Lésbicas e e Câncer de Mama

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Lesbianas não são diferentes das outras mulheres em nada, mas determinados comportamentos presentes entre sapatas as tornam mais vulneráveis a algumas doenças. No dia 29 de agosto último, Dia Nacional de Combate ao Fumo, vimos, no artigo Lésbicas e Fumo, que, segundo pesquisas internacionais, mulheres homossexuais costumam fumar bem mais do que as heterossexuais, consequentemente correndo maior risco de desenvolver doenças causadas pelo tabagismo.

No caso do câncer de mama, fora o maior consumo de cigarros, as lésbicas também têm maior possibilidade de desenvolver o mal por conta dos seguintes fatores de risco: excesso de bebida, obesidade e ausência de gravidez (ou gravidez infrequente). Embora esses fatores de risco não sejam exclusivos das lesbianas, são mais comuns entre elas e as mulheres bissexuais.

Acrescenta-se a esses fatores (que, em sua maioria, podem ser eliminados com mudanças no estilo de vida) o problema do preconceito que afasta as lésbicas dos consultórios ginecológicos por medo de receber um tratamento discriminatório e inadequado. Com maiores fatores de risco e sem exames regulares de detecção precoce do câncer de mama, as lésbicas ocupam triste lugar de destaque no ranking dos grupos com alta incidência da doença. 

Nos EUA, após muita pressão de advogados da causa LGBT, em 2013, a pesquisa nacional sobre saúde incluirá questões sobre orientação sexual. Ao coletar mais informações sobre pacientes LGBT, a pesquisa poderá orientar os serviços de saúde a tratar essa população mais adequadamente. 

Segundo médicas e ativistas, como Susan Love, médica lesbiana e fundadora da Fundação de Pesquisa Dr. Susan Love (Dr. Susan Love Research Foundation) e Liz Margolies, diretora executiva da Rede Nacional LGBT de Combate ao Câncer (National LGBT Cancer Network), a pesquisa é um bom começo para a melhoria no atendimento aos pacientes LGBT, mas a luta apenas começou. De qualquer forma, ambas são enfáticas ao recomendar que as parceiras convençam umas as outras a realizar exames periódicos para detecção do câncer de mama. Melhor enfrentar o preconceito do que o câncer! 

Voltaremos a esse tópico em outra postagem. Por ora fiquem com o vídeo de Liz Margolies falando sobre os problemas de saúde da população LGBT, quanto ao câncer, no atendimento dos serviços de saúde. Para quem não entende inglês, é possível ativar as legendas em inglês e depois traduzí-las, ainda que a tradução seja precária.

Com informações do The Advocate, Dr. Susan Love Research Foundation e National LGBT Cancer Network

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