Clipping: Entidades LGBT conseguem retirada de crucifixos dos prédios da Justiça gaúcha

quarta-feira, 7 de março de 2012 0 comentários

Pedido havia sido feito pela Liga Brasileira de Lésbicas em dezembro do ano passado.

O Conselho da Magistratura do TJ-RS acatou, em sessão nesta terça-feira, o pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de outras entidades sociais sobre a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos nos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha. A decisão foi unânime.

O relator da matéria foi o desembargador Cláudio Baldino Maciel. Em seu voto, ele defendeu que um julgamento realizado em uma sala de tribunal sob um expressivo símbolo de uma Igreja e de sua doutrina não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-juiz equidistante dos valores em conflito.

"Resguardar o espaço público do Judiciário para o uso somente de símbolos oficiais do Estado é o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios", afirmou o magistrado em seu relatório.

Nos próximos dias, de acordo com o TJ-RS, o órgão expedirá o ato determinando a retirada dos crucifixos. A sessão foi acompanhada por representantes de religiões e de entidades sociais.

Entenda o caso

Em fevereiro deste ano, a Liga Brasileira de Lésbicas protocolou na presidência do TJ-RS um pedido para a retirada de crucifixos das dependências do Tribunal de Justiça e foros do interior do Estado.

 O processo administrativo foi movido em recurso a decisão de dezembro do ano passado, da antiga administração do TJRS. Na época, o Judiciário não acolheu o pedido por entender que não havia postura preconceituosa.

A liga alega que não existem outros símbolos expostos no Judiciário e que o objetivo é igualar o sentimento de quem não professa religião.

Fonte: Zero hora

Centro para idosos homossexuais em Nova York - Também precisamos no Brasil

terça-feira, 6 de março de 2012 1 comentários

Criado no bairro Chelsea, coração de Manhattan, em Nova York, um centro exclusivo para gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT) idosos, o SAGE Center (Serviços e Apoio aos LGBT), a partir de um acordo entre a prefeitura e uma organização dedicada a melhorar a vida dos idosos dessa comunidade.

O centro oferece programas vinculados à arte, alimentação, saúde e bem-estar, e objetiva possibilitar que os idosos homossexuais possam envelhecer com boa saúde, segurança financeira e amplo apoio da comunidade. 

No site do centro, em uma postagem, lê-se resumidamente o seguinte: Uma das razões da importância do trabalho da SAGE é, por exemplo, retribuir o trabalho dos pioneiros de nossa comunidade, que tanto trabalharam para criar um futuro melhor para os LGBT, e agora na velhice precisam de nós. E citam o caso de Jerry Hosse, um dos pioneiros da revolta de Stonewall Inn, também fundador do histórico Gay Liberation Front e organizador  da primeira marcha LGBT em Nova York (1970). Cerca de dois anos atrás, Jerry, hoje com 62 anos, perdeu o apartamento onde vivia e virou sem-teto. Agora, felizmente, está abrigado no SAGE e é membro ativo do centro.

Os americanos, LGBT ou não, tão mal falados por estas nossas plagas cheias de anacrônicas ideias dos tempos da Guerra Fria, sabem muito o que significa a palavra comunidade e sempre trabalharam para apoiar uns aos outros. Aqui, no Brasil, já há quase dez anos com governo dito de esquerda, não existe o mínimo senso comunitário em sentido algum. Precisamos urgentemente mudar de governo e de cabeça.

Fonte: SAGE

Clipping: Não cabe cura para quem não está doente

segunda-feira, 5 de março de 2012 0 comentários

Deputados evangélicos ferem a autonomia do Conselho Federal de Psicologia ao tentar permitir que psicólogos proponham tratar e curar homossexuais

O Conselho Federal de Psicologia (CFP), assim como os conselhos regionais, é uma autarquia de direito público, com os objetivos de orientar, fiscalizar e disciplinar a profissão de psicólogo, zelar pela fiel observância dos princípios éticos e contribuir para a prestação de serviços à população. Cumprindo as suas atribuições, o CFP, por meio da resolução 01/99, regulamenta a atuação dos psicólogos com relação à questão da orientação sexual.

Considerando que as homossexualidades não constituem doença, distúrbio ou perversão (compreensão similar à da Organização Mundial da Saúde, da Associação Americana de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina), a resolução proíbe que o psicólogo proponha seu tratamento e cura.

Entretanto, em nenhum momento fica proibido o atendimento psicológico à homossexuais, como afirmado pelo deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, que propõe um projeto que pretende sustar dois artigos da citada resolução.
Isso fere a autonomia do CFP como órgão que fiscaliza e orienta o exercício da psicologia e contraria as conquistas no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, consolidados nacional e internacionalmente.

A iniciativa do CFP foi pioneira e, na época, o Brasil passou a ser o único país no mundo com uma resolução desta natureza. Por isso, o conselho recebeu dois prêmios de direitos humanos.

Vale ressaltar que, a partir da resolução brasileira, a Associação Americana de Psicologia formou um grupo específico para elaborar documentos de referência para norte-americanos e canadenses, reafirmando posteriormente a inexistência de evidências a respeito da possibilidade de se alterar orientações sexuais por meio de psicoterapia.

A discussão sobre a patologização da homossexualidade é comumente atravessada por questões religiosas, já que certas práticas sexuais são vistas também como imorais e contrárias a determinadas crenças.

Entretanto, há que se reafirmar a laicidade da psicologia, bem como de nosso Estado. Isso significa que crenças religiosas -que dizem respeito à esfera privada das pessoas- não podem interferir no exercício profissional dos psicólogos, nem na política brasileira.

Nesse sentido, ao associar o atendimento à pretensa cura de algo que não é doença, entende-se que o psicólogo contribui para o fomento de preconceitos e para a exclusão de uma parcela significativa de nossa população.

Considerando que a experiência homossexual pode causar algum sofrimento psíquico, o psicólogo deve reconhecer que ele é decorrente, sobretudo, do preconceito e da discriminação com aqueles cujas práticas sexuais diferem da norma estabelecida socioculturalmente.

O atendimento psicológico, portanto, deve, em vez de propor a "cura", explorar possibilidades que permitam ao usuário acessar a realidade da sua orientação sexual, a fim de refletir sobre os efeitos de sua condição e de suas escolhas, para que possa viver sua sexualidade de maneira satisfatória e digna.

CARLA BIANCHA ANGELUCCI, 37, é presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo/HUMBERTO VERONA, 55, é presidente do Conselho Federal de Psicologia

Fonte: Folha de São Paulo, São Paulo, segunda-feira, 05 de março de 2012

Peça sobre a proposição 8 que nos EUA proibiu o casamento homossexual

sábado, 3 de março de 2012 0 comentários

Com elenco estelar, que inclui entre outros Brad Pitt, George Clooney, Martin Sheen, Jane Lynch, Jamie Lee Curtis, será transmitida, pela Internet, no sábado, às 7:30 da noite (horário do Pacífico), uma leitura da peça "8", de Dustin Lance Black (Milk, J. Edgar), sobre o julgamento da chamada Proposição 8, iniciativa popular, aprovada nas urnas por eleitores californianos, para assinalar que somente a união entre um homem e uma mulher fosse considerada casamento.

Lançada em novembro de 2008, a famigerada proposição paralisou os casamentos LGBT que estavam sendo realizados na Califórnia após uma sentença do máximo tribunal do Estado. Agora, no último dia 7 de fevereiro, um tribunal de apelações da Califórnia declarou que a proposição é inconstitucional, embora o veredito final só venha a ser dado pela Corte Suprema dos EUA.

Para assistir a leitura da peça ao vivo no sábado, dia 3, acesse http://AFER.org ou http://YouTube.com/AmericanEqualRights, lembrando de consultar a diferença de fuso horário, geralmente 4 horas a mais em relação ao horário brasileiro (23:30). Vale notar que no site da American Foundation for Equal Rights, o espetáculo está agendado para às 00:45 de 4 de março. Melhor ficar de olho a partir das 23:00.

Veja no vídeo abaixo o convite para assistir a peça. Atualização: Veja também a peça no segundo vídeo.



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