Lili Maestrini, casada com Larissa França do vôlei de praia, celebra Olimpíada da Diversidade

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Larissa França e Lili Maestrini

Mulher de Larissa celebra Jogos da diversidade: 'Mundo está se libertando'

Na noite da última segunda (8), a voluntária Marjorie Enya roubou a cena no estádio de rúgbi de Deodoro ao pedir a atleta da seleção brasileira Isadora Cerullo em casamento após um jogo no local. A imagem chamou a atenção. O pedido foi inédito e surpreendeu os presentes. O que não chega mais a causar espanto é o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Em tempos de intolerância pelo mundo, a decisão das duas em expor o relacionamento foi levado com naturalidade pelos presentes nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

E isso agrada muito uma esportista que, já há algum tempo, não esconde em nada suas escolhas na vida pessoal. Casada com a favorita à medalha de ouro no vôlei de praia Larissa, a também atleta Lili Maestrini celebrou a diversidade cada vez mais em alta nesta Olimpíada.
São os Jogos da diversidade, sim. As pessoas estão aceitando cada vez melhor o amor. E isso é maravilhoso. Entendem que você pode amar outra pessoa, seja ela mulher ou homem. A gente precisa se aceitar mais. Espero que todas essas pessoas que colocam isso para fora tenham esse mesmo carinho, esse mesmo amor. O mundo está se libertando. E espero que todas essas pessoas tenham carinho e apoio", comentou.
Lili descartou levantar bandeira ou campanha a favor de qualquer orientação sexual.
Não queremos rótulos. Não quero falar que o mundo é gay, homossexual, hétero. Não precisa gritar mais alto por nada. Cada um na sua. Só temos que defender o amor. Queremos a diversidade bem aceita", disse, após mais uma vitória da amada Larissa, na arena de Copacabana.
Estou vendo isso aqui na Olimpíada. Estamos mostrando que o mundo pode ser melhor. Temos muito o que celebrar diante deste cenário. No vôlei, nunca sofri preconceito. De verdade. E é bom ver isso caminhando para outras modalidades. Os Jogos servem para isso, cumpre um papel bem bacana", completou.
Tensa com a caminhada de Larissa na busca pela medalha de ouro, Lili acredita que a vitória de alguém com a opção de viver com pessoas do mesmo sexo seria ainda mais especial.
Acho que seria uma medalha simbólica. As pessoas podem até enxergar isso. Fico feliz em saber que veem a nossa história de uma maneira tão bela. A vitória não seria apenas no esporte", avaliou.
Ainda que de maneira breve, a favorita ao pódio nas areias de Copacabana deixou um pouco a análise de mais uma vitória de lado para endossar o discurso da companheira sobre a diversidade na competição. "Os Jogos Olímpicos existem também para propagar valores bons. Amor e respeito estão nessa. Fico muito feliz mesmo", disse Larissa.

Fonte: UOL (RJ), por Pedro Ivo Almeida, 10/08/2016

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