Nos EUA, pastores presbiterianos poderão promover uniões entre pessoas do mesmo sexo

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Decisão histórica: pastores comemoram a decisão, anunciada após
assembleia geral da igreja em Detroit. - David Guralnick / AP

Igreja Presbiteriana dos EUA autoriza o casamento gay
Determinação vale para os 19 estados norte-americanos que já legalizaram a união homossexual

WASHINGTON - Nos estados americanos que já permitem o casamento gay, os pastores presbiterianos estão autorizadores, a partir de agora e se assim desejarem, a promover uniões entre pessoas do mesmo sexo. A decisão foi tirada na assembleia geral presbiteriana, realizada pelos pastores, em Detroit, no Estado de Michigan. Na oportunidade, eles decidiram, com 61% dos votos, a autorização para unir casais homossexuais.

A Igreja Presbiteriana, surgida da reforma calvinista, tem cerca de 1,9 milhões de fieis no país, e é considerada uma importante congregação protestante no país. A partir de agora, com a nova lei, 19 estados norte-americanos em que o casamento homossexual é legalizado, os seguidores desta doutrina estão livres para se unir formalmente também pelos laços religiosos. Para reconhecer o direito a seus seguidores, a Assembléia Geral Presbiteriana, decidiu, inclusive, mudar sua definição de casamento, que agora passa a ser definida apenas como "uma união entre duas pessoas." Em 2011, a Igreja Presbiteriana já havia eliminado as barreiras que proibiam os homossexuais sejam ordenados como pastores.

Marcha

A notícia, considerada como histórica por grupos ligados à causa LGBT nos Estados Unidos, chega um dia após a realização da segunda “Marcha pelo Casamento”, a favor da união tradicional - entre homem e mulher - no país. Milhares de pessoas foram às ruas de Washington na quinta-feira para se manifestar e marcar posição contra o apoio cada vez mais forte dos EUA aos homossexuais.

Na oportunidade, o presidente da Organização Nacional para o Casamento, Brian Brown, afirmou que “o casamento é a união de um homem e uma mulher” e que as “crianças precisam cada vez mais de um pai e uma mãe". Os organizadores do evento anunciaram o envio de uma carta ao presidente Barack Obama e ao Congresso expressando que "ninguém tem o direito de redefinir o casamento".

Fonte: O Globo, 20/06/2016

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