que você quer?
 - Quero me separar de você.
          O sorriso de Amanda se distorceu, virando uma espécie de careta que deixava entrever dolorosamente os dentes.
          Dentes ou presas? Amanda já era uma predadora voraz quando a tinha conhecido. Nenhuma dúvida com relação a isso. Mas Michelle inocentemente pensava que ela poderia mudar, poderia... amadurecer?
          Como julgar, como saber quem na verdade era infantil? Amanda, com suas escapadas furtivas? Ou Michelle, que voluntariamente escolhera fingir que nada via? Até o momento em que o odor putrefato das não verdades tinha se tornado insuportável  - como qualquer corpo em decomposição seria. Impossível continuar fingindo que não existia.
          Principalmente depois do telefonema que tinha recebido na véspera. A menina – pela voz, parecia ser muito novinha – tinha ligado para confirmar o que Michelle já sabia. As infidelidades que Amanda – com o apoio tácito de Michelle – escondia.
          Michelle tinha escutado calada. Cada palavra. Cada suspiro. Se afogando. Puxada pelo redemoinho, o buraco negro que se formava e que a fazia perder até a noção de quem era. Precisava de ar. Precisava voltar à tona. A menina parecia apaixonada. Michelle não a culpava. Pelo contrário. Sentia por ela uma óbvia empatia. Amanda, como sempre, fazendo vítimas sem sutilezas nem remorsos,  com maestria.
           Foi Amanda quem finalmente falou. Devagar, cada uma das palavras machucando, doendo, um enorme esforço, porque... estava mentindo. Na tentativa desesperada de evitar o fim:
 - Mi, me perdoa... Foi só uma vez... Tô arrependida... Acredita em mim... Eu errei, eu sei que... É imperdoável... Mas dois anos de casamento pra você não valem nada? Mi, eu  amo você... Como nunca amei ninguém... Você é a mulher da minha vida... Sou sua, só sua, de corpo e alma... Só que nos últimos meses, você ficou tão fria... tão... inalcançável... Sei que não justifica... Mas eu sou humana... Me sentia carente, magoada, sozinha...
          Michelle riu. Uma gargalhada estrondosa, raivosa, agressiva. Jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. E foi com os olhos ainda fechados que disse:
 - A culpa é minha então?
          De repente as duas estavam tão próximas que podiam quase sentir os lábios se tocando. Michelle fechou os olhos, querendo que Amanda a beijasse, que as bocas se colassem numa incoerente mistura de salivas, hálitos e almas. Mas o beijo não veio. Amanda não teve coragem. Michelle tinha fechado a alma para ela, parecia inatingível, distante, inalcançável...
          Michelle voltou a abrir os olhos, tentando disfarçar o estranho desapontamento que sentia.
          Impulsionada por um simples e terrível desespero, Amanda deu sua última cartada. Com um sorriso absurdamente sedutor, falou a frase que tinha conquistado Michelle anos atrás:
 - Eu desisto, se você disser que não sente nada por mim...
 Exatamente como da primeira vez. No aniversário de uma amiga em comum. Amanda tinha se aproximado, iniciando uma conversa que na verdade, não passava de um flerte nem um pouco velado. Michelle já conhecia a fama de Amanda, por isso, e só por isso – desde o primeiro momento tinha ficado de quatro – ficou evitando, resistindo ao máximo, apenas para – depois da frase irresistível, bombástica - ceder, derreter, e... se entregar. Completa e absolutamente.
 Lembranças em flash pipocaram vertiginosamente. Uma montanha russa,  um looping de emoções a atingindo como um soco no estômago só de lembrar da doçura dos beijos, das mãos, dos suspiros e gemidos, da forma intoxicante de Amanda fazer amor.
           Recordações que fizeram a resposta de Michelle sair fraca, trêmula. Nem um pouco convincente:
 - Não sinto mais.
          Propositalmente, Amanda ajeitou uma mecha dos cabelos de Michelle, prendendo-a atrás da orelha. Uma pontinha de esperança surgiu quando Michelle estremeceu com o leve toque. Amanda a olhou bem nos olhos ao dizer:
 - Acho que você tá chateada, mas... Ainda me ama, Mi... Não adianta fingir.
          Amarrada numa camisa de força como o grande Houdini. Poderia, como ele, se libertar? Mas Michelle não era a mestra das ilusões, era a paciente sem alta do manicômio mais cruel do mundo: o amor...
           Juntou todas as forças que tinha para gaguejar:
 - Eu... eu não quero mais.
          Os olhos de Amanda cintilaram. Farejando, vislumbrando, intuindo o que Michelle estava sentindo. A voz soou visceral, ardente, intensa, quando olhou Michelle profundamente nos olhos, e disse:
 - Mentira. Você me ama. Me adora. É louca por mim. E eu por você, Mi...
          Vendada e sozinha com um pé levantado na beira de um precipício. Apenas um passo a separava da queda. Um passo, ou o desequilíbrio. Fosse o que fosse, Michelle gostaria de poder se entregar deliberadamente ao abismo. Mas não podia.
 - Eu quero apagar você da minha vida, Amanda... Esquecer que você existe.
          Michelle nunca tinha visto os olhos de Amanda daquele jeito. Absolutamente secos, como se a dor fosse tão grande quanto muralhas que represassem toda e qualquer forma de lágrima.
 - Não fala assim... Por causa de um erro, de um único erro...
          Michelle nunca conseguiria se lembrar do nome de todas as garotas com quem sabia que Amanda tinha saído. Milhares, um monte delas, mesmo sendo casada com ela. E o tempo todo Michelle fingia que nada estava acontecendo... Sofria em silêncio. Sem nada transparecer. No fundo talvez já soubesse o que tinha que fazer a muito tempo. Apenas protelava porque... tinha medo. De ficar sozinha? Não... De que Amanda mudasse, se arrependesse, deixasse de ser daquele jeito com alguém que não fosse ela...
           Michelle riu balançando negativamente a cabeça. Um riso amargo, sarcástico, doído, como Amanda nunca a tinha visto fazer. Um riso que pareceu abrir uma comporta de palavras, que  jorraram furiosamente:
 - Uma única vez? Uma única vez? Tem coragem de dizer que foi uma única vez? Há meses você tava de caso com aquela menina... Fora as outras, Amanda... Muitas, tantas que pra dizer todos os nomes levaria horas... A lista é imensa! Aliás, mais fácil dizer as pessoas com quem você não dormiu nesses dois anos... Essas, minha querida, dá pra contar nos dedos...
          Fechou os olhos, as lágrimas escorrendo dolorosamente. A lembrança que teve a atravessou como um punhal. Rasgou toda e qualquer razão que ainda pudesse ter...
         Uma noite no quarto delas, em que a pouca luz do abajur deitava nos cabelos ruivos de Amanda um efeito etéreo. Ela estava de olhos fechados, e quando Michelle sentou na cama, abriu os olhos e sorriu um sorriso manhoso, meio adormecido. Quando as bocas se tocaram, o efeito de sempre -  como se o mundo, a vida, o universo mudassem, passassem a ter sentido...
          Como se pudesse ler os pensamentos de Michelle, Amanda se aproximou lentamente. Os olhos fixos nos dela. Segurou o rosto de Michelle entre as mãos, e encostou os lábios nos dela apaixonadamente. Por um instante esqueceram de tudo e apenas se entregaram aquele beijo. Desejado, incendiário, intenso... Mas que durou pouco tempo.
           Fazendo um esforço enorme para se controlar, Michelle colocou as mãos nos ombros de Amanda e a afastou. Na mesma hora em que os lábios se separaram teve vontade de puxar Amanda de volta. Segurou o volante com força, como se tivesse medo que as mãos não a obedecessem. Evitou olhar para Amanda, sabendo que se os olhos voltassem a se encontrar, a beijaria novamente.
 - Amanda, eu não tô brincando, muito menos jogando com você.
 - Nem eu.
          Aquela era a terceira vez que Amanda se sentia daquele jeito, como se uma névoa lhe impedisse de enxergar direito. A primeira vez 11 anos atrás, no enterro da mãe. A segunda vez há apenas 4 anos, no enterro do pai. Ambos pareciam pertencer a uma vida passada. E realmente pertenciam, a uma vida antes de Michelle.
          Michelle tinha entrado na vida de Amanda com a fúria de um anjo salvador, afastando todos os demônios do passado. E criando novos demônios, perigosos e desconhecidos. Mais especificamente, a certeza de que nunca mais poderia dar um salto mortal, passar de um trapézio para outro sem nenhuma proteção.
          Mas aceitava, porque toda e qualquer noção de falta de controle parecia pertencer a uma vida passada. E realmente pertencia, a uma vida antes de casar com Michelle. A única válvula de escape que tinha, era sair com outras mulheres.
 - Michelle... Por favor, me perdoa... – a voz de Amanda era sempre daquele jeito insistente, firme, exigindo respostas imediatas. Não como uma britadeira. Mais como uma goteira, que de tanto bater acabava sempre amolecendo a vontade de Michelle.
          Só que naquele momento, o celular de Amanda tocou. Insistentemente. Michelle suspirou profundamente. Antes de dizer:
 - Não vai atender? Por quê?
          Os olhos duelaram, os de Michelle esperando uma resposta. Os de Amanda tentando negar o evidente. Tão absolutamente sem graça, que não precisou de palavras para Michelle saber:
 - Porque é uma das muitas com quem você me trai.
          Se estivesse no lugar de Amanda, Michelle ficaria sem ter o que dizer. Mas não era o caso:
 - Por favor, Mi... Eu amo tanto você... Eu vou mudar, prometo...
          Amanda usou toda a usual sedução que dela emanava. Verdadeiro campo magnético, que sempre dava a Michelle a impressão de que Terra, Sol, Lua, e estrelas giravam única e exclusivamente em torno de Amanda...
 - Tarde demais... Não quero mais você.
          O olhar dela... Quase fez Michelle voltar atrás... Como um animal ferido, perdido, abandonado... E talvez fosse, na verdade. Mas Michelle não agüentava mais.
          Amanda percebeu, mas não conseguia aceitar. Ainda tentou perguntar mais uma vez:
 - É sua decisão final?
          A resposta de Michelle foi assentir com a cabeça. Sem forças para mais nada. Um sentimento de ausência, de morte, de vácuo, a corroendo por dentro.
          Viu quando Amanda abriu a porta e saiu do carro, batendo a porta com força. Viu quando Amanda se afastou em direção à praia, e ficou ali parada observando o sol que aos poucos descia no horizonte. Mas não a chamou de volta, contrariando o desejo mais verdadeiro e profundo que sentia.
          Correr com o vento se deitando na boca, a respiração intensa. O coração martelando acordes, as mãos bailando músicas inteiras. Desejos rasgados da alma arrancados com o fórceps da desilusão, traição, ressentimento...
          Perdas... Amanda as colecionava... Assim como as culpas... E medos... Eram como morcegos que a rodeavam. A arranhando no rosto, a puxando pelos cabelos... Precisava se livrar, espantar todos eles... Pisou na areia sem tirar os sapatos, caminhou até o mar num transe entorpecente. As ondas molharam os sapatos. Atirou a bolsa na areia, entrou na água até os joelhos. O sol foi sumindo, a escuridão tomando conta dela enquanto Amanda avançava, entrando mar adentro.
          Michelle ligou o carro, pisando no acelerador como se pisasse em si mesma. Ainda olhou para trás, tentando vislumbrar Amanda entre as árvores. Mas só conseguiu enxergar a total ausência de luz. Anoitecera. Uma longa noite sem estrelas.

O conto acima ganhou o segundo lugar no Concurso Nacional de Contos Lésbicos em 2008 realizado pelo Centro de Documentação e Informação Coisa de Mulher

Outros contos: O Dia Seguinte  Aquários 

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