Bela crônica sobre o casamento LGBT: Cartas de Seattle: Fazendo história ao dizer 'sim'

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Recém-casadas - Foto: Matt Stopera/ BuzzFeed

Por Melissa de Andrade

Domingo passado foi um dia histórico em Seattle. Centenas de casais puderam se olhar nos olhos e dizer “sim”. Sim, eu aceito me casar com a pessoa que eu amo.

Eles vão poder contar que se casaram no primeiro dia em que o casamento igualitário foi permitido no estado de Washington, onde fica Seattle. A prefeitura ficou lotada de gente que está junto há 50 anos, 42 anos, 35 anos, 28 anos, 13 anos... e só pôde se casar agora. Felicidade transbordando no ar.

Muitos curiosos foram prestar o seu apoio e ofereceram mimos, flores, aplausos e parabéns. O prefeito Mike McGinn engrossou o coro: "Ei, resto do país: juntem-se a nós. Não há nada além de amor e felicidade acontecendo por aqui”.

A celebração tomou conta da cidade, com casais comemorando nas ruas e aproveitando descontos oferecidos por restaurantes a quem mostrasse a Certidão de Casamento novinha em folha.

Num dos teatros imponentes da cidade, o Paramount, teve festa de casamento conjunta de graça com direito a valsa e bolo. Nome do evento, bem apropriado: O Amor Triunfa – Recepção de Casamento para todos.

Terry Gilbert, à esquerda, e Paul Beppler depois do casamento 
Tá bom, admito, é um pouco brega, embora soe melhor em inglês. Mas amor tem dessas coisas.

O dia oficial foi domingo, mas a festa se iniciou na frente da Prefeitura no fim da tarde da quarta-feira, quando uma fila começou a ser formada. É que na quinta, dia 6, entrou em vigor a lei que permite que casais do mesmo sexo possam se casar. E as licenças começaram a ser emitidas à 0h da quinta.

Por que a pressa? “Esses casais já esperaram demais por este momento”, disse o representante do Condado de King, de que Seattle faz parte, Dow Constantine. Quando o expediente se encerrou, às 18h, mais de 800 casais tinham em mãos a tão esperada autorização para se casar.

As licenças foram emitidas na quinta, mas como o estado exige o prazo de três dias a partir da emissão, os casamentos mesmo só aconteceram no domingo. Mais horário especial, voluntários para atender tanta gente, sorrisos de sobra, lágrimas e muitos aplausos.

Para os que aceitam tudo menos o casamento entre casais homossexuais, houve uma abundância de depoimentos sobre como este dia foi significativo e como eles se sentem mais cidadãos agora (e não cidadãos de segunda classe, como definiu um deles). Esse reconhecimento atraiu até casais do estado vizinho do Oregon.

Poder dizer “sim” pode fazer de um dia um dos mais felizes da sua vida.

Melissa de Andrade é jornalista com mestrado em Negócios Digitais no Reino Unido. Ama teatro, gérberas cor de laranja e seus três gatinhos.

Atua como estrategista de Conteúdo e de Mídias Sociais em Seattle, de onde mantém o blog Preview e, às sextas, escreve para o Blog do Noblat.

Fonte: Blog do Noblat

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