Virou moda em Alagoas: lésbica é vítima de estupro corretivo

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


Mais um caso de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, transgênicos (LGBT) em Maceió. A vítima foi a lésbica identificada pelo nome de Fernanda Albuquerque.

Segundo a vítima, um homem em uma moto, invadiu sua residência no último sábado, 27, e tentou estupra-la. Fernanda relatou que viveu vários minutos de muito ‘terror’ uma vez que o desconhecido lhe aplicou várias mordidas e o agrediu fisicamente.

Apesar do invasor ter um físico mais avantajado, a vítima conseguiu reagir e saiu de casa, pedindo socorro aos vizinhos, que rapidamente se mobilizaram e forçaram o agressor fugir do local.

Fernanda Albuquerque e alguns moradores relataram que ficaram indignados com a Polícia Militar (PM) que mesmo acionada pelo Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), através do 190, nenhuma viatura foi ao local.

Segundo o Diretor Geral da Ong Pró-Vida , Dino Alves, o caso é considerado estupro corretivo, que é uma prática criminosa a qual um ou mais homens estupram mulheres lésbicas ou que parecem ser, aparentemente com o objetivo de 'corrigir' suas orientações sexuais.
Somente no último mês de outubro foram registrados vários casos de violência gratuita praticada contra LGBT em Alagoas. O primeiro – e mais sério – aconteceu na cidade de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas.

Era noite da sexta-feira, 12, quando bandidos em uma moto atiraram e mataram o homossexual Clebson Belarmino de Araújo, 18, o ‘Clebinho’. No mesmo atentado um jovem, Weslley Sharles Barros, 19, que estava sentado na frenta da casa da namorada também foi atingido e morreu.

O segundo caso, também aconteceu na mesma noite, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, quando o maquiador Carlos Eduardo Ferreira Mendes, 19, a ‘Larissa Voguel’ e seu companheiro Alisson Rotandaro dos Santos, 20, foram vítimas de um atentado a bala praticado por um policial militar – de folga – lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito (Bptran).

Em nenhum dos casos a polícia judiciária informou se já prendeu os envolvidos, apesar de parentes, amigos e testemunhas já terem sido ouvidas e coloboraram para a identificação dos acusados.

Fonte: Fátima News

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