"Twenties": primeira série de TV focada em uma lésbica negra

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018 0 comentários

Lena Waithe, em "Master fo None" (Reprodução/Netflix)


Vem aí a primeira série de TV focada em uma lésbica negra
"Twenties" é uma criação de Lena Waithe, que já ganhou um Emmy pelo roteiro de "Master of None".

A gente já viu algumas lésbicas negras brilhando nas séries de TV, como em “Orange Is The New Black”, “The Fosters” e até mesmo na saudosa “The L Word”, mas elas sempre aparecem em tramas com múltiplos personagens centrais ou são coadjuvantes, como no caso de “Master of None” e “Sense8”.

Mas isso está prestes a mudar, como anunciou a emissora TBS recentemente. O canal está trabalhando numa série chamada “Twenties”, criada pela atriz e roteirista Lena Waithe. Lésbica assumida, Lena é hoje uma das mulheres negras mais influente da TV americana.

 (Alberto E. Rodriguez/Staff/Getty Images)
Vencedora do Emmy pelo roteiro de “Master od None”, ela também é ativista nos movimentos negro e LGBT e muita gente já suspeitava que um projeto como esse estaria prestes a ser anunciado. Detalhes da série ainda não foram revelados, mas sabe-se que ela vai acompanhar a trajetória de uma mulher negra lésbica.
Eu sempre quis contar uma história em que uma negra lésbica fosse a protagonista e sou muito grata a TBS por me dar uma plataforma para contar essa história. Personagens negros LG vêm sendo coadjuvantes por muito tempo. Já é hora de a gente finalmente ganhar foco”, disse Lena, que escreveu o roteiro da série quase dez anos atrás. 
Como é de praxe em produções desse tipo, por enquanto apenas o piloto da série foi encomendado pela TBS e, a partir dele, a emissora irá decidir se vai colocar a atração no ar. Já estamos torcendo para que “Twenties” chegue logo à TV!

Fonte: M de Mulher, por Júlia Warken, 25/02/2018

Em Portugal, casamento LG cresceu 30% em 2017

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018 0 comentários


Casamento gay cresceu 30% no último ano

Há cada vez mais casamentos entre duas mulheres. Ao todo foram celebrados 550 matrimônios entre pessoas do mesmo sexo, em 2017.

O número de pessoas do mesmo sexo que decidem contrair matrimônio continuam a aumentar. Em 2017 registou-se uma aumento na ordem dos 30% comparativamente a 2016.

Os dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça indica que foram celebrados 550 casamentos entre pessoas do mesmo sexo em 2017. Em 2016 foram celebrados 422 matrimônios homossexuais, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística.

A subida é comum tanto a homens como mulheres, mas é entre pessoas do sexo feminino que o aumento ganha mais expressão.

Em 2016 foram registados 173 matrimônios enquanto em 2017 esse número subiu para 253, valor que representa uma subida de 46%. Entre os homens registou-se apenas um aumento de 19% (249 matrimônios em 2016; 297 em 2017).

Os casamentos gay representaram 1,6% do total dos cerca de 33 mil casamentos que se realizaram em Portugal durante o último ano.

Fonte: S//Portugal, por Diogo Barreto, 17.02.2018


Britânica assume lesbianidade aos 91 anos

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 0 comentários

Ao escrever suas memórias, a ex-servidora inglesa Barbara Hoskins revelou manter um relacionamento com outra mulher há 20 anos | Foto: Antonio Olmos

Por que resolvi me assumir homossexual aos 91 anos
Eu realmente aprecio o fato de que, na minha idade, posso ser totalmente livre com as pessoas. Acho que corro um pouco o risco de me tornar um ícone gay!", diz Barbara Hosking, que decidiu assumir sua homossexualidade aos 91 anos, em meio a suas reflexões sobre sua vida nos corredores do poder.
Como funcionária pública, a inglesa trabalhou para dois primeiros-ministros britânicos, Edward Heath (1970-74) e Harold Wilson (1964-70 e 1974-76), e também foi uma executiva de televisão.

Hosking combateu o sexismo em toda sua carreira, tendo defendido equiparação salarial entre mulheres e homens e  brigado para estar na mesma sala durante algumas reuniões.

Em entrevista à BBC Radio 5, ela explicou o motivo de nunca ter falado de sua sexualidade para a sua família.
Meus pais não teriam entendido e teriam ficado chocados. Eles me amavam muito, mas meu pai era um homem à moda antiga, convencional. Minha mãe provavelmente teria pensado que foi uma escolha difícil e infeliz para eu ter feito. Na verdade eu tenho sido muito feliz. Tive uma vida plena."
Hosking mantém um relacionamento homossexual há 20 anos e decidiu revelar isso publicamente ao escrever sua autobiografia, com o título Além dos meus limites: Memórias de uma Desobediente Funcionária Pública (em tradução livre).
Os homens tiveram um grande momento libertador quando as leis (que proibiam a homossexualidade) mudaram e eles não corriam mais perigo de serem presos ou, mais antigamente, serem mortos (por causa da orientação sexual)", diz ela. "As mulheres nunca tiveram isso, mas é extremamente difícil - você pode facilmente ser relegada ao ostracismo."
A inglesa se mudou da Cornuália para Londres aos 21 anos, em busca de uma carreira no jornalismo.

Ela se integrou ao escritório de imprensa do Partido Trabalhista e passou a servir como assessora de imprensa de Edward Heath e Harold Wilson.
Igualdade salarial

Apesar de seu histórico no Partido Trabalhista - ela chegou a pensar em concorrer a uma vaga como parlamentar -, Hosking diz ter certa empatia pelas dificuldades enfrentadas pela atual premiê, Theresa May, que tem o desafio de colocar em prática a saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit, decidido em plebiscito no ano passado), tendo perdido maioria absoluta no Parlamento em meados do ano passado.
Ela teria sido uma primeira-ministra maravilhosa em 'tempos fáceis', com uma grande maioria (no Parlamento), mas ela não teve condições para lidar com o que está acontecendo agora."
É uma posição horrorosa para qualquer primeiro-ministro estar, com seu gabinete rachado, assim como parlamentares divididos atrás dela. É triste porque ela tem muitas qualidades, mas falta o 'instinto matador' para agir. Pode ser que ela olhe em volta e sinta que não consegue."
Barbara Hosking em sua festa de 90 anos Foto: Arquivo Pessoal

Hosking, que já soube de subordinados que ganhavam salário maior que o seu, diz estar desanimada com o fato de as mulheres terem de continuar lutando por igualdade profissional.
Acho isso chocante. Por que é tão difícil pagar salários iguais? (A desigualdade) acontece em vários lugares, (mas) poderia ser resolvida."
Em defesa de direitos iguais

Apesar disso, Hosking acredita que agora as mulheres "têm mais liberdade para escolher serem elas mesmas do que em qualquer outro momento da história".

Ela lembra de mulheres sendo convidadas a se retirar da sala após um jantar de alto nível em Bruxelas.
Eu respondi 'Sinto muito, eu preciso voltar. Estou com meu ministro, sou sua secretária particular'. E eles disseram: 'Você não pode fazer isso, as mulheres se retiram para os homens então poderem discutir'. E eu disse: 'Ele não será capaz de fazer isso sem mim, eu fiz todo o trabalho para isso'", conta. "Me disseram que eu viraria tema de conversa em Bruxelas no dia seguinte (por causa dessa postura)."
Barbara também cuidou de uma mina na Tanzânia, onde encontrou criaturas como essa cobra da foto
(Foto: Arquivo Pessoal)

Ela torce para que o movimento #MeToo, que começou com os escândalos de Hollwood e se espalhou por todo o mundo trazendo denúncias de assédio e abuso sexual vivenciados por mulheres, seja um divisor de águas, mas não esconde certo ceticismo.
Pode haver uma mudança cultural, mas é algo difícil", opina. "No passado, (o assédio) era algo que você suportava e guardava para você. Você dava um tapa na mão deles (homens) ou dava um bom empurrão. Acho que você poderia dar uma joelhada se fosse o caso."
Ela também diz lamentar o Brexit, já que esteve com o primeiro-ministro Edward Heath quando ele assinou o Tratado de Roma, em 1957, que lançou as bases para a formação da União Europeia.
Eu votei para que o Reino Unido permanecesse na União Europeia. Que grande tiro no próprio pé (é o Brexit). As pessoas queriam mudança, então foi fácil culpar a imigração ou a Europa, como se não fossemos parte da Europa."
Por fim, ela revela sua estratégia de longevidade: vinho tinto. 
Bebo duas taças por dia. Meu médico sabe e diz que está tudo bem".

Fonte: BBC 5 Live,  Jim Taylor, 14/02/2018

Filme sobre "cura gay" de garota lésbica vence o Festival Sundance

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018 0 comentários

Forrest Goodluck, Sahsa Lane e Choe Grace Moretz em cena de 'The Miseducation of Cameron Post' 

Drama sobre garota lésbica forçada à 'cura gay' é vencedor em Sundance

O longa 'The Miseducation of Cameron Post' (a deseducação de Cameron Post), drama que se passa num centro de conversão para homossexuais, foi o vencedor do principal prêmio no Festival Sundance. Maior vitrine do cinema independente, a mostra anunciou seus vencedores neste sábado (27).

Ambientado em 1993, 'The Miseducation' traz a atriz Chloe Grace Moretz ("Deixe-Me Entrar") no papel de uma adolescente que é flagrada fazendo sexo com outra garota.

Seus tios a forçam a se submeter a uma terapia que supostamente converte homossexuais. O drama, dirigido por Desiree Akhavan, levou o grande prêmio do júri entre os filmes americanos.

Já o prêmio do público nesta categoria foi para "Burden", estreia na direção do ator Andrew Heckler. Seu filme fala de um ex-membro da Ku Klux Klan que começa a mudar de vida ao se apaixonar por uma mãe solteira.

Entre os filmes internacionais, o vencedor do prêmio do júri foi "Kelebekler", filme turco sobre três irmãos que se reaproximam do pai.

O prêmio do público foi para o dinamarquês "Den skyldige", sobre um ex-policial que precisa salvar uma mulher sequestrada.

O Brasil participava do festival com dois títulos –"Benzinho", de Gustavo Pizzi, e "Ferrugem", de Aly Muritiba–, mas não levou prêmios.

Fonte: Folha Ilustrada, 28/01/2018


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