Influência evangélica tira de pauta projeto contra a homofobia no Rio

sexta-feira, 25 de outubro de 2013


Influência evangélica

Os evangélicos tiveram grande influência ontem no adiamento da votação do projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que prevê multa aos estabelecimentos comerciais que discriminarem gays. A proposta foi enviada para o Legislativo por Sérgio Cabral.

O pastor Abner Ferreira, até agora o maior apoio evangélico para 2014 conseguido por Luiz Fernando Pezão, disparou telefonemas para deputados pedindo o adiamento da votação. Os pastores Edino Fonseca e Samuel Malafaia também atuaram fortemente contra o projeto.

Com 117 emendas, o projeto de Cabral foi retirado de pauta.

Fonte: Lauro Jardim, Veja Online, 25/10/2013
PL que pune homofobia no RJ recebe quase 200 emendas e sai de pauta
Projeto de lei recebeu 177 emendas e será encaminhado para análise. Deputado insinuou que homossexualismo é doença; ativistas vaiaram.

O projeto de lei que pune estabelecimentos e agentes públicos por discriminação por orientação sexual, ou homofobia, entrou em pauta pela primeira vez na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na tarde desta quinta-feira (24). O projeto, de autoria do Executivo, sofreu 177 emendas e ainda será encaminhado para análise das comissões. Não há previsão para o projeto voltar à pauta da Alerj e nem para ser votado.

A sessão foi marcada por vaias ao deputado Edino Fonseca (PEN), que insinuou que o homossexualismo seria doença. Grupos em defesa aos homossexuais chamaram o deputado de “fascista” e entoaram gritos de “doente é você”. Ao todo, 50 dos 70 deputados estaduais participaram da sessão.

Pouco antes do início da discussão, o deputado Edino Fonseca pediu a palavra. “Nenhum proprietário é obrigado a deixar uma pessoa com essa patologia em seu estabelecimento”, disse o deputado. Os presentes vaiaram muito o parlamentar.

Outros deputados falaram sobre o projeto de lei e se mostraram contrários aos argumentos de Edino. “Mesmo que o homossexualismo fosse doença, e não é, não poderia ser discriminado”, argumentou o deputado Luiz Paulo (PSDB).

O projeto foi encaminhado à Alerj pelo governo do estado. Até mesmo deputados de oposição, como Marcelo Freixo (PSOL) elogiaram a proposta. “Esse projeto tem que ser elogiado mesmo tendo sido feito por este governo péssimo”, disse o deputado, sob aplausos dos presentes.

A deputada Clarissa Garotinho (PR) também se disse contrária ao projeto, apesar de ter deixado claro em seu discurso que é contra qualquer tipo de discriminação. “Tenho meus entendimentos da bíblia. Jesus pregou tolerância. O não à discriminação também é um princípio do cristianismo. Não podemos deixar que uma pessoa sofra violência por qualquer razão. Esse projeto não discute se o homossexualismo é doença ou não. Mas ele promove atitudes do gênero LGBT”, declarou a deputada.

Bolsonaro acompanha votação
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) compareceu à Alerj para acompanhar a votação do projeto de lei. Ao avistar o parlamentar, um homem de um grupo em defesa dos homossexuais fez um sinal de negativo em direção ao deputado. Bolsonaro respondeu de maneira bem-humorada abrindo os braços.

Fonte: G1, 24/10/213

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